Steve - Metrópole Human

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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Maio 01, 2011 3:34 pm

De repente, aparece uma criatura estranha no meio da estrada, correndo em direção a vocês. Era Darmouth
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Maio 01, 2011 8:39 pm

Continuamos seguindo pelo caminho por um tempo até que um homem saiu de trás das árvores marginais a nós. Um homem velho de barba enorme, quase tão grande quanto a de... Darmouth! Era ele. Rezei para que tivesse voltado ao normal. Ele foi até o meio da estrada e sustentou nossos olhares. Fui até Derrick e falei:
– Talvez ele queira trégua.
Derrick, desconfiado, olhou com seu melhor mau-olhado.
– Pode ser uma armadilha.
Darmouth ficou lá imóvel, nos olhando.
– Steve – chamou ele. – Quero conversar com você.
Olhei para Derrick. Ele fez que não com a cabeça.
– O que você quer, Darmouth? – perguntei o ancião.
– Só quero conversar.
Olhei para Derrick, suplicante.
– Deixe-me ir.
Tenho certeza de que ele sabia que eu ainda não digerira a ideia de Darmouth ter nos traído. Derrick sabia que eu pensava que ele estava sendo controlado, mesmo já me tendo dito que para tal feito Augusto teria que ter causado dúvida em sua mente. Eu sonhava que a qualquer momento ele fosse sair do encanto e se unir a nós, ajudando-nos, como nos velhos tempos. E não podia desistir dele. E não o tinha feito. E talvez Derrick também não.
Ele apenas assentiu, contrariado, mas perceptivelmente em combate contra sua consciência que oscilava como a minha. Andei até Darmouth, lentamente, levando o peso dos olhares preocupados nos ombros. Parei a um metro dele.
– Steve – falou ele com dificuldade, num tom que só eu podia ouvir. Eu nunca tinha escutado sua voz tão fraca e rouca daquela maneira. Ele fechou os olhos, como se lutasse com algo dentro de si. – Steve, vá embora. – Eu não entendi. Ele me chamou até lá para me dizer para partir? – Steve, você deve procurar seu p... – Darmouth me fez sobressaltar com o engasgo áspero que soltou. Ele pareceu engolir a última palavra e seu rosto agonizava de dor. Eu sabia que ele lutava por dentro, que ele precisava de ajuda.
– Darmouth, deixe-me te ajudar.
– Não – rugiu ele. Dessa vez ouvi os sobressaltos de todos à minhas costas, inquietos. Ele se controlou. – Apenas procure seu... – Novamente ele não conseguiu terminar a frase, engolindo tudo de vez. Súbita e inesperadamente ele curvou para trás gritando, soltando uma voz aguda irreconhecível. – Corre! – falou ele entredentes.
Antes que eu pudesse ao menos processar as informações ele explodiu em luz. Fomos cegados e ao reavermos nossa visão duas pedras que estavam na beira do caminho começaram a tomar vida e se transformar num gigante de pedra de uns cinco metros de altura. Enquanto ele se transformava, pedras de todos os cantos vinham rolando e se juntavam ao seu corpo. Enquanto o gigante paralisava a todos pude ver, de soslaio, por baixo das pernas do gigante, Darmouth, que estava ajoelhado, rangendo. De repente ele sumiu, deixando-nos a sós com seu convidado de honra.
– RECUEM! – gritou Derrick. Enquanto todos obedeciam ele investiu para cima do gigante com seu escudo dourado e sua espada.
– Vamos, invoquem as armaduras – ordenei.
Todos começaram a invocar seus poderes fazendo materializar-se as proteções corporais e cintilar suas armas principais de acordo com o metal de sua armadura. Derrick, que lutava corpo a corpo contra o pedregulho, não fazia avanço algum, se contentando em desviar da morte ao virem em sua direção punhos de pedra, sem conseguir acertá-lo.
– Arqueiros, acertem-no! – gritei.
Os três Cavaleiros arqueiros e um substituto ergueram seus arcos e dispararam. Esperei que as pedras fossem se desmantelando mas não houve resultado algum a não ser ficarem travadas entre as pedras do busto do gigante, que não demonstrava dor alguma, se é que ele tinha sentimentos.
– Como vamos derrotá-lo? – me perguntou Izzy que estava ao meu lado e cuja presença eu nem havia notado. Queria saber o que lhe responder mas infelizmente estávamos presos no mesmo labirinto.
– Não faço a mínima ideia.
Antes de qualquer reação alheia avancei correndo em direção ao gigante com toda potência. Todo meu ânimo e garra aparente logo foram por água abaixo quando tive que me jogar no chão de barriga para desviar do golpe do gigante. Todos os outros guerreiros vieram ajudar, rodeando-o, mas eu não podia permitir que se machucassem. Àquela altura nós conseguíamos acertar alguns dos golpes desvencilhados mas estes desarranjavam algumas pedras que logo em seguida voltavam a se unir ao seu corpo. Aquela luta só podia virar para um dos lados já que nós servíamos só de distração para o gigante, sem lhe causar efeito algum. Num momento me encontrei com Derrick, ao rolarmos para o mesmo lado para desviar de um golpe.
– Como vamos parar essa coisa? – perguntei sem tirar os olhos de seus punhos mortais.
– Não sei. Só com magia. Eu não conheço nada para deter esse monstro.
Tive uma luz instantânea que me deu uma ideia consideravelmente maluca e praticamente utópica. Eu não tinha nem certeza se conseguiria, mas naquela condição, o velho ditado “quem não arrisca não petisca” se encaixou perfeitamente, como a última peço do quebra-cabeça.
– RECUEM! – gritei olhando para meus amigos. Derrick ficou parado, me olhando, com o tipo de expressão “que façanha ele vai fazer dessa vez?”.
O gigante desvencilhou um golpe de direita, de cima para baixo, para onde estávamos o ancião e eu. Ele rolou para a direita, se esquivando graciosamente, e eu dei uma cambalhota para frente, indo me abrigar – ou me suicidar – entre as pernas do gigante. Aquele brutamontes durão como pedra – se é que você entende meu humor mesmo nas horas de grande perigo – ficou como um bobo me procurando. Ele rugiu, asperamente, e juro de dedos cruzados que voaram pedrinhas de sua boca.
– Fala sem cuspir, grandalhão!
Ele percebeu minha situação um bocado constrangedora, principalmente para ele, e abaixou a cabeça para me ver. Naquele momento me concentrei o máximo que pude e me ajoelhei, pondo ao mesmo tempo as mãos no solo. Foquei toca a minha força, todo o poder da minha capacidade especial e toda minha força de vontade no solo, e por um segundo que pareceu minutos, senti o calor do subterrâneo, vi suas rochas enormes e o lençol freático. Pude até sentir o calor do magma, bem no fundo. Naquele momento, esperando que a natureza me respondesse, o chão começou a rachar em volta do monstro, e consequentemente, de mim. O círculo dentro do qual estávamos começou a desmoronar. Vi Derrick saindo dele, vi o solo se rompendo em pedaços e vi o gigante perdendo o equilíbrio, tudo de uma só vez. Os poderes dos elementos fluíam no meu sangue, e eu não interagia com a natureza, naquele momento. Eu era a natureza em si.
Caí junto com o monstro dentro da vala mas suas pedras não me causaram nenhum mal, afinal elas faziam parte de mim. Sem ser responsável por nenhum dos meus atos comecei a flutuar e saí do fosso, sendo levado como uma pena porém cem vezes mais gracioso. Fui flutuando até ficar a centímetros do solo, em frente aos meus camaradas, e o poder me deixou. Toda aquela grandeza incomparável foi substituída por um cansaço irreprimível que me absorveu por inteiro. Ainda sentia meu corpo mas não podia abrir os olhos. Senti-me sendo levantado, sendo posto em Dark e senti os trotes dele, enquanto reassumíamos viagem, já bem perto da cidade, onde seríamos bem acomodados.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Maio 01, 2011 9:18 pm

Você apaga completamente. Um tempo depois, você é acordado.
Estava numa clareira, e você pergunta o que foi aquilo.
- Foi uma habilidade chamada Último Recurso, também conhecida como 5º elemento. Ele pode salvar a vida do usuário, mas acaba com grande parte da sua energia.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Maio 02, 2011 9:28 pm

Acordei numa clareira. Eu estava deitado numa cama de solteiro com forros brancos num quarto cujas paredes eram de madeira. Apressei-me em me pôr de pé e ir atrás do pessoal. Saí do cômodo e vi um deles na cozinha, mexendo com panelas. Não era Isaac nem Broke, mas mesmo assim eu reconheceria aquela silhueta de longe – era Garmound, meu pai. Ao ouvir meus passos ele olhou para trás e sorriu.
– Estou preparando uma omelete para você. Imagino que você esteja morto de fome depois de todo aquele desgaste físico.
Somente sorri, imaginando se ele se referia a minha atuação contra a gigante de pedra e me perguntando como ele poderia saber daquilo. A verdade é que ele acertara em cheio, pois meu estômago roncava de forma que eu não o via roncar havia muito tempo, com todos os banquetes da minha rotina, senão na família real, no castelo. Observei aquela casa, bem modesta mas ótima para se viver, visivelmente construída a mão. Exatamente do tipo que eu adorava, bem em meio à natureza. Eu com certeza já a tinha visto em sonho antes, mas não pessoalmente. Então me lembrei dos outros. Onde estavam eles?
– Onde estão meus amigos e os outros Cavaleiros? E Derrick?
Meu pai apagou o fogo do fogão e pôs a omelete num prato. Sentou-se na mesa e jogou-o para mim, fazendo-o deslizar por ela.
– Coma. Seus amigos estão bem, mas não estão aqui. Eu só vim para conversar com você.
Não entendi. Onde estávamos, afinal?
– Filho, você se deu conta de seu verdadeiro poder. Sem treino algum você conseguiu enterrar aquele gigante. Imagine o que poderá fazer quando aprender a controlar seus poderes. Você é uma arma poderosa.
Não gostei da comparação com uma arma. A ideia de ser algo sanguinário não me animava muito.
– O que aconteceu? Quero dizer, com o gigante...
– Você simplesmente evocou seu Último Recurso. Quando estamos em perigo e não achamos solução podemos usá-lo inconscientemente, e quanto mais poderosos somos mais forte ele é. Ele é muito forte e pode ser uma vantagem, mas é tão desgastante que não podemos abusar dele. Ele é realmente para o caso de situações realmente horríveis. – Ele parou um pouco e suspirou. –Filho, você tem que entender que é muito poderoso e que tem que ficar atento às suas relações. Muitas pessoas tentarão te conquistar com a lábia e com gestos para tê-lo ao seu lado. Tentarão ganhar sua confiança. Tome cuidado com isso.
– Quem, pai?
– Não sei. Mas isso aconteceu comigo e com você ainda será pior. Apenas fique atento.
Assenti. Eu tinha tantas dúvidas para tirar que naquele momento em que eu estava parado com ele, conversando, não sabia por onde começar. Tentei ir pelo básico.
– Pai, por que você partiu quando eu era pequeno e nos deixou?
Ele virou a cabeça, para fugir do assunto, mas de repente seus traços se transformaram em surpresa.
– Você tem que ir. Chegou a hora.
– Aonde?
– Embora. Saiba que eu sempre quis ficar com sua mãe e com você. Tchau, filho.
Enruguei minha teste para demonstrar minha dúvida mas minha visão se turvou e comecei a escutar meu nome. Alguém falava, a grande distância, “Steve!”, repetitivamente.

Abri os olhos e vi Izzy curvada, me olhando.
– Derrick me pediu para te acordar. Vamos almoçar e depois conheceremos o mestre quem nos ensinará seus fundamentos nos próximos dias. Ele acha bom você comer. Você vem?
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Maio 03, 2011 7:28 pm

Você foi comer e logo foi conhecer a pessoa que ia te treinar. Ele se chamava Rui.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Maio 04, 2011 11:49 am

Pisquei os olhos para despertar meu espírito enquanto eu atualizava os dados. Na verdade tudo aquilo não passara de um sonho, que para mim fora extremamente real. Talvez fosse mais uma façanha do Comunicassonho do meu pai. Mas nas outras vezes, quando ele se comunicava comigo, era às escuras, sem nenhum ambiente. De qualquer forma esta dúvida seria respondida por Derrick, que conhecia meu pai, se não tanto quanto Darmouth, conhecia muito bem. Afinal, eles foram parceiros durante um bom tempo.
Só depois fui me ligar que Izzy tinha acabado de dizer “almoçar”. Será que eu tinha dormido outros três dias? De novo não, reclamei comigo mesmo. Enquanto eu me ocupava com pensamentos Izzy ainda me olhava, de pé. Levantei-me e senti uma tontura, mas Izzy logo me entrelaçou.
– Você deve estar cansado – disse ela. – É melhor que descanse.
– Não – me ergui, sorrindo para mostrar autoconfiança –, eu estou bem. Vamos.
Não reparei que tinham trocado minha roupa – e provavelmente foi Izzy quem o fez, pois eu usava minha combinação favorita – enquanto íamos para a sala de refeições. Ao chegar lá todos estavam sentados, inclusive alguns garotos – na verdade eram homens mais o maior deles media um e quarenta, aproximadamente – e Derrick logo se levantou ao me ver. Ele veio até mim.
– Steve, como vai? – perguntou ele docilmente, pondo a mão no meu ombro.
– Estou bem. Só um pouco tonto.
Izzy foi se sentar e me deixou com Derrick.
– Deve ser por causo do...
– Último Recurso – completei, interrompendo-o –. É, eu sei.
– Como...? – perguntou ele, sem precisar completar a frase para eu entender sua perguta.
– Tive um sonho com meu pai. Ele me explicou sobre essa capacidade. Acho que era o Comunicassonho, mas dessa vez estávamos envoltos num ambiente.
– Sim, às vezes isso acontece. Já aconteceu comigo, mas é raro. Algumas vezes nossa inconsciência cria o ambiente, harmonizando-se com o intruso em nossa mente – sorriu ele. Assenti. – Vá comer.
Ao lado dos meus amigos havia uma cadeira vazia. Sentei-me lá e comecei a ser vangloriado por todos, enquanto me contavam o que havia acontecido, já que eu só me lembrava até a parte em que eu fui para baixo do gigante. Aproveitei da ocasião para perguntar a eles quanto tempo havia dormido. Eles me disseram que não tinha sido muito tempo e que o episódio contra a pedregulho de Darmouth tinha ocorrido apenas a um dia e algumas horas.
Entrementes criadas baixinhas mas todas extremamente bonitas puseram bandejas na mesa. Servi-me de tudo que podia, sob ordens do estômago, que roncava, e devorei rapidinho. No final ainda tinha uma sobremesa.
Quando acabou a refeição todos começaram a se levantar. Derrick veio até mim.
– Steve, peço-lhe que vá à minha sala temporária às três. Preciso conversar com você.
Assenti.
– E onde fica sua sala?
– Seus amigos sabem. Hoje à tarde vocês podem desfrutar de tudo do estabelecimento ou se não treinar com os discípulos do mestre gnomo, Rui. Ele está em viagem de negócios e chega hoje à noite, então começaremos amanhã de manhã. Divirtam-se.
Ele nos deu as costas e saiu do cômodo. Bem que eu queria dar uma treinada para ver um pouco o estilo de luta gnomo, mas meus amigos insistiram que fizéssemos outra coisa – ago mais divertido.
– Ouvi dizer que tem uma sala da hidromassagem, aqui – comentou Mel, toda energética.
– E uma de jogos – concluiu Isaac.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Maio 05, 2011 7:40 pm

Vocês se divertiram a tarde inteira. Issac te derrotou em alguns jogos, e depois, você e as garotas foram para a sala de hidromassagem.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Maio 05, 2011 9:46 pm

Fomos para a sala de jogos primeiro, pois Isaac ganhou no cara ou coroa de Mel. Enquanto as garotas destruíam a máquina de karaokê Isaac me dava umas surras em diversos jogos. Ele me humilhava em qualquer um, e quando eu conseguia convencê-lo a me fazer um jogo em dupla no qual eu jogo junto a ele, e não contra, ele acabava se irritando pois eu o fazia perder. Nem no jogo Luta na Floresta consegui derrotá-lo, mas foi meu melhor desempenho.
O tempo passou rápido e logo fui para a sala de Derrick, seguindo as intrusões de Izzy. Ao chegar lá entrei, pois a porta estava somente encostada. Derrick estava com a cara enfiada numa papelada esparramada na escrivaninha, e quando entrei logo me viu.
– Sente-se, Steve. – Puxei a cadeira e me sentei em frente a ele. Ele deu uma olhadela de soslaio para um relógio de parede antiquado a sua esquerda e falou: – Bem na hora. – Ele suspirou. – Enfim, eu te chamei aqui para falar sobre o que aconteceu anteontem. E sobre seu sonho. – Assenti. – Steve, você tem noção do que você revelou com o gigante?
– Sim – respondi ingenuamente. – Eu só usei meu Último recurso, pois não via saídas para nós naquela situação de desvantagem.
– Não é só usar o Último Recurso. Ele não é uma coisa qualquer. São raras as pessoas que conseguem usá-lo, e ainda mais as que conseguem controlá-lo. Steve, você herdou isso do seu pai. Lembro-me da primeira vez que ele usou. Lutávamos contra uns quinhentos Taürens que nos tinham pegado numa emboscada, quando ele simplesmente os arrasou. – Fiquei impressionado. Não sabia daquilo. – Você só dormiu durante um dia, Steve, e viu todo o poder que liberou? O que você fez não é nada em comparação ao que poderá fazer se treinar. – Sua voz demonstrava um entusiasmo paterno, como quando seu filho entra para o time da escola, após muito desgaste. – Mas o que eu queria lhe dizer é que você deve tomar cuidado. As pessoas tentarão se aproximar de você e ganhar sua confiança. – Eu já tinha ouvido aquele sermão. Meu pai já tinha me prevenido sobre esses aproveitadores. – Steve – disse ele, se ajeitando na cadeira –, eu era o melhor amigo do seu pai. Eu fiz uma promessa a mim mesmo. Prometi que cuidaria de você.
Lembrei-me dos meus primeiros encontros com Derrick.
– Sempre achei que tivesse raiva de mim. O jeito como você me olhava.
– Pelo contrário. Eu sempre te olhava, mas era com preocupação, e não com raiva. Steve, se cuida. Pelo seu pai. – Assenti. – Bom, era só isso. Agora vá se divertir. Nos vemos no jantar.
Saí da sala e fui à sala de hidromassagem, onde tinha combinado de me encontrar com as meninas.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Maio 05, 2011 9:53 pm

La, alem de relaxar, você não conseguiu parar de pensar em seu pai e sobre essa conversa com Derrick.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Maio 07, 2011 4:49 pm

Não pude deixar de pensar naquela conversa durante a tarde com as garotas. Tentava parecer o mais normal possível, e por sorte elas nem perceberam que eu viajava em ideias, enquanto minha mente desfilava entre pensamentos sobre Derrick, Darmouth e meu pai. Isaac, algum tempo depois, veio para compartilhar conosco a água quente de um jacúzi, e nos contar como tinha derrotado uma série de garotos veteranos nos mais diversos jogos.
O tempo passou bem depressa e rapidamente estávamos jantando na sala de refeições, com as mesmas pessoas com quem tomamos café da manhã. O mestre, o tal de Rui, ainda não havia chegado, ou talvez estivesse muito cansado para comer conosco depois da longa viagem. Todos demonstravam alegria e animação, só não se sabe se por jogos ou pelo treino, até mesmo Derrick. Perguntei-me onde estariam os outros Cavaleiros anciãos naquele momento.
Depois do jantar – o que inclui uma musse de chocolate de sobremesa, que eu, mesmo estando de barriga cheia, me forcei a comer – fomos todos aos nossos quartos, que infelizmente, eram para um só pessoa. Ainda era cedo e eu não tinha nada para fazer e o sono não me vinha, então decidi usar um papel e uma caneta que encontrei na escrivaninha e escrever para George. Eu não tinha tido notícias dele depois que saímos de sua casa, e com tantas preocupações tinha até me esquecido lhe escrever, para saber como estava. Incomumente, as letras fluíram e se despejaram sobre o papel, dando o resultado final o seguinte:

Olá, George,

Desculpe se não te escrevi antes, mas não tive tempo. Quando saímos da sua casa, quase um mês atrás, fomos para Argamatos visitar minha mãe e lá tive alguns probleminhas com a polícia, mas minha mãe não custou em resolver o problema. Agora ela faz parte da alta sociedade e ficamos hospedados em sua casa por alguns dias, desfrutando duma luxúria não merecida por mim. Não nos demoramos muito por lá e logo assumimos como rumo Maylequi, a cidade das garotas. Lá conhecemos o verdadeiro luxo, pois para surpresa minha e de Isaac, elas se revelaram filhas do rei e rainha daquela cidade. Lá curtimos por pouco tempo, só o suficiente para encher os bolsos já que dispúnhamos de crédito ilimitado, mas tivemos que partir ao meio-dia ao chamado de Darmouth. De volta ao castelo nos preparamos para intervir na guerra que ocorria justamente aí, na Metrópole, e nos pusemos e ação. Mas não fosse um homem entunicado que encontrei enquanto dominava – ou melhor, era dominado – por um mamute, que se mostrou útil salvou a todos adormecendo os guerreiros da Horde, não teríamos conseguido. De volta ao castelo, fomos pegos por uma armadilha. Na verdade aquele homem sonífero era um traidor, que já tinha conhecimento de Darmouth, e usou o papel de “homem bom” para invadir a Seleção e controlá-lo. Agora Darmouth está do seu lado perambulando mundo afora – os vilões da cocada preta – e sabe-se lá o que estão armando. Difícil de acreditar, mar é verdade. Darmouth agora passou para o lado inimigo. Resumidamente, quando os dois tentaram destruir o castelo e todos os Cavaleiros, os anciãos e eu conseguimos deixá-los sob um monte de pedras, destruindo o castelo em cima deles. Agora nós estamos numa cidade gnoma chamada Razores filiados no centro de treinamento do mestre Rui, onde viemos para aprender o que ele tem para ensinar. No caminho até aqui fomos atacados por um monstro de pedra, deixado por Darmouth, que quase nos custou a vida, não tivesse eu desintencionalmente usado meu Último Recurso e derrotado-o. Pelo menos pude perceber que Darmouth ainda tinha um pouco de bondade dentro de si, que ele não se fora por completo. Nosso atual objetivo é partir de centro em centro, à procura de uma base de guerra, ou bélica, chame como quiser, para estarmos preparados futuramente na hora do grande duelo. Bom, eu nunca escrevi tanto na vida e meu punho está começando a doer, então vou parar por aqui. Tenho que descansar se quiser me dar bem no treino de amanhã, afinal de contas, tenho que honrar meu título de Escolhido. Aguardo ansiosamente sua resposta, e agora que te coloquei em dia em relação a minhas aventura, espero que não se preocupe muito. É só lembrar, eu fui predestinado a morrer, e se não acontecer agora, acontecerá brevemente.

Abraços,
Steve.


Nem percebi quando adormeci. No dia seguinte acordei antes das sete e me vesti para o treino. Aproveitei do meu adiantamento para dar uma volta na mata, para terminar de fazer o que eu tinha começado ontem. Encostei-me numa árvore e fiz um pedido à natureza. Minutos depois vinha voando até mim uma coruja marrom, que pousou ao meu lado mansamente.
– Por favor, leve esta carta a George na Metrópole humana. Número 37, rua Forgeão. Depois volte que te agradecerei de bom grado. – Imaginei vê-lo assentindo. – Obrigado, amigão.
Pus a carta envelopada no seu bico e ele assumiu voo ingenuamente. Voltei para o centro, tranquilamente e mais leve por ter compartilhado tudo aquilo com alguém, e fui à sala de refeição, esperar que os outros chegassem.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Maio 07, 2011 8:12 pm

Você foi comer, e logo depois foi treinar um pouco
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Maio 09, 2011 10:00 pm

Não tardaram muito a chegar. Dessa vez um gnomo maior – tipo, um e sessenta – com uma barba grande e branca veio e se sentou na ponta. Logo ao seu lado estava Derrick. Os lutadores dali do centro o cumprimentavam ao passar e sentavam-se em seus lugares. Era meio estranho aquela relação entre nós, os Cavaleiros, e os discípulos. Ninguém se falava, somente Isaac que cumprimentavam alguns, que provavelmente tinha conhecido nos jogos.
Depois do café da manhã fomos todos para a sala de treinamento. Estávamos todos de pé olhando para o mestre Rui, naquela sala cheia de pinturas indecifráveis nas paredes. Pareciam desenhos bem antigos, e um deles me fez pensar em dragões. A sala tinha janelas longas, do tamanho de uma porta, de vidro, que deixavam o sol comparecer lá dentro. O piso da sala era todo de madeira e impressionantemente limpo. Quase dava para ver seu reflexo nele. E num canto à direita havia uma porta com uma plaqueta, onde estava escrito “Almoxarifado”.
– Bom, a viagem foi muito cansativa e, como sempre, muito chata. Estou feliz por vê-los novamente, e também por estarmos recebendo convidados de honra. Hoje terei a ajuda de uma grande figura, Derrick, e quero que vocês formem duplas. – Todos começaram a se dividir rapidamente, mas ele pigarreou. – Um discípulo meu e um Cavaleiro, para mudar um pouco.
Sua decisão nos surpreendeu, já que eu já estava me pondo com Isaac. Vi um discípulo se aproximar de Izzy e convidá-lo galantemente. Vadio, xinguei. Eu estava procurando alguém quando um jovem, talvez um pouco mas velho que eu devido ao bigode, se aproximou.
– Está procurando um parceiro? – disse ele sorrindo. Assenti. – Pois eu também. Prazer, meu nome é Roger.
– E eu sou Steve – retruquei lhe apertando a mão.
– Steve. Já ouvi falar de você, e muito bem.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Maio 10, 2011 5:00 pm

-Você não é o escolhido não é?
-Sim, sou sim
-Jura (momento fã louco) ahhhhhh. Me da um autografo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Maio 11, 2011 9:54 am

Ah! É mesmo?, ironizei mentalmente. Ele me olhava com os olhos arregalados, sem piscar.
– Por favor, Steve, me dá um autógrafo?
Perguntei-me como não tinha percebido antes que aquele fanático era gay. Nada contra, mas se eu realmente tinha uma legião de fãs, não queria queimar minha imagem com aquele cara, todo exitado, para que eu assinasse meu nome num papel. Ainda assim é um pouco machista, mas não posso fazer nada – é cultural. Temi que todos estivessem olhando para mim mas somente Isaac ria disfarçadamente. Rui nos olhavas com olhos duros.
– Depois – tentei falar da maneira mais ininteligível possível, sem mexer os lábios. Ele assentiu, ainda sorrindo. Agora, vocês irão cada um pegar uma espada no almoxarifado. – Enquanto obedecíamos ele continuava a falar. – Em seguida, deem os braços tradicionalmente. – Esse cara tá de brincadeira, pensei, mesmo sabendo que não estava. – Agora, juntem-se e, dupla contra dupla, lutem. Vocês só poderão usar seu braços exteriores e terão de lutar com sincronia. A dupla que perder lavará a louça depois do almoço.
Ok., tentei me concentrar. É simples. Basta desarmar dois caras e acabou. Uma dupla se aproximou, composta por um garoto e uma garota, extremamente parecidos.
– Vamos lutar? – perguntou ela.
– Com muito prazer – retruquei, para mostrar confiança. Logo em seguida me arrependi ao ver o frenesi do meu parceiro.
Começamos a lutar. Obviamente deixei que Roger ficasse do lado direito, para que pudesse usar seu braço direito, e eu fiquei do outro lado, tendo que lutar com o esquerdo. Avancei para cima deles e os dois começaram e defender simultaneamente dos meu ataques. Era até gracioso vê-los lutando, pois eles respondiam aos movimentos um do outro instantaneamente, como se tivessem feito aquilo a vida toda – e bem que poderiam tê-lo feito. Num certo momento Roger me puxou para perto dele, fazendo com que um golpe que ia rapidamente me desarmar fosse evitado.
– Temos que lutar em dupla, danadinho.
Naquele momento fiquei vermelho, só não sei se de vergonha ou raiva. Ele avançou também, mas não o fiquei olhando e investi junto com ele. Cada um pegava um, mas os irmãos ou sei lá o quê ficavam tentando cruzar, às vezes, para surpreender-nos. Além disso, pela maneabilidade deles eles pareciam estar cada um de seu bom lado, sendo um destro e o outro canhoto. Na verdade estava até mais difícil do que eu previ. Em algum momento me arrisquei em tentar em desarmamento clássico mas fui repelido e como resposta fui desarmado. Instantaneamente, Roger também foi.
– Parabéns – disse sorrindo o irmão, que em seguida se distanciou com sua parceira.
– Ele são os melhores daqui – tentou me consolar Roger.
– As duplas não deviam ser formadas por um Cavaleiro e um discípulo? – perguntei, mal-humorado, enquanto me imaginava fazendo a louça de trezentos pratos.
– Sim, mas eles são uma exceção. Eles treinam para torneios, então sempre estão juntos. Já venceram três vezes na categoria de dois contra dois.
Assenti. Sentei-me no chão e ele se sentou do meu lado. Viu que eu estava olhando para Izzy enquanto ele lutava.
– É sua namorada?
Assenti. Afinal, eu não ia descontar minha raiva nele. Ele só estava tentando ser gente boa.
– Então, e aquele... – falou ele, enrolando.
– Cadê a caneta? – perguntei, sorrindo para ele pela primeira vez.
Ele tirou do bolso um piloto e me entregou. Em seguida tirou uma foto minha. Enquanto eu assinava perguntei:
– De onde você tirou isso?
Ele corou.
– De um jornal que comprei, que falava da guerra na Metrópole humana.
Assenti e lhe entreguei a imagem, a qual ele beijou.
– Obrigadão.
Ainda bem que Izzy interrompeu essa cena, vindo até mim e me beijando. Pelo menos ficava esclarecido para Roger em que time eu jogava, se é que ele ainda tinha dúvidas.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Maio 11, 2011 1:39 pm

Hora do almoço, e logo em seguida da louça suja.
Você foi com Izzy até o local donde seria servido o almoço e se sentaram a mesa.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Maio 14, 2011 1:54 pm

Ficamos juntos a aula toda, que consistiu somente naquele exercício. A hora do almoço logo chegou e fomos almoçar.
Olhei para aquela mesa e senti pena de mim, ao ver todos comendo e sujando tudo. Pelo menos já tenho uma programação para a tarde toda, pensei. A verdade é que nem comi muito, ora por não ter me desgastado muito pela manhã, ora por não querer sujar mais pratos do que já tinha.
O almoço se resumiu naquilo, e só não foi o cúmulo do tédio porque Izzy me consolava da maneira que mais gosto. Após isso passei a tarde lavando pratos, e quando terminei, já que tinha as mãos na massa, aproveitei, com os outros perdedores lavadores de pratos, e ajudei a dar uma geral na cozinha, junto com as garotas de limpeza. Eu até confesso que achei que o relógio estaria de mal de mim toda a tarde, mas ele foi bem generoso.
À noite fomos dar uma voltinha na cidade, entre amigos, tendo como guia um tal de Valentin, que Isaac conheceu nos jogos. Imagina cinco silhuetas andando e logo à frente um cara de um metro e meio, mostrando o caminho – é bem esquisito, como se uma criança nos guiasse. Fomos jantar em um restaurante de ambiente bem diferente, cheio de velas, onde sentávamos no chão. O grande fato era que, eu que esperava aprender muita coisa com Rui, não tinha aprendido nada.

No dia seguinte acordei cedo novamente. Fui novamente à floresta, atrás da coruja, mas nenhum sinal dela, mesmo após tê-la chamado por um bom tempo. Voltei ao café e comi junto com todos. Dessa vez o ambiente estava mais leve, e os discípulos pareciam nos ter aceitado. A refeição foi bem breve, pois logo todos se retiraram para ir vestir suas roupas de luta. Pelo que ouvi, hoje iríamos treinar com os mascotes, o que era uma boa. Dark e eu formávamos uma grande dupla.
Algum tempo depois estávamos todos do lado de fora ao lado dos nossos mascotes. Rui chegou, seguido de Derrick.
– Hoje nós iremos competir – começou o mestre gnomo –, mas contrariamente a ontem, hoje, meu discípulos competirão contra os Cavaleiros de Derrick. – O ambiente se animou, todos loucos para mostrar suas habilidades. – Hoje, cada um de vocês terá que, junto com seu mascote, encontrar um diamante. Mas não é um diamante qualquer. Na verdade é o diamante. Sim, o diamante de sangue, que todos os habitantes desse cidade conhecem.
– Se me permite – interrompeu Derrick –, gostaria de contar a história, já que também a conheço.
– Será uma honra – concordou Rui.
– Uma lenda diz que, há alguns bocados de séculos, um jovem guerreiro, sem medo e ressentimentos, encontrou um diamante vermelho como o sangue, quando ia salvar seu pai, que fora aprisionado dentro daquele vulcão – disse ele apontando para uma montanha que, tranquilamente, ouvia nossa história – Essa dádiva lhe permitiu ver. Mas não era uma simples visão. Ele podia ver a essência ou aura, chamem como quiser, de cada pessoa, graças ao seu poder. Alguns contam que ele podia manifestá-la em forma de poderes, mas cada vez que o fazia um pedaço da sua alma se separava, fazendo-o perder sua vida. – Derrick parou um pouco. – Muitos anos mais tarde, quando ele estava no fim de suas vida e glória, ele morreu, à beira de um rio, e foi carregado por ele, seguindo seu leito até o mar. Mas o diamante desapareceu. Muitos acham que ele voltou ao seu lugar de origem, à espera de um outro possessor.
– A partir de hoje – começou Rui – vocês fazem parte de uma competição. Cavaleiros contra discípulos. A primeira equipe que chegar a mil pontos vence. Essa competição valerá cem pontos para a equipe vencedora, e a posse do diamante a quem o encontrar, se o encontrar.
– Então quer dizer que nós vamos a um vulcão, procurar um diamante que nem se tem certeza que existe? – perguntou um Cavaleiro de Bronze.
Rui assentiu e sorriu.
– Isso mesmo. Vocês poderão lutar, mas não matar. Aquele que matar a alguém, a equipe terá cem pontos negativos, e a equipe adversária vencerá automaticamente, mesmo não tendo achado o diamante. Agora quero que meus discípulos venham cá.
Eles se reuniram em volta de seu mestre e nós fomos para perto de Derrick.
– Então, Derrick, qual é a estratagema? – perguntou Isaac.
– Hum, estratagema. Tá virando inteligente, hein? – perguntei a ele.
– Não enche.
– Na verdade eles tem a vantagem de conhecer o local, e talvez eles já tenham feito essa busca. Se a tiverem feito, eles já sabem onde não procurar. A única dica que posso dar a vocês é que acreditem e vocês acharam. Confio em vocês. Outra coisa: ganhem essa competição, pois se os discípulos chegarem a mil antes da gente, vou perder minha aposto com Rui.
Valeu pela diga, Derrick. Vou lembrar disso quando estiver caindo na lava.
Pensamento positivo, retrucou Dark. Vamos achá-lo e voltar sãos e salvos.
Algum tempo depois estávamos todos prontos, montados em nossos mascotes, esperando o sinal de Rui.
– Agora! – gritou ele, e partimos em alta velocidade via aérea, enquanto os outros Cavaleiros iam pelo chão, junto com os discípulos em suas motos equipadas para rali e subir montanhas.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Maio 14, 2011 5:16 pm

Vocês iniciaram a busca, indo a um vulcão existente ali perto.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Maio 15, 2011 2:45 pm

Nós, que íamos voando, estávamos mais rápidos do que os outros, sem ter de desviar de árvores como eles.
Enquanto nos aproximávamos do vulcão, o vento nos despenteava e logo atrás dois amigos conversavam, cada um confiando em sua equipe para vencer uma aposta de sabe-se lá o quê.
Ao chegarmos no topo do vulcão os outros ainda o subiam. Aparentemente tinha um problema – era íngreme demais para descer e lá no fundo via-se somente lava. Onde poderia estar escondido o diamante de sangue? Enquanto os outros nos alcançavam ia pensando naquilo. Pouco mais tarde todos estavam no topo.
– Como vamos achar esse diamante? – perguntou Izzy observando a mesma paisagem que eu tinha acabado de observar.
Todos os Cavaleiros estavam reunidos ali, em grupo, e logo do lado os discípulos começavam a tirar coisas das mochilas. Ninguém tinha ideia de como adentrar o vulcão ou onde procurar a pedra preciosa. Os discípulos tinham trazido todo o material de escalamento e começavam a descer. Enquanto discutíamos entre nós o que podíamos fazer Dark me comunicou:
Steve, acho que achei o que procuravam.
Onde você está?
No rio aqui embaixo.

Anunciei a todos a descoberta e todos descemos nos mascotes – fui em Spell com Izzy. Ao chegarmos lá no rio ele continuou:
Há uma entrada aqui.
Olhei ao redor e nada vi.
O rio nasce dentro do vulcão, continuou ele, e há uma passagem entre a pedra. Dá para passar nadando.
Me aproximei de lá e mergulhei. Obviamente havia uma passagem, mas era estreita demais para os mascotes.
– Vamos entrar por aqui – falei. – Os mascotes terão de nos esperar aqui. Sigam-me.
Mergulhei novamente e passei estreitamente prendendo a respiração. Fui nadando, sem poder me levantar para respirar. Continuei nadando na esperança de achar um local para sair. Olhei para cima e vi uma pequena abertura, suficientemente grande para eu pôr meu braço. Fui até lá, já sem fôlego e ciente de que meus amigos chegavam, e comecei a aumentar o buraco com meus sais, até que pude enfiar minha cabeça e pegar ar. Continuei abrindo, enquanto meus amigos se aproximavam. Não era rápido o suficiente e eles já estavam chegando. De repente comecei a afundar e achei que fosse perder a consciência. Olhei para o buraco. Me concentrei e pedi, esperando que os poderes viessem automaticamente, que a água reagisse. De repente a água começou a martelar o buraco. A pedra foi sedendo e abrindo lugar para uma pessoa passar. Meus olhos se fecharam e segundos depois me senti nos braços de alguém. Era Isaac. Ele me puxou e me introduziu pelo buraco. Em seguida saiu também do rio, seguido pelos outros. Fiquei lá deitado, recuperando o fôlego e a vida.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Maio 15, 2011 5:07 pm

Havia quatro entradas por ali. Vocês se dividiram e foram procurar.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Maio 16, 2011 8:34 pm

Logo me levantei e todos me espreitavam, preocupados.
– Estou bem – tratei de afirmar. – Vamos continuar.
Tive a impressão de que todos nós olhamos ao mesmo tempo ao redor e tivemos o mesmo pensamento – merda! Havia quatro túneis cuja escuridão impossibilitava a vista do seu fim, ou talvez fosse cumprido demais para nossos meros olhos. Acima de nós não havia saída, só um teto de pedra indisposto a sair do lugar, cheio de estalactites, que não me facilitava o entendimento da estrutura interna daquele lugar. Virei-me para os Cavaleiros, que esperavam por uma decisão sábia de seu líder, e decepcionando a todos, provavelmente, falei o que todo mundo já sabia:
– Teremos que nos separar. – Fiz aquela pausa que todo sábio faz, enquanto os outros esperam que a verdade saia da sua boca, e aproveitei para calcular rapidamente em quantos grupos teríamos de nos separar. Vamos nos separar em dois grupos de doze e e dois de quatorze.
– Por que não nos separamos entre Cavaleiros? Os de Ouro, os de Prata, os de Bronze e os substitutos. Este últimos estarão num grupo com quatorze integrantes.
– Não creio que seja uma...
Ignorando completamente minha imagem de bom e sábio líder os outros se puseram a concordar com a ideia.
– Também concordo, Steve – falou Izzy se aproximando de mim. – Fomos separados assim e devemos aprender a trabalhar assim.
Na verdade eu nem tinha escolha, mas fingi ser aquele bom chefe que concordava com as decisões dos trabalhadores, mesmo não tendo poder.
– Tomem cuidado – falei. Ninguém sabe o que nos espera aqui, só Rui.
Todos aquiesceram e, agrupados, foram escolhendo um túnel.
– Vamos lá, Dourados – chamei meu grupo ao entrar num deles. Começamos a avançar mas logo a escuridão piorou, quando se extinguiu a luz de onde estávamos. Concentrei-me no fogo e pedi suas artimanhas para nos guiar naquele momento, e em minhas mãos se materializaram chamas, que não fizeram surgir nenhuma ardência em mim. Estava tranquilo, como se fosse normal. Sem necessidade de indicação alguma, os outros que também dominavam o fogo me imitaram. Continuamos adentrando aquele véu de penumbra e apesar das chamas ainda não víamos saída. Andávamos sem murmúrio algum, temendo acordar a montanha do seu sono, fazendo-a nos mostrar sua ira. Apenas o fogo crepitava, quebrando o silêncio mortal. Mas ele ia se extinguindo aos poucos, com a vingança da montanha que não lhe nutria com seu tão desejado oxigênio.
Suponho que dez minutos andamos até ver uma luz e supostamente o fim do túnel.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Maio 16, 2011 8:51 pm

Vocês foram em direção ao suposto fim, e acharam uma saida da caverna.
Vocês decidiram voltar e ajudar os substitutos, ja que eram o grupo mais indefeso, sendo assim dizendo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Maio 17, 2011 9:41 am

Aceleramos o passo, esperançosos, e fomos ao encontro da verdade. Ao sairmos, a encontramos – a saída. Aquele túnel naquela caverna dentro do vulcão, nos levou a uma saída. Estávamos frente a frente com uma imensidão de árvores que deviam estar no pé da montanha. Virei para meus amigos e falei:
– Túnel errado.
Os suspiros vieram todos ao mesmo tempo, e eu os acompanhei. Ter que andar tudo aquilo novamente e escolher ou túnel. Será que valia a pena? Já não teriam encontrado o diamante, se não um dos nossos um discípulo?
– Não vamos desistir – nos animou Izzy, minha líder de torcida que sempre me dá energias. Ela até a floresta e pegou alguns galhos do chão para usarmos como tocha. Enquanto eu e os demais dominadores do fogo acendíamos as tochas, Mel teve uma ideia:
– Por que não chamamos nossos mascotes? Será uma boa carona para a volta até lá dentro.
Sim, era uma boa ideia. Chamamos telepaticamente nossos fieis guarda-costas, que logo chegaram animados por poderem participar da aventura. Montamos neles e, cada qual com sua tocha, investimos ao interior do vulcão como bravos cavaleiros.
– Cuidado com a cabeça – avisei ao quase topar com o teto de túnel.
Dessa vez, com a graça dos carros alegóricos no carnaval, saímos do túnel em fila indiana, tendo levado menos de dois minutos. Tivemos aquela mesma visão de antes, sem saber qual deles escolher.
– Escolhemos qualquer um ao acaso – falou um dos nossos.
– Mas antes escrevemos um aviso no chão – falou Isaac – para que se alguém volte do túnel, como nós, saiba que não deve pegar o que a gente pegou.
– Ótima ideia – concordei.
– Eu escrevo! – se ofereceu uma garota. Ela pegou sua tocha e escreveu no chão o recado, pondo ingenuamente corações nos “i”. Em seguida adentramos outro túnel, esperando termos escolhido o certo.
Minutos depois encontramos a saída, ou melhor, a chegada. Demos de cara com o centro do vulcão. A primeira coisa que fiz foi conferir se havia um teto, mas não havia. Via-se o céu, então logo soube que encontraríamos vários discípulos por ali. Ao pensar nisso um deles passou por nós correndo.
– Ei, o que vocês estão fazendo? – perguntei.
– Vasculhando todos os túneis. O diamante está bem escondido e seria impossível ele estar aqui no centro.
– Obrigado, mano.
Pronto, já tínhamos uma informação importante. Olhei ao redor e vi que havia inúmeros túneis daqueles. Pareciam uma obra de Dédalo, aqueles labirintos.
– Vamos nos separar de dois em dois – falei. – Mascotes, vocês ficam aqui para ficarem alerta a qualquer coisa.
– Vou contigo, Steve – falou Isaac. Assenti. Seríamos eu e ele, como nos velhos – e nem tão velhos – tempos.
Após nos termos separados cada dupla adentrou um túnel, disposta a achar esse diamante e orgulhar Derrick.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Maio 18, 2011 2:53 pm

Vocês andaram um pouco e apareceu mais uns discípulos correndo também na direção contraria a você.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Maio 19, 2011 8:38 am

Escolhemos um túnel qualquer e entramos. Estava escuríssimo, mas por sorte – ou por técnica – Isaac e eu dominávamos o fogo, então não houve problemas. O túnel nem era tão grande. Em alguns minutos achamos a saída, mas ficamos decepcionados ao ver que ele nos tinha levado até uma área com quatro outros túneis.
– Vamos nos separar? – perguntou Isaac.
– Talvez o melhor seja voltar.
Olhei para trás para ter certeza de que o túnel estava ainda ali. E estava. Mas não havia só aquele, haviam cinco.
– Não me lembro de ter visto tantos túneis.
– Então vamos prosseguir – sugeriu Isaac.
Steve, tome cuidado, assustou-me Dark. Ouvi dois discípulos fuxicarem que quanto mais você se aproxima do diamante, mas perdido fica. A montanha começa a criar túneis e ilusões para te impedir de chegar até ele. Afinal, ele que a mantém tão viva.
– Isaac... – tentei falar aterrorizado.
– Já sei – me interrompeu ele, com um tom de preocupação elevado. – Speed me falou. – Ele ficou chocado como eu. – O que vamos fazer? Você é o líder. Se quiser tentar voltar nós voltamos, mas se quiser seguir em frente também estou contigo.
Steve, se você se perder aí pode demorar séculos até que te achem. Que achem seu cadáver.
Pensei bem.
– Vamos continuar. Por Derrick. Sinto que estamos perto – falei, tentando me mostrar destemido.
– Eu sei que você vai achá-lo. Você é o Escolhido.
Assenti. Que sorte eu tinha de tê-lo como amigo.
– Nós não vamos nos separar.
Ele assentiu. Então, escolhendo um dos túneis na sorte, continuamos nossa aventura.

Quanto mais andávamos mais túneis apareciam. Era Isaac quem escolhia os túneis, guiado pelo seu bom-senso. Num momento chegamos em uma sala com trinta túneis. Olhei para o teto e vi pássaros, que batiam as asas graciosamente. Um céu se formou logo acima deles, e eles começaram a subir, felizes em seu pega-pega. Olhei para baixo e me vi num belo vale com algumas árvores. Passou ao meu lado um coelho que me cheirou e depois correu. Nas árvores frutíferas seus frutos resplandeciam divinamente e me atraíam. Comecei a andar na direção de uma macieira, protno para abocanhar aquela textura vermelha como sangue, tal como a maçã envenenada da Branca de Neve.
Esse lugar foi feito pra mim, pensei.
Enquanto caminhava em direção ao prazer ouvi um grito. Era Isaac. Em questão de milésimos de segundos tudo desapareceu e me vi novamente naquele lugar. Isaac não estava mais comigo. Ele tinha adentrado algum túnel, e eu precisava achá-lo. Ouvi outro grito. Comecei a seguir o barulho, até ele ficar mais próximo. Encontrei, numa sala completamente de pedra e redonda. Ele estava de joelhos e cabeça no chão. Vi na sua mão uma coisa reluzente – era o diamante.
Corri até ele e o levantei.
– Isaac, o que aconteceu?
Ele demorou para responder. Parecia estar vendo uma miragem, como eu anteriormente. Mas ele sorriu.
– Desculpa, Steve. Não queria te assustar. Meus gritos foram da angústia, não de dor. – Ele viu minha expressão de desentendido no rosto, mas ele parecia sereno, muito mais sábio. – Fiquei angustiado ao ver que eu não via nada. Não via nada antes de encontrá-lo. – Ele me mostrou o diamante. – Ninguém vê nada. Agora eu posso ver tudo.
– Você o encontrou, Isaac – o abracei.
Ele apenas sorriu.
– Eu tinha que encontrá-lo, se não minha vida não teria sentido.
Olhei para ele, imaginando se ele estava delirando.
– Temos que voltar. E achar os que estão perdidos.
– Ninguém está perdido – falou ele. – Estão todos bem. Vamos, me siga, que eu sei o caminho.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Maio 19, 2011 1:32 pm

Você seguiu Isaac e andou por um tempo. Achou que estivessem perdidos, mas vocês logo chegaram e encontraram os outros.
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