Steve - Metrópole Human

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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Abr 09, 2011 12:52 pm

Tudo era muito bonito. As casas ficavam à beira da estrada de retângulos de pedra rústica que ia subindo uma colina. Atrás das casas via-se plantações e pastos com gado. A cidade era pequena mas pelo caminho via-se shoppings, lojas e até clubes de luta, como as cidades grandes, porém de estrutura menor. Continuamos seguindo pela estrada, indo em direção ao palácio. Imaginei se elas moravam em alguma casa lá por perto e se nós teríamos a oportunidade de vê-lo. Enquanto andávamos as meninas cumprimentavam alguns conhecidos com acenos e esses faziam um cumprimento à moda antiga, curvando-se. Que estranho modo de se cumprimentar, pensei. Mas cada qual sua cultura, não é mesmo? Dava para perceber que as garotas cumprimentavam normalmente, mas os outros insistiam em se curvar.
Ao chegarmos no topo da colina a quantidade de casas foi diminuindo. Em algum momento passamos por uma placa onde estava escrito Propriedades do Rei. Uma coisa era certa – agora que estávamos nas terras do rei não haveria mais casas. Então onde estávamos indo. Fomos nos aproximando do palácio e agora havia árvores enormes. Pudemos ver bem aquela construção real, que ficava ainda mais bonita por estar entre vários tipos de árvores. Por fim não aguentei mais segurar minha curiosidade e perguntei:
– Vamos falar com o rei?
Izzy me olhou, mas não respondeu pois foi interrompida por uns trotes de um cavalo. Um homem com armadura se aproximou e tirou seu elmo, segurando-o debaixo do braço.
– Olá, princesa Izzy.
Foi então que a minha ficha caiu. Ela era filha do rei, ou melhor, elas eram. Mas por que não tinha me contado? Por que esconder isso da gente?
– Bom dia, Charlote – respondeu ela.
O cara montava um pangaré branco malhado, e ele o era igualmente. Seus cabelos pretos iam até o ombro e ele era daquele cara galãs que jogavam o cabelo para trás e tinha um sorriso perfeito com dentes esbranquiçados – ou seja, não gostei dele. Ele pareceu notar Mel e falou com um sorriso que não se pode distinguir se era falso ou não:
– Mel! – disse ele surpreso. – Que bom tê-las aqui. O rei ficará muito feliz em vê-las. – As garotas sorriram, especialmente Mel, que parecia gostar daquele cara.
– Vejo que não perdeu a forma, hein? – elogiou Mel. Isaac fechou a cara.
– Não. Eu estava treinando minhas habilidades no arco. Faz tempo que não temos guerras, e tenho que me manter. – Ele sempre terminava com um sorriso.
– Bom, tenho que ir. Não as acompanharei pois vejo que vocês já têm companhia. Até breve, garotas.
E ele se despediu com um sorriso, sacudiu o cabelo e partiu num trote suave em direção ao castelo. Isaac, emburrado, foi o primeiro a falar.
– Charlote é nome de mulher.
– Ao contrário – falou Broke –, é muito macho.
Mel aquiesceu. Izzy me beijou e explicou:
– Charlote é o escudeiro pessoal do meu pai. Ele gosta muito de nós.
– Deu para ver – falou Isaac.
– Só espero que esse cara não venha tirando onde para cima de mim – falei –, pois eu não vou me arrepender se arrancar aquela dentadura.
As meninas ergueram as sobrancelhas, percebendo nosso ciúme, e Broke falou:
– Deixa pra lá, meninas. É só um ciuminho bobo.
Elas assentiram e riram. Em seguidas nos deram as mãos e continuamos indo ao castelo.
Em menos de cinco minutos estávamos na entradas, onde dois guardas estavam parados. Eles se curvavam.
– Bem-vindas, princesas.
Entramos no castelo. O saguão era um corredor cheio de portas que levavam aos diversos aposentos do castelo. As garotas suspiraram.
– Que bom estar em casa – falou Mel.
Izzy assentiu. Uma mulher uniformizada entrou no cômodo e se curvou em cumprimento.
– Irei levar os convidados aos seus quartos para que se acomodem, princesas.
– Claro – respondeu Mel –, e enquanto isso vamos nos acomodar também.
Então a mulher nos fez um gesto para que a seguíssemos e adentramos um dos corredores, repletos de portas. Elas nos levou a três delas – uma para cada um de nós – e nos deixou, combinando de nos encontrar em meia-hora no saguão para a presentação ao rei.
Meu quarto era realmente real. Havia uma enorme cama de casal e todos os móveis eram surpreendentemente brilhantes e provavelmente caríssimos. Uma janela dava ao quintal mas só se via as árvores. Tudo era suntuoso e fazia a casa da minha mãe parecer um barraco.
Arrumei minhas coisas nas prateleiras e troquei de roupa, não sem antes tomar um banho. Vesti uma camisa social – que eu odiava, mas naquela ocasião... – e uma calça jeans. Não pus minha botas de couro de dragão, mas sim meu querido tênis surrado. Apesar daqueles trajes não tirei minhas adagas.
Saí do quarto e fui para o de Isaac. Ele estava procurando uma roupa ideal, revirando seu “guarda-roupas”. Quando me viu ele olhou e riu.
– Você com blusa social, hein?
– Tenho que estar apresentável – falei.
– Justamente, eu estava pensando eu usar gravata...
Ajudei-o a se vestir de forma que não ficasse tão coloquial nem formal de mais a ponto de ficar ridículo. Quando estávamos prontos fomos bater na porta do quarto de Broke.
– Já vou – gritou ele de dentro do quarto.
A porta se abriu e ele sorriu, desfrutando das nossas imagens. Ele também estava vestido como nós.
– Vamos – disse ele.
Percorremos o mesmo caminho da ida até chegarmos ao saguão. A mulher-guia esta lá nos esperando.
– Elas já estão chegando.
Percebi que ela se referia às garotas. Ficamos conversando por um tempinho até que elas chegaram. Elas estavam usando vestidos esplêndidos que nos faziam parecer vagabundos de trapos antiquados. Elas nos beijaram (com batom) e em seguida fomos para a sala real.
Ao entrarmos vimos o rei e a rainha sentados em seus tronos. Putz, o quê que eu tô fazendo aqui?, me perguntei. Isso não é para mim. Caminhamos até lá e nos curvamos, seguindo o exemplo das garotas.
– Filhas – falou o rei –, que bom vê-las novamente. – Elas se levantaram e cumprimentaram seus pais com abraços, deixando a cortesia de lado. – Ficamos sabendo que vós agora sois Cavaleiras. – Ele nos olhou, ainda curvados. Ele fez um sinal para que ficássemos eretos. – Vejo que trouxeram convidados.
– Ah!, sim. Esses são Broke, Isaac e Steve.
Todos os cumprimentamos. A rainha nos examinou de cima para baixo.
– Vocês são todos bem-vindos ao palácio. Fiquem quanto tempo quiserem.
– Obrigada, pai – disse Izzy. – Agora vamos dar uma passeio no parque.
O pai assentiu. Fomos todos saindo, junto com as princesas. Eu queria explicações sobre essa história de palácio, e aquele seria um ótimo momento. Quando íamos saindo fui interrompido.
– Steve – chamou o rei. Eu me virei. – É Steve, certo?
– Sim, vossa excelência.
– Quero conversar com vós.
Olhei para Izzy tentando perguntar se ele já sabia do namoro e ela aquiesceu e saiu da sala com os outros. Fui andando até o rei e me curvei.
– Podeis vos erguer – falou ele. – Fiquei sabendo que minha filha e vós estão tendo um relacionamento. – Ele não perguntou nada mas eu assenti. – Quero saber suas intenções.
Respirei fundo e falei.
– Vossa excelência, minhas intenções são das melhores, assim eu espero. Quando conheci sua filha eu nem sabia que ela fazia parte de uma família real e muito menos sabia até chegarmos aqui no palácio.
Eu falava devagar tentando evitar usar o “vós” pois eu achava aquilo muito sem graça, mas também temia que o rei pudesse desgostar da minha linguagem coloquial.
– Às vezes ela teme que as pessoas não interajam com ela por ser da realeza – disse ele. Assenti. – Pretendeis se casar com minha filha?
Aquela pergunta me pegou de surpresa. Eu nunca tinha pensado naquilo. Na verdade eu sabia que morreria após a guerra então como poderia pensar em casamento.
– Na verdade eu nunca pensei no assunto.
Temi que ele achasse aquilo ruim.
– Então está bom. Podeis ir com os outros. Obrigado, Steve, e saibais que vós tendes minha bênção.
– Obrigado, excelência.
– Aliás – me interrompeu ele quando eu estava prestes a me virar para partir, desconfortado – podeis me chamar de Juan. – Assenti. – Podeis ir.
Saí da sala – muito mais confortável agora – e fui ao jardim. Meus amigos me esperavam lá para o passeio.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Abr 09, 2011 6:17 pm

Vocês foram até o parque, e como sempre, Issac se intrometeu:
- Steve, o que houve? Algum problema?
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Abr 11, 2011 8:18 pm

– O que houve? – perguntou Isaac, enquanto todos faziam uma volta em mim para saber, curiosos. – Algum problema?
– Grande problema – anunciei brincando mas usando um tom sério.
– O que aconteceu? – perguntou Broke impaciente, saltitando.
– Estou brincando, gente – falei por fim antes que me desse um murro. Os ombros de Izzy relaxaram. – Ele só queria saber das minhas intenções em relação ao namoro com Izzy. – Todos soltaram um “hum!” simultâneo para nos envergonhar mas eu interrompi. – E queria saber se eu tenho intenção de fazer do namoro um futuro casamento.
Juro-te, que nesse momento, Izzy corou. Eu não sabia quais eram seus sentimentos em relação a isso. Seus olhos brilhavam de expectativas – boas ou ruins, quem sabe.
– E o que você respondeu? – perguntou Broke, que gostava mais do que qualquer outro dessas coisas.
– Eu disse que... – pensei no que ia dizer, mas optei pela verdade – disse que nunca tinha pensado nisso.
Todos ficaram surpresos com a minha resposta. Izzy olhou para baixo, disfarçando as lágrimas. O que eu fiz agora?, me perguntei. Pelo visto ela ficou magoada como se a ofendesse eu nunca ter pensado naquilo. Imaginei quantas vezes ela tinha pensado. Seu namorado de merda, faz alguma coisa. Fui até ela e a abracei. Ela virou a cabeça. Fui andando com ela para um lugar longe dos outros. Eu não sabia bem o que dizer naquela situação, mas sabia que precisava contar para ela.
– Izzy, eu não posso pensar em me casar – tentei explicar. – Eu... eu...
– Você é como todos os outros e não quer compromissos sérios. – Dava para ver que lhe doía dizer aquilo, como se lutasse dentro de si para não acreditar.
Fiquei cabisbaixo. Eu sabia que no fundo ela sabia que isso era mentira, ou tentava se persuadir disso.
– Você realmente acha isso? – perguntei. Segurei-lhe o resto para que olhasse em meus olhos.
– Eu quero mais do que tudo achar que é mentira – respondeu ela, abaixando novamente a cabeça.
– Izzy – pausei um pouco, tentando imaginar qual seria sua reação –, eu não posso pensar em me casar porque... eu vou morrer.
Ela levantou a cabeça rapidamente.
– De onde você tirou isso?
– A profecia. Ela diz que o Escolhido morrerá assim que a grande guerra acabar.
Seus olhos se encheram de água e ela começou a chorar em silêncio. Ela me beijou.
– Steve, você não pode morrer.
– Não se pode mudar a profecia – afirmei.
– Mas o futuro é instável e de acordo com nossas decisões pode mudar – falou ela.
Mas uma vez alguém me vinha com um enigma daquele. Primeiro foi meu pai, por meio de um sonho, depois Darmouth e agora Izzy. Mas que decisões eram essas que eu não fazia a mínima ideia?
– Eu não sei. Foi isso que disse a profecia. Por isso eu nunca pensei no assunto... enfim, em casamento. – Ela pareceu querer dizer alguma coisa mas eu falei antes. – Por favor, me prometa que não vai contar a ninguém.
– Não contarei.
– Ótimo.
Dissipei todos os seus pensamentos com um beijo terno e caloroso. Em seguida voltamos de mãos dadas até os outros, ansiosos. Procurei me explicar rapidamente para deixar esse assunto para lá e dar uma caminhada.
– Eu quis dizer que não tinha pensado no assunto para agora, mas com certeza futuramente nos casaremos. – Eles aquiesceram entendendo. Tentei interpretar bem meu papel. – Eu e Izzy – disse olhando para ela nos olhos – numa casa numa clareira só para nós – pausei – e o Júnior reclamando atenção.
Ela pareceu feliz com aquela imagem mas rapidamente voltou a ficar triste simplesmente por saber que aquilo era uma utopia.
Fomos todos andando pelo quintal. Elas nos mostraram seus esconderijos secretos de criança, suas áreas de treinamento, sua onça pintada doméstica e o riacho de água límpida que passava por trás do castelo. Do outro lado havia um precipício mas era impossível se jogar de lá pois era a fronteira da magia da cidade – uma escuridão sem fim, como uma parede que ia até o céu – que impedia a passagem. Nossos mascotes ficavam passeando pelo bosque e tinha até ganhado casas de madeira superconfortáveis – que davam de dez a zero na que eu construí para Dark no quintal de George – nas quais tinham atendimento com funcionários que lhes traziam frutas de tempo em tempo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Abr 11, 2011 8:27 pm

Vocês estavam andando calmamente, mas Darmouth os chamou dizendo que no dia seguinte, ao meio dia, vocês seriam transportados de volta, pois havia uma missão
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Abr 12, 2011 11:50 am

Eu teria continuado a contar sobre as mil maravilhas da propriedade real, não fosse a interrupção pelas nossas esferas. Lembra daquelas esferas que ganhamos na caça ao tesouro? Elas fugiram dos nossos bolsos e ficaram flutuando no ar, brilhando, formando um círculo e rodando, descrevendo uma circunferência. Eu, como todos os outros, nunca tinha visto aquilo acontecer com elas. As esferas começaram a emitir uma fumaça – mas não era uma fumaça, era tipo uma magia – de acordo com sua cor, e elas se uniram formando um holograma com a imagem de Darmouth.
Assustei vocês, hein?, perguntou ele, sorrindo. Aquiescemos. Olha, eu estou mandando essa mensagem porque precisarei de vocês aqui amanhã. Ao meio-dia vocês serão teletransportados para o castelo.
– Algum problema, Darmouth? – perguntei.
Sim. Mas agora não é o momento mais conveniente para uma conversa. Vocês logo saberão. Todos assentiram. Estejam prontos pois exatamente ao meio-dia vocês serão teletransportados sem aviso prévio, ou seja, se esquecerem de algo, só o recuperarão quando voltarem aí. Ele sorriu achando aquilo divertido. Até amanhã.
Tão subitamente como elas saíram dos nossos bolsos, elas voltaram para lá.
– Acho que as férias acabaram, pessoal – comentei.
– O que será que aconteceu? – perguntou Isaac.
– Só saberemos amanhã – respondeu Broke.
– Devido a essa ocorrência proponho que tomemos uma atitude sagaz – falou Mel.
– Qual atitude? – perguntei.
– Compras na cidade – respondeu ela.
Todos reviramos os olhos. Só podia ser Mel mesmo para falar uma coisa dessas. Mas para falar a verdade, não era uma mal ideia já que podíamos usar o “crédito real”. As garotas foram se trocar – como sempre fazem antes de sair – e nós também, para tirar aquelas roupas formais e não parecermos trouxas. Meia-hora depois todos estávamos passeando pela cidade em um cavalo normal – exceto eu que ia com Dark. Enquanto Broke e as garotas pararam numa loja de roupas Isaac e eu fomos na Arme e Desarme, uma loja com inúmeros produtos para guerreiros. Havia itens para armadilhas, itens para desativar armadilhas e armas especiais. Quando digo especiais me refiro a um escudo que solta um grito assustador ou a um bumerangue que explode ao entrar em contato com alguma superfície – ou outras coisas desse tipo.
Não ficávamos muito à vontade gastando o dinheiro do rei, por isso tentamos encontrar algo barato. Isaac decidiu ficar, por fim, com duas espadas que ao se juntarem formavam uma blade. Chamou-as de espadas gêmeas. Eu comprei o escudo do grito, que além de ter essa capacidade era feito de irídio, um metal mais resistente que a platina, e algumas decorações de lonsdaleite, que é um tipo de mineral mais duro que o diamante feito de carbono, produzido através de colisões entre asteroides. Esse sim foi cara, mas eu ajudei a pagar com meu dinheiro. Além disso comprei um arco tradicional e um tubo com vinte flechas também tradicionais.
Após isso nos encontramos com as “garotas” na loja. Quando elas finalmente terminaram foram comprar sapatos e depois voltamos ao palácio. Curtimos o fim de tarde no riacho e em seguida, após o esplêndido jantar, fomos dormir.

No outro dia, logo cedo começamos a arrumar nossas coisas. Quando terminamos tomamos um café da manhã reunidos e fomos passar uma escova nos nossos mascotes. Ao terminarmos essa atividade já era quase hora de partir pegamos nossas coisas, nos despedimos do rei e rainha e esperamos montados nos mascotes. Exatamente ao meio-dia – nem um milésimo de segundo após o ponteiro ter ficado sobre o doze – nossos mascotes novamente foram dotados da velocidade e em menos de um minutos estávamos na porta do castelo, onde Darmouth nos cumprimentava os outros Cavaleiros que chegavam.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Abr 12, 2011 9:59 pm

Darmouth dava a orientação de entrar na mesma sala de antes.
Foi servido um almoço enquanto ele explicava a situação.
- Bom, vocês lembram daquele ataque? Bom, esta acontecendo outro. Não sabemos qual povo, mas recebemos um alerta de invasão a metrópole Human. Boa sorte...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Abr 14, 2011 9:57 pm

Ao nos ver ele veio até nós.
– Então, como vai esse quinteto fantástico? – perguntou ele.
– Bem – respondemos.
– Por favor, entrem e sentem à mesa que temos que conversar seriamente.
Entramos no saguão e sentamos diante do banquete de sempre que eu ainda não tinha me acostumado e ficava impressionado com sua esplendidez. Muitos Cavaleiros já estavam lá e todos pareciam em forma depois daquele tempo de repouso. Até os substitutos, mesmo tendo ficado para treinar no castelo.
À medida que pessoas iam chegando e se sentando para almoçar eu reconhecia os rostos. Na verdade talvez eu conhecesse melhor do que qualquer outro cada um daqueles, tendo lido o seu espírito no dia do teste de magia. Darmouth se sentou na ponta da mesa e bateu com a colher na taça para chamar a atenção.
– Caros Cavaleiros e Cavaleiras, sejam bem-vindos novamente ao castelo. Aproveitem de toda a comida ao máximo. Mas, se eu os chamei aqui, foi por um motivo sério. Está havendo uma guerra e vocês terão de intervir. Ao terminarem de comer preparam-se para lutar. Enquanto vocês se alimentam eu peço o comparecimento de Steve, Eric e Marcus, os três líderes, para participarem junto a mim à reunião do CRC.
Fiquei surpreso. Como se eles fossem ligar para nossas opiniões, aqueles antigos guerreiros arrogantes. E ainda por cima, eu era adorado por todos tanto quanto se adora um rato que não para de comer suas provisões. Marcus e Eric se levantaram e eu os imitei. Fomos até Darmouth.
– Venham comigo.
Ele foi subindo as escadas que eu já tinha tido o privilégio de conhecer. Paramos em frente a uma porta entreaberta de onde se ouviam vozes. Darmouth entrou primeiro.
– Os três líderes estão aqui – falou ele.
As vozes cessaram. Entramos vergonhosamente e os membros anciãos ficaram nos fitando de cima para baixo. Eles formavam um círculo na sala, sentados em suas cadeiras. À parte disso havia apenas uns troféus e quadros dispostos aqui e ali, mas nada de especial no cômodo. Havia quatro cadeiras vazias e Darmouth se acomodou em uma delas.
– Setem-se, jovens – ofereceu-nos ele, cortês.
Sentamos. Eu não sabia por que mas tinha a impressão de que nossa presença não agradava aos membros. Eles olhavam com frieza. Somente Darmouth parecia relaxado e estava sorrindo como sempre.
– Então, vamos começar. Estamos aqui para discutir essa guerra que está acontecendo.
– Se me permite perguntar, senhor – interrompeu Eric – posso saber onde está acontecendo essa guerra?
– Ah, claro. Na Metrópole humana.
– Metrópole humana? – perguntei assustado.
– Você ouviu bem – replicou um dos membros que se levantou. – O fato é que a coisa tá feia e queremos mandar os substitutos também. Mas Darmouth não concorda com a ideia.
– Obviamente – protegeu-se nosso mestre. – Os substitutos estão em treinamento e seria suicídio mandá-los para uma guerra de tamanho porte.
George estava em perigo. A família de Isaac e meus amigos do Guerreiros da Luz também. Eu tinha que ir lá para lutar, não deixar que tomassem conta da minha cidade.
– A tropa inimiga está avançando de mais em mais. Precisaremos de todos que puderem ajudar – replicou o membro.
– Nossos Cavaleiros dão conta. Eu confio neles.
– Mas eu não – rugiu o homem.
O.k., geralmente eu não sou assim mas quando um cara arrogante vem falar suas merdas e eu já estou morrendo de raiva, eu fico um pouquinho fora do controle. E aquilo me deixou irado. – Então por que você não vai lá e luta? Tem medo? – perguntei grunhindo da mesma forma.
– Como ousa...
– Você tem medo de falhar como da primeira vez? – perguntei-lhe.
– Se nós falhamos foi por causa do seu pai, aquele traidor.
Avancei para cima daquele imbecil mas logo Eric e Marcus me seguraram. O cara não se moveu e ficou me olhando desafiador.
– Só podia ser filha dele mesmo.
– Vocês têm inveja! – gritei. – Ele sempre foi melhor que vocês e agora seu filho é o Escolhido. E vocês são fracassados!
Os membros se levantaram. Talvez eu tivesse falado um pouco demais. Ao ver que eu tinha despertado a raiva de todos Darmouth se levantou e falou:
– Hora de partir. Os substitutos ficam e se eles precisarem nós os mandamos.
Ele foi nos empurrando para fora da sala. Descemos para o saguão e todos estavam conversando, já equipados e com armaduras, como seus mascotes. Darmouth pigarreou e se apressou a falar:
– Cavaleiros de Bronze, vocês irão pelo sul. Os de Prata irão pelo norte e os de Ouro pelo leste. Sigam seus líderes que eles saberão o que fazer. – Darmouth se virou para nós e continuou. – Vão. Vocês chegarão lá da mesma forma que chegaram aqui. Contamos com você.
Nos apressamos mas antes que eu pudesse partir Darmouth me segurou pelo ombro.
– Desculpe pela atitude dos membros do CRC.
– Não tem problema. Tenho que salvar minha cidade.
– O.k. Reforços de outros povos logo chegarão.
Foi então que uma dúvida pintou. A território humano ficava à beira da mar, que ficava ao oeste. Ao norte tinha o território dos elfos de sangue, ao leste fazia divisa com os metamorfs, os gatunos e os tritões e ao sul havia os anjos e os homens barbados. O território humano não tinha fronteira com a Horde, então como eles puderam chegar até lá? Alguma coisa estava errada.
– Darmouth, como foi que eles chegaram até lá?
– Não sei, Steve. Quando a guerra terminar irei pesquisar pois isso pode ser um ponto vulnerável para nós. Agora vá.
Todos já tinham ido embora exceto os Cavaleiros de Ouro. Eles me esperavam na entrada. Me aproximei e falei:
– Só darei uma dica. Acabe com o maior número que puderem, pois aqueles miseráveis não merecessem compaixão alguma. – Subi em Dark e todos fizeram os mesmo, montando em seus mascotes. – Vamos apimentar essa guerra!
Todos gritaram e fomos levados pelo tempo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Abr 15, 2011 2:29 pm

Vocês subiram em seus mascotes, e com um pouco da magia de Darmouth, chegaram em um rapido espaço de tempo. Chegando la, viram todos os ataques. Eram varios povos, e não só um.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Abr 15, 2011 8:00 pm

Segundos depois estávamos na entrada leste da cidade. Não havia guerra alguma, tudo estava como sempre fora. Fomos indo em direção do centro com esperança de encontrar os intrusos por lá. Ao nos aproximarmos vimos o enorme exercito – muito maior do que eu pensava – no centro do conflito. Eles estavam agrupados na praça central e de todos os lados chegavam defensores que logo entravam em conflito. Outra coisa – havia várias raças que eu nunca tinha visto pessoalmente, porém tão assustadoras quanto se dizia. Vi Cavaleiros no meio da fula mas eram só pontinhos brilhantes no meio do espaço em relação à numeração. Um exército de elfos da noite atirava flechas de cima de um prédio. Alguns gatunos e tritões também estavam na guerra. Certamente alguns reforços chegariam logo, se não seríamos massacrados rapidamente e a cidade tomada, mas enquanto isso não podíamos ficar olhando. Me virei para meus homens e falei:
– Não deixem que seu número nos intimide. Nós somos os Cavaleiros e vamos acabar com eles. Para frente e avante!
Dark e eu avançamos a galope em direção à possível morte e nem me preocupei em ver se meus parceiros vinham comigo. Adentramos a fula e meus sais deceparam algumas cabeças enquanto corríamos. Armas acertavam Dark mas só resultavam num tintilar do metal contra sua armadura. Dark, proteja suas asas, falei telepaticamente. Ataque de cima com seus poderes. Vou ficar por aqui. Antes que ele tivesse tempo de contestar pulei das suas costas e me lancei à luta.
Vai ser bem difícil descrever esse momento mas vou fazer o possível. Enquanto eu estava lá, lutando, eu estava eufórico, atacando de todos os lados. Os golpes direcionados a mim eram e vão. Meus sais cintilavam de um dourado que eu nunca tinha visto antes – parecia que eles também estavam possuídos pelo poder dos Cavaleiros. Eu me sentia como se fosse invencível, que nada pudesse me matar. Eu me sentia um deus, como se nada pudesse me deter. Toda aquele adrenalina parecia ter sido feita para mim. Eu conseguia lutar e ao mesmo tempo perceber os reforços que chegavam e Dark atacando com rajadas de fogo. Eu tinha certeza de que, mesmo que só eu sobrasse contra todos aqueles guerreiros, derrotaria um por um.
Subitamente meus pensamentos caóticos foram interrompidos por gritos de medo. Olhei para trás e vi um mamute de seis metros de altura avançando, com um esqueleto em cima, segurando uma lança. O mamute levantou as patas traseiras, empinando, e as bateu nos chão novamente para nos assustar. Todos se afastaram, deixando o caminho livre até a praça e continuaram lutando marginalmente. Dark, vamos empalhar um mamute, sugeri. Ele se pousou ao meu lado e montei nele. Começamos a sobrevoar a fera enquanto o esqueleto lançava flechas, das quais Dark esquivava habilmente. Vi que Izzy também vinha com Spell, segurando sua adaga. Ele a acertou com uma flecha no punho da adaga – que precisão, hein? – e ela a deixou cair.
– Vá! – gritei.
Ela foi atrás de sua arma que caiu na multidão. Pulei de Dark, aproveitando da distração, e caí nas costas do mamute, o que não foi nada confortável. O esqueleto me viu e armou seu arco. Quando estava prestes a soltar a corda se partiu. Sim, a corda do arco simplesmente se partir por causa de uma flecha. Olhei para o lado e vi Zoe, a arqueira Prateada. Agradeci com a cabeça e avancei para cima do esqueleto, que tinha como reserva duas espadas. Travamos as luta ali mesmo enquanto o mamute, às vezes, tinha uns calafrios que nos tiravam o equilíbrio. O esqueleto recuou e arfou.
– Você é bom, mas não posso perder tempo com você.
De repente ele começou a pegar fogo e percebi que era algum tipo de magia, pois sua espada também o fazia. Ele investiu para cima de mim e por reflexo cruzei as dagas. Vi os quatro elementos em volta de mim e, quando o esqueleto se aproximou, foi repelido por uma proteção invisível. Aproveitei para usar uma magia de fogo e desintegrá-lo.
Pronto, agora que eu tinha acabado com o dominador da fera só faltava controlá-la antes que pisoteasse todos os guerreiros. Corri para seu pescoço e me sentei.
– Dê meia-volta, garoto.
O mamute viu que não era seu dono quem estava lhe dando ordens e empinou com as patas dianteiras. Em seguida começou a correr velozmente entre as ruas da cidade, fazendo-nos nos distanciarmos da guerra.
– Para! Para!
De nada adiantou. Ele continuou investindo contra o nada.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Abr 16, 2011 10:07 am

Logo à frente você avistou uma silhueta sentada no meio do caminho, e se nada fizesse ela seria atropelada...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Abr 16, 2011 11:04 pm

Sentado no meio da rua, a alguns metros de mim e da fera, estava uma silhueta. Ele estava sentado com as pernas cruzados e parecia segurar algo nos lábios. O que esse maluco tá fazendo aí?, me perguntei. Bom, agora que eu estava totalmente no controle do animal, se e que entende meu sarcasmo, um louco me aparece no meio da estrada. Como se não bastasse eu ter ter que me preocupar com a minha vida, aparecia um suicida para me dar mais problemas. E o pior – eu não podia fazer nada a despeito daquilo pois era impossível para a fera a tempo e se eu pulasse, ela continuaria correndo, o que não ajudaria o senhor parvo ali na frente. Continuamos avançando – enfim, o mamute continuou, eu não tinha escolha – enquanto eu queimava neurônios tentando pensar em algo. Percebi que o homem usava uma túnica verde e tinha uma flauta em mãos. Segundos depois estávamos tão perto dele – que me impressionou por não ter se movido – que aproveitei para usar meu plano “a”.
– Ei! – gritei. – Não tem freio não! – Ele ficou fitando o nada, sem responder. – Sai daí!
De repente ele inspirou e começou a tocar. O mamute foi diminuindo o passo até parar. Boa oportunidade para sair daqui, pensei. Escorreguei-me nas costas do animal, segurando em seus longos pelos, até chegar no chão. Súbita e pesadamente ele caiu – e quase me esmagou, não tivesse eu corrido ao perceber seu bambeamento. Mas ele não estava morto. Estava dormindo. Daqui a pouco vem um caminhão com um guindaste tirá-lo daqui, tentei me animar naquela situação. Pode alimentar várias famílias por um bom tempo.
O homem continuou lá, sentando, tocando sua flauta. Aproximei-me dele e perguntei:
– Quem é você?
Ele continuou tocando por um tempo e depois parou. Enfim, ele se levantou e estendeu a mão.
– Augusto Fissera, a seu dispôr.
Assenti. Só me faltava essa – eu ter sido salvo por um paranoico.
– Como você fez isso... enfim, você o fez dormir.
– É fêmea. – No início achei que ele estava falando de mim. Depois percebi que falava do mamute, ou melhor, da mamute. – Ela só estava com medo, então toquei uma canção adormecê-la.
Certo, então aquele cara sabia muita coisa sobre animais, pelo jeito. Mas eu ainda não sabia quem era, de onde era e o que ele estava fazendo no meio da rua naquele momento. Percebi suas feições e sua pele meio pálida. Com certeza ele era um metamorf. A fera me fez pular quando roncou.
– Daqui a quanto tempo vai acordar – perguntei.
– Algumas horas. Mas se quiser posso acordá-la...
– Não, obrigado. Eu tenho que ir... para a guerra.
– Vou com você.
O cara me surpreendeu ao dizer isso. De fato, eu não esperava que um cara de túnica verde fosse nos ajudar muito.
– Como é?
– Eu vim aqui para lutar. Sei como derrotá-los.
Ele me pareceu bem presunçoso, aos meus olhos.
– Nós não precisamos.
– Então veremos.
Comecei a correr em direção oposta a qual eu tinha vindo, sem pensar em chamar Dark para me buscar. O cara, totalmente tranquilo, começou a correr ao meu lado. Em cerca de dez minutos estávamos de volta ao local e vi que havíamos perdido forças. Muitos estava mortos e feridos, senão os Cavaleiros, que ainda lutavam, mas já cansados. O número deles ainda era maior. Decidi apelar, coisa que eu quase nunca faria. Virei-me lentamente para o Augusto, o cara da túnica, e perguntei, derrotado:
– Qual é sua ideia genial?
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Abr 18, 2011 3:30 pm

Ele o olhou pensativo e logo te falou:
- Devemos tocar uma música para que eles ouçam. Ela tem o poder de fazer quem está nervoso e estressado dormir.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Abr 19, 2011 7:35 pm

Ele me olhou, sorrindo pela vitória, com um olhar criativo.
– É simples.

Alguns minutos depois estávamos invadindo a estação de rádio da Metrópole. Em todas as estações estava sendo falada a guerra. As pessoas estavam agitadas, correndo para lá e para cá, e não melhorou nada quando viram um “homem-ninfa”, todo de verde com sua túnica, e um cara com uma armadura reluzente de puro ouro – traduzindo, uma dupla da pesada.
– Vamos precisar do serviço de vocês – falei.
Um homem gordo de terno e gravata ficou atônito com a urgência em minha voz.
– Todas as estações estão sendo usadas. Sinto muito.
– Não queremos usar uma estação, queremos que todos da Metrópole ouça.
– Isso só seria possível na sala de computação no último andar mas...
Antes que ele pudesse terminar estávamos correndo escada acima, sem paciência para esperar o elevador, indo ao último andar. Chegamos na dita sala e arrombamos a porta.
– Calma – me apressei em dizer. – Só vamos usar o sistema de vocês por uns minutinhos e já devolvemos.
Pensei que fossem deixar sem resistir mas quando eles sacaram suas armas de choque dos bolsos mudei de ideia.
– Deixa-os comigo – murmurei a Augusto.
Ele começou a correr em direção ao grande computador enquanto eu derrubava uns técnicos, provavelmente muito inteligentes mas nada dotados na arte da peleja, daqui e dali. Minutos depois tínhamos arrancado a senha de um dos caras e entrado no sistema, enquanto todos choramingavam no chão das porradas.
– Vai demorar ainda? – perguntei, pressentindo que não tardaria até a chegada de mais problemas.
– Só mais um minuto – falou ele me me olhar, totalmente concentrado na tela enquanto digitava velozmente e enchia a sala com o eco do som da teclas sendo marteladas.
Decidi esperar enquanto não vinha mais ninguém nos atrapalhar mas não foi preciso, pois já irromperam a sala soldados civis e o rechonchudo do terno, que provavelmente era o responsável do lugar.
– São aqueles dois ali – falou ele, apontando para nós, com a fúria lhe enchendo de brasas as pupilas.
Os soldados, armados de cassetetes com lâminas nas pontas, avançaram ao mesmo tempo.
– Dá pra acelerar um pouquinho? – perguntei com um pouco de pressa.
– Acabei – disse ele, apertando num último botão. – Tome isso.
Ele me passou uns protetores de ouvido e começou a tocar sua flauta. Que ótimo, tenho que me livrar desses caras com protetores ouvidos, reclamei. Subitamente me senti adormecendo. Minha vida inteira passou a ter só um sentido – dormir. O torpor tomou conta de mim e encostei num canto. Quando abri a mão vi os protetores. Então, por um segundo, me lembrei de que devia salvar a metrópole. Essa nova força quase empatou com a vontade de dormir, mas se não tivesse posto os protetores teria adormecido. No exato momento em que a música se extinguiu da minha cabeça pareci ter acordado de um sonho. Voltei à realidade e olhei para Augusto, que continuavam uma melodia que por mais que eu pudesse ouvir sabia que não podia arriscar. Na tela havia uma imagem do campo de batalha – ou melhor, do acampamento ao ar livre – onde todos dormiam, inimigos sobre inimigos.
Quando Augusto finalmente parou ele suspirou, como se estivesse cansado. Olhou ao redor e ficou satisfeito com o resultado.
– Vamos – o apressei.
Ele se levantou mas fraquejou e quase caiu. Por sorte o segurei rapidamente.
– Isso me deixa muito fraco – explicou-se ele com um sorriso, tentando amenizar minha preocupação.
Saímos do imóvel – dessa vez descendo pelo elevador, já que não tínhamos a mínima pressa – e fomos ao encontro dos guerreiros. Ao chegarmos vimos alguns cavalos parados, balançando a cauda e procurando grama para pastar, entre outras trivialidades equinas. Os mascotes dos Cavaleiros estavam reunidos debaixo da grande árvore da praça, e deviam estar tentando decifrar o mistério das belas adormecidas que caíram de repente. Paramos em frente àquela multidão de corpos e veio à tona a dúvida final.
– O que fazemos agora com eles?
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Abr 19, 2011 8:16 pm

Era realmente algo dificil de resolver. O mais facil era matar todos os inimigos de vez, mas talvez não fosse a melhor opção.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Abr 20, 2011 4:37 pm

Boa pergunta, não acha? Agora que tínhamos parado a guerra, adormecendo centenas de corpos, amigos e inimigos, o que faríamos com eles?

Pode parecer meio esquisito mas alguns minutos depois tínhamos providenciado cinquenta carroças – que pegamos emprestadas dos donos que dormiam – e tínhamos separado os trinta e seis macotes e os cavalos em dez grupos para as puxarem até as prisões mais próximas. Enquanto isso Augusto e eu as enchíamos de corpos. Deve ser meio louco acordar dentro de uma cela abarrotada de pessoas. E imagine a cara dos carcereiros. Com certeza aquele foi a maior pegadinha benévola que eu já fiz.
Terminamos bem a tempo de o efeito acabar, umas horas depois, e pedimos ajuda a ambulâncias para levar os feridos aos hospitais e os mortos ao cemitério, onde seriam honrados com uma grande cerimônia no fim do dia, nos prometeu o prefeito.
Após toda essa parte de administração pós-guerra fomos reteletransportados ao castelo, junto com Augusto, a pedido meu. No hall de entrada, havia cadeiras justapostas e encostadas nas paredes, circundando todo o cômodo e formando um semicírculo. Também estavam lá as doze poltronas – não como da primeira vez em que havia treze, cuja propriedade de uma delas, a vazia, é do traidor, Garmound – e contrastando com Darmouth, que recebia e parabenizava os Cavaleiros que chegavam, os membros do CRC, que estava, sentados em seus lugares, olhando friamente para cada um de nós. Esses caras não têm alma, pensei.
Ao entrar Darmouth me cumprimentou e me parabenizou. Pediu-nos que nos sentássemos e quando todos os lugar estavam preenchidos, sentou-se.
– Congratulo, a todos os que participaram da guerra, não só a vocês, pela vitória. Lutaram corajosamente, valorizando sua terra, e derrotaram o inimigo.
Todos pareceram confusos ao ouvir isso.
– Como foi que a guerra acabou? – perguntou um garoto.
– Conheço alguém que pode detalhar tudo, parte por parte, melhor que ninguém. Steve, pode contar.
Todos me olharam. Comecei da parte em que eu estava no mamute descontrolado e quando encontrei Augusto, que o adormeceu. Depois contei nossa aventura até a parte em que limpamos as ruas das cidades dos corpos inimigos. Todos ficaram impressionados com a história, que era difícil de acreditar.
– Mas uma vez Steve salva a todos – falou alguém.
– Não. Todo o mérito é de Augusto. Ele sozinho poderia ter acabado com aquilo, e sem ele, talvez nem estaríamos aqui para contar a história.
O salvador corou. Todos bateram palmas e gritam salves para ele. Darmouth estalou os dedos, entrementes a euforia jazia, e fez aparecer a nossa querida mesa de banquetes no meio da sala. Em seguida as cadeiras onde estávamos sentados se deslocaram até seus lugares na mesa sozinhas, e no final de tudo surgiu um maravilhoso jantar, que não podia vir a calhar em momento melhor.

Quando todos tinham terminado e estavam voltando aos chalés, Darmouth veio até nós.
– Há quanto tem, hein, Augusto?
– Mais ou menos uns três séculos – sorriu ele.
Meus amigos e eu ficamos boiando. Darmouth logo tratou de se explicar.
– Nós nos conhecemos quando éramos crianças, um pouco mais de dois séculos antes de vocês nascerem. – Perguntei-me qual a idade de Darmouth, que mesmo tempo seus longos barba e cabelo brancos, não aparentava trezentos anos. E o tal de Augusto, de acordo com suas feições, deveria ter uns trinta, mais ou menos. – Estranho, não? Nós dois somos uns dos raros que conseguiram se rejuvenescer. Eu por intermédio de poções, muito difíceis de se fabricar, e ele por meio de encantamentos, mais difíceis ainda. Não é à toa que o chamam de Augusto e encantador.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Abr 20, 2011 5:24 pm

Realmente era uma grande surpresa.
Darmouth anunciou que o dia seguinte seria de folga e vocês foram se repousar.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Abr 21, 2011 2:13 pm

A conversa estava até boa mas meus músculos reclamavam um colchão, e quem sou eu para desobedecer ordens instintivas. Nos despedimos do pessoal – ao mesmo tempo fui parabenizado por alguns – e voltamos aos nossos tradicionais chalés, voltando novamente à nossa rotina habitual.
Isaac tentou me contar sobre seus feitos durante a guerra, enquanto estava se jogando na fula, mas de acordo com ele não escutei nem dez minutos e já tinha dormido.

Na manhã seguinte acordei extremamente tarde – que pode não corresponder com “tarde” para você –, às nove da manhã. Levantei num susto, pois já estava atrasado para o café da manhã.
– Calma, Steve – falou Steve do sofá, com uma revista em mãos. – Hoje não tem horário para o café. Eu só tava esperando você acordar.
Assenti. Fui me vestir e lavar meu rosto. Meu corpo já estava muito melhor mas ainda me doíam os músculos. Percebi que o chalé estava exatamente como nós o deixamos. Nada havia mudado de lugar.
– Vamos comer – convidei.
Saímos do chalé e fomos chamar as meninas em seus chalés.
– Achei que não viriam – falou Mel. – Tô morrendo de fome – anunciou ela teatralmente.
– Até lá você não vai morrer – falou Izzy.
Após os devidos cumprimentos matinais entre namorados fomos para o castelo. Não havia tanta gente, pois uns já tinham ido e outros estavam indo, e alguns, como nós, chegando. Darmouth não estava lá. Talvez tivesse ido conversar com seu velho – e põe velho nisso – amigo de infância. Na mesa havia de tudo, como sempre, e foi então que me toquei que sempre havia o que queríamos, da marca que mais gostávamos. Darmouth e seus truques, pensei.
Após a refeição matinal decidimos visitar a cidade. Encontramos com Broke, que flertava um garoto, e nos disse que não viria conosco.
Visitamos um shopping – por insistência das garotas –, depois um parque de diversão diurno – na conta das garotas – e por fim pegamos um cineminha. Quando voltamos à Seleção todos estavam espalhados, entre amigos, conversando e rindo. Alguns até fizeram fogueiras e contavam histórias ao redor dela, assando marshmallows ao mesmo tempo. Todos entramos no chalé meu e de Isaac para prepararmos um grã jantar para comemorar nossa vitória. Ao entrar, havia um pedaço de papel em cima da mesa. Fui até lá e peguei.

Steve, espero você hoje para uma séria conversa no castelo. Encontre-me na biblioteca. Os outros líderes também estarão lá.
Agradeço seu comparecimento,

Darmouth


O que Darmouth poderia querer àquela hora? Eu não fazia a mínima ideia, e não ia deixá-lo na mão.
– Me desculpem mas tenho uma reunião de última hora.
– E o jantar? – perguntou Izzy.
– Comecem que eu chego antes de vocês terminarem.
Deixei-os lá na prosa e fui ao castelo. Ao chegar no saguão fui até o cantinho secreto da parede e desejei entrar. Dessa vez a passagem não me injuriou e logo se abriu.
A sala estava iluminada, e de costas a mim estavam Darmouth e Augusto, conversando. Adentrei o cômodo. Eles pareceram não perceber minha presença.
– Então você falará que essa Seleção está acabada e que todos os Cavaleiros devem morrer – falou Augusto.
Aquilo me surpreendeu. Parei de trás de uma estante, escondidos pelos livros, e continuei a ouvir.
– Hoje à noite, quando todos estiverem dormindo, vamos matar um por um.
Darmouth assentiu. Veio-me um arrepio pelo corpo todo. Tenho que sair daqui e avisar aos outros, pensei. Recuei, mas ao me afastar da estante um livro caiu. Os dois olharam ao mesmo tempo, mas o que mais me assustou foi o olhar de Darmouth. Era frio e duro como pedra, e parecia morto com o dos membros do CRC.
– Ora, ora, Steve – falou Augusto. – Vejo que anda nos espionando. – Assenti tremendo de medo. Se aquele cara pôde convencer Darmouth a se unir a ele contra nós, quem seria eu para enfrentá-lo? – Pelo visto você ouviu de mais. De qualquer forma você terá que morrer, então por que não agora? – Quando ele disse isso tirei minhas dagas e me preparei, tremendo. Não conhecia suficientemente meu inimigo. – Mas não vou te matar. Darmouth, sim, vai.
Ele lançou um olhar de autoritarismo para Darmouth, e este aquiesceu. Antes que eu pudesse reagir – por exemplo, sair correndo e gritando – ele começou a soltar magia. Joguei-me para o lado para desviar e centenas de livros voaram pelos ares, sem paraquedas nem seguro de vida. Ele continuou atacando, sem a mínima consideração por mim. Eu não ia contra-atacar, principalmente por saber que minha magia não era párea à sua. Enquanto seu poder investiu sobre mim e eu me virava nos trintas, pulando de obstáculo em obstáculo, até que eram destruído, Augusto tocava sua flauta sem preocupação. Concentrei-me, durante um milésimo de segundo, e lancei um livro, que aterrissou no rosto daquele malfeitor, fazendo cair sua flauta. Nesse momento os olhos de Darmouth pareceram se reencher de vida e de autocontrole. Aquilo me deu uma oportunidade de fuga. Corria para a saída e bati com os punhos cerrados na parede de pedra. Ela se abriu e eu passei por ela, mas logo senti atrás de mim um calor se aproximando. Pronto, aquele era meu fim. Seria morto por meu mestre e mentor.
Você nunca deve ter presenciado essa sensação, mas quando estamos com a adrenalina a mil e estamos certos da morte, mesmo que nossos instintos de sobrevivência digam o contrário, percebemos tudo como se fosse na câmera lenta. Nossas percepções estão refinadas, lapidadas. Enquanto corria, com a morte me beliscando os calcanhares, vi um dos membros do CRC, a minha frente, soltando uma magia que se chocou com a de Darmouth. Ele estendeu a mão aberta, e a passagem de pedra se fechou, com os dois lá dentro.
– Está bloqueada – disse ele, me ajudando a levantar. Percebi que era o membro com quem eu discutira na reunião antes da guerra na Metrópole. – mas não vai segurá-los por muito tempo. Vá avisar aos outros que devem se retirar o mais rápido possível.
– Eu quero lutar ao seu lado – falei, mesmo que sem conseguir me por de pé.
– Nós somos doze e vamos segurá-los. Mas não podemos vencê-los. Faça-o pelos outros.
Tive que concordar.
– Para onde? – perguntei fracamente.
Ele pensou por um tempinho e falou:
– Para Vladmir e Filhos, no topo da montanha. É um pequeno estabelecimento. Ele vai vos acolher muito bem. Agora vá!
Corri, com todas as forças que não me restavam, e comecei a gritar a retirada. Enquanto todos saíam de seus aposentos curiosos eu falava.
– FUJAM! ESTAMOS EM GRANDE DESVANTAGEM. VÃO A VLADMIR E FILHOS!
Os rostos alegres logo se metamorfoseavam em medo e todos saíam com seus mascotes. Dark veio voando até mim.
O que está acontecendo?, perguntou ele.
Temos que fugir. Rápido!, retruquei.
Montei em seu dorso e foquei aliviado em ver que as garotas já vinham em seus mascotes. Todos os outros Cavaleiros já corriam em direção à saída. Isaac também vinha, trazendo minha mochila e a sua.
– O que está acontecendo? – perguntou Izzy.
– Fujam! Nos encontraremos em Vladmir e Filhos na montanha. Rápido!
Dei meia-volta.
– Aonde você vai? – perguntou ela.
– Vou ajudar os anciãos.
– Não vamos sem você – retrucou ela. Meus amigos assentiram.
– É uma ordem do Escolhido! VÃO!
Izzy lançou-me um olhar triste de despedida antes de parir. Isaac murmurou um “boa sorte” ininteligível. Parti voando em direção ao castelo. Já não havia mais Cavaleiros, pois todos já tinha partido. Ao entrar presenciei a luta entre os doze membros e os dois malignos – mesmo querendo eu acreditar que só Augusto fosse um traidor, e que Darmouth tinha sido controlado. Mas dessa vez Augusto não tocava sua flauta. Os dois lutavam com poderes contra os doze anciãos. Vi seus olhares de esguelha. O que podemos fazer para ajudá-los?, perguntei para mim mesmo.
Não faço a mínima ideia, intrometeu-se Dark em meus pensamentos.
Tive uma ideia. Parecia boa – com um por cento de chances de dar certo – mas era a única que eu tinha. Desmontei de Dark e me entrepus no caminho. Os dois lado pararam de atacar.
– Vocês verão a fúria do escolhido – gritei para eles, tentando interpretar minha melhor expressão de raiva.
– O que você está fazendo? – perguntou o ancião que me salvou, há alguns minutos, da morte.
– Vão à saída! – ordenei. Eles nem ligaram.
Merda, pensei. Como um bom parceiro de aventuras Dark foi até eles e me deu cobertura, convencendo-os. Eles foram até a saída, mas não saíram.
– Então vai mostrar seu valor? – perguntou Augusto. – Mostre-nos.
– Não preciso. Vocês vão sucumbir perante seus ataques inofensivos. Não são nem capazes de me matar agora.
Ele se irritou, e eu marquei um gol. De soslaio, pude ver a expressão dos membros do CRC, como se eu tivesse pirado.
– Você fala de mais, jovem – replicou Augusto. – Vamos ver se age.
Os dois levantaram os braços em minha direção, simultaneamente, e de suas mãos saiu uma onde de magia enorme. Sem que eu precisasse dizer algo Dark veio, rápido com um jato, voando até mim e eu pulei em suas costas. A investida de poder chocou-se contra a parede e a derrubou. Tudo começou a desmoronar. Os anciãos correram para fora e Dark e eu saímos, o mais rápido possível, desviando dos pedaços de pedra de tamanho de portas que caíam de cima. Conseguimos sair, mas contrariamente aos meus planos, Darmouth e Augusto estavam vindo à saída. Inteligentemente, e no momento certo, os anciãos empurraram e fecharam a grande porta do hall. Foi então que tudo desmoronou de vez, e a porta caiu, mas nenhum sinal dos dois.
– Será que eles estão debaixo das pedras?
– Ninguém sabe. Só tenho certeza de uma coisa: eles não morreram.
Subitamente, como para responder a minha pergunta, as pedras começaram a se levantar.
– Corre! – gritou o ancião, meu anjo da guarda.
Dark e eu investimos contra o vento em alta velocidade, sem olhar para trás. Saímos da área da Seleção e atravessamos a cidade. Depois disso, quando sobrevoávamos a floresta, senti nossos corpos caírem, e aterrissamos na grama. Essa foi minha última lembrança desse episódio antes deu eu mergulhar na inconsciência entra as árvores, mas já seguro.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Abr 21, 2011 7:56 pm

Foi Darmouth que fez a magia, mas ele acabou não encontrando vocês na floresta.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Abr 22, 2011 4:04 pm

Escutei o suava barulho das folhas requebrando à ação do vento. Grilos e cigarras cantavam sua ópera cotidiana, enquanto pássaros acompanhavam instrumentalmente. Abri os olhos, desejando estar no paraíso. Encostei-me numa árvore enquanto minha memória se recompunha. Imagens relampejavam em minha cabeça, mas apenas lembranças vagas vinham à tona. Lembrava-me de olhos escuros, maldosos e robóticos, de um confronto, de uma traição e de um castelo desmoronando. A Seleção!, lembrei-me. Reconstituí todo o episódio do dia anterior, toda aquela confusão. Lembrei-me do ancião me dizendo para ir a Vladmir e Filhos, na montanha. Espera aí. Dia anterior? Como eu podia saber quanto tempo tinha ficado ali. E Dark?
Dark, onde você tá?, perguntei.
Já venho. Estou procurando comida
Levantei-me do chão e tirei a areia de minhas roupas. O dia estava maravilhoso e os raios solares atravessavam as folhas das árvores, iluminando a floresta. Aquela paz me envolvia demais, como se fizesse parte de mim. Eu queria não ter que voltar à civilização, queria viver harmoniosamente com a natureza, sem ter que me preocupar com nada. Mas eu não podia. Minha predestinação estava clara. Agora que as coisas estavam piores do que nunca, tinha que apoiar os outros. Eles precisavam de mim mais do que nunca.
Dark chegou voando e aterrissou ao meu lado.
Bom dia!, cumprimentou-me ele, animado.
Bom dia. Quanto tempo dormi?
Mais de um dia, mas não sei exatamente quanto tempo.
Onde você tava?
Estava rondando por aí. Encontrei a montanha.
Ótimo. Vamos lá.
Outra coisa, chefia. Encontrei uma macieira.
Melhor ainda
, sorri.
Montei nele e saímos trotando até meu café da manhã. Nutri-me de algumas maçãs e outras frutinhas que encontrei e em seguida levantamos voo para a montanha. Ao olhar para trás, enquanto voávamos, vi a esplêndida Metrópole, cheia de vida, que não fazia ideia do que tinha acontecido em seu território naquela noite. Não faziam ideia de que abrigaram dois dos piores vilões que existem – não era fácil admitir que um deles era Darmouth.
Minutos depois avistamos uma casinha no topo da montanha. Sobrevoamo-la e pousamos logo à entrada. Era como um bar, acho, e a porta estava aberta. Ouvia-se vozes vindo de dentro.
Já volto, Dark.
Desmontei dele e passei pela porta.
– Steve! – anunciou surpreso o ancião que me salvou algumas vezes há alguns dias. – Como demorou, hein?
Assenti. Dentro do imóvel, que se tratava mesmo de um bar, ele estava conversando com um homem baixinho e careca, sentados juntos ao balcão.
– O que aconteceu aquela noite? – perguntei.
– Eles não morreram. Saíram de baixo das pedras, mas pelo menos o desmoronamento serviu para enfraquecê-los. Por isso ele tiveram que fugir. – Ele me convidou para me sentar. – Esse aqui é Gary Vladmir, e na verdade quem começou com o negócio foi seu tataravô. Nós fomos colegas de escola e nos conhecemos desde pequenos.
– Sou Steve – me apresentei.
– Prazer – disse ele apertando minha mão. Sentei-me ao seu lado. – Então, Derrick – fiquei aliviado por enfim descobrir seu nome pois seria um incômodo enorme lhe perguntar após ele ter feito tantos feito a meu favor –, parece que esse foi o último a chegar, né?
Ele sorriu.
– Quanto tempo dormi?
– Quase três dias – respondeu Derrick. – Você devia estar esgotado.
– E os outros?
– Estão do outro lado, acampando em barracas. Vamos permanecer aqui até encontrarmos outro lugar para sediar a Seleção.
– Então vamos continuar mesmo sem Darmouth?
– Sim. Se ele nos traiu, vamos lhe mostrar que podemos vencer sem ele.
Aquilo me constrangeu.
– Não sei se foi bem uma traição. Ele parecia... estar sendo controlado.
– E estava. – Ele suspirou. – Augusto é um grande encantador, mas é impossível controlar completamente a mente de alguém. Só se essa pessoa estiver em dúvida sobre que decisão tomar.
Teria Darmouth duvidado? Era difícil de acreditar. Mas naquele momento as leis fundamentais pareciam não ter fundamento – como se a qualquer momento poderíamos começar a flutuar alheios à lei da gravidade ou uma como se uma árvore fosse dar à luz uma criança.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Abr 24, 2011 1:20 pm

Você saiu e foi armar sua barraca.
Chegando la, todo mundo surpreendeu e foi falar com você.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Abr 27, 2011 10:37 am

Com a cabeça completamente revirada, passei pela porta de fundo do estabelecimento e fui procurar um área para montar minha barraca. Toda a galera estava sentada, conversando cada um em seu canto. Reconheci muita gente da Seleção, provavelmente tão confusos quanto eu. Foi quando, de repente, vi meus amigos no fundo, sentados em volta de sua barraca. Fui até lá, caminhando.
– Quem sentiu minha falta levanta a mão – falei, assustando-os.
Eles pularam, de susto e alegria ao mesmo tempo, e me abraçaram. Quanto a euforia parou um pouco me sentei junto a eles.
– Cara, achei que tinha acontecido alguma coisa terrível com você – falou Isaac.
– Todos achamos – completou Broke.
Somente assenti, envolto pela alegria do momento.
– Por onde você andou? – perguntou Izzy.
– Na verdade eu não andei, mas dormi durante três dias na floresta.
– Caraca – falou Isaac. – Você vai ter que contar o que aconteceu, detalhe por detalhe.
Comecei minha narrativa da parte em que fui para a biblioteca. Eles me escutavam com os olhos arregalados, mortos de curiosidade. Quando terminei parecia que eles tinham esquecido de respirar, mergulhados na história.
– Que hilário – falou Broke. – Dá até pra fazer um livro.
– Ainda bem que você tá bem, amor – comentou Izzy.
Os outros caçoaram de nós por causa do “amor”.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Abr 27, 2011 12:48 pm

Provavelmente, não era a melhor coisa do mundo deixar Darmouth e Augusto a solta por ai, mas eles eram muito fortes para todos vocês. Conclusão: Hora do treino de batalhas.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Abr 28, 2011 9:00 pm

Ficamos conversando por um tempo. Por mais incrível que pareça tínhamos muita coisa para pôr em dia, e não paramos de conversar. Muitos Cavaleiros vieram me cumprimentar e outros só passaram e me deram um “oi” com a cabeça. Após nossa seção de acusações entre quem era o culpado – Darmouth ou Augusto – fomos almoçar. Todos nos reunimos no bar e quase não havia espaço para todos, tanto que alguns tiveram de se sentar no chão. Estávamos todos lá, os Cavaleiros sem lar, comendo e dormindo à mercê de um bom homem humilde, cujo coração era três vezes maior que o planeta. À parte toda aquela confusão estávamos bem. Bem, mas sem rumo. Sem saber o que fazer agora que não tínhamos mas pés para segura a mesa.
Enquanto comíamos percebi, de esguelha, que Derrick acariciava uma coruja e que ao seu lado havia um envelope que já havia sido aberto. Ele não comia – contrariamente ao nosso bom doce Gary Vladmir, que engolia ferozmente a comida em seu prato, temendo que esta fugisse – e fitava o além sem foco, imerso em pensamentos. Como podia não estar preocupado tendo agora todo o peso da Seleção em suas costas. Responsabilidade – essa é a forte e ameaçadora palavra da qual sempre me esquivo. Derrick, ao ver que todos estávamos satisfeitos, sentou-se no balcão de maneira nada formal e falou:
– Bom, eu sei que vocês devem estar confusos. Tudo aconteceu de repente. O mestre de vocês os traiu e agora é nosso pior inimigo. Mas essa é só uma suposição, pois lamento não poder confortá-los e dizer que a chance de termos inimigos mais que temíveis é pouco. Se o dissesse seria a maior mentira que eu podia lhes contar, pois não há nada mais ilusório. Eu não faço a mínima ideia do que estar por vir, mas temo que não sejamos capazes, nem nós, os Cavaleiros anciãos, nem vocês, os jovens e veementes, de enfrentar equilibradamente os inimigos. Teremos que desistir e esperar pelo fim.
Fiquei estupefato com aquilo. Com sua lábia ele poderia convencer a todos a lutar, mas ele simplesmente quis o mais fácil. Esperar o fim. Mas eu não seria destes, de forma alguma. Nem que fossem mil contra um, eu estaria lá, honrando a Alliance.
– Eu não vou desistir – informei, levantando da cadeira. – Mesmo que lute sozinho, estarei aqui quando eles vierem.
Isaac, como meu fiel amigo, também se levantou.
– E eu estarei ao seu lado. O que quer que aconteça, estaremos juntos, você e eu.
– E eu – falou Izzy, se levantando.
– Eu também – foi a vez de Mel.
Broke, com a cara mais determinada que já o vi, se levantou.
– Eu indiscutivelmente eu.
Todos começaram a se levantar e a gritar, mostrando seu desejo de lutar. Fiquei muito feliz por ver que todos estavam ao meu lado, prontos para lutar até a morte. Derrick ficou e pé e sorriu.
– Era isso que eu esperava de vocês. Juntos, vamos lutar até o fim!
O cômodo virou de cabeça para baixo. A euforia só passou quando todos foram se retirando e voltando para fora. Fui até Derrick e falei, com meus amigos nos calcanhares.
– Pensei que tivesse desistido mesmo.
– Nunca – retrucou ele, sorrindo. – Estamos juntos nessa.
Nesse mesmo momento Gary chegou com cerveja e copos, e serviu um para cada. Até eu que não bebia, para não estragar a magia do momento, me forcei a beber. Derrick, por fim, falou:
– Recebi uma carta dos outros Cavaleiros. Eles encontraram vários lugares onde nós podemos treinar, com estrutura e tudo. A decisão é difícil. Cada raça pode nos oferecer um canto seguro e treinos diários, sob custódia de seu melhor mestre à disposição. Não sei qual escolher.
– Por que não fazemos uma jornada, visitando cada um?
Ele pensou por um tempo.
– O que você tá propondo é que nós andemos por aí, de canto em canto, para aprender mais?
– É. Assim podem aprender um pouco de cada povo.
– Sabe, é uma ótima ideia.
– Quando eu digo que a cerveja refresca as ideias não é mentira – falou Gary.
– Claro que não – respondeu Derrick. – Steve, anuncie que amanhã partiremos para o território gnomo ao alvorecer.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Abr 30, 2011 7:46 pm

Você fez o anuncio, e depois, foram descansar para poder partir no dia seguinte.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Maio 01, 2011 3:27 pm

Nossas esperanças começaram a se reerguer. Talvez tudo não estivesse perdido, afinal de contas ainda tínhamos força de vontade abundante.
Agora, todos em grupo e felizes o suficiente novamente para cantarolarmos, andávamos pela floresta em direção sul, indo ao território gnomo. Gary Vladmir ficara nos olhando partir após nos despedirmos dele de todo coração, enquanto o solidão novamente invadiu seu mundo. Derrick, que agora tomava a dianteira da passeata, montava um cavalo branco, e nós o seguíamos. Em algum momento da viagem me aproximei dele, com Dark, e perguntei:
– Derrick, o que aconteceu com seu mascote?
Pareci lhe tocar um ponto da alma oculto que lhe fez relembrar da dor.
– Não tenho mais. Nem eu nem nenhum dos anciãos.
– Como é possível?
– Ao se separar de nós, seu pai acabou com a magia dos Cavaleiros. Passamos a ser simples guerreiros porém bem treinados. Mas muito do nosso poder se foi.
Senti-me culpado novamente. Mas com certeza tinha algo de errado naquela história. Em minha experiência com o Oráculo eu vira meu pai montado em seu hipogrifo, o seu mascote. Eu sabia que Derrick não estava mentindo, mas também sabia o que eu havia visto. Alguma coisa era implausível.
Deixei-o e fui para perto dos meus amigos lhes contar minha reflexão. Tentei me imaginar vivendo sem Dark, o que pareceu impossível. Seria como viver sem motivo, pois ele fazia parte de mim. Tentei em vão imaginar o estado de Derrick após a perda de seu mascote.
Duas horas depois estávamos ultrapassando as fronteiras. Derrick não consultava nenhum mapa mas nos guiava com autoestima admirável. Seguíamos uma trilha de terra e pelo visto íamos a uma cidade chamada Razores, já que sempre seguíamos as placas que iam na direção da dita cuja.
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