Steve - Metrópole Human

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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Jun 04, 2011 2:32 pm

Vocês foram até uma loja na cidade e foi comprar parte das armaduras, pois era uma grande quantidade e poderia até levantar alguma suspeita. Alem disso, comprou tinta para pintar as armaduras.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Jun 05, 2011 12:46 pm

Rangamos uma bela tortilha enorme, tamanho cidade, e fomos logo “dar uma volta na rua” – usando essa desculpa para escapar do dojo. Lá estávamos nós, Isaac, Broke, as princesas e eu, caminhando por Razores, parando uns e outros para perguntar sobre alguma loja de armaduras. Sinto-me tentado a comentar que fiquei surpreso por Mel e Izzy não comprarem roupas e sapatos naquela cidade, mas logo entendi que não queriam vestimentas para bonecas.
A melhor recomendação foi uma tal de Utensílios de Guerra, que era uma grande loja com uma fachada enorme do lado de fora com o nome do local. Dentro via-se vários empregados uniformizados atendendo a clientes, ambos gnomos, indo para lá e para cá, mostrando que a loja tinha um bom funcionamento e provavelmente um bom capital. Fomos até um “carinha” sentado em um banco no balcão, com uma plaquete na camisa onde dizia “Gerente”.
– Boa tarde – falou ele. – Posso ajudá-los em algo?
– Sim, pode – falei. – Precisamos de armaduras.
– O.k. Tenho armaduras exatas para todos vocês.
– Não precisam ser exatas – falei. – Quaisquer armaduras simplórias a gente compra, contanto que sejam cinquenta.
Ele estranhou.
– Seria muito atrevimento da minha parte perguntar para que vocês usarão tantas armaduras?
– Seria sim – respondeu Broke.
– Alguma guerra? – insistiu o homem.
– Não é da sua conta – falou Isaac.
– Desculpe-me. Não quis parecer intrometido. Mas o fato é que, não sei se concordarei em vender tantas armaduras para os senhores, já que não sei qual será o uso delas. Sabe, minha loja tem uma reputação e não quero que saiam dizendo que vendi armaduras para uma má causa. Vai afugentar meu clientes regulares.
Isaac balançou a cabeça, negativamente, como se soubesse onde queria chegar o gerente. E na verdade sabia, pois tinha lido sua aura. Ele se inclinou para mim e falou:
– Papo furado. Ele quer que paguemos mais. Dinheiro.
Izzy ouviu o que Isaac disse.
– Olha, pagamos o dobro do preço das armaduras – falou ela – contanto que a venda para nós, no maior sigilo, e que as mande num embrulho fechado para o dojo da vila. Sabe onde fica?
– Sim, sei.
– Mande-as para lá. Exatamente cinquenta. Não precisam ser de ótima qualidade. É importante que estejam bem embrulhadas e que não se veja que são armaduras. Estaremos esperando na entrada. E ainda darei uma gorjeta generosa – concluiu ela categoricamente.
– Claro. – Ele pegou uma calculador e começou a digitar. – Bom, o custo será de dois mil e duzentos citos, com o envio embutido. – Senti uma pontada na barriga. Para mim aquilo era bastante dinheiro, mas Izzy nem ligou. – Chegará lá às três, exatamente.
– Espero mesmo. – Ela passou-lhe seu cartão de crédito real. – Pode debitar.
Ela efetuou o pagamento na máquina.
– Muito obrigado – falou o gnomo, estendendo-lhe a mão. – Foi um prazer negociar com você.
– Eu que agradeço – disse retribuindo o aperto. – Aliás, pode nos dizer um lugar onde se vende tinta para pintar metal?
– Claro. Quando sair da loja, ande duzentos metros à esquerdo. – Ela assentiu. – Agradeço novamente.
Saímos da loja. Agora só faltava comprar as tintas. Fomos caminhando na direção dada pelo homenzinho. Logo avistamos uma loja Bela Vista onde se via tintas pela vitrine. Adentramos e uma funcionária veio nos atender.
– Boa tarde. Que tipo de tinta precisam.
– Tinta para metal – respondeu Izzy. Não incomodava ninguém que ela fizesse as compras.
– Que cores desejam?
– Ouro, prata e bronze.
– Claro. Venham comigo. – Nós a seguimos até uma estante com latas de tinta, se bem que todas as estantes estavam repletas de latas de tinta. – Essas são especiais para isso, mas um pouco caras – falou a vendedora.
– Não importa – retrucou Izzy.
– Certo. – Ela pegou três latas, cada um de cor diferente, e nos mostrou. – Cada uma custa oitenta citos. Não gostariam de comprar pincéis.
– É uma boa ideia.
– Quantos desejam?
– Dez. Dos grossos.
– O.k. – A comerciante foi buscar os pincéis e logo voltou. – duzentos e quarenta das latas de tinta e vinte dos pincéis.
Dessa vez Izzy tirou o dinheiro do bolso. Contou enquanto a vendedora punha tudo numa sacola de papel e entregou-lhe.
– Obrigado.
Saímos da loja. Agora podíamos voltar ao dojo. Eram duas e meia e a mercadoria chegaria em pouco tempo. Depois teríamos o trabalho de pintar todas as armaduras.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Jun 05, 2011 8:01 pm

Vocês chegaram ao dojo e ficaram esperando do lado de fora a encomenda, que logo chegou, e foram levar para Derrick, mas Rui viu e estranhou, e logo pergundou o que era aquilo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Jun 06, 2011 12:01 pm

Ao chegarmos no dojo nem nos demos ao trabalho de entrar. Ficamos esperando do lado de fora, já que faltava apenas alguns minutos para a chegada da encomenda. Começamos a conversar sobre o porquê de as mulheres sempre quererem comprar mais roupas e sapatos, mesmo já tendo o suficiente para uma família inteira.
– Vocês não entendem – falou Izzy. – Só nós, mulheres entendemos.
– E nós nunca compramos coisas iguais – repetiu Izzy. – Eu tenho vários sapatos mas nenhum deles é vermelho e preto. Estou à procura de um.
– É isso que eu não consigo entender – falei. – Você já não tem tantos? Eu tenho um tênis para sair e uma bota de couro de dragão e já acho o suficiente.
– Sim, mas você não precisa que te olhem que você sai – falou Mel.
– Lógico que não. Basta que Izzy goste da minha aparência e já está ótimo.
– Justamente. Para nós, mulheres, é importante que os homens nos olhem com olhos famintos. Isso forja nossa autoestima. Mas não quer dizer que não somos fiéis.
– Só não entendo a lógica por trás disso tudo – comentou Isaac.
– Enfim – falou Broke –, eu estou a meio termo entre os dois tipos de pensamento e não compreendo nenhum dos dois. Acho que o meu é o melhor, o equilíbrio. – Rimos da piada dele. – Olhem, lá vem a entrega.
Vimos um cara a cavalo trazendo na carroça a embalagem bem disfarçada. Ele parou na frente do portão onde estávamos.
– Vocês que estão esperando a encomenda.
– Nós mesmos – falei.
Ele desmontou e abriu a carroça.
– Me deem uma ajudinha aqui, isso tá pesado pra burro.
Fomos até lá e tiramos o pacote da carroça. Izzy tirou uma nota de vinte citos e lhe entregou.
– Aqui está a gorjeta que prometi.
– Muito obrigado, senhorita.
E ele se retirou. Começamos a levar o embrulho para dentro a cinco, para repartir o peso. Tentávamos fazer o menos possível de barulho. Quando passávamos pela parte mais difícil a porta da frente começou a se abrir. Por favor, não seja Rui. Não seja Rui, pedi mentalmente. E a figura miúda e velha saindo. Rui.
– O que estão fazendo? – perguntou ele.
– Carregando isso para o fundo – falei hesitante.
– E o que é?
– Ah... isso é...
– É palha para os cavalos – interrompeu Isaac.
– Ah! Chegou rápido – falou Rui. – Podem deixar lá perto deles, tá certo?
– O.k.
Assentimos, com o suor na testa.
– Vocês estão estranhos, garotos.
– É que tá pesado – falou Broke.
– Querem que eu chame alguém para ajudar?
– Não! – falei. – Já estamos perto. Obrigado, mesmo assim.
Ele assentiu e voltou para dentro.
– Ufa! – falou Broke. – Essa foi por pouco.
Assentimos.
Começamos a cambalear com o embrulho novamente. Achamos melhor escondê-lo em algum lugar da floresta. Pusemos bem atrás de uma grande pedra e ele ficou bem oculto. Voltamos ao dojo.
– Galera – falei –, chamem algumas pessoas para pintarem que vou comunicar Derrick sobre nosso feito, tá o.k.?
– Certo.
Assumimos rumos diferentes. Adentrei o dojo e fui até o escritório de Derrick. Bati na porta três vezes.
– Steve?
– Sim.
– Entre.
Entrei e me sentei na cadeira na frente da escrivaninha.
– Compramos tudo e já trouxemos para dentro. Agora mesmo devem estar começando a pintar as armaduras.
– Muito bom. Daqui a pouco vou dar uma olhada no trabalho deles. É importante que alguns Cavaleiros ainda fiquem por aqui, no dojo, para que não desconfiem de nada.
– Tá certo. Eu cuido disso.
– Muito obrigado, Steve. Vou lá dar uma olhada.
Então saímos do escritório.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Jun 08, 2011 3:22 pm

Vocês cinco e mais oito cavaleiros tiveram o trabalho de pintar as armaduras, enquanto o resto e Derrick ficava la dentro para não levantar suspeitas
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Jun 10, 2011 11:33 am

Fui em busca de todos os Cavaleiros e substitutos e informei-os do avanço do plano. Disse para que continuassem perambulando pelo dojo e parecessem o mais normais possível, mas também que se preparassem para a fuga. Em seguida fui até nosso esconderijo na floresta pois queria ajudar a pintar. Quatorze dos nossos estavam pintando e Derrick estava analisando algumas armaduras, refletindo. Ele me viu chegar e sorriu.
– Tome, Steve – disse ele jogando um pincel para mim. – Arranjei mais alguns no calabouço e peguei sem que Rui percebesse.
Pus-me a pintar junto com os outros. Eles já haviam pintado um pouco menos que a metade e se agíssemos rapidamente terminaríamos em meia-hora, no máximo, o que daria um bom tempo para que a tinta secasse e não parecesse fresca.
– Lembram daquela guerra na Metrópole humana? – perguntou Derrick. Todos afirmamos. – O confronto dessa noite será bem mais perigoso. Vocês estarão enfrentando dois guerreiros que estão entre os dez mais poderosos do mundo, se não entre os cinco. Terão de estar prontos.
– Derrick – perguntou um garoto moreno e baixinho, porém musculoso – um duarf Cavaleiro de Bronze –, há chances de que percamos alguns dos nossos?
Derrick foi pego de surpresa com a pergunta.
– Olha, eu não quero falar disso.
– É melhor que estejamos prontos – comentei.
– Então tá. As chances são grandes, sim. Mas eu farei de tudo para que todos saiam ilesos.
– Os substitutos têm nível? – perguntou Izzy.
– Creio que não.
– Nesse caso – falei –, seria bom se eles continuassem enquanto nós lutávamos e fossem pedir ajudar numa cidade próxima.
– A quantos quilômetros daqui fica a cidade mais próxima? – perguntou Isaac.
– Uns oitenta – respondeu Derrick. – Mas fica no sentido contrário ao nosso rumo.
– Não tem outra? – perguntou Broke.
– Tem uma que fica há uns cento e cinquenta quilômetros. Ainda no território gnomo.
– Então é perfeito – falei. – Os substitutos vão até essa cidade enquanto lutamos e pedem ajuda à guarda civil.
– Resta saber se a guarda vai acreditar no nosso papo – falou um substituto.
– Isso é verdade – falei.
– É só Derrick escrever uma carta para a prefeitura – comentou Mel.
Concordamos.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Jun 10, 2011 9:46 pm

Como previsto, em meia hora terminaram o serviço, e pouco a pouco, foram arrumar as coisas para a grande fuga daquela noite.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Jun 11, 2011 5:14 pm

O papo morreu e continuamos a pintar em silêncio, dedicando-nos naquela atividade. Logo tínhamos terminado de pintar todas as armaduras e recebemos congratulações de Derrick. Concordamos em deixá-las ali para não corrermos o risco de que nos vissem com elas. Voltamos todos as castelo, discretamente, e pusemo-nos e nossas rotinas normais, mesmo estando com a mente ocupada imaginando a retirada do dojo.
Fui ao meu quarto arrumar as coisas. Deixei minha mochila pronta e minhas roupas de luta dobradas em cima da cama. Aproveitei do tempo vago para amolar meus sais e limpar minhas botas de couro. Agora estávamos prontos para a fuga, só restava esperar o momento certo.
Como não tinha nada para fazer aceitei o apelo de Isaac e fui à sala de jogos com ele. Ele me ensinou vários jogos e até jogamos juntos contra uns discípulos, e quando ganhamos não foi graças a mim.
O tempo passou rápido. Logo estávamos todos jantando e, de certa forma, nos despedindo daquele lugar. Vendo que todos os nossos estavam quietos de ânsia comecei a conversar para não despertar suspeitas. Tentei ao máximo fazê-los falar também para que os demais percebessem que deviam fazer o mesmo. Derrick conversava com Rui como se nada fosse.
Tempos depois as serviçais retiraram os pratos e as bandejas. Levantamo-nos como fazíamos todos os dias para irmos dormir, porém ansiando a fuga. Fui ao meu quarto e pus o despertador para tocar às dez para a meia-noite e me deitei.

Eu estava num campo verde, sentado à beira de uma lagoa. Ao redor havia algumas árvores cuja folhagem já se aposentava com a chegada do outono, deixando-se cair no lençol de grama. Borboletas passavam ao meu lado e pousavam em flores. Ouvia-se de vários cantos o gorjeio dos pássaros, cada um a sua maneira. Perguntei-me se tinha morrido mas logo me dei conta de que sonhava. Esperei então pela aparição do meu pai.
Enquanto eu observava a natureza em ação a água da lagoa começou a borbulhar. Então vi uma cabeça emergindo e logo em seguida todo o corpo robusto do meu pai. Ele veio andando e se sentou ao meu lado.
Sou um artista, falou ele. Adoro criar paisagens, ainda mais aparecer de lugares improváveis.
Percebi. Você faz isso quando quer?
Na verdade, sim, mas como é muito mais cansativo do que numa área escura, faço só quando for ficar pouco tempo no sonho de alguém.
O.k. Qual é a boa?
Bom, dessa vez eu só vim te dar um breve aviso.
Pode falar.
É o seguinte – Darmouth e Augusto estão exaustos. Vivem viajando por aí e até chegarem aí, quando souberem que vocês fugiram, vão estar ainda mais cansados. Mas esses dois personagens têm uma reserva de poder enorme. Eles tentarão destruí-los rapidamente.
E?
Faça-os lutar corpo a corpo, assim vocês terão mais vantagem..
Como vamos fazer isso?
Derrick saberá.
Me diz uma coisa – como você sempre sabe das coisas que os outros fazem?
Ele riu.
Sonhos, filho. Eu sempre sonho e vejo tudo que está relacionado comigo ou com alguém relativo a mim. Por isso sei das coisas.
Caraca, isso é incrível, falei.
É mesmo. E o seu poder também é. Quando você souber usá-lo, verá que a melhor coisa é poder dominar as forças da natureza. É... Ele hesitou. É titânico. Não há nada mais poderoso do que isso.
Pensei brevemente e percebi que ele estava certo. Realmente, a natureza tem um enorme poder e poderia destruir tudo se assim o quisesse.
Só veio me dizer isso?
Sim. Agora tenho que ir se não vou acordar cansadíssimo. Até mais, filho.
Tchau, pai.


Acordei. Olhei para o despertador e faltavam quinze para a meia-noite. Sentei-me e desativei-o. Tirei um minuto para me espreguiçar e me preparar mentalmente e fui me vestir. Logo despedi-me do meu aposento e me retirei do cômodo mochila nas costas. Uma questão não me saía da cabeça: como poderíamos fazê-los lutar corpo a corpo? Não via como.
Fui exatamente onde marcamos de nos encontrar e só uma garota substitua já estava lá.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Jun 11, 2011 6:35 pm

Vocês esperaram e logo o resto chegou.
Você falou com Derrick e, assim como seu pai disse, ele sabia o que fazer.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Jun 15, 2011 11:56 am

– Que horas são? – me perguntou ela. – Parece que estou muito adiantada.
– Na verdade está uns dez minutos adiantada. Mas não faz mal – sorri.
Ficamos ali conversando – na verdade ela que conversava, eu só ouviu e fazia uma piadinhas – enquanto ela me falava de sua ansiedade. Estava com medo, e percebi que eu também estava. Seu nome era Janine. Era bonita – tinha os olhos bem pretos e o cabelo também, que estava amarrado formando um rabo de cavalo, e pele morena. Fiquei impressionado por nunca tê-la visto.
Pouco a pouco o pessoal foi chegando. Um minuto antes da meia-noite fiquei feliz por todos estarem lá, exceto Derrick e os substitutos, que já estavam em ação.
– Isaac, Eric, Broke e mais uns três caras malhados – falei –, venham comigo para pegar logo as armaduras.
Adentramos a floresta em direção ao esconderijo. As armaduras estavam lá, como as tínhamos deixado, secando. Colocamo-las no saco e as levamos lá para onde estava o pessoal. Justo a tempo, Derrick e os substitutos chegavam empurrando as motos.
– Tudo certo? – perguntou Derrick.
– Sim.
– O.k. É o seguinte, pessoal – chamem seus mascotes enquanto encanto essas armaduras. Partiremos o mais rápido possível.
Aquiescemos. Ele começou as tirar as armaduras do saco e a posicioná-las. Fiquei observando todo o procedimento. Entrementes os mascotes foram chegando e ficando ao lado de seus Cavaleiros. Dark pousou do meu lado.
Eu não ia esperar você me chamar, falou ele. Vim logo.
Fez bem.
Voltei a olhar para Derrick ele tinha fechado os olhos e posicionado as mãos para frente. Seus braços formavam um ângulo de 90º com seu tronco. Ele murmura palavras tão baixo que era ininteligível. Nem tentando ler seus lábios pude entender. De repente as armaduras começaram a flutuar. As partes de cima se juntaram às partes de baixo e foram se encaixando. Em pouco tempo tínhamos quase-guerreiros na nossa frente. Somente percebia-se que eram um encantamento pelas pequenas lacunas onde deveriam estar os olhos. Derrick abriu os olhos.
– Marchem! – ele ordenou. E os guerreiros começaram a ir andando e a sumir na floresta.
Cheguei perto dele e perguntei:
– Quando é que aprendemos a fazer coisas assim?
– Vocês aprenderão com os mestres. – Ele se virou e olhou para todos. – Vamos. Subam nas motos ou em seus mascotes. Temos que partir o mais cedo possível.
Obedecemos. Todos nos preparamos. Os substitutos foram empurrando a moto floresta adentro para não fazerem barulho ao ligar as mesmas. E então partimos, todos juntos, naquela mistura de tecnologia e magia, esperando pelo pior.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Jun 16, 2011 5:56 pm

Infelizmente, vocês esqueceram de verificar se tinha alarme, e em um raio de 3km do dojo havia um. O alarme disparou e logo apareceu Rui, enfurecido com vocês. Logo atras, apareceu seus discípulos.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Jun 16, 2011 10:40 pm

Permanecemos andando por algum tempo. Tudo estava indo muito bem. Bem até demais. Não fazíamos ruído. Tinha até me esquecido de que aquelas supermotos eram tão silenciosas. Calculo que tínhamos andado uns três quilômetros quando um ruído irrompeu o silêncio. Paramos automaticamente. Não era o som de um animal, era um som estridente e incessante. Parecia um... alarme!
– Derrick – falei desesperado –, isso é um alarme!
Ele estranhou por um milésimo de segundo e entendeu entendeu.
– Rui estava mais preparado do que imaginávamos – falou Derrick.
– Devemos acelerar o passo? – perguntou Mel.
– Não será necessário – falou. Mas quem falou? Não era ninguém dali. De súbito, Rui e seus discípulos emergiram da escuridão. – Quase fugiram – falou ele. – Mas não adiantou em nada.
– Você é um traidor – falei.
– Steve, deixa comigo. Eu resolvo isso – disse ele pegando no meu ombro. Então ele se virou para Rui. – Você é um traidor – repetiu ele. – Como ousou se juntar à Horde?
– Vocês não veem. São cegos. Miseráveis que se dizem fiéis a sua palavra, mas não veem que irão morrer. A Horde só vem ficando mais forte. A Alliance irá sucumbir.
– Não se todos lutarmos – falou Izzy.
– Você me faz rir, garota. Isso não é um conto de fadas em que o bem sempre vence no final. Vocês realmente não veem? Por que acham que Augusto foi para o outro lado? E Darmouth?
– Estão iludidos – falei. – E Darmouth não teve escolha. Está sendo controlado.
– Você acredita mesmo nisso? Que ingênuo. – Ele sacudiu a cabeça em reprovação. – Sinto muito, queridinhos, mas tenho que dar uma reprimidinha em vocês.
Então os discípulos se armaram.
– Derrick, não vamos perder tempo com eles – falei sussurrando. – Pega Rui que cuidamos do resto.
Ele assentiu. Pude ver a fúria em seus olhos. Então ele tirou sua espada da bainha e avançou para Rui.
A primeira coisa que fiz foi encostar as mãos no chão e invocar meus poderes. Galhos começaram a enrolar, levantar e apertar os discípulos. Os Cavaleiros investiram e vi os discípulos sem confiança receberem nosso ataque.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Jun 17, 2011 9:48 pm

A luta continuou cada vez mais dificil, mesmo com vocês ganhando. No final, vocês acabaram ganhando, mas muitos de vocês ficaram feridos. Dentre esses, estavam Isaac e Derrick
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Ago 23, 2011 8:17 pm

Os momentos seguintes foram bem caóticos. Todos lutavam enquanto eu invocava o poder da natureza. Aquilo nos dera uma enorme vantagem, mas me enfraquecera. Eu não poderia usar outro poder, então desembainhei meus sais e avancei para um cara qualquer.
Sem dó alguma, comecei a matar vários dentre os discípulos. Reconheci rostos familiares mas minha cólera superou minha humanidade. Enquanto o duelo ocorria, percebi que os discípulos não fugiam, mesmo sabendo que morreriam. Obviamente dominávamos na técnica e eles não conseguiriam nos derrotar. Mas mesmo assim... Eles pareciam lutar por uma causa maior. Aquilo me intrigava. Quantos aliados mais nos trairiam para se unir à Horde?
Um tempo depois tínhamos acabados com todos. Sorri com satisfação e olhei ao redor. Muita gente jazia no chão. Izzy cheguou por trás e se apoiou no meu ombro esquerdo.
– Isso vai atrapalhar nosso plano.
Assenti. Foi então que vi Mel, agachada ao lado de Isaac. Ele chorava enquanto Isaac tentava sorrir, mas a dor logo invadiu seus traços, acusando seu sofrimento. Fui até lá e me agachei.
– Eles te acertaram? – perguntei por não saber o que dizer.
–Está tudo bem. Foi só um arranhão no peito. – Ele soltou um gemido, se recolhendo.
– Foi bem profundo – afirmou Mel.
Isaac novamente tentou nos reconfortar com um sorriso, mas sabíamos que isso lhe custava muitas forças. Foi então que ouvi meu nome vindo do meu lado esquerdo. Era Broke.
– Steve – chamou ele –, Derrick não está nada bem.
– Estou sim – disse ele. – Só um pouco ferido e cansado, mas estou bem.
Broke negou com a cabeça.
– Todos os feridos têm que ser tratados.
Concordei. Só pensei em uma coisa.
– Pessoal – disse cativando a atenção de todos –, nós temos que voltar ao dojo de
treinamento. Os feridos precisam de cuidados médicos e todos temos que descansar. O nosso plano já falhou, então vamos ter que reformulá-lo. Peço a cada um dos sadios que levem ao menos um feridos consigo até o dojo.
Obtive o consentimento de todos. Começamos então a entrar em ação e a voltar ao lugar de onde tínhamos fugido. Carreguei um ferido comigo e Dark carregou outro. Por sorte, alguns ainda podiam andar até lá.
Ao chegarmos, fomos deixando os feridos em seus aposentos. Enquanto isso, peguei o telefone do saguão, um catálogo e liguei para um hospital.
– Alô?
– Aqui é Rui, do dojo.
– Olá, senhor Bargany. Como vai?
– Vou bem. Preciso de sua ajuda imediata.
– Sua voz está meio diferente, senhor.
– Sim, é verdade. Rouquidão. Enfim, preciso que você venha com a maior quantidade de médicos possível, certo?
– Algum problema grave?
– Obviamente. Por favor, venha correndo.
– Certo. Talvez demore um pouco pois a essa hora muitos estão dormindo e tenho que ligar para mandá-los vir ao trabalho.
– Não tem problema. Mas não demore.
– Estarei aí em menos de meia-hora, senhor Bargany.
Desliguei o telefone.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Ago 26, 2011 2:09 pm

Logo o socorro chegou, mas os feridos não poderiam lutar por um certo tempo, por isso, tinham que armar um plano que seja eficiente e com as poucas pessoas que não foram machucadas
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Ago 29, 2011 9:30 pm

Logo que coloquei o telefone no gancho Izzy apareceu. Pelo seu olhar, ela estava sem nada para fazer.
– Conseguiu alguma coisa?
– Consegui uma ajuda para os feridos. Enquanto isso, vamos discutir sobre o que fazer em seguida.
– E Derrick?
– Ele tá muito fraco pra conversar. Vamos deixá-lo fora disso.
Izzy assentiu.
– Que tal uma volta no bosque?
– Ótima ideia. Mas não vamos demorar muito pois os médicos já devem estar a caminho.
Saímos do dojo e fomos caminhar por debaixo das árvores.
– Alguma ideia? – perguntou ela.
– Não. Ainda não tive tempo de pensar. O que vamos fazer com todos esses feridos? – perguntei retoricamente. – Com tanta gente sem poder lutar, não podemos prosseguir. Além do mais, estamos mais vulneráveis do que nunca. – Esse ataque suicida foi mais eficaz do que o primeiro plano de abaixar nossa autoestima, pensei. Soltei um suspiro pesado. – Augusto não vai tardar a descobrir o que aconteceu. E quando souber que estamos tão vulneráveis quanto uma marmota fora da toca, não vai perder tempo.
– A não ser que...
Olhei para Izzy. Teria tido uma ideia?
– Fala, Izzy.
– A não ser que eles pensem que nós estamos em plena forma.
– Como assim? – perguntei sem entender.
– Se Augusto vir cavalos indo para a direção aonde íamos, vai pensar que somos nós.
– Você tá pensando em contratar homens para fazer nosso trajeto a cavalo? Eles seriam todos mortos.
– Não. Nós vamos lhes dar instruções. Veja só: Augusto e Darmouth veem trinta e sete pessoas a cavalo, todas usando mantos negros, indo em direção à metrópole humana; mas os dois malignos ignoram que aqueles homens estão protegidos por uma proteção mágica. Fraca, mas suficientemente forte para reprimir o primeiro golpe.
“Eles preparam seu ataque. Quando virem seu primeira golpe sem efeito, vão ter um momento de hesitação. O suficiente para que os peregrinos tirem seus capuzes e mostrem que são pessoas inocentes. Sei que eles não vão atacar os inocentes.
“Isso nos dará tempo para a fuga. Fugiremos passando pela floresta ao oeste e iremos seguindo a orla do mar até chegarmos na metrópole.
Aquiescei. Eu estava imaginando aquele plano – parecia bem plausível. De qualquer forma, era a melhor e a única ideia que tínhamos. Imaginei também Augusto descobrindo que os homens a cavalos não éramos nós e vindo correndo para o dojo para saber o que estava acontecendo. Imaginei sua cara encontrando o lugar deserto.
Dei um selinho suave em Izzy.
– A ideia é ótima – falei.
Ela sorriu.
Voltamos ao dojo justo a tempo de abrir a porta para os médicos. Um deles, que parecia chefiar o bando, falou ao abrirmos a porta:
– Boa noite, meus jovens. Alguma emergência por aqui?
– Sim – respondi. – Eles entraram. – Doutor, o Rui teve que sair para tratar de assuntos urgentíssimos. Ele deixou em minha mão o dever de mostrar-lhes os quartos com os feridos.
– A essa hora?
– Urgências não tem hora, doutor.
– É verdade – disse ele sorrindo.
– O pagamento será efetuado mas tarde.
– Sem problemas. Leve-nos aos feridos.
Izzy pigarreou.
– Eu posso levá-los – ofereceu-se ela. – Sei que você precisa conversar com Mel. – Assenti. – Sigam-me, senhores.
Ela levou-os até os aposentos.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Ago 30, 2011 10:10 pm

Você foi conversar com Mel, que estava meio triste por causa do Issac. Alem disso, explicou sobre o plano
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Set 01, 2011 8:37 pm

Olhei-os desaparecer no corredor e só então fui até o quarto de Mel. Bati na porta.
– Izzy?
– Não, aqui é o Steve.
Escutei passos e a porta se abriu. Ela me lançou um sorriso tão esforçado mas tão mal feito que não dava para esconder a tristeza. Ela sentou na cama e me convidou. Sentei ao seu lado e peguei suas mãos.
– Isaac vai melhorar.
– Eu sei. É que eu não consigo deixar de ficar triste. E não é só ele, todos os outros feridos também me deixam assim.
Invejei seu sentimentalismo que eu não tinha sequer noção do que era.
– Mas tenho boas notícias. – Ela não disse nada, então continuei. – Temos um plano.
– E?
Contei-lhe sobre o que eu tinha decidido com Izzy. Se Mel estivesse normal, estaria pulando de alegria, mas ela simplesmente assentiu ao ouvir a recitação.
– O que acha?
– Está bom.
Suspirei. Aquela Mel me contagiava com sua melancolia. Abracei-a.
– Mel, a gente vai precisar do seu apoio físico e moral. Por favor, vê se dá uma animada. Eu sei que você pode. Mais do que ninguém. Posso confiar?
Ela sorriu e assentiu.
Sempre.
– Obrigado, Steve – disse me abraçando. – É ótimo tê-lo como cunhado.
– Idem. Nos vemos depois, certo?
Ela assentiu.
Saí do quarto e fui falar com Broke. Ele concordou que o plano era bom. Em seguida, fui dar uma olhada no trabalho dos médicos. Entrei no quarto de Derrick e quem estava lá era o líder deles – o cara com quem eu falara no telefone minutos atrás.
– O que vocês andaram fazendo? – perguntou-me ele.
– Não tenho permissão para informá-lo sobre isso, doutor.
Ele assentiu, como se já estivesse acostumado com essa resposta.
– Steve... – chamou-me a voz fraca de Derrick.
Fui até ele a me agachei do seu lado.
– Tudo bem, Derrick?
– Sim. Vou estar melhor logo. É que eu estive pensando sobre o devemos fazer...
– Não se preocupe. Já cuidamos de tudo. A única coisa em que você deve pensar é em afundar essa cara nesse travesseiro e descansar.
– Precisa mesmo – falou o médico. – Se repousar bem, em algumas hora já estará bom.
– Obrigado, doutor – falei.
– Não há de quê. Aliás, meu jovem, em dez minutos terminamos nosso serviço. Não tomarei um café pois estou com sono e creio que os outros também.
– Não tem problema. Eu vou descansar pois também preciso dormir.
Despedi-me deles e saí da sala. Fui ao meu quarto e tomei um susto ao ver quem havia alguém na minha cama, dormindo. Era Izzy. Sorri. Tirei minha roupa (fiquei de cueca) e deitei do seu lado. Ela era linda dormindo. Beijei-lhe a teste e a acompanhei no mundo dos sonhos.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Set 02, 2011 10:52 pm

Nos seus sonhos, seu pai apareceu e disse que era para tomar muito cuidado no dia seguinte, pois muitos imprevistos aconteceriam...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Set 03, 2011 11:48 am

Acordei dentro de um jacúzi. Eu estava sozinho num cômodo de cores vivas. O teto de telhas tradicionais, o chão de madeira e as paredes revestidas por um papel de parede vermelho cheio de detalhes distintos era agradável. Eu não sabia onde estava, mas não me sentia incomodado. Do lado do jacúzi, num imóvel de madeira, uma toalha estava dobrada. Ao seu lado, minhas roupas estavam igualmente limpas e cheirosas.
Sequei-me e me vesti. Saí daquele cômodo e adentrei uma grande sala meio vazia. Exceto por uma escrivaninha e uma cadeira na outra extremidade, não havia mais nada. Mas havia alguém sentado na cadeira, escrevendo, com um braço encostado na escrivaninha e outro segurando uma caneta. Alguém de postura ereta e cabelos grisalhos, que eu reconheceria em qualquer lugar.
– Darmouth? – perguntei me aproximando a passos lentos, meio hesitante.
Ele se virou, sorrindo.
– Steve. Estou feliz em vê-lo.
Olhei ao redor sem compreender.
– O que estou fazendo aqui?
– Você veio ao meu encontro. Logo quando abri a porta, você caiu no chão de cansaço. Seus músculos estavam tão rígidos que te coloquei no jacúzi.
Assenti. Havia uma coisa em mim que me obrigava a ser impaciente.
– Darmouth, o que aconteceu? Por que você se uniu a Augusto?
– Não foi escolha minha, meu jovem. Augusto sabia exatamente como me fazer hesitar. Ele sabia como me atingir para me ter.
– Como assim?
– Augusto me conhece como ninguém. Você não pode entender.
– Então me explique.
– Não posso. Você tem que descobrir. Quando conhecer minha história tão bem quanto a sua, entenderá.
– Não entendo.
– Sei disso. A única coisa que você tem que saber é que eu não estou com a Horde. Eu ainda sou fiel à Alliance, aos Cavaleiros. Eu estou do seu lado e você tem que saber disso. E não tente persuadir os outros, eles não vai acreditar em você. – Assenti. – Quando o momento chegar, você mesmo descobrirá tudo. Creia em mim, pois creio em você.
Assenti.
Foi tão súbito que nem um segundo durou toda a transformação. Eu estava agora no mesmo local úmido, frio e escuro. Aquele local que eu gostava tanto.
– Pai?
Filho, tome cuidado. Imprevistos acontecerão. Esteja pronto para tudo., disse a voz em minha mente.
– Como assim? – perguntei frustrado.
Esteja pronto e confiante. Boa sorte.

Acordei ofegante. Foram só sonhos, pensei. Izzy estava do meu lado, tranquila. Olhei para o relógio – eram cinco e quinze da manhã. Eu tinha descansado muito pouco, mas sabia que não ia voltar a dormir. Levantei com o único propósito de ir esclarecer minha mente no lugar mais apropriado para isso – no bosque.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Set 04, 2011 10:10 pm

Logo você ouve uma explosão a norte de onde você estava, e você foi la ver o que era.
Era um barracão que tinha pego fogo...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Set 14, 2011 11:21 am

Bastou escutar o canto dos pássaros para dissipar os pensamentos caóticos da minha cabeça. Aquela sincronia entre sons de vento batendo nas folhas, pássaros e outros animais sempre me fazia sorrir e voltar ao meu estado normal de apreensão, sem o reflexo dos problemas agindo em mim. Era a única coisa que eu precisava para enfim me fazer a relevante pergunta: qual era o certo a se fazer naquela situação embaraçosa?
BOOOOOM!!!
Mal tinha começado a pensar que fui sacudido por um evento que eu conhecia bem – uma explosão. Uma nuvem densa de fumaça vinha do norte e revelava o local do atentado. Alguma coisa dentro de mim me dizia que aquilo cheirava a Augusto.
Corri para meu quarto. Izzy estava se vestindo depressa quando entrei e peguei meus sais.
– O que foi isso?
– Uma explosão não muito longe daqui. Vou lá ver o que aconteceu.
– Vou com você – ela exigiu.
– Nem pensar. Preciso de você aqui para manter a ordem e o controle. Diga a todos para se prepararem para partirmos – Ela assentiu. Fiquei feliz por não me ter contradito, eu não tinha tempo para uma discussão. – Por favor, arrume minhas coisas também.
Ela assentiu novamente. Fui até ela e a beijei. Em seguida, saí do quarto às pressas. Corri até a porta de entrada e saí. Nem foi preciso chamar Dark, ele estava pousando em frente a mim, me propondo um passeio em sua dorso.
Rápido no gatilho, falei.
Não sou o único, ele respondeu. Entendi que se referia ao causador da explosão e que também supunha que era Augusto. Afinal, o que eu estava fazendo? Cometendo suicídio?
Chegamos em alguns segundos e pousamos. Havia uma pequena multidão observando a fogo carcomer o barracão que posteriormente era usado para festas típicas dos gnomos.
– Afastem-se – falei ao chegar. Pelo seu olhar eles não sabiam que eu era mas ao me ver com um animal místico não hesitaram em obedecer. – Alguém ligou para os bombeiros?
– Sim, senhor – respondeu um homem.
– Ótimo. Alguém se machucou?
– Graças a Deus, não.
Assenti. Olhei para o barracão em chamas e me senti mal por aquelas pessoas. O fato é que eu precisava saber quem tinha feito aquilo, mesmo se minha intuição já estava quase convicta. Quanto às chamas, eu não ia fazer nada. Não adiantaria , aliás, porque toda a estrutura já estava completamente desmanchando e teriam de qualquer forma que construir outra. Só me restava uma coisa a fazer.
– Alguém viu o que aconteceu? – perguntei.
As pessoas se entreolharam sacudindo a cabeça. No meio da multidão, um homem me fixava. Ele deu um passo a frente e falou:
– Eu vi.
– Por favor, preciso que me conte os mínimos detalhes.
– Claro. Eu estava sentando ali ao lado treinando tocar flauta. Sabe, comecei a pouco tempo então ainda não sou muito bom nisso. Então, eu estava praticando quando ouvi um som de flauta lindo, esplêndido. Nunca tinha escutado algo tão belo em toda a minha vida. Estupefato, olhei ao redor e vi um homem. Estava escondido, bem no escuro, mas vi que segurava um esqueiro. E ele simplesmente soprou e o fogo se expandiu em todo barracão, em questão de segundos. Quando voltei a olhar para ele, o vi voltando para a floresta devagar, tocando flauta.
Assenti.
– Dark, sobrevoe a floresta e veja se encontra alguém. Não se aproxime muito, pode ser perigoso. – Meu mascote alçou voo. Voltei-me para o homem novamente. – Conseguiu ver alguma coisa a mais.
– Simplesmente que o homem usava uma túnica. E parecia verde.
Assenti. Era o suficiente. Foi então que vi alguém na multidão, bem lá no fundo, que me fez parar de respirar. O homem-ninfa entunicado estava sorrindo para mim. Então deu um passo para trás e desapareceu.
– Augusto – balbuciei.
– O que disse?
– Nada. Muito obrigado. Se a polícia aparecer, diga que não vai adiantar em nada procurar o ladrão. Ele já está longe e é muito perigoso.
– Acha mesmo que vão acreditar?
– Diga que foi o Escolhido quem disse.
De repente o vi arregalar os olhos. Percebi que a multidão estava em silêncio e que também tinha ouvido. Foi meio estranho ver aqueles gnomos petrificados. De repente, o homem fez uma reverência e todos o imitaram. Sorri para eles. Mas eu não tinha mais tempo a perder.
Dark pousou do meu lado e subi em suas costas. Rapidamente estávamos no dojo onde o pessoal estava agrupado na entrada do lado de fora.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Set 14, 2011 5:26 pm

Você desceu com Dark e viu todos ja la fora, mas eles não se mechiam...
Era uma armadilha, pois logo atras de você, apareceu o homem da tunica...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Set 15, 2011 10:43 pm

Pousei em frente a eles. Eles estavam todos prontos, me esperando. Mas alguma coisa parecia os preocupar. Foi só então que percebi que estavam todos olhando para alfo atrás de mim. Na verdade, alguém.
– Já sei. Augusto tá atrás de mim, não é isso?
Izzy aquiesceu. Suspirei e me virei. O homem de túnica estava lá, sorridente, sentado no chão de pernas cruzadas. Polia sua flauta com uma pano branco. Ele nos olhou e pareceu quase gozar vendo nossas caras assustadas.
– Olá novamente, pessoal.
Derrick veio andando e se pôs ao meu lado – mas era bem visível sua fraqueza física.
– Augusto, deixe-os em paz. Eu te imploro. Pode me levar, me torturar, mas deixe-os.
– Não! – retruquei.
– Steve respondeu por mim – falou ele. – Não vim atacá-los. Só vim conversar. – Eu não conseguia tirar meus olhos dele. – A menos que vocês não me deem o que eu quero.
– Se sou eu quem você quer... – comecei, antes de ser interrompido.
– Não. Pra quê eu ia querer você – ele falou com ironia. – Eu quero o diamante.
– Diamante? – perguntou Derrick.
– Não se faça de idiota, Derrick. Se bem que... – Ele riu sozinho. Foi muito escroto o jeito súbito e escroto com qual ele parou de rir e fez uma expressão irritada. – O diamante de sangue, agora!
Bem, eu já sabia o que ele queria, mesmo Derrick tendo se feito de besta. Mas aquilo era inimaginável. O diamante era, depois de mim – modéstia à parte – nossa maior fonte de poder. Era uma grande arma para a Alliance e nós não podíamos de maneira alguma entregá-lo a Augusto.
– Peço que nos dê alguns minutinhos para pensar na proposta – falei tentando fingir docilidade.
Juntamo-nos como os times de basquetebol fazem nos tempos, logo antes de entrar em jogo, e comecei a falar:
– Derrick, não podemos lhe entregar o diamante.
– Ele vai nos matar. Eu estou fraco, Steve. Não vou poder protegê-los.
– Eu sei. – Suspirei. – Por favor, deixe-me enfrentá-lo.
– O quê?! – Nem deu pra perceber exatamente quem falou; várias pessoas retrucaram em uníssono.
– Olha, eu nasci pra isso. Eu posso vencê-lo. – Olhei para trás e vi ele olhando, sorridente. Felizmente ele não estava suficientemente perto para ouvir. – Se não puder, vou atrasá-lo.
– Tá achando que a gente vai fugir? – Izzy perguntou.
Nem consegui responder, todo mundo começou a seguir Izzy e a dizer que não ia me abandonar. Juro, fiquei comovido com aquilo, mas não me deixei abalar por fora. Eles não iam me deixar.
– Sinto muito, mas vocês não lutarão hoje. Não vamos perder Cavaleiros. Precisaremos de todos futuramente. Entreguem-lhe o diamante.
– Derrick, não.
– Steve, confie em mim. Entrega o diamante.
Assenti, rendido. Peguei o diamante das mãos de Isaac.
– Ainda vamos recuperá-lo, Isaac. Eu prometo.
Ele assentiu e quase conseguiu sorrir. Fui andando até Augusto e pude sentir o peso dos olhares nas minhas costas.
– Escolha sábia – falou ele. Tá certo, a gente tava fazendo um acordo na paz e tudo mais, mas eu não ia me fingir para ele. Praticamente rosnei e ele riu. – Você é engraçado, Steve. – Ele pegou o diamante das minhas mãos e o passou em seus dedos. – Foi bom negociar com vocês – ele disse quase charmoso.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Set 16, 2011 10:52 pm

Ele se despediu e desapareceu. Vocês puderam enfim seguir viagem.
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