Steve - Metrópole Human
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Steve - Metrópole Human
Tudo começara naquela noite. Lá estava eu, indo a uma das boates mais afastadas do centro. Eu usava uma blusa social branca, uma calça jeans azul e um tênis velho da All Star. Como sempre, levava minhas duas dagas comigo.
“Putz, estou muito atrasado.”, pensei. “Eles devem estar morrendo de raiva de mim.”
Eu parei. Havia uma viela escura, a conhecida “viela do tabaco”. Ela era famosa – talvez ainda seja – por abrigar muitos delinquentes que rondam à noite. “Merda, eu estou com as entradas e eles me esperam há quarenta minutos. Vou pegar este atalho; nada pode acontecer comigo, mesmo. Eu sei me proteger.”
Grande erro!
No início tudo estava ocorrendo bem. Nenhum sinal de pessoas. De repente comecei a ouvir vozes e risos. Comecei a prestar mais atenção em tudo que estava ao meu redor. Eu estava numa ruazinha de uns dois metros de largura entre muros de casas, e só havia um caminho. Eu estava alerta a qualquer coisa com as mãos no punhado de cada daga. Continuei andando e finalmente avistei: a uns dez metros havia uns seis caras fumando e rindo à toa. Um deles me viu.
– Olha só, galera. Um garoto veio nos fazer uma visitinha.
Eles estavam visivelmente sob o efeito da droga. Seus olhos estavam vermelhos e eles pareciam estar tendo alucinações. “Droga!”, pensei. “Não é o momento certo para lutar contra drogados”.
– Oba! – disse outro deles. – Esse moleque aí tá parecendo nervosinho. Do jeito que gosto – ele riu e seus colegas aquiesceram e o imitaram.
Por extinto, tirei minhas dagas e me preparei para lutar. Talvez não devesse ter feito isso. Eles riram ainda mais e começaram a fuxicar alto. Um deles se ofereceu para lutar. Ele avançou, tirou sua espada e se preparou.
– Vamos lá, garoto! Mostre o que sabe.
Eu o ataquei. Ele defendia bem com uma só espada. De repente ele começou a contra-atacar e eu a defender. A luta parecia sem fim, até que ele pulou para golpear de cima para baixo. Ele pôs toda a sua força. Eu, por reflexo, defendi cruzando as duas dagas.
– Bela defesa, garoto.
Comecei novamente a atacá-lo. Me concentrei em meus movimentos e quando reparei uma falha na defesa, tirei-lhe a espada das mãos. “Um já foi. Só mais cinco.” pensei.
O delinquentes se entreolharam impressionados e dessa vez todos se armaram e vieram me atacar. Eu comecei a tentar defender de todos os lados porém eles eram muitos. Um dos golpes passou de raspão e rasgou a manga da minha blusa social. Outro deles me acertou no estômago. Eu, desesperado, olhei para trás e vi George, o meu mestre e meu pai adotivo vindo me salvar com sua espada forjada. Outro golpe me atingiu.
Minha camisa estava encharcada de saco. Eu estava sem forças e George a alguns metros de mim. Ele começou a gritar desesperado:
“Steve! Steve! Steve!”.
Abri os olhos.
– Que foi? – perguntei bocejando.
– Temos muito trabalho hoje.
– Hã? Mas hoje é feriado.
– Steve, levante esse seu traseiro da cama. Você foi convidado para entrar no clube Dead Warriors. Eles querem você lá hoje à tarde às duas em ponto. Temos que forjar suas dagas e te preparar trajes adequados. Eu também terei de te ensinar alguns princípios que não te ensinei. Estava justamente esperando por esse dia.
Me levantei, sonolento. Fui até o banheiro lavar meu rosto e me olhei no espelho. Foi quando me lembrei do golpe na barriga. Levantei a camisa e não encontrei vestígio nenhum de ferida ou cicatriz. “Foi um sonho.”
George e eu forjamos minhas dagas e eu consegui convencê-lo a me deixar ir com minhas roupas habituais. A única coisa que ele insistiu foi que eu levasse luvas de couros que deixam à mostra a metade dos dedos. Pelo menos pude ir com minha calça jeans preta, minhas botas de couro de dragão e minha blusa preta sem mangas.
Quando finalmente deu 13:30 eu saí de casa em rumo ao clube.
“Putz, estou muito atrasado.”, pensei. “Eles devem estar morrendo de raiva de mim.”
Eu parei. Havia uma viela escura, a conhecida “viela do tabaco”. Ela era famosa – talvez ainda seja – por abrigar muitos delinquentes que rondam à noite. “Merda, eu estou com as entradas e eles me esperam há quarenta minutos. Vou pegar este atalho; nada pode acontecer comigo, mesmo. Eu sei me proteger.”
Grande erro!
No início tudo estava ocorrendo bem. Nenhum sinal de pessoas. De repente comecei a ouvir vozes e risos. Comecei a prestar mais atenção em tudo que estava ao meu redor. Eu estava numa ruazinha de uns dois metros de largura entre muros de casas, e só havia um caminho. Eu estava alerta a qualquer coisa com as mãos no punhado de cada daga. Continuei andando e finalmente avistei: a uns dez metros havia uns seis caras fumando e rindo à toa. Um deles me viu.
– Olha só, galera. Um garoto veio nos fazer uma visitinha.
Eles estavam visivelmente sob o efeito da droga. Seus olhos estavam vermelhos e eles pareciam estar tendo alucinações. “Droga!”, pensei. “Não é o momento certo para lutar contra drogados”.
– Oba! – disse outro deles. – Esse moleque aí tá parecendo nervosinho. Do jeito que gosto – ele riu e seus colegas aquiesceram e o imitaram.
Por extinto, tirei minhas dagas e me preparei para lutar. Talvez não devesse ter feito isso. Eles riram ainda mais e começaram a fuxicar alto. Um deles se ofereceu para lutar. Ele avançou, tirou sua espada e se preparou.
– Vamos lá, garoto! Mostre o que sabe.
Eu o ataquei. Ele defendia bem com uma só espada. De repente ele começou a contra-atacar e eu a defender. A luta parecia sem fim, até que ele pulou para golpear de cima para baixo. Ele pôs toda a sua força. Eu, por reflexo, defendi cruzando as duas dagas.
– Bela defesa, garoto.
Comecei novamente a atacá-lo. Me concentrei em meus movimentos e quando reparei uma falha na defesa, tirei-lhe a espada das mãos. “Um já foi. Só mais cinco.” pensei.
O delinquentes se entreolharam impressionados e dessa vez todos se armaram e vieram me atacar. Eu comecei a tentar defender de todos os lados porém eles eram muitos. Um dos golpes passou de raspão e rasgou a manga da minha blusa social. Outro deles me acertou no estômago. Eu, desesperado, olhei para trás e vi George, o meu mestre e meu pai adotivo vindo me salvar com sua espada forjada. Outro golpe me atingiu.
Minha camisa estava encharcada de saco. Eu estava sem forças e George a alguns metros de mim. Ele começou a gritar desesperado:
“Steve! Steve! Steve!”.
Abri os olhos.
– Que foi? – perguntei bocejando.
– Temos muito trabalho hoje.
– Hã? Mas hoje é feriado.
– Steve, levante esse seu traseiro da cama. Você foi convidado para entrar no clube Dead Warriors. Eles querem você lá hoje à tarde às duas em ponto. Temos que forjar suas dagas e te preparar trajes adequados. Eu também terei de te ensinar alguns princípios que não te ensinei. Estava justamente esperando por esse dia.
Me levantei, sonolento. Fui até o banheiro lavar meu rosto e me olhei no espelho. Foi quando me lembrei do golpe na barriga. Levantei a camisa e não encontrei vestígio nenhum de ferida ou cicatriz. “Foi um sonho.”
George e eu forjamos minhas dagas e eu consegui convencê-lo a me deixar ir com minhas roupas habituais. A única coisa que ele insistiu foi que eu levasse luvas de couros que deixam à mostra a metade dos dedos. Pelo menos pude ir com minha calça jeans preta, minhas botas de couro de dragão e minha blusa preta sem mangas.
Quando finalmente deu 13:30 eu saí de casa em rumo ao clube.
Última edição por Ghost em Dom Fev 20, 2011 12:27 pm, editado 2 vez(es)
Re: Steve - Metrópole Human
Naquele dia estava tudo calmo, bem mais que o comum.
Você chegou no clube às 13:50, não havia ninguém la, parecia que tinha algo estranho acontecendo.
Você chegou no clube às 13:50, não havia ninguém la, parecia que tinha algo estranho acontecendo.
Re: Steve - Metrópole Human
Tudo tão calmo. Não se via nem sinal de pessoas na rua. Eu sentei nos degraus e esperei. Tudo aquilo era muito estranho. Fui até a porta, peguei na maçaneta e girei-a. Estava aberto. Entrei vagarosamente e olhei tudo que estava ao meu redor. Era tudo tão organizado. Parecia um ginásio de ginástica olímpica. O chão, de madeira cintilante, refletia nitidamente a minha imagem. Havia uns sacos de porrada pendurados no canto esquerdo da sala, logo ao lado havia materiais de malhação e no canto direito uma bancada cheia de armas. Do lado da bancada havia uma porta com uma faixa onde estava escrito “Escritório”.
Comecei a observar tudo atentamente. Encontrei um relógio de parede onde estava marcado 12:15. “Era eu quem devia chegar na hora certa e eles nem estão aqui.” pensei. “Vou embora, amanhã volto.”
Fui em direção à porta e quando aproximei a mão da maçaneta, ela se virou sozinha. Recuei um passo e a porta se abriu. Entrou de vez um galerão cheio de jovens da minha idade conversando. Eles passaram por mim como se eu não existisse. Por último entrou um senhor de barba enorme indo até seu umbigo. Ele parou na minha frente e me cumprimentou.
– Olá, Steve. Bem-vindo ao clube dos Dead Warriors. Nós estávamos numa reunião. Percebi que a cidade estava vazia. Como não havia ninguém, voltamos.
– Obrigado, senhor.
– Meu nome é Liu. Estes jovens são os membro do clube e irão te integrar no grupo rapidamente. Qual arma usa, Steve?
– Ah, claro. Eu sou Boxing, uso duas dagas – eu disse tirando-as para fora.
– Primeiro, eu quero que me mostre o que sabe.
– Claro. Como?
– Isaac, vem aqui! – disse ele chamando um dos garotos – Eu quero que lute com Steve para testar sua capacidade.
– Claro. – disse ele sorrindo – Vamos ver do que é capaz.
Ele pegou duas espadas e se posicionou no meio da sala. Peguei minhas dagas e o imitei. Liu gritou “comecem” e Isaac deu um sorrisinho antes de me atacar. Ele era rápido e seus movimentos fluidos. Resumindo, a luta estava bem equilibrada, invertendo-se rapidamente de defesa para contra-ataque. Mas eu ainda não estava lutando para valer. Estava avaliando seus movimentos. De repente eu o empurrei para trás com a sola do pé, recuei e falei:
– Agora é p'ra valer.
Comecei a atacá-lo numa velocidade que o impressionou. Todos os meus movimentos passavam de raspão nele e ele não estava conseguindo defendê-los. Ataquei-o com minha adaga da mão esquerda e me preparei: peguei impulsão e tirei um salto mortal gilete por cima dele e caí atrás. Quando ele se virou apontei minha daga direita em seu peito espetando-o um pouco. Ele levantou as mãos e soltou as espadas no chão admitindo a perda.
– Parabéns, Steve. Você venceu um dos bons. Com certeza você tem um lugar seu aqui no clube. Você tem futuro pela frente, garoto.
“Hoje você está de folga. Vá para casa e se prepare para amanhã. Tome este uniforme. Te espero aqui às duas. Mande um abraço para George. Até mais.
Ele se virou e começou a ordenar os rapazes e passar um exercício de treinamento. Eu sai e fui para casa.
Comecei a observar tudo atentamente. Encontrei um relógio de parede onde estava marcado 12:15. “Era eu quem devia chegar na hora certa e eles nem estão aqui.” pensei. “Vou embora, amanhã volto.”
Fui em direção à porta e quando aproximei a mão da maçaneta, ela se virou sozinha. Recuei um passo e a porta se abriu. Entrou de vez um galerão cheio de jovens da minha idade conversando. Eles passaram por mim como se eu não existisse. Por último entrou um senhor de barba enorme indo até seu umbigo. Ele parou na minha frente e me cumprimentou.
– Olá, Steve. Bem-vindo ao clube dos Dead Warriors. Nós estávamos numa reunião. Percebi que a cidade estava vazia. Como não havia ninguém, voltamos.
– Obrigado, senhor.
– Meu nome é Liu. Estes jovens são os membro do clube e irão te integrar no grupo rapidamente. Qual arma usa, Steve?
– Ah, claro. Eu sou Boxing, uso duas dagas – eu disse tirando-as para fora.
– Primeiro, eu quero que me mostre o que sabe.
– Claro. Como?
– Isaac, vem aqui! – disse ele chamando um dos garotos – Eu quero que lute com Steve para testar sua capacidade.
– Claro. – disse ele sorrindo – Vamos ver do que é capaz.
Ele pegou duas espadas e se posicionou no meio da sala. Peguei minhas dagas e o imitei. Liu gritou “comecem” e Isaac deu um sorrisinho antes de me atacar. Ele era rápido e seus movimentos fluidos. Resumindo, a luta estava bem equilibrada, invertendo-se rapidamente de defesa para contra-ataque. Mas eu ainda não estava lutando para valer. Estava avaliando seus movimentos. De repente eu o empurrei para trás com a sola do pé, recuei e falei:
– Agora é p'ra valer.
Comecei a atacá-lo numa velocidade que o impressionou. Todos os meus movimentos passavam de raspão nele e ele não estava conseguindo defendê-los. Ataquei-o com minha adaga da mão esquerda e me preparei: peguei impulsão e tirei um salto mortal gilete por cima dele e caí atrás. Quando ele se virou apontei minha daga direita em seu peito espetando-o um pouco. Ele levantou as mãos e soltou as espadas no chão admitindo a perda.
– Parabéns, Steve. Você venceu um dos bons. Com certeza você tem um lugar seu aqui no clube. Você tem futuro pela frente, garoto.
“Hoje você está de folga. Vá para casa e se prepare para amanhã. Tome este uniforme. Te espero aqui às duas. Mande um abraço para George. Até mais.
Ele se virou e começou a ordenar os rapazes e passar um exercício de treinamento. Eu sai e fui para casa.
Última edição por Ghost em Dom Fev 20, 2011 1:10 pm, editado 4 vez(es)
Re: Steve - Metrópole Human
Você chegou em casa e contou tudo para George e ele te deu os parabéns. Você decide ir descansar para começar o treinamento no dia seguinte.
Re: Steve - Metrópole Human
No outro dia eu acordei mais cedo que de costume. Levantei, lavei meu rosto e me vesti. Depois fui à cozinha e arrumei a mesa para o café da manhã. Deixei tudo pronto para que quando George acordasse não tivesse trabalho algum.
Eu estava muito contente pois entrara com o pé direito no clube Dead Warriors. Finalmente eu poderia treinar e me tornar um guerreiro excepcional. Poderia participar de torneios, mostrar minhas habilidades.
Como George demorava para acordar peguei alguns pesos encostados no canto do cômodo de forjamento dele e os pus na barra e comecei a malhar. Fiquei malhando durante meia hora para gastar minha energia abundante até que George entrou no cômodo e ficou me olhando.
– Vejo que está animado, Steve.
Apreendendo que George me observava há um tempinho deixei os pesos no chão e me virei e falei:
– Pois é. Dormi pouco porém acordei transbordando energia. Aliás, o café 'tá na mesa.
– Sim, eu estava te esperando. Vamos, então?
Aquiescei e o segui. Sentamos à mesa e comemos em silêncio.
– Steve, acho que é hora de eu te contar algo – começou ele após terminarmos. Ele levantou-se e foi até a biblioteca. Procurou por um instante um livro e pegou-o. Ele sentou-se novamente e continuou. – Conhece este livro? – ele nem esperou resposta. – Claro que não. Este livro diz que há muito tempo, séculos atrás, guerreiros especiais eram nomeados. Este eram chamados de Cavaleiros. Eles tinham como missão deter as forças do mal para que a Alliance ficasse em paz. Eles eram providos de uma força sobrenatural e divina.
“Eu sei que esta história não tem nada a ver com você, pelo menos é que você pensa. Atualmente a Horde vem fortalecendo e ganhando mais poder. Dizem que eles estão prestes a nos atacar novamente. Por isso, o mago mais sábio da Alliance, que vive na Metrópole Barbman, está selecionando escolhidos para formar a nova geração de Cavaleiros.
“Ontem eu recebi uma coruja com uma invitação – ele abriu um sorriso. – Acredite se quiser, mas você foi escolhido para ir à seleção de Cavaleiros. Não são muitos os que são chamados, e você foi um dos escolhidos.”
– Isto é sério? – perguntei e logo em seguida recebi um aquiescimento como resposta – Uauuu! E como se passa essa seleção?
– Não sei bem, mas sei que há três grupos. Primeiro há os Cavaleiros de Ouro, depois os Cavaleiros de Prata e depois os de Bronze. Esses três grupos são constituídos por doze membros cujas classes são diferentes. Um de cada classe. Você competirá com outros Boxings.
– Legal. Quando que é isso?
– Não tenho certeza mas Liu falará com você mais detalhes sobre a seleção.
– O.k.
Terminamos o café da manhã. Lavei a louça, arrumei meu quarto e fui para o clube.
Eu estava muito contente pois entrara com o pé direito no clube Dead Warriors. Finalmente eu poderia treinar e me tornar um guerreiro excepcional. Poderia participar de torneios, mostrar minhas habilidades.
Como George demorava para acordar peguei alguns pesos encostados no canto do cômodo de forjamento dele e os pus na barra e comecei a malhar. Fiquei malhando durante meia hora para gastar minha energia abundante até que George entrou no cômodo e ficou me olhando.
– Vejo que está animado, Steve.
Apreendendo que George me observava há um tempinho deixei os pesos no chão e me virei e falei:
– Pois é. Dormi pouco porém acordei transbordando energia. Aliás, o café 'tá na mesa.
– Sim, eu estava te esperando. Vamos, então?
Aquiescei e o segui. Sentamos à mesa e comemos em silêncio.
– Steve, acho que é hora de eu te contar algo – começou ele após terminarmos. Ele levantou-se e foi até a biblioteca. Procurou por um instante um livro e pegou-o. Ele sentou-se novamente e continuou. – Conhece este livro? – ele nem esperou resposta. – Claro que não. Este livro diz que há muito tempo, séculos atrás, guerreiros especiais eram nomeados. Este eram chamados de Cavaleiros. Eles tinham como missão deter as forças do mal para que a Alliance ficasse em paz. Eles eram providos de uma força sobrenatural e divina.
“Eu sei que esta história não tem nada a ver com você, pelo menos é que você pensa. Atualmente a Horde vem fortalecendo e ganhando mais poder. Dizem que eles estão prestes a nos atacar novamente. Por isso, o mago mais sábio da Alliance, que vive na Metrópole Barbman, está selecionando escolhidos para formar a nova geração de Cavaleiros.
“Ontem eu recebi uma coruja com uma invitação – ele abriu um sorriso. – Acredite se quiser, mas você foi escolhido para ir à seleção de Cavaleiros. Não são muitos os que são chamados, e você foi um dos escolhidos.”
– Isto é sério? – perguntei e logo em seguida recebi um aquiescimento como resposta – Uauuu! E como se passa essa seleção?
– Não sei bem, mas sei que há três grupos. Primeiro há os Cavaleiros de Ouro, depois os Cavaleiros de Prata e depois os de Bronze. Esses três grupos são constituídos por doze membros cujas classes são diferentes. Um de cada classe. Você competirá com outros Boxings.
– Legal. Quando que é isso?
– Não tenho certeza mas Liu falará com você mais detalhes sobre a seleção.
– O.k.
Terminamos o café da manhã. Lavei a louça, arrumei meu quarto e fui para o clube.
Última edição por Ghost em Qua Fev 23, 2011 10:10 am, editado 2 vez(es)
Re: Steve - Metrópole Human
Você chegou no clube. Liu estava te esperando:
- Oi Steve, venha comigo.
Você foi com ele e ele te explicou.
- Steve, você foi convocado para a seleção de cavaleiros.
- Eu sei. George falou que você podia me explicar mais detalhes.
- A única coisa que eu posso falar é que você partirá em uma semana para a metrópole Barbman.
- Oi Steve, venha comigo.
Você foi com ele e ele te explicou.
- Steve, você foi convocado para a seleção de cavaleiros.
- Eu sei. George falou que você podia me explicar mais detalhes.
- A única coisa que eu posso falar é que você partirá em uma semana para a metrópole Barbman.
Re: Steve - Metrópole Human
No clube nós treinamos e fizemos exercícios de equilíbrio. Quando acabou Liu despachou todos do clube mais cedo, exceto Isaac e eu. Quando todos haviam partido ele falou:
– Vocês dois foram uns dos poucos Humans escolhidos para a seleção de Cavaleiros. – Eu o olhei surpreso por também ter sido escolhido. – Na próxima segunda, daqui a uma semana, vocês sairão daqui em rumo à Metrópole Barbman. Lá vocês enfrentarão desafios inimagináveis que delimitarão o seu nível.
“Vocês têm exatamente uma semana para treinar e nós estaremos todos os dias aqui depois do horário normal, treinado duas vezes mais do que normalmente. Nessa sexta, nós iremos a um torneio regional numa cidadezinha distrito da Metrópole Human. Eu inscrevi o nome de vocês. Todos irão, mas vocês serão os principais representantes dos Dead Warriors. Eu conto com vocês.
– E quando começamos o treinamento intensificado? – perguntou Isaac.
– Neste exato minuto.
Aquiescemos e começamos a treinar.
Quando cheguei em casa ranguei duas tigelonas de sopa e caí na cama sem tomar banho nem trocar de roupa. Eu estava muito cansado. “Mas vai valer a pena o esforço”, pensei. Nesta noite sonhei que eu andava pela cidade e todos chamavam meu nome e me idolatravam. As meninas estavam loucas por mim. Todos estavam nas calçadas e eu passava pelo centro da rua. Todos me olhavam com admiração. Eu continuava andando sem saber o porquê. Andei. Andei por tempo até que cheguei final. Lá estava minha mãe, me esperando de braços abertos.
Acordei.
Relembrei-me do meu sonho. Minha mãe. Será que ele ainda me esperava. Fazia sete anos que ela me esperava. Sete anos que ela não tinha notícias minhas. Pensar nisto me deprimiu. Fiquei triste.
George veio me chamar em meu quarto para tomar o café da manhã. Na mesa eu não pronunciara uma palavra. George estranhou-me e perguntou:
– O que há, Steve?
– Eu estava me lembrando de minha mãe. Ela deve pensar que estou morto. Sete anos. Faz sete anos que fui embora.
– Steve, sua mãe está bem. Eu tenho notícias dela. Ela arranjou um trabalho na prefeitura como secretária. Agora ela está bem. E ela sabe que você está vivo. Eu lhe mandei uma carta.
– Então ela sabe onde eu moro? Ela tem seu endereço?
– Não, eu lhe mandei uma carta anônima. Não faria bem ao seu emprego faltar agora. É melhor que fique lá e se estabilize.
– George, por que você escondeu isso de mim?
– Não queria deixá-lo triste como está agora.
– Eu tenho que ir procurá-la.
– Olha, Steve., você deve seguir sua jornada. Quando voltar você poderá ir vê-la.
Refleti um pouco e aquiescei. Depois fui ao clube treinar.
Naquele dia Lui pediu a Isaac e a mim que fôssemos numa floresta procurar um tal diamante. Na verdade eram dois, um de cada. Todo escolhido tinha um diamante. E dentro do diamante está o mascote de cada um.
Lá fomos nós.
– Vocês dois foram uns dos poucos Humans escolhidos para a seleção de Cavaleiros. – Eu o olhei surpreso por também ter sido escolhido. – Na próxima segunda, daqui a uma semana, vocês sairão daqui em rumo à Metrópole Barbman. Lá vocês enfrentarão desafios inimagináveis que delimitarão o seu nível.
“Vocês têm exatamente uma semana para treinar e nós estaremos todos os dias aqui depois do horário normal, treinado duas vezes mais do que normalmente. Nessa sexta, nós iremos a um torneio regional numa cidadezinha distrito da Metrópole Human. Eu inscrevi o nome de vocês. Todos irão, mas vocês serão os principais representantes dos Dead Warriors. Eu conto com vocês.
– E quando começamos o treinamento intensificado? – perguntou Isaac.
– Neste exato minuto.
Aquiescemos e começamos a treinar.
Quando cheguei em casa ranguei duas tigelonas de sopa e caí na cama sem tomar banho nem trocar de roupa. Eu estava muito cansado. “Mas vai valer a pena o esforço”, pensei. Nesta noite sonhei que eu andava pela cidade e todos chamavam meu nome e me idolatravam. As meninas estavam loucas por mim. Todos estavam nas calçadas e eu passava pelo centro da rua. Todos me olhavam com admiração. Eu continuava andando sem saber o porquê. Andei. Andei por tempo até que cheguei final. Lá estava minha mãe, me esperando de braços abertos.
Acordei.
Relembrei-me do meu sonho. Minha mãe. Será que ele ainda me esperava. Fazia sete anos que ela me esperava. Sete anos que ela não tinha notícias minhas. Pensar nisto me deprimiu. Fiquei triste.
George veio me chamar em meu quarto para tomar o café da manhã. Na mesa eu não pronunciara uma palavra. George estranhou-me e perguntou:
– O que há, Steve?
– Eu estava me lembrando de minha mãe. Ela deve pensar que estou morto. Sete anos. Faz sete anos que fui embora.
– Steve, sua mãe está bem. Eu tenho notícias dela. Ela arranjou um trabalho na prefeitura como secretária. Agora ela está bem. E ela sabe que você está vivo. Eu lhe mandei uma carta.
– Então ela sabe onde eu moro? Ela tem seu endereço?
– Não, eu lhe mandei uma carta anônima. Não faria bem ao seu emprego faltar agora. É melhor que fique lá e se estabilize.
– George, por que você escondeu isso de mim?
– Não queria deixá-lo triste como está agora.
– Eu tenho que ir procurá-la.
– Olha, Steve., você deve seguir sua jornada. Quando voltar você poderá ir vê-la.
Refleti um pouco e aquiescei. Depois fui ao clube treinar.
Naquele dia Lui pediu a Isaac e a mim que fôssemos numa floresta procurar um tal diamante. Na verdade eram dois, um de cada. Todo escolhido tinha um diamante. E dentro do diamante está o mascote de cada um.
Lá fomos nós.
Última edição por Ghost em Qua Fev 23, 2011 10:13 am, editado 2 vez(es)
Re: Steve - Metrópole Human
Vocês andaram floresta adentro e não achavam os diamantes. Até que apareceu membros de outro clube.
Re: Steve - Metrópole Human
Nós estávamos num bosque de árvores grandes. Havia muitas folhas no chão, muitas pedra. E Liu nos dissera que os diamantes poderiam estar em qualquer lugar. E que para achá-los deveríamos seguir o nosso bom senso, nossa intuição. Procuramos e não achamos nada além das coisas banais: folhas, pedras, insetos, árvores. De repente, escutamos passos se aproximando. Paramos para ouvi-los melhor e eles continuaram a se aproximar rapidamente. Pusemos-nos de costas um para o outro e ficamos em alerta. De repente, seis caras chegaram em tumulto e um deles que estava na frente perguntou:
– O que fazem aqui?
Isaac e eu ficamos de frente a eles.
– E vocês, o que fazem aqui? – replicou Isaac não muito feliz com a visita.
Eles se entreolharam surpresos com a resposta arrogante de Isaac sabendo que estávamos em desvantagem.
– Quem são eles? – perguntei com um murmúrio a Isaac inteligível aos outros.
– São membros do clube Flying Dragons. Eles nos odeiam pois faz três anos que perdem de nós na final do campeonato regional – ele respondeu no mesmo tom. O mesmo cara que perguntara antes deu um passo para frente e falou:
– Nós viemos a ordem de nosso mestre treinar um pouco. Conhecer a natureza melhor, assim disse ele. Como se servisse para alguma coisa em lutas.
– Nós estamos aqui para treinar também.
– Bom, já que encontramos duas gazelas perdidas e indefesas, acho que podemos nos divertir. E se dermos um sumiço em você, Isaac, não teremos mais problemas no campeonato regional.
Isaac rosnou de raiva.
– Se o seu mestre pôs este seu amigo sob sua custódia, – continuou ele – ele não deve saber se defender sozinho. Você é a babá dele? - perguntou ele irônico.
Todos riram. Eu levantei as sobrancelhas surpreso.
– Não tenho medo deles – disse a Isaac.
– Nem eu – ele respondeu. – Eles são muito burros e arrogantes para ganharem da gente.
Os seis tiraram suas armas e se prepararam para lutar. Nós fizemos o mesmo.
– Então se enganou, Jake, – disse Isaac – pois ele é mais forte do que eu.
No instante em que terminou a frase ele atacou-os. E fui atrás. Um dos caras correu. O tal Jake usava uma blade, dois usavam espadas normais, um tinha uma marreta, outro usava um muchaco e o último que correu e pegou distância tinha um arco.
Isaac lutava com Jake e com o ninja numa luta equilibrada. Eu lutava com os dois espadachins e com o hamer. O arqueiro, percebendo que eu estava mais performante que Isaac, decidiu me deixar como alvo.
Os caras com quem eu lutava não eram de grande performance. Cortei a marreta do hamer em dois, dei-lhe um chute na cara e fui lutar com os espadachins. Uma flecha passou a centímetros do meu nariz. De repente o hamer insistente pulou em meu pescoço com um mata-leão e tentou me derrubar. Joguei-o em cima de um dos espadachins que bateu a cabeça numa rocha. Dois já estavam K.O. O outro espadachim me olhava surpreso. Como por instinto olhei para trás e esquivei-me rapidamente de uma flecha que vinha na direção do meu rosto. A flecha atingiu o braço direito do espadachim. Ele caiu, jogou sua espada longe em símbolo de desistência e encostou-se na rocha.
Olhei para trás e vi que a luta de Isaac não avançava para nenhum dos lados. Fui até o arqueiro, que tremia de medo, e cortei o fio de seu arco. Peguei suas flechas, quebrei-as e com uma corda em sua cintura amarrei-o numa árvore. Depois fui até a luta de Isaac. Ele duelava com Jake enquanto o ninja levantava do chão. Este último pegou uma faca e avançou na direção de Isaac para apunhalá-lo de costas.
Isaac derrubou Jake e jogou sua blade a alguns metros dele. Quando ele se virou, o ninja estava prestes a apunhalá-lo quando uma de minhas dagas passou voando pertinho de seus olhos e prendeu numa árvore a alguns metros. Ele parou e olhou para a daga, e quando voltou a olhar para Isaac tomou um chute nos testículos e caiu gemendo. Jake, que levantava com sua blade na mão, parou e ficou nos olhando.
– Ande, aproveite que estou de bom humor e dê o fora daqui com seus caras. Antes que eu mude de ideia – replicou Isaac.
Ele correu e ajudou seus capangas a levantar, eles desamarraram o arqueiro e saíram correndo para a saída da floresta.
Isaac e eu nos entreolhamos e ele foi o primeiro a falar:
– Parabéns, você lutou bem. E obrigado por me salvar do ninja.
– É meu dever. Somos parceiros, não somos?
– Mais que isso. Somos amigos. Valeu, então.
Continuamos andando até chegar a um lago pequeno cheio de rochas dentro. Aproximei-me da água e olhei para meu reflexo nítido na clareza dela. De repente vi algo brilhar no fundo da lago.
– Isaac, você está vendo algo brilhando na água?
Ele se abaixou para olhar para a água.
– Não vejo nada, Steve.
– Chega mais perto, eu estou vendo uma coisa brilhando.
Ele se abaixou e tentou enxergar.
– Não vejo nada. Deve ser a fome – disse ele com um sorriso. – Vou procurar em outro canto, o.k.?
– 'Tá, eu vou ficar aqui e tomar um banho.
Ele saiu e foi para outro lugar. Eu me despi completamente e mergulhei na água. O brilho aumentava. Voltei à tona para pegar ar para aumentar meu fôlego e mergulhei novamente. No fundo do rio, entre as pedras havia um diamante azul-escuro com uma luz fluorescente embutida nele. Peguei-o e voltei à tona. Ele brilhava menos fora d'água. Vesti-me molhado, pus o diamante no bolso traseiro da calça jeans e fui ao encontro de Isaac.
Ele estava tentando subir numa enorme e larga árvore sem galhos com as espadas para ajudar na escalada.
– Eu vejo uma luz vermelha na árvore – disse ele.
– Essa luz é o diamante. Por isso você não conseguia ver a luz no fundo do lago. – Tirei o meu do bolso e mostrei-lhe. – Tome minhas dagas, vão ajudar a subir na árvore.
Ele as pegou e começou a escalar. Chegando no topo, mexeu nas folhas e achou seu diamante. Depois de descer, voltamos ao clube e já era noite.
– O que fazem aqui?
Isaac e eu ficamos de frente a eles.
– E vocês, o que fazem aqui? – replicou Isaac não muito feliz com a visita.
Eles se entreolharam surpresos com a resposta arrogante de Isaac sabendo que estávamos em desvantagem.
– Quem são eles? – perguntei com um murmúrio a Isaac inteligível aos outros.
– São membros do clube Flying Dragons. Eles nos odeiam pois faz três anos que perdem de nós na final do campeonato regional – ele respondeu no mesmo tom. O mesmo cara que perguntara antes deu um passo para frente e falou:
– Nós viemos a ordem de nosso mestre treinar um pouco. Conhecer a natureza melhor, assim disse ele. Como se servisse para alguma coisa em lutas.
– Nós estamos aqui para treinar também.
– Bom, já que encontramos duas gazelas perdidas e indefesas, acho que podemos nos divertir. E se dermos um sumiço em você, Isaac, não teremos mais problemas no campeonato regional.
Isaac rosnou de raiva.
– Se o seu mestre pôs este seu amigo sob sua custódia, – continuou ele – ele não deve saber se defender sozinho. Você é a babá dele? - perguntou ele irônico.
Todos riram. Eu levantei as sobrancelhas surpreso.
– Não tenho medo deles – disse a Isaac.
– Nem eu – ele respondeu. – Eles são muito burros e arrogantes para ganharem da gente.
Os seis tiraram suas armas e se prepararam para lutar. Nós fizemos o mesmo.
– Então se enganou, Jake, – disse Isaac – pois ele é mais forte do que eu.
No instante em que terminou a frase ele atacou-os. E fui atrás. Um dos caras correu. O tal Jake usava uma blade, dois usavam espadas normais, um tinha uma marreta, outro usava um muchaco e o último que correu e pegou distância tinha um arco.
Isaac lutava com Jake e com o ninja numa luta equilibrada. Eu lutava com os dois espadachins e com o hamer. O arqueiro, percebendo que eu estava mais performante que Isaac, decidiu me deixar como alvo.
Os caras com quem eu lutava não eram de grande performance. Cortei a marreta do hamer em dois, dei-lhe um chute na cara e fui lutar com os espadachins. Uma flecha passou a centímetros do meu nariz. De repente o hamer insistente pulou em meu pescoço com um mata-leão e tentou me derrubar. Joguei-o em cima de um dos espadachins que bateu a cabeça numa rocha. Dois já estavam K.O. O outro espadachim me olhava surpreso. Como por instinto olhei para trás e esquivei-me rapidamente de uma flecha que vinha na direção do meu rosto. A flecha atingiu o braço direito do espadachim. Ele caiu, jogou sua espada longe em símbolo de desistência e encostou-se na rocha.
Olhei para trás e vi que a luta de Isaac não avançava para nenhum dos lados. Fui até o arqueiro, que tremia de medo, e cortei o fio de seu arco. Peguei suas flechas, quebrei-as e com uma corda em sua cintura amarrei-o numa árvore. Depois fui até a luta de Isaac. Ele duelava com Jake enquanto o ninja levantava do chão. Este último pegou uma faca e avançou na direção de Isaac para apunhalá-lo de costas.
Isaac derrubou Jake e jogou sua blade a alguns metros dele. Quando ele se virou, o ninja estava prestes a apunhalá-lo quando uma de minhas dagas passou voando pertinho de seus olhos e prendeu numa árvore a alguns metros. Ele parou e olhou para a daga, e quando voltou a olhar para Isaac tomou um chute nos testículos e caiu gemendo. Jake, que levantava com sua blade na mão, parou e ficou nos olhando.
– Ande, aproveite que estou de bom humor e dê o fora daqui com seus caras. Antes que eu mude de ideia – replicou Isaac.
Ele correu e ajudou seus capangas a levantar, eles desamarraram o arqueiro e saíram correndo para a saída da floresta.
Isaac e eu nos entreolhamos e ele foi o primeiro a falar:
– Parabéns, você lutou bem. E obrigado por me salvar do ninja.
– É meu dever. Somos parceiros, não somos?
– Mais que isso. Somos amigos. Valeu, então.
Continuamos andando até chegar a um lago pequeno cheio de rochas dentro. Aproximei-me da água e olhei para meu reflexo nítido na clareza dela. De repente vi algo brilhar no fundo da lago.
– Isaac, você está vendo algo brilhando na água?
Ele se abaixou para olhar para a água.
– Não vejo nada, Steve.
– Chega mais perto, eu estou vendo uma coisa brilhando.
Ele se abaixou e tentou enxergar.
– Não vejo nada. Deve ser a fome – disse ele com um sorriso. – Vou procurar em outro canto, o.k.?
– 'Tá, eu vou ficar aqui e tomar um banho.
Ele saiu e foi para outro lugar. Eu me despi completamente e mergulhei na água. O brilho aumentava. Voltei à tona para pegar ar para aumentar meu fôlego e mergulhei novamente. No fundo do rio, entre as pedras havia um diamante azul-escuro com uma luz fluorescente embutida nele. Peguei-o e voltei à tona. Ele brilhava menos fora d'água. Vesti-me molhado, pus o diamante no bolso traseiro da calça jeans e fui ao encontro de Isaac.
Ele estava tentando subir numa enorme e larga árvore sem galhos com as espadas para ajudar na escalada.
– Eu vejo uma luz vermelha na árvore – disse ele.
– Essa luz é o diamante. Por isso você não conseguia ver a luz no fundo do lago. – Tirei o meu do bolso e mostrei-lhe. – Tome minhas dagas, vão ajudar a subir na árvore.
Ele as pegou e começou a escalar. Chegando no topo, mexeu nas folhas e achou seu diamante. Depois de descer, voltamos ao clube e já era noite.
Última edição por Ghost em Qua Fev 23, 2011 10:14 am, editado 2 vez(es)
Re: Steve - Metrópole Human
Após tudo isso vocês retornaram a suas casas.
No dia seguinte você foi para o clube.
No dia seguinte você foi para o clube.
Re: Steve - Metrópole Human
No outro dia quando cheguei ao clube não havia ninguém lá, só o Liu. Isaac chegou alguns minutos depois de mim.
– O que há? – perguntou Isaac. – Onde está o resto do pessoal?
– Eles foram mandados à montanha no leste da cidade para treinar num lugar com menos oxigênio.
Aquiescemos por compreensão. Liu continuou:
– Vocês hoje passarão por um procedimento mais cuidadoso, e é claro, muito importante. Vocês irão animar seus diamantes. Espero que os trouxeram.
– Sim, o meu 'tá aqui – disse Isaac tirando-o do bolso lateral da bermuda.
– O meu também – disse enquanto fazia o mesmo que Isaac fizera. – Liu, como assim... animar os diamantes?
– Não sei se já repararam mas há dentro de seus diamantes um foco de energia fluorescente. – ele continuou sem esperar respostas. – Esta luz é como um óvulo esperando para ser fecundado. Esta “fecundação” é feita por magia oculta, encontrada em raros livros antiquados de magia antiga. E eu peguei um livro onde estão contidos os feitiços e preparações na zona restrita da biblioteca para animar os diamantes.
– Mas o que sairá dos nossos diamantes exatamente, mestre? – perguntou Isaac.
– Não se sabe nem se pode saber. Serão seus mascotes. Eles são animais místicos. Eles serão servos fiéis seus. Eu preciso que me deem os diamantes enquanto examino-os em meu escritório.
Estendemos-lhe a mão e ele os pegou. Ele foi ao seu escritório e fechou a porta. Isaac e eu começamos a conversar sobre as possibilidades de mascotes e sobre nossos animais místicos preferidos.
Vinte minutos depois Liu saiu do escritório e foi ao nosso encontro.
– Por favor, peguem a mesinha e ponham-na no meio do cômodo.
Obedecemos. Ele posicionou os diamantes na mesa um em cada extremidade e pediu para que nos afastássemos. Ele começou a falar coisas numa língua desconhecida por mim, provavelmente extinta. De repente os dois diamantes começaram a brilhar fortemente. Os móveis do cômodo começaram a tremer e os diamantes a flutuar. A luz brilhava tão forte que a um certo ponto tive que fechar os olhos. De repente Liu falou uma frase alto e eu os abri. Desta vez ele falou na minha língua: “Nasçam!”. Houve uma explosão de luz.
Dois ovos apareceram em nossa frente, um na minha e um na frente de Isaac. De repente os diamantes agora pequenos e presos num cordão flutuaram até nosso pescoços e se encaixaram.
– Estes cordões estão ligados à suas vidas e às dos seus mascotes. Eles são indestrutíveis porém vocês não podem perdê-los. Caso alguém os adquira também controlará os poderes de seus mascotes. – Repentinamente os ovos começaram a rachar. – Ah, é importante que se apresentem a eles e que digam que são seus cavaleiros. É importante usar este termo, o.k.?
Aquiescemos e fixamos o olhar cada um em seu ovo. O primeiro a sair foi o do Isaac. Era um bicho feio. Ele era amarelo e tinha listras pretas horizontas em suas costas e sua barriga era de cor branca. Pelo que eu aprendera na escola, era um Velociraptor, um animal místico que vivera há muito tempo na Terra. Ele estava cheio de gosma do ovo. Isaac aproximou-se e falou:
– Oi! Eu sou Isaac e serei seu cavaleiro. – o Velociraptor olhou indiferente. – É um prazer tê-lo comigo – continuou sorridente.
– Isaac, lave-o na banheira do banheiro – disse Liu.
Isaac pegou-o no colo e levou-o ao banheiro. Enquanto isso, meu ovo rachou completamente e um cavalinho preto saiu. Observei-o sem saber que bicho místico aquilo era até que ele abriu as asinhas.
– Waaaoooooooh! Um Cavalo Alado. Todo preto, ainda por cima. – Liu fez-me sinal com as mãos para continuar. – Oi, meu nome é Steve. É um prazer te conhecer,...
Neste exato momento uma voz de menino dentro do meu pensamento falou. Ela disse “Dark”. Eu olhei para Liu.
– Você escutou alguma coisa? – perguntei a meu mestre.
Ele fez sinal com as mãos para que continuasse.
– Quer dizer que você se chama Dark? – perguntei ao meu recém mascote. Ele aquiesceu. – Quer dizer então que você pode se comunicar comigo pelo pensamento?
Ele me respondeu em seguida: “Claro, e você nem precisa falar, eu posso escutar e ver o que você está pensando. Por isso somos muito ligados. Esperei tanto para que esse dia chegasse, você nem imagina. Aliás, que tal um banho, pois estou realmente fétido, não acha?”.
– Olha, vou a meu escritório – disse Liu retirando-se.
Dei um sorriso e aquiescei. Dark era como um potrinho normal. Tinha pernas finas ainda desequilibradas, curtas pelagem e crina. Como fez perceber seu nome, ele era eventual e completamente preto. E era muito preto, realmente super-escuro. Depois de um tempinho vi que ele tinha uma pequena lua na testa, realmente branca que fazia-o lindo com este contraste.
Isaac saiu do banheiro com seu Velociraptor pequeno nos braços e olhou admirado para Dark.
– Muito bonito, seu cavalo, Steve.
Escutei Dark falar: “Não sou um simples cavalo! Cavalo Alado, isso que sou! Mas obrigado pelo elogio.” Eu ri baixinho e me direcionei ao banheiro com o Dark me seguindo. Ele ganhava equilíbrio com o tempo. Pus-o na banheira e lhe dei uma ducha. Peguei uma escova, um sabão esfreguei até ele ficar cheiroso. Depois sequei-o com minha toalha e saímos. Liu conversava com Isaac e quando cheguei perto deles ele falou:
– Vocês podem ir. Amanhã aqui às onze horas, o.k.?
Aquiescemos e fomos embora.
Chegando em casa pus Dark no quintal situado atrás da casa. George tinha saído. Era bem grande e a grama estava a altura média. Perfeita para ele. Peguei algumas ferramentas em casa, madeira e comecei a fabricar uma casa grande para meu mascote onde haveria uma canto para tomar água e comer palha, um para que faça sua necessidades e um para dormir com um colchão. Terminei às nove da noite e o chamei para ver.
– Olha, não sei se você gosta de dormir em cama, mas eu te coloquei um colchão macio para que durma confortavelmente. Aqui é para beber, aqui para comer e este lugar com um grande recipiente de madeira é para que faça suas necessidades, tá?
“Claro, – disse ele – adorei. Sim, eu acho que todos os equinos gostariam de um colchão para dormir, mas eles não sabem se comunicar com humanos. Muito obrigado, Steve. Eu realmente me sinto seguro aqui.”
Fui em casa e preparei para o jantar uma lasanha de espinafre.
– O que há? – perguntou Isaac. – Onde está o resto do pessoal?
– Eles foram mandados à montanha no leste da cidade para treinar num lugar com menos oxigênio.
Aquiescemos por compreensão. Liu continuou:
– Vocês hoje passarão por um procedimento mais cuidadoso, e é claro, muito importante. Vocês irão animar seus diamantes. Espero que os trouxeram.
– Sim, o meu 'tá aqui – disse Isaac tirando-o do bolso lateral da bermuda.
– O meu também – disse enquanto fazia o mesmo que Isaac fizera. – Liu, como assim... animar os diamantes?
– Não sei se já repararam mas há dentro de seus diamantes um foco de energia fluorescente. – ele continuou sem esperar respostas. – Esta luz é como um óvulo esperando para ser fecundado. Esta “fecundação” é feita por magia oculta, encontrada em raros livros antiquados de magia antiga. E eu peguei um livro onde estão contidos os feitiços e preparações na zona restrita da biblioteca para animar os diamantes.
– Mas o que sairá dos nossos diamantes exatamente, mestre? – perguntou Isaac.
– Não se sabe nem se pode saber. Serão seus mascotes. Eles são animais místicos. Eles serão servos fiéis seus. Eu preciso que me deem os diamantes enquanto examino-os em meu escritório.
Estendemos-lhe a mão e ele os pegou. Ele foi ao seu escritório e fechou a porta. Isaac e eu começamos a conversar sobre as possibilidades de mascotes e sobre nossos animais místicos preferidos.
Vinte minutos depois Liu saiu do escritório e foi ao nosso encontro.
– Por favor, peguem a mesinha e ponham-na no meio do cômodo.
Obedecemos. Ele posicionou os diamantes na mesa um em cada extremidade e pediu para que nos afastássemos. Ele começou a falar coisas numa língua desconhecida por mim, provavelmente extinta. De repente os dois diamantes começaram a brilhar fortemente. Os móveis do cômodo começaram a tremer e os diamantes a flutuar. A luz brilhava tão forte que a um certo ponto tive que fechar os olhos. De repente Liu falou uma frase alto e eu os abri. Desta vez ele falou na minha língua: “Nasçam!”. Houve uma explosão de luz.
Dois ovos apareceram em nossa frente, um na minha e um na frente de Isaac. De repente os diamantes agora pequenos e presos num cordão flutuaram até nosso pescoços e se encaixaram.
– Estes cordões estão ligados à suas vidas e às dos seus mascotes. Eles são indestrutíveis porém vocês não podem perdê-los. Caso alguém os adquira também controlará os poderes de seus mascotes. – Repentinamente os ovos começaram a rachar. – Ah, é importante que se apresentem a eles e que digam que são seus cavaleiros. É importante usar este termo, o.k.?
Aquiescemos e fixamos o olhar cada um em seu ovo. O primeiro a sair foi o do Isaac. Era um bicho feio. Ele era amarelo e tinha listras pretas horizontas em suas costas e sua barriga era de cor branca. Pelo que eu aprendera na escola, era um Velociraptor, um animal místico que vivera há muito tempo na Terra. Ele estava cheio de gosma do ovo. Isaac aproximou-se e falou:
– Oi! Eu sou Isaac e serei seu cavaleiro. – o Velociraptor olhou indiferente. – É um prazer tê-lo comigo – continuou sorridente.
– Isaac, lave-o na banheira do banheiro – disse Liu.
Isaac pegou-o no colo e levou-o ao banheiro. Enquanto isso, meu ovo rachou completamente e um cavalinho preto saiu. Observei-o sem saber que bicho místico aquilo era até que ele abriu as asinhas.
– Waaaoooooooh! Um Cavalo Alado. Todo preto, ainda por cima. – Liu fez-me sinal com as mãos para continuar. – Oi, meu nome é Steve. É um prazer te conhecer,...
Neste exato momento uma voz de menino dentro do meu pensamento falou. Ela disse “Dark”. Eu olhei para Liu.
– Você escutou alguma coisa? – perguntei a meu mestre.
Ele fez sinal com as mãos para que continuasse.
– Quer dizer que você se chama Dark? – perguntei ao meu recém mascote. Ele aquiesceu. – Quer dizer então que você pode se comunicar comigo pelo pensamento?
Ele me respondeu em seguida: “Claro, e você nem precisa falar, eu posso escutar e ver o que você está pensando. Por isso somos muito ligados. Esperei tanto para que esse dia chegasse, você nem imagina. Aliás, que tal um banho, pois estou realmente fétido, não acha?”.
– Olha, vou a meu escritório – disse Liu retirando-se.
Dei um sorriso e aquiescei. Dark era como um potrinho normal. Tinha pernas finas ainda desequilibradas, curtas pelagem e crina. Como fez perceber seu nome, ele era eventual e completamente preto. E era muito preto, realmente super-escuro. Depois de um tempinho vi que ele tinha uma pequena lua na testa, realmente branca que fazia-o lindo com este contraste.
Isaac saiu do banheiro com seu Velociraptor pequeno nos braços e olhou admirado para Dark.
– Muito bonito, seu cavalo, Steve.
Escutei Dark falar: “Não sou um simples cavalo! Cavalo Alado, isso que sou! Mas obrigado pelo elogio.” Eu ri baixinho e me direcionei ao banheiro com o Dark me seguindo. Ele ganhava equilíbrio com o tempo. Pus-o na banheira e lhe dei uma ducha. Peguei uma escova, um sabão esfreguei até ele ficar cheiroso. Depois sequei-o com minha toalha e saímos. Liu conversava com Isaac e quando cheguei perto deles ele falou:
– Vocês podem ir. Amanhã aqui às onze horas, o.k.?
Aquiescemos e fomos embora.
Chegando em casa pus Dark no quintal situado atrás da casa. George tinha saído. Era bem grande e a grama estava a altura média. Perfeita para ele. Peguei algumas ferramentas em casa, madeira e comecei a fabricar uma casa grande para meu mascote onde haveria uma canto para tomar água e comer palha, um para que faça sua necessidades e um para dormir com um colchão. Terminei às nove da noite e o chamei para ver.
– Olha, não sei se você gosta de dormir em cama, mas eu te coloquei um colchão macio para que durma confortavelmente. Aqui é para beber, aqui para comer e este lugar com um grande recipiente de madeira é para que faça suas necessidades, tá?
“Claro, – disse ele – adorei. Sim, eu acho que todos os equinos gostariam de um colchão para dormir, mas eles não sabem se comunicar com humanos. Muito obrigado, Steve. Eu realmente me sinto seguro aqui.”
Fui em casa e preparei para o jantar uma lasanha de espinafre.
Última edição por Ghost em Qua Fev 23, 2011 10:16 am, editado 2 vez(es)
Re: Steve - Metrópole Human
George chegou em casa.
- E aí Steve? Como vai? Algo de novo?
- Ganhei meu mascote.
- Sério? Deixe-me vê-lo.
Vocês foram ao jardim e George viu o mascote.
- Ele se chama Dark.
- Oi, Dark. Tudo bem?
Ele aquiesceu.
- Ja é tarde. Melhor ir dormir.
- E aí Steve? Como vai? Algo de novo?
- Ganhei meu mascote.
- Sério? Deixe-me vê-lo.
Vocês foram ao jardim e George viu o mascote.
- Ele se chama Dark.
- Oi, Dark. Tudo bem?
Ele aquiesceu.
- Ja é tarde. Melhor ir dormir.
Re: Steve - Metrópole Human
Os dias se passaram e Dark crescia perceptivelmente. Ele não dava trabalho algum a George, o que para ele era perfeito. Eu, para compensar as horas que passava treinando limpava a casa e preparava as refeições. Todos os dias depois dos treinos normais lá estávamos nós, eu e Isaac, treinado sob as ordens de Liu todo orgulhoso.
Sexta-feira chegara e nós fomos ao torneio. Fomos de trem e a viagem durou umas 2 horas e meia. Neste dia eu deixara Dark em casa pois não era permitido entrada de animais nos vagões. Chegando na cidadezinha rústica nos acomodamos num hotel. Todos tinham meia hora para arrumar suas coisas e voltar ao saguão de entrada. Nós dividíamos os quartos para dois. Como sempre, eu estava com Isaac. Nossa amizade viera crescendo nos últimos tempos, nós saíamos de noite mas principalmente era o treinamento que nos ligava. Fomos uns dos últimos a chegar no local de encontro pois nosso quarto ficava no andar mais alto e o elevador estava em pane.
– Agora nós iremos a uma lanchonete de fast food lanchar e depois iremos nos repousar para o torneio de amanhã de manhã – disse Liu demonstrando autoridade.
Fomos a uma lanchonete grande com uma placa cheia de luzes escrito Fast Food. Era muito movimentada ou talvez estivesse por causa da atração do torneio. Isaac e eu nos sentamos numa mesa a sós e fizemos nosso pedido. Numa das mesas vizinhas havia duas garotas orientais de olhos puxados muito bonitas que nos observavam pelo canto do olho.
– O que acha, hein, Steve? – perguntou acenando com a cabeça para elas.
– Bonitas. Pena que vamos ter que dormir cedo.
– Que pena, mesmo.
– Bom, nada é em vão – eu disse com um olhar sagaz.
– Como assim, Steve? Vai fazer o quê?
Apenas tinha terminado sua frase que levantei da cadeira e fui em sua direção. Me aproximei da mesa e me abaixei para falar com elas.
– Oi.
– Oi. – responderam simultaneamente.
– Eu e meu amigo ali – disse mostrando Isaac com a cabeça – gostaríamos de convidar vocês para tomar um refresco. Que tal?
– Claro – respondeu uma.
– Por que não? – concluiu a outra retoricamente.
Fui até Isaac e falei.
– Agora presta atenção – disse priscando para ele.
Voltei à mesa das meninas.
– Ah, merda. Me lembrei que hoje não posso, mas que tal amanhã? Vocês vão ao torneio?
– Sim, claro. Viemos aqui para assistir. Vocês lutam?
– Sim, fazemos parte de um clube. Bom, então nos vemos lá, o.k.?
Elas aquiesceram e voltei à minha mesa. Isaac adorou minha atuação e disse que me devia essa. Depois nós comemos e fomos dormir para acordarmos em forma para o torneio de amanhã cedo.
Sexta-feira chegara e nós fomos ao torneio. Fomos de trem e a viagem durou umas 2 horas e meia. Neste dia eu deixara Dark em casa pois não era permitido entrada de animais nos vagões. Chegando na cidadezinha rústica nos acomodamos num hotel. Todos tinham meia hora para arrumar suas coisas e voltar ao saguão de entrada. Nós dividíamos os quartos para dois. Como sempre, eu estava com Isaac. Nossa amizade viera crescendo nos últimos tempos, nós saíamos de noite mas principalmente era o treinamento que nos ligava. Fomos uns dos últimos a chegar no local de encontro pois nosso quarto ficava no andar mais alto e o elevador estava em pane.
– Agora nós iremos a uma lanchonete de fast food lanchar e depois iremos nos repousar para o torneio de amanhã de manhã – disse Liu demonstrando autoridade.
Fomos a uma lanchonete grande com uma placa cheia de luzes escrito Fast Food. Era muito movimentada ou talvez estivesse por causa da atração do torneio. Isaac e eu nos sentamos numa mesa a sós e fizemos nosso pedido. Numa das mesas vizinhas havia duas garotas orientais de olhos puxados muito bonitas que nos observavam pelo canto do olho.
– O que acha, hein, Steve? – perguntou acenando com a cabeça para elas.
– Bonitas. Pena que vamos ter que dormir cedo.
– Que pena, mesmo.
– Bom, nada é em vão – eu disse com um olhar sagaz.
– Como assim, Steve? Vai fazer o quê?
Apenas tinha terminado sua frase que levantei da cadeira e fui em sua direção. Me aproximei da mesa e me abaixei para falar com elas.
– Oi.
– Oi. – responderam simultaneamente.
– Eu e meu amigo ali – disse mostrando Isaac com a cabeça – gostaríamos de convidar vocês para tomar um refresco. Que tal?
– Claro – respondeu uma.
– Por que não? – concluiu a outra retoricamente.
Fui até Isaac e falei.
– Agora presta atenção – disse priscando para ele.
Voltei à mesa das meninas.
– Ah, merda. Me lembrei que hoje não posso, mas que tal amanhã? Vocês vão ao torneio?
– Sim, claro. Viemos aqui para assistir. Vocês lutam?
– Sim, fazemos parte de um clube. Bom, então nos vemos lá, o.k.?
Elas aquiesceram e voltei à minha mesa. Isaac adorou minha atuação e disse que me devia essa. Depois nós comemos e fomos dormir para acordarmos em forma para o torneio de amanhã cedo.
Última edição por Ghost em Qua Fev 23, 2011 10:17 am, editado 2 vez(es)
Re: Steve - Metrópole Human
Vocês acordaram no dia seguinte e Liu estava os esperando.
- Vamos, hoje será a divulgação das chaves dos clubes que estão participando.
Vocês chegaram lá e viram a tabela com as chaves:
OFF: É como copa do mundo!
- Vamos, hoje será a divulgação das chaves dos clubes que estão participando.
Vocês chegaram lá e viram a tabela com as chaves:
Grupo A
Clube Humans Tiers
Clube Tiger Fidin
Clube Guiro Eriud
Clube Riusu Zinis
Grupo B
Clube Erdin
Clube Saris Feriza
Clube Difo Dado
Clube Erion Fino
Grupo C
Clube Kinfe Ertune
Clube Dead Warriors
Clube Diuner Twin
Clube Firou Giner
Grupo D
Clube Rindo Cluse
Clube Dindo Ariede
Clube Siner Sonie
Clube Flying Dragons
Chaves:
Quartas
1ºA x 2ºB - Luta 1
1ºB x 2ºC - Luta 2
1ºC x 2ºD - Luta 3
1ºD x 2ºA - Luta 4
Semifinais
Venc1 x Venc3 - Luta A
Venc2 x Venc4 - Luta B
Final e 3º Lugar
VencA x VencB - Primeiro Lugar
PerdA x PerdB - Terceiro Lugar
OFF: É como copa do mundo!
Re: Steve - Metrópole Human
No outro dia acordamos, comemos e descemos. No saguão Liu nos esperava.
– Vamos, garotos. Hoje serão divulgados os clubes e as lutas.
Ao chegarmos no local do torneio vimos o painel de lutas. Nós estávamos no Grupo C e os Flying Dragons no Grupo D.
Na nossa chave havia apenas um clube conhecido que fora derrotado no último torneio nas quartas de finais pelo clube dos Flying Dragons, me contou Isaac. Liu pediu a Brian, um dos membros do nosso clube para ir busca a lista de horários para sabermos quando seria nossa primeira luta.
As lutas entre clubes se passavam da seguinte forma: cada clube devia inscrever seis participantes o representando. Depois eram sorteadas as lutas entre os clubes. Cada membro do grupo tinha de batalhar uma vez com um do outro clube e o que tiver mais vitórias ganha. As lutas terminam quando um dos lutadores pede água ou morre. Normalmente não há casos de morte.
Todo o clube estava conosco na cidadezinha, mesmo os que não iam participar.
Brian chegou e deu a Liu a lista. Nós estávamos apenas esperando Brian com os horários.
– Steve, que tal darmos uma voltinha para ver que tipo de adversários teremos de enfrentar? – propôs Isaac.
– Certo.
Saímos e fomos dar uma olhada nos arredores. Avistamos as duas garotas de ontem à noite. Elas ficaram nos olhando de longe dando risadinhas.
– Vamos lá, Isaac?
– Vamos.
Isaac tomou fôlego para ganhar coragem e fomos em sua direção. Eu já estava habituado.
– Oi – fui o primeiro a falar.
– Oi – elas responderam simultaneamente.
Isaac acenou com a cabeça.
– Então – continuei – nós vamos lutar daqui a pouco. Depois disso vamos dar uma voltinha, o.k.?
– Claro – respondeu a mais bonita e pelo jeito, mais corajosa. A outra olhava Isaac de cima para baixo interessada.
Voltamos ao local onde estavam os outros do clube e ouvimos um “Vai começar!” breve. Um homem rechonchudo subiu no palco, pegou o microfone e começou a falar. Primeiro ele agradeceu a todos pela presença, aos que ajudaram na organização e aos beneficentes voluntariados. Depois ele recitou as regras e finalizou agradecendo novamente. Atrás dele havia uma grande tela televisionada onde foram postas as lutas. Haviam quatro locais de luta. Nós fomos sorteados contra os Diuner Twin na primeira rodada.
As salas de batalha eram cheias de tecnologia. Os dois lutadores entravam nela com suas armas e um cenário era aleatoriamente sorteado. A luta podia ocorrer nas montanhas, na beira de um rio, num vulcão, enfim, eram inúmeras as possibilidades. E quem estava de fora podia ver por uma tela. Isaac foi o segundo a lutar e saiu da sala rapidamente. Eu fui o quinto a lutar e ganhei facilmente. Esta primeira rodada foi muito fácil, vencemos de 5 x 1 lutas.
Depois encontramos com as meninas e fomos a uma lanchonete. Nós tínhamos direito a comida de graça. Tomamos um drinque e ficamos conversando. Eu estava interessado em Camila e Isaac em Pricila. Nós conversamos por um tempo até que Brian chegou e nos disse que nossa próxima luta seria apenas às 17:00, ou seja, nós podíamos dar uma voltinha pela cidade.
– Isaac, vou ali e já volto, 'tá? – eu disse dando uma piscadela para ele.
Fui a uma loja de aluguel de carros e aluguei com minha reserva monetária aluguei um carro conversível e voltei à lanchonete.
– Garotas, que tal dar uma voltinha no meu carro? – disse girando a chave no dedo.
Isaac me olhou com uma cara de impressionado. Com certeza devia estar pensando: “O que que ele aprontou dessa vez?”. Saímos e fomos conhecer a cidade. Já que não havia praia, decidimos ir a uma lagoa para aproveitar do clima romântico.
– Vamos, garotos. Hoje serão divulgados os clubes e as lutas.
Ao chegarmos no local do torneio vimos o painel de lutas. Nós estávamos no Grupo C e os Flying Dragons no Grupo D.
Na nossa chave havia apenas um clube conhecido que fora derrotado no último torneio nas quartas de finais pelo clube dos Flying Dragons, me contou Isaac. Liu pediu a Brian, um dos membros do nosso clube para ir busca a lista de horários para sabermos quando seria nossa primeira luta.
As lutas entre clubes se passavam da seguinte forma: cada clube devia inscrever seis participantes o representando. Depois eram sorteadas as lutas entre os clubes. Cada membro do grupo tinha de batalhar uma vez com um do outro clube e o que tiver mais vitórias ganha. As lutas terminam quando um dos lutadores pede água ou morre. Normalmente não há casos de morte.
Todo o clube estava conosco na cidadezinha, mesmo os que não iam participar.
Brian chegou e deu a Liu a lista. Nós estávamos apenas esperando Brian com os horários.
– Steve, que tal darmos uma voltinha para ver que tipo de adversários teremos de enfrentar? – propôs Isaac.
– Certo.
Saímos e fomos dar uma olhada nos arredores. Avistamos as duas garotas de ontem à noite. Elas ficaram nos olhando de longe dando risadinhas.
– Vamos lá, Isaac?
– Vamos.
Isaac tomou fôlego para ganhar coragem e fomos em sua direção. Eu já estava habituado.
– Oi – fui o primeiro a falar.
– Oi – elas responderam simultaneamente.
Isaac acenou com a cabeça.
– Então – continuei – nós vamos lutar daqui a pouco. Depois disso vamos dar uma voltinha, o.k.?
– Claro – respondeu a mais bonita e pelo jeito, mais corajosa. A outra olhava Isaac de cima para baixo interessada.
Voltamos ao local onde estavam os outros do clube e ouvimos um “Vai começar!” breve. Um homem rechonchudo subiu no palco, pegou o microfone e começou a falar. Primeiro ele agradeceu a todos pela presença, aos que ajudaram na organização e aos beneficentes voluntariados. Depois ele recitou as regras e finalizou agradecendo novamente. Atrás dele havia uma grande tela televisionada onde foram postas as lutas. Haviam quatro locais de luta. Nós fomos sorteados contra os Diuner Twin na primeira rodada.
As salas de batalha eram cheias de tecnologia. Os dois lutadores entravam nela com suas armas e um cenário era aleatoriamente sorteado. A luta podia ocorrer nas montanhas, na beira de um rio, num vulcão, enfim, eram inúmeras as possibilidades. E quem estava de fora podia ver por uma tela. Isaac foi o segundo a lutar e saiu da sala rapidamente. Eu fui o quinto a lutar e ganhei facilmente. Esta primeira rodada foi muito fácil, vencemos de 5 x 1 lutas.
Depois encontramos com as meninas e fomos a uma lanchonete. Nós tínhamos direito a comida de graça. Tomamos um drinque e ficamos conversando. Eu estava interessado em Camila e Isaac em Pricila. Nós conversamos por um tempo até que Brian chegou e nos disse que nossa próxima luta seria apenas às 17:00, ou seja, nós podíamos dar uma voltinha pela cidade.
– Isaac, vou ali e já volto, 'tá? – eu disse dando uma piscadela para ele.
Fui a uma loja de aluguel de carros e aluguei com minha reserva monetária aluguei um carro conversível e voltei à lanchonete.
– Garotas, que tal dar uma voltinha no meu carro? – disse girando a chave no dedo.
Isaac me olhou com uma cara de impressionado. Com certeza devia estar pensando: “O que que ele aprontou dessa vez?”. Saímos e fomos conhecer a cidade. Já que não havia praia, decidimos ir a uma lagoa para aproveitar do clima romântico.
Última edição por Ghost em Qua Fev 23, 2011 10:18 am, editado 2 vez(es)
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