Steve - Metrópole Human

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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Maio 20, 2011 12:47 pm

Ele se levantou, e agora parecia muito mais leve e seus gestos eram fluidos, e um sorriso não desgrudava do seu rosto. Fui andando ao seu lado, enquanto ele admirava tudo ao seu redor como se tivesse acabado de nascer e tudo aquilo fosse novo para ele. Enquanto caminhávamos, ele nem se quer hesitava – sabia de cor qual túnel entrar. Demorando duas vezes menos do que tínhamos demorado para chegar até o diamante, chegamos ao coração do vulcão, onde os mares de lavas nos fitavam. Todos do grupo estavam lá, olhando-nos chegar, e a alguns metros estavam os discípulos, nos lançando maus-olhados de soslaio. Eles todos pareciam saber que tínhamos conseguido.
– Steve – me abraçou Izzy. – Vocês o acharam.
Neguei lentamente.
– Isaac o achou.
Todos olhavam para ele, que segurava aquele presente divino nas mãos, olhando-os admirados.
– O que ele tem? – perguntou baixinho Mel, com um olhar de quem não tinha gostado nada nada do novo Isaac.
– Digamos que é um efeito colateral. – Olhei para ele, aquela silhueta demonstrando tolice, mas que tinha nas mãos um dos maiores poderes do mundo. – Só não sei se passa.
– Espero que passe – comentou ela. – Não gosto desse jeito de demente dele.
– Tem seus pontos positivos – tentei convencê-la.
Isaac se aproximou de nós, cauteloso.
– Aqueles indivíduos ali – disse ele olhando para os discípulos – estão pretendendo pegar meu diamante. Eles querem que nós o entregamos a ele, ou que o jogue na lava, para que dê empate.
– Eles não vão encostar um dedo no seu diamante – falei batendo no ombro de Isaac. – Pode ficar tranquilo. Agora, precisamos que você nos mostre o caminho até a saída, de preferência um caminho terrestre.
Ele assentiu.
– Fácil.
Deu-nos as costas e começou a andar. Mandei um olhar para os fazendo sinal para que o seguissem, e eles obedeceram. Ao ver que partíamos os discípulos começaram a correr e nos rodearam.
– Deem o diamante para nós e não vamos machucar vocês – falou o mais corajoso.
– Rui não vai gostar de saber dessa chantagem – repliquei.
– Ele não vai acreditar em vocês.
– Mas Derrick vai.
– Pouco importa. Rui confia mais na gente do que na própria família. Não vai acreditar em Derrick. Isso pode gerar um conflito entre eles e vocês terão que partir. De qualquer forma vai ser pior pra vocês.
– Deixa eu ver. Ou perdemos o desafio ou vamos embora. – Virei-me para os outros. – O que vocês acha, galera?
– Vamos ganhar esse desafio de qualquer forma.
– Vocês que sabem. Temos a vantagem do número.
Bom, se uma coisa eu aprendi nas brigas de colégio é que quanto mais você intimidar seu inimigo, mas fácil vai ser. Mas você tem que conseguir intimidá-lo. Fui andando até ficar bem perto do discípulo que discutia nossa doação do diamante. Aproximei meu rosto do dele e falei:
– Nós temos a vantagem da honestidade. E nós somos os Cavaleiros, e podemos derrotar exércitos inteiros. E sabe por quê? Porque nós temos poderes divinos. Não vai ser tão difícil quanto esmagar um carrapato. Vai encarar?
Ele recuou de um passo. Todos tiraram sua armas.
– Você que sabe – falei.
Os meus homens também se armaram. Dei as costas para o discípulos, sem preocupação nenhuma, e fui até meus companheiros.
– Vamos tratar de desarmar. Se matar.
Todos aquiesceram e, como resposta ao meu grito de guerra, avançamos neles.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Maio 20, 2011 10:32 pm

Vocês lutaram, e em menos de cinco minutos, ja havia o resultado, vocês ganharam.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Maio 22, 2011 5:10 pm

Não demorou muito – dou uns cinco minutos para o fim da luta (sem mortes, só com desarmamentos), se não tiver sido menos tempo – e já os havíamos desarmado completamente. Alguns até fugiram e outros nos enfrentaram, mas logo estavam todos no chão.
– Vamos pegar suas armas e dar um fora daqui. Eles logo chegarão lá – falei.
Fizemos isso e fomos seguindo Isaac pela saída. O que me impressionou foi que no meio da luta ele não usou armas. Via os que vinham atacá-lo, não importando o lado, e nocauteava-os só com os punhos. Era realmente outro cara.
Saímos de lá tão rápido que era como se conhecêssemos o caminho de cor – ou melhor, como se Isaac conhecesse. Nossos mascotes logo vieram até e assumimos voo, sem dar uma risadinha daqueles panacas que deixamos no vulcão. Tínhamos ganhado esse desafio, mas agora eles arderiam de raiva e fariam tudo para estar contra a gente. Talvez fosse impossível evitar aquilo, considerando uma consequência da competição.
Enquanto voávamos Dark me tagarelava na mente.
Caraca, nunca imaginei que fosse Isaac a achar. Teria apostado minha mãe que você o acharia.
Já te contei que foi ele quem achou?, perguntei.
Dããã! Sua mente e a minha são ligadas. Eu tava contigo o tempo todo.
Às vezes esqueço disso. Talvez um dia me acostume.
Voltando ao assunto. Você também não acho que ia achar aquele diamante.
Pra ser sincero, tinha certeza de que seria eu seu resgatador. Nunca imaginei que Isaac fosse encontrá-lo.
Os mistérios da vida, poetizou ele.
Na verdade, não fiquei triste. Eu já sou o líder dos Cavaleiros e o Escolhido, destaquei a palavra ironicamente, e se o peso de ser o guardião da aura ainda fosse meu, ficaria corcunda com tantas coisas nas costas.
Entendo. Mas quem é que não queria aquele poder? Deve ser muito legal poder ver o interior de cada um. São tantas coisas que se pode fazer com o diamante de sangue que eu fico doidinho.
Não se anima tanto não. Viu como o Isaac tá parecendo sonso, agora?
Isso passa. Ele tá vendo o mundo com outros olhos. Logo se acostuma. Você vai ver, amanhã já vai estar normal, como o bom e velho Isaac.
Espero mesmo.
Interrompemos nossa ladainha enquanto aterrissávamos toda a “frota”. Os dois metres estavam jogando cartas numa mesinha do lado de fora. Ao nos ver eles se levantaram e vieram até nós.
– Onde estão outros? – perguntou Rui.
– Estão vindo – falei.
– Então – perguntou Derrick. – Acharam?
Fiz uma pausa e, com o suspense dos filmes, aquiesci.
Derrick gritou. Rui descordou inconformado.
– Eu sabia. Ganhei, Rui. – Ele ficou expelindo sua alegria, e depois perguntou: – Então, Steve, cadê o diamante?
– Eu não achei o diamante. – Ele me olhou sem entender. Olhei para Isaac. – Ele achou.
– Isaac? – Ele ficou surpreso. – Eu podia apostar que Steve ia achá-lo. – Todos aquiesceram, compartilhando da mesma opinião. – Mostre-me ele.
Isaac tirou-o do bolso e o girou nos dedos. Deu um beijo nele e o guardou novamente.
– Ele me esperava há muito tempo. Eu tinha que achá-lo.
Sua voz soava filosófica, agora. Pedi para que realmente passasse.
– Eu sabia que você era especial. Sempre acreditei nisso.
Ele apertou a mão de Isaac e o abraçou. Rui pigarreou para chamar a atenção.
– No saguão há dois contadores. Eles se enchem à medida que as equipes marcam pontos. Vocês poderão sempre verificar a pontuação de sua equipe. Já está entardecendo, e continuaremos amanhã. Nos vemos no jantar.
Ele se retirou, chutando o chão de raiva. Não sei qual era a aposta mais Derrick não parecia ser homem de apostar pouca coisa. Não tinha percebido até aquele momento que o crepúsculo já invadia a paisagem, rosando o céu, fazendo com que o dia terminasse poeticamente e que eu enfim percebesse que estava esgotado.
Retirei-me dali e fui para meu quarto, com sede de descanso e energia, para descansar antes do jantar. Com a consciência relativamente boa – quinhentos pontos na competição, encontro de Isaac com o diamante de sangue, ganho da aposta de Derrick e tudo isso ligado à diversão – não tardei a caí no sono, enquanto o despertador contava os segundos para tocar e me despertar para a refeição.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Maio 23, 2011 4:55 pm

Infelizmente, não foi o despertador que tocou, foi mesmo Issac rindo alto, pois conseguia ver o que se passava na cabeça de todos, e ele conseguia ver tudo, até demais...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Maio 24, 2011 9:42 am

Não foi o despertador que me acordou. Escutei alguém se aproximando e rindo do outro lado da porta. Reconheceria aquela risada em qualquer situação – a de Isaac. Mal tive tempo de me levantar que ele já me chamava.
– Já vou – respondi.
Abri a porta e deixei-o entrar. Enquanto eu me trocava ele tagarelava sem para.
– Queria que você pudesse sentir o que eu sinto – falou ele. – Eu fui até a sala de refeições e ao ver a aura negativa dos discípulos quando me viram chegar, não pude deixar de rir. Que babacas. Como se eles fosse achar meu diamante. – Ele parou por um tempo e riu sozinho. – Ei, Steve, sabia que senti que você estava prestes a acordar quando parei na frente da sua porta. Na verdade eu só te ajudei.
– Seu poder é muito parecido com o meu de dominar o quinto elemento, não? Você também lê os espíritos.
– Não – respondeu ele. – Você pode saber o que eles estão pensando, descobrir todos os seus segredos. Eu consigo sentir suas emoções e seu caráter. – Assenti. – Eu diria que a principal diferença está no fato de eu poder usá-lo a qualquer momento e você, só invocando demoradamente os quatro elementos para depois invocar o espírito.
Eu estava pronto. Ele se levantou da minha cama, onde estava sentado, e fomos para a sala.
– Confesso, Steve, que estou louco para conhecer quais poderes posso manifestar com ele.
– Seria melhor se não estivesse. Lembra que Derrick disse que cada vez que usava seus poderes perdia um pedaço da sua alma?
– Acho que isso quer dizer: abusar é igual à morte.
– Eu tenho certeza do que isso quer dizer. E faça-me o favor de não morrer tão cedo.
– De qualquer forma vou morrer – falou ele. – Junto contigo.
– Na guerra, lutando?
– Eu pensava que morreria assim. Mas hoje percebi que será de outra forma. Só não sei como. – Ele percebeu meu silêncio. – Eu prefiro assim. Morremos juntos e vamos juntos dessa para a melhor – brincou ele.
Forcei um sorriso. A última coisa que eu queria era que meus amigos morressem. Queria que eles pudessem viver até velhinhos e morrer pela lâmina da idade. Que formassem uma família. Que vivessem por mim o que eu não poderia viver.
Chegamos na sala e nos sentamos junto aos Cavaleiros. O jantar tinha acabado de ser servido e as garçonetes estavam se retirando da sala. Olhei para todos, enquanto comia. Não estava com muita fome mas me forcei a comer, para repôr as energias. Vi Isaac devorando a comida, como sempre fazia.
– Achei que você não fosse voltar ao normal – murmurei para ele. Ele me olhou desentendido. – Esquece.
Ele nem sequer se lembrava de como tinha ficado estranho. Talvez fosse estranho só aos nossos olhos, e para ele fosse normal. Ainda assim fiquei feliz.
Depois do jantar fui arrastado à força para a sala de banheiras. Mergulhamos os cinco num jacúzi, superanimados com nossa vitória sobre os discípulos.
– Agora somos todos de respeito – falou Isaac. – Eu sou o possessor do diamante de sangue.
– E eu sou o Esquecido – brinquei.
– E as garotas são princesas – continuou Isaac.
– E eu? – perguntou Broke.
– Você é... o nosso líder de torcida. – falou ele. Antes que Broke pudesse desgostar da ideia ele continuou: – Tão importante quanto os outros. Você é nossa motivação e quem mantém o grupo unido.
Pronto, vai começar a briga, pensei. Mas contrariamente a meus pensamentos negativos, Broke sorriu, gostando da ideia.
Depois do banho fomos nos deitar pois tínhamos de acordar cedo para o segundo desafio. Eu estava ansioso para saber o que iríamos fazer no dia seguinte.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Maio 24, 2011 1:34 pm

A noite, você teve mais uma visão com seu pai. Ele dizia que Issac corria serios perigos com o poder do diamante, e que ele poderia ser muito infantil para saber usa-lo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Maio 26, 2011 12:00 pm

Eu estava novamente num local escuro. Não via extremamente nada, e imaginei se tinha morrido. Aos poucos, minha visão foi se adaptando e comecei a ver silhuetas de árvores. Sabia onde estava. Meu inconsciente, apesar da fama do nome, estava consciente do que estava para acontecer. Procurei em vão a silhueta do meu pai, mas ele não queria ou não podia se mostrar.
O que foi dessa vez, pai?, perguntei à noite.
Não posso mais vir visitar seus sonhos? Nem sempre venho para dar más notícias.
Ele apareceu e pude ver sua silhueta desenhada na tênebra, mas não pude distinguir mais nada. Era apenas reconhecível por sua robusteza.
Não estou acostumado a receber visitas suas, falei. Na verdade, sempre que um policial se aproxima da gente, ficamos receando por problemas, metaforizei.
É. Tem razão. Eu vim para te dar um aviso.
Sobre?
Seu amigo, Isaac. Talvez seja melhor chamá-lo de guardião do diamante de sangue.
O que tem ele?
Você o conhece, Steve. Tenho certeza de que ele é um ótimo amigo e ótima pessoa, mas talvez não tenha Q.I., ou talvez não tenha o suficiente entre as pernas para tanto poder.
O que está querendo dizer com isso?
Você sabe como são as pessoas. Sempre que ganham poderes começam a abusar. A polícia é exatamente um reflexo disso.
Ele sabe que não pode abusar do poder. Estamos cientes de tudo, pai.
Você não está entendendo, filho. Não me refiro à vida dele, me refiro à de toda a Alliance. Ele pode ser uma ajuda, ou com grandes chances um agente causador de problemas. E problemas de nível mundial.
Pai, você não o conhece. Está equivocado. Ele não causará problemas. Eu sempre estarei do seu lado e impedirei que faça besteiras.
É esse o problema – estar sempre do seu lado. Talvez nem sempre você esteja lá, na hora certa, no lugar certo.
Fica tranquilo, coroa. Eu sei o que estou fazendo. Além disso, ninguém pode ter certeza de que o poder vai subir à sua cabeça. Não é porque existem elefantes cinzas que tudo que é cinza é um elefante.
Está ficando inteligente e metafórico, filho. Dá pra ver que está lendo bastante.
Na verdade, não
, admiti.
Pois deveria.
Deveria treinar mais, isso sim.
Conhecimentos mentais são tão importantes quanto seu desenvolvimento físico.
Que nada. Ler é pra quem não tem o que fazer. Enfim, pai, a conversa mudou totalmente seu rumo.
É verdade. E acho que já é tempo de eu ir embora, você está prestes a acordar.
Como sabe?
Suponho. Filho, nosso encontro se aproxima cada dia mais. Estou ansioso para vê-lo Até breve.
Pai?

Não adiantou, meu chamado foi sustentado pelo vácuo e logo morreu.

Abri os olhos. Acordei bem a tempo de me vestir e ir tomar meu café da manhã. Estava quase atrasado.
Saí do quarto rapidamente para não perder o horário. Por que será que ele não fala de uma vez e fica deixando uma interrogação que eu tenho que decifrar?, pensei em relação ao sonho.
Juntei-me aos meus amigos, que estavam todos de bom humor, e fiquei impressionado por os discípulos não estarem de cara fechada. Deviam ter resgatado as esperanças. Afinal, ainda tínhamos sabe-se lá quantas competições e eles estavam em casa, com a vantagem de conhecer o local e de ser o seu mestre a escolher os desafios.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Maio 26, 2011 1:11 pm

Você perguntou a Derrick o que acontecera, e ficou sabendo que aquele dia era a maior festa do ano para o povo gnomo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Maio 27, 2011 10:06 am

Fizemos bom proveito da comida. Isaac estava admiravelmente de bom humor. Na verdade todos estavam, e eu até pensei que não estava conseguindo esconder a preocupação da conversa com meu pai, mas ninguém pareceu notar nem perguntou nada.
Dessa vez, os discípulos não se levantaram para ir à sala de treino, como sempre fazem. Eles ficaram sentados, todos bem humorados. Alguma coisa de especial estava acontecendo. Rui se levantou e pigarreou daquela maneira magistral que faz a todos prestar atenção.
– Caros discípulos e Cavaleiros, vejo que todos estão alegres. Esse humor cai bem, pois hoje não iremos lutar. Todos gnomos sabem, mas nossos convidados não, que hoje é a maior festa gnoma, que acontece uma vez por ano. Chama-se Festival Caritativo e é feito para arrecadar fundos para a melhoria de vida da camada social pobre. E não são só os governantes que regem estes fundos, se não a ajuda seria vã, mas os mais importantes sujeitos da nossa sociedade, inclusive eu. E garanto-vos que o dinheiro é utilizado para seu devido fim, pois alguns dos meus lutadores já foram miseráveis e agora vivem com boa qualidade.
“Voltando ao assunto do desafio. Nem tudo que importa é a luta. É necessário dominar as mais diversas modalidades, entre elas a arte. E hoje vocês irão participar do festival e ajudar a arrecadar dinheiro. Como? Simples: vocês deverão fazer algum show e a equipe que arrecadar mais ganha. Regra número um: os Cavaleiros não poderão usar armaduras ou mascotes.
“Preparem-se, o festival começa às seis da tarde. Esse desafio valerá duzentos e cinquenta pontos. Boa sorte a todos.
Os discípulos se levantaram apressados e saíram do cômodo. Ficamos lá sentados.
– Que tipo de show vamos fazer? – perguntou Mel.
Neguei. Não fazia a mínima ideia.
– Que tal teatro? – ofereceu uma garota Prateada.
– Que tipo? – perguntei.
– Vamos fazer algo que a gente entende. E a gente entende de luta. Então inventamos um cena de luta assombrosa entre dois guerreiros, uma história com amor e ódio.
– Não sei, não – eu disse, desgostando da ideia.

Meia-hora depois estávamos numa sala ensaiando o teatro. A história falava de dois guerreiros de talentos excepcionais, amigaços – Isaac e eu –, que lutavam sobre uma ponte bamba com guerreiros, tentando atravessá-la para invadir o castelo do maligno rei e salvar as princesas, que tinham sido predestinadas a serem bruxas. O ritual que as transformaria aconteceria à noite, exatamente à meia-noite, e eles tinham de resgatá-las antes. Essa história épica foi inventada por Broke, em alguns minutos, que seria o diretor da peça. Enquanto treinávamos as falas, todos os atores, uns Cavaleiros organizavam todo o cenário. Broke nos corrigia, nos mandava ter mais emoções na atuação, como se tivesse feito isso a vida toda.
– Meio-dia, pessoal. Iremos almoçar e recomeçaremos às duas. Temos pouco tempo, portanto quero que os atores decorem suas falas depois do almoço, e o pessoal do cenário sairá comigo para irmos comprar as vestimentas e todo o material necessário para a encenação.
As compras seriam arcadas pelas garotas, nossas princesas, que não tinham problemas financeiros, se é que me entende. Fomos almoçar, todos de saco cheio.
– Caraca, isso cansa pra caramba – falei. – Não sei se vou decorar tudo até as duas.
– Você tem que decorar – falou Broke. – Vamos ganhar essa competição.
Almoçamos e nos retiramos rapidamente. Fui para meu quarto e me deitei, pronto para enfiar a cara na folha com as falas. Na verdade eu já tinha feito teatro uma vez, mas não me saí muito bem. Caí no meio da apresentação, mas ainda sustento o argumento de que se não fosse minha queda ninguém teria gostado da peça. Hoje eu já estava bem mas crescidinho e queria poder orgulhar Derrick.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Maio 27, 2011 2:05 pm

O pessoal do cenário saiu enquanto você estudava o texto. Compraram varias coisas, entre elas roupas para todos os personagens e itens de cenário. Compraram também armas de brinquedo bem realistas, por que seria um problema grande se a cabeça de alguém rolasse no meio da apresentação.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Maio 28, 2011 3:01 pm

Encontramo-nos às duas no mesmo local. Broke não parava – andava de lá para cá sem para, organizando as coisas. Eu, de tanto ler, tinha uma fraca e aguda dor na têmpora esquerda. O esforço todo de Broke não pareceu cansá-lo – ele estava tão vigorado como quando começamos naquela manhã. O pessoal todo já estava lá – os atores liam suas falas, os cenaristas organizavam o cenário e os outros organizavam o vestuário.
– Só faltava Steve – disse ele olhando para o relógio. – Trinta segundos atrasado. Serão descontados do seu salário.
– Vai fazer muita diferença – falei.
Ele sorriu. Logo voltou a assumir gestos estressados.
– Vamos, vamos! Atores, ponham-se em seus lugares. Cenário, traga tudo para a tomada um. E as roupas? O que estão esperando para trazer as roupas? – Enquanto todos obedeciam ele foi pegar uma cadeira para sentar. Foi até mim e disse:
– Espero que esteja pronto. Já conversei com Derrick e ele arranjou um palanque coberto por uma lona, para o caso de chuva, para apresentarmos. Conto contigo, Escolhido.
Dei a língua. Ele sabia que eu não gostava de ser chamado assim.
– Vamos logo com isso – apressou ele. Em menos de um minuto estava tudo pronto para a apresentação. – O que está esperando o cara das tomadas?
Um garoto encostado na parede se ligou ao ouvir isso e correu.
– Tomada um.
– Calma aí – interrompi. – Esse negócio de tomada não é só pra filmes?
– Ah, Steve! Anda logo! – rugiu Broke.
Começamos a atuar e minhas falas saíam fluidamente. Depois começou a me dar um pouco de branco, mas Broke sussurrava para mim. Ele sabia de cor todo o texto. Enquanto atuávamos até esqueci da minha dor de cabeça, provavelmente de origem psicossomática, e até imaginei que estávamos indo bem e que podíamos ganhar dos discípulos.
As horas se passavam rapidamente enquanto treinávamos, repetíamos, éramos corrigidos e recebíamos aplausos. Às cinco Broke parou o treino.
– Treinamos três horas seguidas. Não temos tempo para descansar. De acordo com Derrick, os festival começa às seis mas só apresentaremos às sete, pois antes há apresentações alheias, inclusive a dos nossos arquirrivais. Todos foram bem. Mas eu quero que façam melhor lá no palco. – Sua voz era autoritária. – Não quero que você, Steve, atue como Jacob. Quero que você seja Jacob. Que sinta o que ele sentiria. E isso vale para todos. Estão me entendendo? – Aquiescemos. – Por ora descansem, e podem até aproveitar de meia-hora de hidromassagem. Mas quero vocês aqui à seis, para que organizemos tudo e levamos o material para o festival. – Novamente assentimos. – Vão.
Saímos da sala, todos suspirando de cansaço, e as garotas, Isaac e eu fomos tomar um banho. Aquilo tudo tinha me estressado.

Seis horas estávamos todos lá.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Maio 28, 2011 3:11 pm

Broke mandou cada um levar algo igualmente, e com ajuda dos mascotes, conseguiram levar tudo até o local do festival.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Maio 30, 2011 2:40 pm

O pessoal já estava todo alvoroçado, andando para lá e para cá, carregando coisas. Broke veio até nós.
– Vou pedir aos atores que levem o cenário, com a ajuda de seus mascotes. Logo eu e o resto do pessoal estaremos lá com o resto.
Ele se retirou, gesticulando estressadamente.
Começamos a levar as coisas com a ajuda de uma carroça de Derrick arrumou. Ao chegarmos lá fomos colocando as coisas no palco e entramos no camarim – uma área delimitada por cortinas logo do lado. Enquanto éramos maquiados e vestidos, revíamos nossas falas todos em grupo.
Meia-hora depois todos chegaram trazendo o resto das coisas. Derrick já estava lá fora.
– A apresentação dos discípulos foi realmente magnífica – falou ele ao entrar no camarim. – Eles fizeram um tipo de dança-luta de estilo chinês, com aquela graciosidade e coordenação motora que eles demonstram.
Broke também estava lá dentro, caminhando de um lado para o outro, ansioso.
– Já está tudo pronto – falou ele. – Vocês entram em cena daqui a quatro minutos.
Senti meu coração bater mais forte com aquela notícia. Logo estaríamos frente a frente a um público enorme. Infelizmente o tempo passou rapidamente e fizemos nossa última reunião antes de irmos ao palco.
– Chegou a hora – falou Broke. – Agora é só com vocês. Vamos fazer melhor do que os discípulos e ganhar essa competição.
Aquiescemos. Em seguida Isaac e eu nos dirigimos ao palco.
Na verdade não era Isaac e eu. Era Jcbob e Paulo, dois guerreiros. Eles estavam num bosque andando a cavalo, indo em direção do castelo. Eles sabiam o que aconteceria com as princesas caso não as salvassem. Por isso saíram naquela aventura, prontos a transpor todas as defesas do castelo para salvá-las. Eles andaram a trote durante uma hora até chegar à grande ponte do castelo, cuja envoltura era formada de um largo rio que abrigava crocodilos. Como já tinham planejado tudo, Jacob se vestiu de velha e, com uma cesta repleta de maças, foi bater no portão, que logo foi aberto por um homem.
– O que quer? – perguntou ele.
– Venho vender minhas maças da juventude.
– O rei não está interessado.
– Foi ele que me pediu para vir – respondeu a senhora. – O cara ficou meio incomodado deixou-a entrar. – Por favor, leve-me até ele.
O cara foi com ela e deixou o portão aberto. Paulo aproveitou para entrar e começou a segui-los. Ao chegarem na sala real, onde estavam o rei e a rainha, a velha falou:
– Aqui estão as maçãs que pediu.
O rei estranhou.
– Não pedi maçãs.
O cara se sentiu culpado.
– Deixou o portão aberto? – perguntou a rainha, receosa.
O cara se lembrou. Assentiu.
– Idiota!
– Já é tarde de mais – disse Paulo entrando na sala. – Vim resgatar as princesas.
Ele tirou sua espada e se preparou para lutar. O rei gritou e seus guardas começaram a vir para impedir a invasão do forasteiro. A velha correu para o lado dele.
– Não faça isso, minha senhora – falou o mesmo cara que deixou o portão aberto.
Ficou surpreso ao ver que a velha era, na verdade, Jacob disfarçado. Os dois juntos tinham uma força imensurável e derrotaram a todos que se interpuseram em seu caminho. Invadiram a torre e das princesas e resgataram-nas. Tiveram que lutar contra cães e orcs, e por fim contra um dragão.
A história terminou com aquele tradicional desfecho no qual os protagonistas vivem felizes para sempre.
Ao terminarmos o público aplaudiu. O dinheiro foi sendo deixado e logo depois começamos a contar, satisfeitos. De acordo com nossa matemática, havia dado nada mais nada menos do que 467 citos. Estávamos todos felizes mas Derrick nos anunciou que os discípulos tinham arrecadado 518 citos.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Maio 30, 2011 6:31 pm

Vocês ficaram tristes, mas como nem sempre se pode ganhar, logo se recompuseram-se e voltaram ao dojo.


Última edição por SUPER HACHER em Seg Maio 30, 2011 8:12 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Maio 30, 2011 8:00 pm

Saber daquilo não tinha sido muito reconfortante. Trabalhamos naquilo durante o dia todo e no final nem conseguimos os duzentos e cinquenta pontos.
– Trabalho em vão – murmurei enquanto lamentávamo-nos todos, cabisbaixos.
– Em vão, não – falou Derrick. – O dinheiro que vocês arrecadaram será de grande utilidade aos pobres. Vocês fizeram uma caridade, e isso nunca vai ser vão.
– Fora isso, foi vão.
Derrick pôs a mão em meu ombro.
– A próxima a gente vence, galera. Estamos duzentos e cinquenta pontos na frente – não é hora para desanimar.
Todos ficamos tristes com a derrota, mas quem estava em estado pior era Broke.
– Vamos para voltar ao dojo. Vamos jantar e em seguida vamos descansar para amanhar estarmos em plenas forças. – Ele falava com aquela confiança e tom de um pai que os filhos em momentos ruins e lembram-lhes que a vida continuam.
Começamos a desmontar tudo e pôr as coisas de volta na carroça. Ninguém falava nada, apenas trabalhava. Durante o caminho ao dojo a caminhada foi igualmente monótona. Ninguém abria a boca a não ser uns e outros que conversavam aos sussurros.
– Desculpe se não ganhamos – falei. Eu sabia que não podia ter feito nada e que tinha dado o meu melhor, mas queria reconfortá-lo.
– Não tem que pedir desculpa. Vocês deram o seu máximo. Eu só estou triste porque queria muito, mas muito mesmo, que ganhássemos. Só para homenagear meu pai, que produziu e dirigiu diversas peças teatrais que nunca fizeram sucesso.
– Ele estaria muito orgulhoso de você. Sei disso.
Ele sorriu e me abraçou. Fiquei meio sem jeito mas retribuí. De qualquer forma, ninguém estava dando ligança.
Ao chegarmos no jantar fomos direto jantar. Os discípulos já nos esperavam lá, com uma sorriso indo de uma orelha à outra. Rui também já estava lá e ria junto com eles. Sentamo-nos e esperamos que as serviçais viessem trazer a refeição.
Naquela noite o jantar foi macarrão ao molho branco e frango grelhado – em quantidades suficientes para alimentar uma manada de elefantes. Fartamo-nos até doer a barriga – como consolo pela perda, como fazem os alcoólatras – e depois nos retiramos para nossos aposentos.
Dormi pensando no meu pai e em meus sonhos.

No outro dia acordei mais cedo do que esperava. Os primeiros raios do sol tinham acabado de agredir as cortinas da janela do quarto, enquanto ele aparecia por trás das colinas, como faz diariamente para notificar às pessoas que já é um novo dia. Espreguicei-me e me encostei na cabeceira da cama, numa posição variável entre o “deitado” e o “sentado”. Constatei ao olhar para o relógio que faltava um bom tempo para o café da manhã. Levantei-me e fui abrir a janela, para deixar o sol iluminar o recanto. Olhei para a natureza do lado de fora e vi uma coruja sobre o galho de uma árvore. Reconheci-a mesmo antes de ver a carta em seu bico. Ela voou até mim e pousou na janela. Acariciei-a e retirei a carta.
– Eu sempre lembro das minhas promessas – falei. Fui até minha mochila e tirei um pacote de biscoito recheado que eu tinha comprado no centro. Entreguei-lhe um no bico. – Muito obrigado, amigão. Que a Mãe Natureza sempre te abençoe e te guie pelos bons caminhos – encenei. A coruja abriu a asas e saiu voando.
Peguei a carta e abri. Dentro havia um papel sujo nas bordas de graxa. Dizia o seguinte:

Caro Steve,

Estou feliz que tenha mandado notícias. Eu estava ficando preocupado, mesmo sabendo que você sempre dá um jeito para se livrar de qualquer situação embaraçosa. Você mesmo comprovou, como eu havia dito, que sua mãe não tem mais problemas financeiros. Ela agora é dona de toda uma fortuna, cujo mérito é só dela, pois ela a conseguiu com muitas batalhas, partindo da base para estar como agora, no ápice da pirâmide. Talvez um dia desses aproveitarei que estou solitário e que nessa época do ano não há clientes para lhe fazer uma visita, lá em Argamatos. Em relação a sua namorada e a sua irmã, que no final das contas se revelaram princesas, esse acontecimento serviu apenas de confirmação para minha afirmação de que a vida sempre nos traz surpresas e que nunca sabemos o que está por vir. Tudo pode ser completamente diferente do que esperamos. Quanto ao homem entunicado, ele me faz pensar muito num personagem que se chama Augusto. Ele foi um grande amigo de Darmotuh, de acordo com os livros, e pelo que ouvir dizer hoje está do lado da Horde. É muito triste que Darmouth tenho seguido seus passos, mas custo a acreditar que esteja o fazendo por própria vontade. Ele não faria isso. Essa cidade em que vocês estão agora eu nunca ouvi falar. Enfim, você sabe que nunca fui um homem de muita coisa para dizer e muito menos um bom escritor, então vou parando por aqui para ir ali fazer umas compras. Espero que continuem vigorados com sua busca à base bélica e que não se deem por vencidos. Abraços de um velho homem que deseja tudo de bom para você e que desejaria muito estar ao seu lado nessas aventurar, apesar da prisão condicional a qual me mantém preso a idade.

Abraços,

George
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Maio 30, 2011 8:59 pm

Você decidiu ir dormir mais um pouco, mas não conseguiu. Então foi dar um passeio pelo dojo, até você passar em frente a uma sala com uns sussurros. Era Rui e Augusto:
- Muito bom Rui, continue massacrando os cavaleiros para tirar a auto estima deles e depois mandarei Darmouth vir lutar com eles. Com a auto estima baixa sera facil vence-los.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Maio 31, 2011 11:56 am

Terminei de ler a carta rapidamente. Ainda faltava um bocado de tempo até o café da manhã, então decidi tentar dormir mais um pouquinho. Pus o despertador para tocar uns dez minutos antes do horário da refeição e me deitei. Fechei os olhos torcendo para que a sonolência me invadisse mas foi em vão. Fiquei naquela sensação chata de querer dormir mas não conseguir. Na verdade, meu inconsciente estava agitado, pensando em várias coisas, e minhas pálpebras estavam despertas demais para conseguirem quedar imóveis.
Levantei com uma nova ideia na cabeça – estava decidido a ir ajudar as garotas que trabalhavam na cozinha enquanto os outros dormiam – por via da falta de coisas para fazer.
A caminho da cozinha, enquanto passava pela sala de refeição, ouvi vozes vindo de um corredor. Era ali que ficava o escritório de Rui. Reconheci rapidamente sua voz, mas havia outra que conversava com ele. E não era Derrick. Eu tinha certeza de que era uma voz que eu já tinha escutado. Não aguentei. A curiosidade me dominou. Olhei para os lados e como não tinha ninguém à vista decidi me aventurar no corredor.
Avancei a passos silenciosos até a porta. Tentei olhar pelo buraco da fechadura mas só dava para ver um tecido vermelho, que deduzi ser a cortina da janela do cômodo. Então pus lá a minha orelha para escutar melhor.
– Foi muita burrice da sua parte propôr aquele desafio do diamante de sangue, ainda mais valendo quinhentos pontos – falou familiar que ainda não tinha identificado.
– Eu nunca imaginei que eles fosse achar. Sempre pensei que um dos meus o acharia.
– Burrice sua. Sabe muito bem que dentre os Cavaleiros há mais pessoas de sangue nobre. Nobre de guerreiros que lutaram, de vencedores. E era completamente óbvio que seria um deles a achá-lo.
– Desculpe, Augusto.
A ficha caiu. Era o desgraçado do Augusto – o traidor. Mas o que aquele miserável estava fazendo ali, na sala de Rui? Não. Mais um traidor. Não é possível. Senti ódio dos dois naquela sala. Eles que tinham passado para o lado adversário, traindo a todos os seus amigos. Talvez os discípulos nem soubessem dessa traição.
– Aquele tal de Isaac tem um parentesco com o primeiro possessor do diamante, de acordo com as minhas fontes. Foi o avô do avô do seu avô, ou algo assim. – Rui riu. – Cale a boca! – De fora pude percebê-lo engolindo em seco. – A segunda prova que você fez foi mais bem pensada, mas os Cavaleiros perderam por pouco. Trate de fazer mais uma prova de duzentos e cinquenta pontos para o empate, e depois faça uma última valendo quinhentos. Mas você tem que ter certeza de que os seus homens vão vencer.
– Claro. Farei isso.
– Espero mesmo. Caso não o faça nós não vamos te querer mais na Horde, e você será denunciado como um traidor da Alliance. E sabe o que acontece com os traidores, não sabe?
Rui engoliu novamente em seco. Pude imaginar Augusto fazendo o gesto de “decepar o pescoço” para intimidar o velho ancião gnomo.
– Farei o possível, Augusto.
– Não! Você fará o que te falei. Não pode dar errado. Os Cavaleiros têm que ser derrotados quando saírem dessa cidade, com a autoestima baixa. Cansamos de esperar. Darmouth e eu os pegaremos. Sem os anciãos – só com Derrick – não vai dar muito trabalho. – Rui aquiesceu. – Não podemos deixar que cheguem até outro dojo, porque de todos os mestres de todas as raças, você foi o único lúcido que decidiu se unir a nós. Tentei convencer aos outros, mas eles foram parvos. Pior para eles. Enfim, você já sabe o que fazer. Nós cuidaremos do resto. Agora vou indo que ninguém pode me surpreender conversando com você. Conto contigo, Rui.
Ouvi seus passos vindo em direção da porta. Merda, xinguei. Mesmo que corresse não daria tempo de sair de vista e com certeza ele ouviria meus passos. O que eu faço? O que eu faço, por favor? Senti a maçaneta girando. Olhei para o lado e vi Speed, o bom, velho e rápido velociraptor de Isaac veio veloz mente até mim, sem fazer ruído algum. Não entendi o que ele estava fazendo aqui. A porta se entreabriu alguns centímetros. Speed me mordeu de leve no braço e me puxou para um canto. Augusto saiu. Ele estava sorrindo. Pareceu pressentir algo e olhou para onde estávamos.
Estamos ferrados, choraminguei. Mas ele virou a cabeça. Pareceu não nos ver. Ele saiu andando tranquilamente e desapareceu de súbito. A porta do escritório se fechou. Foi só então que compreendi que Isaac, com sua capacidade de invisibilidade, tinha me escondido de Augusto, impossibilitando que eles nos veja. Agradeci a ele a tratei de sair dali o mais rápido possível. Até descartei a ideia de ir ajudar na cozinha, voltei para o meu quarto e me deitei. Fiquei pensando naquela conversa. Quando iriam parar essas traições repentinas? Tentei imaginar a reação de Derrick ao saber que Rui tinha ido para o lado inimigo. Primeiro Darmouth e agora ele.
Naquele momento em que meu cérebro bailava de tantos pensamentos adormeci de súbito.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Maio 31, 2011 2:48 pm

Você acordou e foi para o salão do café da manhã, e Rui foi anunciar a proxima prova.
- Hoje, vocês farão uma prova um pouco diferente. Vocês terão que ir a floresta aqui ao lado e procurarão por uma pedra especial, mas não sera tão facil. Os caminhos ja estão traçados, mas surpresas surgirão ao longo do caminho. Fiquem espertos!
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Jun 01, 2011 9:35 pm

Escutei uma batida na porta. Me encostei na cabeceira da cama, sonolento. Acho que eu tinha até esquecido que alguém tinha batido na porta, até que escutei novamente batidas. Olhei no relógio em cima da mesinha de canto – eu estava dez minutos atrasado.
– Ei, senhor soneca, vamos levantando! – disse a voz.
– Isaac? – perguntei, mesmo sabendo que era ele.
– Não, é o entregador de pizza. Não foi aqui que pediram uma pizza grande de ratazana ao molho de lagarto e gengibre?
– Calma aí. Já vou.
Levantei-me apressadamente e abri a porta.
– Cara, tu dorme muito – falou ele.
– Cadê a pizza?
Ele me deu um murro no ombro, sorrindo.
– “Vam'bora”. Já tá todo mundo terminando de tomar o café da manhã.
Seguimos até a sala de refeições. Sentei-me no meu lugar tradicional e comecei a comer o mais rápido possível.
– Dormiu pra caramba, hein? – comentou Izzy.
Neguei. Olhei para o lado para ver se ninguém prestava atenção na gente e falei:
– Tenho que contar uma coisa muito séria pra vocês. Que vi hoje de manhã.
– Fala aí – falou Mel.
– Não. É muito importante, e se alguém ouvir... – Eles aquiesceram, queimando de curiosidade por dentro. Engasguei com pão. Tomei uma golada de suco pra ajudar a descer. – E aí, Broke, melhorou?
Ele aquiesceu.
– Faz parte. A próxima a gente ganha – ele falou.
Continuamos a comer. Dessa vez tinha pacotes de cereal e eu não perdoei-os. Isaac e eu devoramos um pacote sozinhos. As meninas se contiveram e comeram apenas frutas, dizendo-se de dieta.
– Tenho que perder dois quilos que ganhei ao chegar aqui – comentou Izzy.
– E eu três – falou Mel.
– Bem que eu percebi – comentou Isaac.
Mel lhe deu um tapinha. Logo ao lado, sem que percebêssemos, Rui se levantou e pigarreou.
– Cavaleiros e discípulos, espero que estejam prontos para o novo desafio. Hoje vocês terão que encontrar uma pedra especial. Dois caminhos foram traçados, tendo os dois os mesmos cumprimento e destino, que é a pedra. Qual grupo achar primeiro vence, e sai levando duzentos e cinquenta pontos. Porém, ao longo do caminho haverá diversas armadilhas que poderão machucar, então tomem cuidado. Outra coisa – não podem usar mascotes, capacidades especiais nem o diamante de sangue. – Reclamamos. Ele sempre tirava nossas vantagens. – Espero vocês lá fora em cinco minutos.
E eles se retirou. O pessoal começou a levantar a tumultuar. Aquele bando de gnomos pareciam crianças indo à escolinha.
– Então, Steve, o que você queria dizer.
Ia começar a falar quando Mel interrompeu.
– Já estão todos saindo. Vamos logo.
Levantamos e nos dirigimos para fora, onde todos os outros estavam se agrupando. Derrick também estava lá, envolto pelos outros Cavaleiros e substitutos.
– Conto com vocês. Essa nós vamos ganhar. Sobretudo, tomem cuidado com as armadilhas pois quando atingidos vocês não poderão continuar, mesmo que ainda consigam prosseguir. – Aquiescemos. – Vamos ganhar, Cavaleiros?
– Vamos – gritamos em uníssono.
Então Rui interrompeu. Por favor, fiquem em seus lugares.
Pusemo-nos em posição, bem ao lado dos discípulos. Eles iam pegar uma trilha à direita e nós à esquerda.
– Vão! – ordenou o mestre gnomo.
Partimos. Os discípulos começaram a correr, e os Cavaleiros também.
– Parem! – gritei. – Ao falar isso um substituto caiu num buraco. – Temos que recear essas armadilhas. Vamos com calma. Agindo em grupo. Somos uma equipe. – Olhei para o cara no buraco. – Na volta pegamos você. – Ele aquiesceu e se sentou.
Continuamos andando vagarosamente, olhando para cima, para baixo e para os lados.
Paff!
Mais um foi pego. Estava pendurado por uma rede presa numa árvore.
– Tirem-me daqui.
– Você não pode continuar. – Olhei para o pessoal. – É o seguinte. Preocupem-se com vocês, olhem onde andam.
Continuamos. Comecei a ignorar os que eram pegos. De tempos em tempos um e outro caíam em buracos, era amarrados ou tomavam pancadas de coisas que caiam das árvores.
Fazia dez minutos que estávamos andando. Onze dos nossos já estavam para trás. De repente, onças começaram a sair de todos os cantos. Rodearam-nos. Eram ao menos vinte e via-se pela cor dos olhos – um vermelho-sangue bem forte – que eram originários de magia.
– Não sei deixem ferir. Se um for ferido, mesmo que seja um pequeno arranhão, está fora – anunciei.
– Essa foi uma boa ideia de Rui – comentou Eric, o loiro Prateado.
Elas começaram a investir. Contra-atacamos e começamos a dilacerá-las, mas jeito com que elas nos atacavam era surreal, sem medo. Toda vez que acertávamos uma ela se transformava em pó, que flutuava no ar e logo se dissipava. Nem prestei atenção nos outros. Fui derrotando uma por uma enquanto elas investiam, mas logo não sobrou nenhuma.
– Alguém se machucou – perguntei de brincadeira, olhando para os outros. Mas muitos tinham se machucado. Até Izzy. Custei a acreditar que só Isaac, Broke, Mel, outros três Cavaleiros – dentre eles Eric – e eu tínhamos saído ilesos.
– Temos que continuar, senão eles vão chegar antes – falou Eric.
Assentimos. Continuamos andando, agora bem mais cautelosos. Ouvimos um barulho nas árvores e olhamos para cima. De repente Broke, Mel e dois dos Cavaleiros que eu não conhecia pelo nome gritaram. Olhei para trás e vi-os com os pés presos em armadilhas de ursos, daquelas que se fecham em seus tornozelos e machucam para caramba, como se fosse uma mordida. Isaac correu até Mel.
– Não podemos ajudar – falei. – Temos que continuar.
– Ao menos vamos tirá-los das armadilhas e eles ficam a qui.
– Se fizermos isso seremos desclassificados.
Isaac olhou para ela, que gemia de dor. Ela assentia para me dar razão. Então continuamos. Desembainhamos nossas armas e andamos juntos. Nós dois tínhamos hábito de lutar lado a lado, sabíamos fazer isso muito bem. Fomos andando cautelosamente, mas tentamos ser rápidos para acabar com a dor dos outros que ficaram para trás. Enquanto andávamos percebi um peso que estava pendurado numa corda, seguro numa árvore, que vinha em direção à cabeça de Isaac. Cortei a corda.
– Valeu.
De repente o vi fazendo um movimento rápido e brusco, e em seguida ele segurava uma flecha de ponta grossa na mão.
– Essa ia em você – ele disse.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Jun 02, 2011 8:01 pm

Vocês logo chegaram ao local final, mas viu que a outra pedra ja havia sido pega, ou quem sabe nem esteve la... (misterio no ar)
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Jun 02, 2011 8:54 pm

Subitamente escutamos um barulho mais à frente. Começamos a correr para chegar a tempo, mas Isaac escorregou e caiu... Tinha uma buraco, mas ele não caiu. Segurei-o a tempo pela mão e puxei para cima. Ele estava ofegante.
– Essa foi por pouco.
Assenti. Continuamos a correr. Agora podíamos ver onde terminava esse desafio. Havia uma pequena clareira e no meio um tronco de árvore cortada.
– Merda. Chegamos tarde.
Isaac xingou. Suspirei. Os outros iam ficar decepcionados, mas tínhamos feito o melhor que podíamos. De repente escutei um barulho e me preparei para lutar. Uma criança emergiu por entre as árvores, sorridente. Não!, não era uma criança. Era um dos discípulos.
– Tarde demais. Já encontramos a pedra.
Ele sorriu. Então começou a andar de volta pelo caminho que veio.
– Isaac, vá libertar os outros.
– O que você vai fazer?
– Vou dar uma espiada no caminho deles.
Ele partiu correndo para ir ajudar os Cavaleiros. Comecei a seguir o gnomo cuidadosamente, sem fazer ruido, tentando evitar galhos e folhas secas. Ele andava meio que dançando, assobiando uma canção desconhecida por mim. Continuei seguindo e não vi buracos no chão nem cordas penduradas. Bem que isso tudo tava cheirando mal, pensei. Continuei seguindo-o por um tempo. De repente fiquei estupefato com o que vi – havia um grupo de gnomos sentados em círculo conversando e rindo.
– Acabou o espetáculo – falou o gnomo que tinha a pedra em mãos. – Vamos voltar.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Jun 02, 2011 8:59 pm

Eles logo levantaram e começaram a voltar saltitantes, mas um pouco antes de chegar no final, começaram a correr para parecer que tinham se esforçado.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Jun 03, 2011 7:39 am

Eles se levantaram e começaram a voltar tranquilamente. Eles cantavam juntos e riam, como bêbados sem rumo. Continuei seguindo-os – afinal, não tinha cabimento eu voltar pelo caminho onde estava os outros pois já estava a meia distância do dojo.
Finalmente chegamos e bem no fim do trajeto eles começaram a correr. Achei que me tinham visto mas depois percebi que estavam fingindo esforço, como se tivessem ganhado limpamente. Eles começaram a pular em volta de Rui e eu aproveitei para passar rapidamente e ir até Derrick. Ele me viu vindo do caminho deles, e tive a sensação de que Rui também viu.
– O que aconteceu? – perguntou Derrick.
– Fui atrás deles. Tudo foi uma fraude. Eles não tinham armadilhas nenhuma, o caminho estava livre o tempo todo.
– E seu caminho tinha armadilhas?
– Tanto que só Isaac e eu chegamos até o fim.
Ele ficou pensativo. Olhou para Rui desgostoso.
– Por que Rui teria feito isso? Será que ganhar é tão importante para ele? Temos que reclamar.
– Não – acrescentei rapidamente. – Eu sei o motivo. É simples.
Contei-lhe o que vi naquele dia de manhã, desde as vozes no corredor e a conversa até minha salvação por Speed. Ele, como eu, não podia acreditar.
– Temos que sair daqui. Se você ouviu bem, amanhã será a última prova. Isso significaria que partiríamos depois de amanhã. Vamos ter que partir antes, para que Augusto não saiba.
– Mesmo assim, quando dissermos a Rui que partiremos antes ele contatará Augusto. Nossa única chance é fugir à noite.
– Talvez – Ele parou para pensar. – Na verdade, mesmo que saiamos à noite, no dia seguinte, quando ele descobrir que partimos, vai contatá-lo.
– Mas pelo menos teremos algumas horas de avanço.
– Nem sabemos onde eles nos aguardam. Não vai mudar nada. Eles nos pegarão. Não dá para evitar.
– Então é assim que termina a história? – perguntei.
– Não. Nós vamos lutar. Mas não posso chamar os anciãos, eles estão muito longe daqui. Não chegariam a tempo. Teremos que nos virar com os dois.
Assenti. Não via como poderíamos derrotá-los.
Repentinamente os Cavaleiros chegaram. Alguns estavam todos doloridos, gemendo, e outros nem estavam muito machucados.
– Vamos para a enfermaria – falou Derrick.
Ele levou todos os feridos até lá e o restante foi junto tomar um banho de piscina. Isaac foi com Derrick. Enquanto a galera relaxava, conversava, dentro d'água, fiquei no meu canto. Estava tramando um plano, na verdade. Por enquanto só tinha um breve rascunho, mas era o seguinte: acordamos à noite tardiamente, para que ninguém esteja acordado. Pegamos nossas coisas e nossos mascotes e nos preparamos para partir. Enquanto isso Derrick tem a missão de entrar no escritório de Rui e pegar a chave da garagem. Em seguida ele vai até ela e abre a porta, para que ele e os substitutos possam pegar as supermotos dos discípulos, já que não têm mascotes. Em seguida nos separamos, enquanto uns vão pelo caminho normal e outros vão por um caminho secundário, se é que existe um. Por enquanto só tinha pensado nisso.
Algum tempo depois os feridos vieram se juntar a nós. Meus amigos vieram ao meu lado.
– Você fica tão solitário sem a gente – falou Broke.
– Eu só tava bolando um plano aqui.
– Plano? Pra quê?
– Acomodem-se que vou lhes contar toda a história.
Fiz o mesmo relato para eles, contando a história com Augusto e Rui.
– Esse é meu mascote – falou Isaac quando lhes contei sobre como ele me salvou.
Contei em seguida a minha conversa com Derrick. Eles também estavam boquiabertos com a descoberta da traição.
– E o plano? – perguntou Mel.
– Bom – eu disse saindo da piscina –, vou discuti-lo agora com Derrick. Quando tivermos formado uma boa estratégia mantenho vocês informados.
Sequei-me e fui até o escritório de Derrick.
– Derrick, preciso falar com você sobre...
Ele me silenciou com um pequeno e breve balanço de cabeça.
– Claro, por que não conversamos em outro lugar? – disse ele.
Então nos retiramos da sala. Comecei a segui-lo sem saber para onde íamos. Fomos até o gramado e ele começou a selar um dos cavalos de Rui.
– Chame Dark. Não confio mais em Rui – ele sussurrou. – Pode haver câmeras por toda a parte. Vamos dar um passeio pela floresta.
Dark, vamos dar uma voltinha na floresta.
Já vou, respondeu.
Ele chegou e eu o montei, sem mesmo selar. Começamos a caminhada e adentramos o manto de árvores.
– Pode falar, Steve. Agora temos privacidade.
– O.k. É o seguinte...
Contei-lhe todo o meu plano. Ele escutou atentamente. Quando terminei, ele falou:
– Parece bom, mas vajo alguns problemas. Pegar suas motos é uma ótima ideia, contanto que todos saibam pilotar. Mas isso é de menos. Se nos separarmos ficaremos mais vulneráveis. Além disso eles são dois e também podem se separar. Quanto a um caminho secundário, sim eu conheço um. Então aí vai o novo plano.
Sua ideia era só um pouco diferente da minha, porém não nos separávamos. Iriamos ter que comprar armaduras e pintá-las (pois não íamos comprar armaduras de ouro, prata e bronze) e em seguida, surpreendentemente, Derrick usaria nelas um feitiço que as manteria de pé, como se fossem pessoas. E as mandaria pelo caminho certo. Darmouth e Augusto teriam que cair no truque e pensar que eram os Cavaleiros. Enquanto isso estaríamos passando pelo outro caminho. Mas temos que levar em conta que nenhum dos dois é burro e que eles logo perceberiam a ausência dos mascotes e que aquilo era um feitiço. Esse plano não descartava a luta que teríamos que serrar.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Jun 03, 2011 1:52 pm

Apesar disso, vocês já teriam se adiantado, e teria mais chances de dar certo.
Você decidiu seguir esse plano e foram comprar as armaduras.
Decidiram que a próxima parada seria: Metropole Human, pois sabia que la o dojo é confiavel.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Jun 04, 2011 9:52 am

Fiquei pensativo por um pequeno intervalo de tempo. Sim, sua ideia era boa e indiscutivelmente nossa melhor chance. Se realmente adotaríamos aquele plano, teríamos que pensar nos pequenos detalhes.
– E quando partimos? – perguntei.
– O mais rápido possível. É melhor que partamos hoje mesmo. Avise a todos, o.k.? E seja cauteloso para que nenhum discípulo te ouça.
– Tá certo. Mas para onde vamos, afinal.
– Bom, daqui não tem mais nada para o sul, então teremos que subir. Pensei em irmos ao território metamorf mas ainda não obtive resposta do mestre do dojo. Por consequência, vamos à Metrópole humana.
Legal, pensei.
– Vamos voltar – disse ele.
Pusemo-nos de volta ao dojo a trote.
– Steve, vocês devem acordar exatamente à meia-noite e ir pegar seus mascotes. Enquanto isso irei pegar a chave e abrir a garagem. Depois os substitutos pegam cada um uma moto e empurram-nas até vocês, sem fazer barulho. Enquanto isso estarei encantando as armaduras. E depois partimos. – Assenti. – Posso contar contigo para comprar as armaduras?
– Claro. Depois do almoço vou.
Chegamos no dojo e descemos dos nossos cavalos. Despedi-me de Derrick e de Dark e voltei à piscina. Todos ainda estavam lá.
– Demorou, hein? – comentou Isaac.
– Fui dar uma volta a cavalo. Galera, vamos saindo que preciso falar com vocês. Chamem todos os Cavaleiros e substitutos para irem ao meu quarto, que temos que conversar urgentemente.
Eles assentiram. Fui andando ao meu quarto enquanto eles chamavam os outros. Aproveitei para dar uma rápida arrumada para acolher todo o pessoal.
Minutos depois todos chegaram.
– Entrem – disse abrindo a porta.
Foram entrando trinta e cinco pessoas no meu quarto, ocupando todo os espaço. Sentaram na minha cama, na minha escrivaninha, enfim, abusaram de tudo.
– Vamos logo com isso falei. – Fizeram silêncio para me deixar falar. – Nós iremos fugir daqui hoje à meia-noite.
– Por quê? – perguntou Eric.
– Peguei Rui planejando uma emboscada com Augusto para acabar com a gente. E dessa vez não será só Darmouth, Augusto também vai lutar.
– Já derrotaram os dois, não? – perguntou alguém.
– Não. Os anciãos e eu derrotamos, mas agora só temos Derrick. Teremos que nos virar. Então o plano é assim...
Contei-lhes tudo que Derrick e eu planejamos, passo por passo. Eles escutaram sem fazer barulho.
– Enfim, é esse o procedimento. Cada um já sabe o que fazer hoje à noite, então estejam prontos. É só isso que peço. Agora vamos almoçar. – Todos se levantaram de uma vez. – Mas saiam em pequenos grupos para que não notem.
Foram saindo e indo à sala de refeição. Agora já estávamos quase prontos, só faltava comprar as armaduras. Chamei meus amigos para virem comigo à tarde.
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Re: Steve - Metrópole Human

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