Steve - Metrópole Human

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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Set 18, 2011 8:15 pm

Então ele se despediu com um gesto de cabeça e nos deu as costas. Começou a andar mas após três passos desapareceu. Eu, enquanto isso, estava quase engasgando de ter que engolir toda aquela raiva e deixá-lo ir com o diamante de sangue. Soltei um suspiro pesado e me voltei para os outros.
– Agora já era – falei. – Ele se foi com nosso diamante.
Derrick suspirou.
– Steve, Steve. Sabe, meu corpo está fraco, mas minha mente ainda funciona.
– Não entendi.
– Sabe, sempre fui bom em magia. Meus professores me admiravam muito porque eu conseguiu usar feitiços com uma discrição excepcional.
– Dá pra parar de enrolar, Derrick? – falou um dos Cavaleiros.
– Gente, eu clonei o diamante. – Ele colocou a mão no bolso e tirou o diamante de sangue. Em seguida, entregou-o a Isaac. – Eu simplesmente clonei o diamante e te entreguei o falso. Agora Augusto está partindo com uma cópia, sem poder algum.
Sorri. Aquele cara era demais.
Abracei-o e levantei-o.
– Tá me esmagando – ele sussurrou.
Soltei-o.
– Augusto vai ficar irado quando descobrir que aquele diamante não tem poderes – Mel falou.
– E põe irado nisso – completou Izzy.
Assentimos. Voltei-me para Isaac.
– E agora? O que fazemos?
– Estamos esperando suas ordens, vice-general.
– Então vamos indo. Faz tempo que a gente quer partir daqui. Quanto mais cedo formos, melhor será. – Todos assentiram. – Quando chegarmos no próximo dojo estaremos em segurança.
Subi em Dark e cada um de nós montou em seu mascote. Derrick pegou emprestado uma moto, pois um cavalo normal não acompanharia o ritmo dos mascotes.
Se andássemos naquele ritmo durante o dia todo, andaríamos grande parte do percurso. Assim, repousaríamos à noite e de manhã cedo continuaríamos. Antes do meio-dia, já estaríamos na metrópole humana.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Set 18, 2011 10:43 pm

A viagem foi de certa forma rápido, pois enquanto caminhavam vocês também conversavam. No outro dia, às oito da manhã, vocês adentraram o território humano. Duas horas depois vocês chegaram na metrópole.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Set 19, 2011 10:58 pm

Às dez da manhã chegamos na metrópole humana. Já fazia algum tempo que estávamos no território humano, mas só quando chegamos no ponto final é que desaceleramos para andar no ritmo de cavalos normais – digo cavalos mas não interpretem como se todos estivessem de cavalo; na verdade, ninguém estava com um cavalo normal. À medida que passávamos pelas cidades as pessoas ficavam olhando. “Os Cavaleiros!”, diziam elas. Com certeza éramos um “porto seguro” para muita gente. Éramos a salvação.
Repetindo, quando chegamos à metrópole começamos a andar tranquilamente. Até que era legal aquela sensação de ser admirado. As pessoas estavam se amontoando nas ruas para nos ver passar. Eu, que estava logo na cabeça da “tropa” com Derrick e Isaac, estava me sentido o centro das atenções.
Em alguns minutos, chegamos no centro de treinamento da metrópole. Ficava no centro, perto da prefeitura. A cerca era basicamente arbustos talhados em paralelepípedos. O gramado era bem curto mas de um verde ávido. Havia também um chafariz onde um querubim de mármore nu, com seu arco debaixo de braço, cuspia água. Várias estátuas de guerreiros com armaduras estavam espalhadas pelo gramado – havia toda a sorte de classes e de raças. E logo no fundo, uma mansão branca dava o toque final naquele recanto. Ela era moderníssima e chique. As janelas de vidro combinavam demasiadamente com sua cor, e só fazia tudo parecer mais bonito.
A verdade é que eu já conhecia aquele lugar. Desde pequeno passava ali em frente todos os dias para ir à escola. Aquele dojo sempre foi uma utopia, um sonho de infância. Meu sonho era virar um discípulo de mestre Mharg. Aquilo era o ponto mais alto onde eu queria chegar, até que fui para o Guerreiros da Luz e depois para a Seleção. Por mais incrível que pareça, nenhum dos discípulos do grande mestre humano fora convidado para a Seleção, somente dois joões-ninguém dum clube qualquer.
O mestre estava nos esperando do lado de fora, com um garoto e uma garota que deviam ter entre dezoito e vinte anos ao seu lado. Eles usavam um uniforme azul-celeste muito charmoso.
– Sejam bem-vindos ao meu centro, Cavaleiros – disse ele com um sorriso.
– Obrigado – agradeceu Derrick por todos.
Mestre Mharg era muito diferente de Rui e Darmouth. Ele tinha cabelo branco, mas este estava cortado curtinho estilo social. Sua barba estava bem rasa e lhe dava um estilo de galã quarentão, mesmo tendo um cento e poucos. Seu corpo era como o de um jovem – musculoso, em forma e demonstrando leveza – e quase não tinha rugas, a não ser algumas debaixo dos olhos que apareciam quando ele sorria.
– Esse é meu neto Mark – disse ele nos apresentando ao garoto – e essa minha comandante Shal. Eles são meus braços esquerdo e direito. Eu sou só o cabeça – brincou ele. – Eles irão fazer com que vocês se sintam à vontade e que aproveitem de tudo que possamos oferecer. Cavaleiras, queiram seguir Shal e Cavaleiros Mark, por favor. Seus mascotes serão levados à área de criação de animais, limpos e alimentados. Não se preocupem.
Nos separamos em dois grupos e começamos a seguir nossos “guias”. Enquanto caminhávamos, Broke falou:
– Dizem que essas estátuas são as guardiãs desse lugar. Com um feitiço, elas ganham vida.
– Também já ouvi dizer – falei.
– Eu acho que é a pura verdade – Isaac falou. – Meu pai diz que já viu quando era criança.
Eu não sabia se acreditava ou não, mas estava certo de que estaríamos seguros dali para frente.
Continuamos a andar. A porta de entrada era automática, como a de supermercados, porém ela não se abriu para os lados, e sim para cima. O chão era tão claro que dava pra ver nosso reflexo. Logo no saguão havia um bar com bancos de vidro para os que quisessem tomar alguma coisa. Nesse mesmo andar havia uma sala de jogos, uma de conforto e uma outra com computadores. Subindo as escadas havia os dormitórios, os vestiários e os banheiros, e no andar debaixo do térreo havia a área de musculação e condicionamento físico.
Mark nos deixou num dormitório com beliches. A área era grande e bem arejada e tinha até um frigobar à disposição. Ele nos disse para nos instalarmos e ficarmos à vontade que em quarenta e cinco minutos vinha pegar a gente para fazermos um tour pela área do dojo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Set 19, 2011 11:10 pm

Cada um de vocês pegou um refrigerante e, por mais incrível que pareça, o frigobar sempre estava cheio e sempre tinha a bebida que você desejava. Em seguida, começaram a conversar sobre a estadia no dojo humano e sobre a reação de Augusto. Os quarenta e cinco minutos passaram voando e Mark veio chamar vocês. Após o tour de aproximadamente meia-hora iriam almoçar.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Set 20, 2011 9:39 pm

Quarenta e cinco minutos depois Mark bateu à porta. O tempo passou voando pois ficamos conversando sobre nossa estadia aqui no centro e sobre as possíveis reações de Darmouth. Foi bem legal ouvir como pensavam os outros Cavaleiros e substitutos e sair um pouco do círculo de opiniões do meu grupinho de amigos.
Abri a porta para Mark. Ele ainda estava com seu uniforme e seu sorriso estampado no rosto.
– Vocês estão bem instalados? Precisam de alguma coisa?
– Obrigado, Mark – falei. – Estamos realmente muito bem.
– Disponham. Qualquer coisa que precisarem, dirijam-se a mim. – Assentimos. – Então, estão prontos para conhecer nosso centro?
– Claro.
– Então peço que me sigam.
Ele começou mostrando os banheiros. Estavam perfeitamente limpos, e caso precisassem de limpeza, bastava apertar num botão amarelo na entrada que alguém viria limpar. Os vestiários, também superlimpos, consistiam em um grande número de chuveiros e armários. Também havia dois frigobares.
No térreo ele nos apresentou ao balcão de bebidas, logo na entrada, às salas de entretenimento e diversão e à sala de refeições, com uma enorme mesa e um tanto de cadeiras. Eles não nos levou até lá, mas dava para ver que a cozinha ficava logo do lado. Nesse sala, que ficava no fundo do imóvel, grande parte da parede era de vidro e podíamos ver o gramado e algumas árvores, onde estavam colocados alguns utensílios de treino. Disse-nos Mark que eles tinha como hábito treinar ao ar livre.
Por último, ele nos levou ao subsolo, o andar do treinamento físico. Lá havia os mais diversos materiais de malhação e tudo estava à nossa disposição nas nossas horas vagas.
– Antes de ser chamado para a Seleção, treinar nesse lugar era meu sonho desde criança – disse a Mark após o tour, enquanto íamos à sala de refeições. – Isso tudo é mais surpreendente do que eu imaginava.
– A verdade é que mestre Mharg tem muito dinheiro, e além disso recebemos bastante apoio da prefeitura. Isso faz com que tenhamos do bom e do melhor. Mas eu duvido que toda essa luxúria possa ser comparada com a vida de um Cavaleiro. – Ele suspirou. – Meu pai me contava histórias sobre ele quando eu era pequeno e eu prometi utopicamente que me tornaria um. E então houve a Seleção. Mas não fui chamado.
– Sabe, não é tão legal quanto parece ser um Cavaleiro – tentei consolá-lo. – Tipo, sua vida tá toda hora em perigo e você tem uma pressão enorme nas costas, pois todo mundo confia em você. E isso só piora quando você é o Escolhido.
–Eu daria tudo para ter uma vida como a sua. – Ele suspirou novamente. – Sabe, desde pequeno eu treino com meu avô e a única coisa que consegui foi alguns títulos de melhor guerreiro da classe. Eu tenho sede de entrar em ação.
– Mark, não é necessário uma armadura dourada e um mascote para ser alguém. O bom guerreiro é aquele que consegue se dar bem em lutar e em guerras. Não importa se tem ou não um fardo. E eu sei que você é um ótimo guerreiro.
– Você tem razão – ele falou, animando-se.
– Tenho sim. Por detrás de toda essa fantasia de Cavaleiro eu e você somos iguais. Meros humanos que são leais à sua nação.
Ele assentiu. Ele estava bem novamente.
– Você é demais, Steve. Valeu mesmo.
Neguei com a cabeça para dizer “não há de quê”.
Chegamos na sala e nos sentamos. Mharg bateu duas palmas e serviçais chegaram com bandejas. Mais uma refeição espetacular nos aguardava. Subitamente, materializou-se nas nossas taças a bebida que desejávamos beber. Mharg levantou sua taça com vinho e falou:
– Esse é nosso primeiro almoço juntos. Que este almoço com os Cavaleiros sirva de desencadeamento para muitos outros. Saúde a todos!
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Set 21, 2011 3:05 pm

Vocês almoçaram, e logo Mharg anunciou:
- Hoje será um dia livre. Aproveitem ao máximo...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Set 22, 2011 1:51 pm

Todos repetimos a última frase, cada um levantando sua taça cheia de sua bebida favorita. As tampas das bandejas desapareceram de súbito e ficamos chocados com o esplendor da comida. A cara era ótima, e se o gosto o fosse também, não seria de se impressionar. Dava para perceber que tudo era cheio de vaidade. Tudo era lindo e havia magia associada a diversas coisas. Era ainda mais impressionante que na Seleção. Tudo isso, de certa forma, nos trouxe um sentimento de que aprenderíamos muito com o mestre humano.
O almoço foi ótimo – ouvia-se vozes de todos os cantos e as músicas que eu mais gostava estavam passando em plano de fundo, mesmo eu não tendo visto nenhuma caixa de som.
– Adoro essa música – Isaac falou. A banda Quebra-queixo é demais.
– Quebra-queixo? Que banda é essa? – retruquei.
– Não tá ouvindo?
– Sim, estou. Estou ouvindo uma música dos Demonitores.
Ele me olhou sem entender.
– Gente, isso é tipo a parada da bebida. Ouvimos nossas músicas favoritas, como bebemos também nossas bebidas favoritas.
Assentimos. Era tão óbvio.
Depois do prato principal tivemos um show de sobremesas e Isaac não se conteve – teve que provar de cada uma. Quando enfim terminamos, Mharg bateu em sua taça com uma colherzinha para chamar a atenção de todos.
– Após uma bela refeição como essa, vocês têm outra novidade. Hoje, como comemoração à chegada dos nossos hóspedes, todos têm a tarde livre. – Todos gritaram de alegria. Realmente, aquilo era muito melhor do que no dojo gnomo. – Vocês podem dormir ou aproveitar das piscinas. Podem se divertir nos jogos ou assistir filmes. E se quiserem, podem dar uma volta pela cidade. As melhores lojas e butiques ficam aqui perto. Cavaleiros, caso precisem de um guia, meus discípulos estarão aptos para apresentá-los à cidade.
– Interrompendo um pouquinho – falou Derrick –, eu gostaria de pedir, ou melhor, de impor que todos Cavaleiros e substitutos que forem sair levem suas armas. Aqui dentro nós estamos protegidos, mas nunca se sabe o que nos espera lá fora, ainda mais nesses tempos conflituosos.
– Bem lembrado, Derrick – continuou Mharg. – Isso é muito importante. Meus discípulos também estão prontos a sair com vocês por questões de segurança. Agora, aproveitem bem desse tempo de folga porque amanhã começamos cedo. O jantar será servido às oito. Bom proveito.
Levantamo-nos e saímos do cômodo. Izzy, Mel, Broke, Isaac e eu tínhamos combinado de sair para dar uma volta pela cidade. Já que eu conhecia a área, ia mostrar a eles as maravilhas da metrópole.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Set 22, 2011 1:57 pm

Vocês saíram e foram para a rua das lojas.
La vocês tiveram um dia cheio mostrando tudo para as garotas e elas comprando bastante também...
______
Tópico movido:
Agora que esta na metrópole Human, o tópico também tem que estar la...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Set 22, 2011 8:40 pm

Tentei apresentar os locais que eu mais gostava mas as meninas não conseguiram se conter – tinham que entrar na moda humana enquanto estivessem por aqui, elas disseram. Isaac e eu ficamos do lado de fora enquanto as garotas e Broke tentavam estourar seu cartão de crédito inesgotável. Logo em frente ao shopping havia uma praça. Em seu centro havia uma mini cachoeira – um aglomerado de pedras no qual brotava água do ápice. Essa era a fonte de água daquela praça (no território humano, todas as praças têm uma). Ao redor havia seis bancos de mármore. Aquela era mais uma praça para descansar ou namorar do que para crianças brincarem. Foi então que minha memória começou a funcionar um pouco melhor.
– Ei, Isaac. Eu sempre trazia garotas para essa praça. De noite quase ninguém passa por aqui andando, então ela fica ótima.
– Eu nunca trouxe garota nenhuma nessa aqui, não.
– Isaac, que tal a gente dar uma voltinha por aí? Tipo, pra reviver os momentos passados, quando a gente ainda era ninguém.
– E se as meninas aparecerem e não nos encontrarem?
– Elas ainda vão ficar um bom tempo lá dentro. Elas vão querer visitar loja por loja e posso garantir que aí tem loja de roupas à beça.
– Então tá certo.
– Qualquer coisa, elas podem usar as esferas.
– É verdade.
Então deixamos os três ali e fomos andando. Começamos a narrar nossas aventuras e rir das nossas trapalhadas. Um tempo depois, paramos em frente ao clube. Ainda era o mesmo, mas agora havia uma placa do lado de fora anunciando o local de treinamento dos Guerreiros da Luz. As luzes estavam desligadas, mas a porta não estava fechada. Estava só encostada.
– Talvez alguém ainda esteja aí dentro.
Abri a porta devagar e fiquei surpreso por ela não ter rangido. Que bom que consertaram isso, pensei. Às cegas, tateei até encontrar o interruptor e liguei a luz.
Splang!
Foi tão rápido que eu só tive tempo de me mexer alguns milímetros. Uma faca estava cravada na parede a menos de um dedo do meu pescoço. Vi Liu de pernas cruzadas, sentado em posição de meditação no centro do cômodo. Ele abriu os olhos.
– É um prazer revê-los, meus discípulos.
Olhei para a faca do meu lado.
– Continua bom de mira, hein?
– Com certeza – respondeu ele. – Se fosse outro não teria desviado assim tão facilmente.
Ele se levantou e veio nos cumprimentar.
– Só sinto pelo seu papel de parede – falei.
– Isso eu resolvo depois – ele respondeu. – Bem, vocês parecem em forma.
– Sim – respondeu Isaac. Treinamento intensivo todos os dias. Sem contar da tensão do perigo que nos persegue.
– Eu fiquei sabendo de Augusto – ele disse. – E de Darmouth. Quem iria imaginar, hein? Logo Darmouth.
Isaac assentiu. Relutei dentro de mim. Darmouth não era culpado. Alguma coisa me fazia confiar nele. Mas eu não podia sair dizendo por aí que tinha tido um sonho com ele e por isso não o considerava um traidor.
Isaac começou a contar nossas aventuras até chegarmos aqui na metrópole. Liu pareceu ficar surpreso.
– Quer dizer que vocês acabaram com todos os gnomos do dojo, inclusive seu mestre, e ainda enganaram Augusto? Vocês são bem espertos.
– Fazemos o que podemos – falei.
– Sabe, meus lutadores foram à guerra quando a Horde invadiu a metrópole. Eles também estavam lá. E eles quiseram ir, mesmo sem meu consentimento. O pior é que perdi três discípulos.
– É uma pena – falei.
– Mas guerra é assim mesmo. E temos que nos preparar, estamos prestes a entrar num período de muitos conflitos.
Assentimos. No mesmo instante, nossas esferas começaram a vibrar nos nossos bolsos.
– Atende você – falei.
Ele pegou sua esfera e a deixou no ar. Ela ficou flutuando. A imagem holográfica das garotas e Broke em frente ao shopping apareceu.
– Onde vocês estão? – perguntou Izzy.
– Estamos visitando Liu.
– Vocês podiam ter avisado – replicou Mel.
– Já compraram todas as roupas do shopping? – Isaac perguntou sarcástico.
– Quase todas.
– Já estamos indo – falei. – Nos vemos em dez minutos.
Elas assentiram e a comunicação acabou. Isaac pegou a esfera no ar e a guardou em seu bolso.
– Bom, Liu, temos que ir.
– Você viu bem a cara delas – falou Isaac. – Não se pode deixar garotas como elas esperando, se não o bicho pega.
– Está bem. Foi um prazer revê-los.
– Igualmente – respondemos.
Então apertamos sua mão e começamos a andar de volta ao shopping.
– Um dia desses temos que ir ver nossos familiares – Isaac falou, quebrando o silêncio.
– É verdade. Estou com saudades de George.
Chegamos e eles estavam conversando. Ajudamos a carregar as sacolas e voltamos ao dojo.
Quando chegamos já ia dar oito horas, então fomos direto jantar. Em seguida, Isaac, Broke e eu fomos ao dormitório e caímos no sono.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Set 23, 2011 2:01 pm

no dia seguinte, foi o primeiro treinamento... Uma especie de corrida com um monte de armadilhas espalhadas...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Set 24, 2011 4:01 pm

No dia seguinte fomos acordados por uma sirene às seis da manhã. Eu ainda queria dormir, mas não podia dizer que não estava repousado.
– Porra, são seis horas da madrugada! – alguém resmungou depois de bocejar.
– Vamos, galera – falei. – Ainda temos que tomar café.
Dei uma espreguiçadinha e me levantei cheio de energia. Fui chutando cada um de sua cama e fazendo esse bando de preguiçosos sair do dormitório.
Descemos todos juntos e fomos à sala de refeições. Derrick e Mharg conversavam logo no porta enquanto o pessoal ia chegando.
– Bom dia, pessoal – falou Mharg.
– Bom dia.
Sentamo-nos e quando a mesa estava com todas as cadeiras ocupadas, Mharg estalou. Os serviçais não tiveram de trazer a comida, ela simplesmente apareceu na nossa frente.
Isaac ia bocejar mas se interrompeu.
– Meu cereal favorito! – falou ele.
Ele atacou a caixa e se serviu.
Todos comemos até não podermos mais. Mharg tomou um gole de leite antes de falar:
– Quero todos vocês lá fora em quinze minutos. Vão se preparar.
Saímos do cômodo e fomos até o vestiário. Nos preparamos para o treinamento e descemos. Chegamos lá exatamente quinze minutos depois. Vi dois substitutos chegarem correndo – estávamos só esperando por eles para começar.
– Vocês dois – falou Mharg. – Nomes.
– Jeak.
– Gruny.
– Certo. Trinta flexões cada um, Jeak e Gruny.
Eles fizeram cara de lamentação.
– Andem – falou Derrick. – Próxima vez, vão ser cinquenta.
– E isso serve para todos – falou Mharg olhando nos olhos de cada um.
– Menos para Steve – terminou Derrick. Todos se lamentaram. – Para o Escolhido são cem flexões.
Todos riram.
– Num braço só, né? – perguntei.
– Obviamente – respondeu ele.
Pode crer que não vou me atrasar, pensei.
– Formem duas filas – gritou Mharg. – Rápido, rápido. – Velozmente, formamos duas filas. – Eu quero que vocês sigam por esses percursos o mais rápido possível. Os dois percursos têm cumprimento igual e são exatamente os mesmos, em sua essência. Eles estão cheios de armadilhas como coisas que caem do céu ou que vêm na horizontal, de qualquer um dos lados, ou até coisas escorregadias no chão. Os primeiros de cada fila começam a correr quando eu der o sinal e quando chegarem aqui batem na mão do próximo da fila. Alguma dúvida? – Ninguém falou nada. Mas eu tinha uma dúvida. Não que eu não tinha entendido o que era para fazer, era outra coisa. Não tinha percurso nenhum. Nada que nos mostrasse por onde ir. – Ah!, já ia me esquecendo. – Ele estalou os dedos e dois caminhos feitos por pequenas luzas como as das pistas dos aeroportos apareceram. – Estão prontos? Já!
A disputa começou. Era o sétimo da fila e Isaac tava logo na minha frente. O percurso dava a volta na casa então a certa altura não pudemos mais ver os corredores. O cumprimento que tínhamos que correr não era tão longo, então pensei que seria rápido, mas na realidade cada um demorava, no mínimo, uns três minutos para dar a volta. Com certeza era por causa dos inconvenientes no caminho.
A vez de Isaac logo chegou. Ele, que era rápido de natureza – talvez por isso seu mascote era um velociraptor – saiu em disparada. Em comparação aos outros Isaac foi muito rápido. Em dois minutos exatamente ele tinha chegado – tempo que ninguém conseguiu superar no final – e batido na minha mão.
Saí numa explosão de velocidade. Estava correndo o mais rápido que eu podia e deixando o adversário para trás, que era um discípulo de Mharg. Foi tão súbito que eu quase desmaiei. Enquanto eu estava correndo atravessou um pedaço de pau na minha frente. Acertou em cheio minha testa e eu caí para trás. Tudo ficou preto e quando abri os olhos eu já estava para trás. Fiquei de pé rapidamente e comecei a correr, porém mas razoavelmente.
Instantaneamente, algo me veio à cabeça. Eu não podia chegar depois daquele cara, ainda mais que eu tinha saído primeiro. Eu não podia nem ia chegar depois dele. Espírito, pedi mentalmente, preciso de sua ajuda. Guie-me e mova meu corpo para que eu possa chegar lá rapidamente sem nada me atrapalhar. Então, tive a sensação de que eu era imbatível. Comecei a correr com a mesma velocidade de antes, mas eu conseguia pressentir as armadilhas. Eu desviava de todas facilmente.
Eu estava na reta final e meu adversário também. Acelerei ainda mais e passei dele. A galera gritou meu nome em reação ao meu sprint.
Fui aonde estavam os que já tinham corrido.
– Caraca, tu tá com um galo enorme na testa – falou um Cavaleiro de Bronze.
– Tomei um pancadão.
Ele assentiu.
Sentei-me e fiquei esperando a prova acabar. Eu estava impressionado com a resposta do Espírito. Disse a mim mesmo que eu tinha que usar mais vezes meus poderes.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Set 24, 2011 7:37 pm

Quando acabou Mharg deu quinze minutos para vocês descansarem. Em seguida, entrou numa sermão sobre atenção e tal.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Set 29, 2011 9:53 pm

Quando todos tinham terminado – uma meia hora depois – Mharg começou a falar:
– Vocês perceberam que não é fácil se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo. Não estou falando de me coçar as costas enquanto leio, por exemplo. Estou falando de levar ao extremo certas funções simultaneamente.
“Esse exercício fez com que vocês tivessem que correr o mais rápido que podiam e se concentrar ao mesmo tempo nas armadilhas. Ele trabalha não só nossos reflexos como também nossos sentidos. Sabe, é muito importante treinar isso. Quanto mais controle sobre dois ou mais gestos você tiver, melhor serão suas possibilidades numa luta. Focar-se num objetivo, mas sempre estar pronto a qualquer perigo que pode vir de qualquer lugar. Despertem seu sexto sentido.
“Até em sonhos vocês podem ser pegos. Se forem bem treinados, conseguirão identificar se há invasores na sua mente. – Assenti. Foi só então que percebi que eu estava num belo prado, em frente a uma lagoa. E todo mundo que estava ao meu lado tinha desaparecido de súbito. Só havia eu, sentando à margem, e Mharg,que falava para mim. – Como saber se há invasores não sua mente? Alguém com acesso a seus segredos e verdades? – Neguei com a cabeça. Não fazia a mínima ideia.
“Primeiro, tentem se lembrar do que estavam fazendo minutos atrás, antes de estar ali? – Era lógico que eu sabia. Eu simplesmente estava... é... tinha esquecido. Mas aquilo sempre acontecia comigo. Minha memória nunca foi das boas. Esse lance de esquecer a pergunta que ia fazer sempre foi clichê meu. – Outro jeito de descobrir é seguindo a simples lógica de que é mais fácil aos invasores entrar nos seus sonhos mais comuns. Sonhos regulares. Isso porque você está tão acostumado com o que vai acontecer que tem certeza de que tudo está certo. – Fazia sentido. E aquele lugar onde eu estava era meu sonho. Eu sonhava de vez em quando em estar ali, pois era muito calmo e a natureza era abundante. E eu estava ali, no lugar dos meus sonhos. Seria aquilo mesmo um sonho? – Se não descobriu um invasor, pode ser tarde demais. Algo de importante pode ter sido descoberto e o invasor pode acabar com seu sonho instantaneamente.
Olhei para Mharg. Ele era um invasor. Merda! Ele simplesmente sorriu e estalou os dedos.
Senti uma pontada aguda nas costas e senti meu sangue escorrendo. Pude ver a traseira de uma flecha atrás de mim. Olhei para frente e vi um pedaço da mesmo saindo no meu peito. Então cai no chão.

Abri os olhos de súbito. Levantei-me rapidamente e vi todos fazendo o mesmo. Eu estava mesmo dormindo. Quando tinha começado, não podia dizer. Só lembro de Mharg ter começado a falar e de repente aparecer no meu sonho. Ouvi muitos se perguntando o que tinha acontecido. Aquilo tudo, por fim, só me fez concluir uma coisa: Mharg era cheio de truques. E eu gostava de truques.
– Que preguiçosos – falou ele. – Dormindo enquanto eu explicava o objetivo do exercício. – Ele sorriu.
– Não deve parecer – disse Derrick –, mas vocês dormiram um bocado. Podem ir tomar banho. Ao meio-dia o almoço será servido.
Começamos a andar em direção ao dojo. Todos conversavam mas eu estava estupefato de mais para dizer alguma coisa.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Set 29, 2011 10:17 pm

Assim feito, você tomou banho e foi para o almoço. Porem alguma coisa tinha de diferente naquele dia...
(sem ideia)
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Out 01, 2011 7:47 pm

Ao chegarmos no vestiário fomos logo para debaixo dos chuveiros. Isaac, que estava ao meu lado, perguntou enquanto se esfregava com sabão:
– Como será que ele faz aquilo? – Essa pergunta foi mais para si mesmo do que para mim. – É incrível. Esse mestre Mharg é muito bom, mesmo.
Não pude deixar de assentir.
– Põe bom nisso. Ele tem um potencial de magia enorme. Não tem como não perceber. Transborda magia de todo canto, aqui no centro.
– É. Sabe o que acho, Steve? Nós dois somos os mais poderosos Cavaleiros que existem e nosso potencial também é grandioso. Temos que pedir para Mharg nos dar algumas aulinhas particulares. Isso vai fazer a gente progredir bastante.
– Sabe, até que a ideia é boa. O negócio é saber se ele vai aceitar.
– Tenho certeza que vai, Steve. De qualquer forma só vamos saber se perguntarmos.
– É mesmo? Tem certeza que não leu seus sentimentos em relação a isso?
– Tá, eu li. Eu eram bons. O que significa ou ele vai nos aceitar sem pensar duas vezes ou terei que comprar novos óculos para ler o interior das pessoas.
– Para com isso, suas piadas me desanimam – brinquei. Ele me deu um saco no braço. – Então a gente pergunta pra ele no fim do dia, quando o treino já tiver acabado.
– Pode crer.
Desligamos os chuveiros e nos secamos. Tratamos de nos vestir rapidamente para não chegarmos atrasados no almoço.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Out 02, 2011 2:58 pm

Vocês almoçaram, e depois foram para o treinamento da tarde:
Uma maratona de exercicios fisicos...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Out 03, 2011 11:30 am

Quando chegamos à mesa praticamente todo mundo já estava lá. Devíamos ser os últimos porque quando chegamos os serviçais logo entraram com as bandejas. Dessa vez só havia pratos feitos com macarrão.
Regalei-me com um pouco de muitos tipos de macarrão e uma uma bebida com gás de laranja até não poder mais. Quando todos havíamos terminado, Mharg estalou os dedos – só para dizer, seu estalo não era como qualquer outro. Todo mundo escutava e olhava para ele. Sério, ele tinha dedos mágicos. Enfim, quando ele fez isso as bandejas desapareceram e em seu lugar apareceu uma balinha de chocolate na frente de cada um de nós.
– Regime – ele falou. Pegou a sua, desembrulhou e jogou para cima, fazendo-a cair exatamente em sua boca. – Bom – disse ele apreciando o doce –, essa tarde vocês terão um desafio difícil. Vocês todos – sem equipes dessa vez – irão participar da Mhargatona. – A maioria dos discípulos soltou reclamações interjetivas. – Se reclamarem vão ter uma mão amarrada nas costas. – Todos se calaram instantaneamente. – Espero vocês em frente ao centro em dez minutos.
– E cuidado com o atraso – avisou Derrick.
Todo mundo se levantou precipitadamente e foi fazer o que tinha de fazer antes da Mhargatona. Isaac e eu já estávamos prontos então fomos direto para fora. Ao chegarmos lá encontramos com Mark que esperava sozinho. Fomos até ele.
– Ei, Mark. Tudo bem? – perguntei.
– Tudo. Estão prontos?
– Mais ou menos – falei.
– A gente nem sabe o que é a Mhargatona – disse Isaac.
– Mhargatona é a maratona do Mharg. A gente simplesmente tem que passar por um circuito cheio de obstáculos meio cansativos.
Assentimos. No mesmo instante senti os lábios de Izzy no meu pescoço e me virei para beijá-la por tempo suficiente até todos chegarem.
Minutos depois todos estavam reunidos do lado de fora. Dessa vez ninguém tinha vacilado e se atrasado. Mharg estava conversando com Derrick, então se virou para nós, olhou para o relógio e falou:
– A maratona começa agora.
Mark deu um passo a frente e se virou para nós.
– Discípulos e Cavaleiros, sigam-me. Eu irei levá-los à floresta Mhargnífica.
Então ele deu-nos as costas e começou a andar. Todos o seguimos até ele parar em frente a uma estátua de uma metamorf tocando uma flauta de olhos fechados. Mark pegou uma caixinha cilíndrica do bolso e tirou de dentro dela uma flauta. Então ele tocou uma melodia muito bonita por um breve instante e guardou seu instrumento no bolso de novo.
A estátua abriu os olhos subitamente. Ela mexeu os dedos como se estivesse tocando sua flauta de mármore e um som proveio dela, um som que completava a melodia que Mark tinha acabado de tocar. Então a estátua sorriu, balançou a cabeça fez uma reverência cortês. Então ela caiu para trás e ficou na horizontal, a pouco centímetros da grama, deixando aparecer por baixo dela uma entrada tipo as dos calabouços, com uma escadinha.
Para entrar ali tivemos de ir um por um. Eu estava na frente, logo atrás de Mark. Depois de descer uns quatro metros chegamos num solo de mármore. Estávamos numa espécie de túnel retangular, e não redondo. As paredes estavam limpas e não havia sinal de umidade. A cada dois metros, de ambos os lados das paredes, havia tochas acesas.
– Isso aqui é mais uma obra de Mharg – falou Mark para mim. O pessoal atrás estava conversando, de modo que só Isaac e eu escutamos. As garotas e Broke estavam mais atrás. – A floresta é encantada e só dá para chegar até ela passando por aqui. Além do mais aquela estátua protege muito bem a entrada, e só quem conhece a melodia é que pode abrir a passagem.
– Só você e Mharg conhecem? – perguntei.
– Isso aí. Aprendi alguns anos atrás.
– Essa floresta tem alguma coisa de especial? – Isaac perguntou.
– Tirando o fato de sua paisagem nunca ser a mesma e mudar quando Mharg quiser, não. Ela é como todas as outras.
– Quer dizer que vamos passar por desafios na floresta enquanto Mharg vai estar lá no centro nos guiando?
– É mais ou menos isso. Digamos que se ele quiser que uma onça apareça em nossa frente, vamos ter que matar uma onça.
Assentimos. Aquilo parecia bem legal. Eu estava curioso para conhecer esse “joguinho” onde éramos bonecos.
Cinco minutos depois chegamos em outra escada. Começamos a subir mas a certa altura havia uma tampa de mármore que impedia a passagem. Mark, como da outra vez, pegou sua flauta e tocou uma outra melodia. A tampa se levantou e ficou na vertical. Nem precisava ter um Q.I. enorme para saber que havia outra estátua guardiã.
Saímos todos da passagem. A floresta era enorme. As árvores à nossa volta pareciam nos fitar e de todos os cantos ouvia-se ruídos de animais. Aquela estátua de um anjo com uma flauta até que era reconfortante.
Quando todos estavam fora, a estátua voltou a sua posição normal. Todos fitaram a floresta assombrosa. De repente, uma voz grave ecoou por todos os cantos:
– O jogo começou.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Out 03, 2011 8:51 pm

Vocês seguiram pelo caminho indicado.
Até chegarem num rio que havia um finíssimo pedaço de madeira
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Out 04, 2011 8:59 pm

Seguindo essa voz veio um tufão de vento que deslocou uma porrada de folhas espalhadas no chão, deixando a terra nua à nossa frente, onde uma mensagem estava escrita em itálico:

Sigam pelo noroeste.

Mark nos olhou divertido. Pelo jeito, ele já estava acostumado com aquilo. Ele pôs a mão no bolso e tirou um bússola. Então olhou para nós.
– É por aqui – ele disse começando a andar para o noroeste.
Todos o seguimos. Enquanto ele cuidava para não sairmos da direção errada nós estávamos focados nos barulhos que vinham de todos os cantos e pareciam estar cada vez mais próximos.
– Não se preocupem com os sons, são só para mexer com suas emoções – Mark falou.
Alguns minutos depois paramos em frente a um rio, mas praticamente não havia correnteza. Havia uma tábua de madeira fica que muito certamente tinha como finalidade servir de ponte para atravessarmos para o outro lado. O fato é que era tão fina que teríamos que pôr um pé após o outro. Além do mais, ela não parecia estar em bom estado. Numa situação como aqueles, era preferível atravessar pela água.
– Teremos de passar pela tábua um por um e nem pensem em ir nadando. – Olhamos para a água e quatro olhos emergiram dá água. Era um casal de crocodilos. – Se por acaso alguém cair, não pense que vai acordar. Isso não é um sonho. Vai ter que lutar com os dois fofinhos ali. Ou morrer.
Ele deu de ombros e se virou. Então começou a atravessar a ponte na maior facilidade. Eu me virei para todos e falei:
– Caso alguém caia nós ajudaremos. Ninguém vai ficar para trás. Basta se concentrar na hora de atravessar e não haverá inconvenientes.
– A gente entendeu, Steve – falou Isaac. – Traduzindo, se você cair a gente te ajuda. Pode confiar.
Dei um soco em seu ombro. Então me virei e comecei a atravessar. Lembrei que era Mharg quem estava controlando tudo aquilo.
Qual é, Mharg? Não me faz cair aqui que não quero pagar mico. Não faz a tábua quebrar, pedi, mesmo sabendo que ele não ia receber minha mensagem.
Concentrei-me para apoiar um pé após o outro, lenta e seguramente, quando um dos crocodilos saltou e abocanhou o vazio. Aquilo me causou um arrepio e eu perdi o equilíbrio. Sem prensar duas vezes, pulei para frente tentando atingir a outra margem.
Vem!
Senti-me parado no ar. Eu não tinha caído. Eu estava sendo segurado por um cipó grosso de uma árvore. O cipó me levou e me soltou quando eu estava em terra firme. Mark riu.
– O objetivo é tentar se virar, como fez o Steve. Mharg quer nos ver agir. Usem o que tiver ao seu alcance. Ou tentem atravessar pela tábua – ele convidou.
De repente as pessoas começaram a agitar. Um discípulo foi pela tábua, mas ele estava confiante, ou seja, não era sua primeira vez. Os arqueiros começaram a subir em árvores e lançar flechas com cordas em pontos do outro lado e usar a camisa, para atravessar em sua “tirolesa”. Alguns dos melhores magos fizeram sua própria ponte de gelo e atravessaram. No fim, com todos se entreajudando, chegamos do outro lado sem nenhum problema. Quando estávamos todos reunidos do outro lado, Mark falou com um sorriso no rosto:
– Vocês foram bem. Mas isso foi só um aquecimento. Agora sim as coisas começam a ficar interessantes.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Out 04, 2011 9:53 pm

Apareceu outra mensagem:
Siga a margem do rio a oeste.
Logo depois havia um amaranhado de cipos bloqueando a passagem.
PS: Eles estavam duros...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Out 05, 2011 5:12 pm

Então ele nos deu as costas e outro tufão de vento passou, varrendo as folhas.

Sigam o leito do rio ao oeste.

Sem precisar olhar a bússola, ele retomou caminhada pela direção certa.
Enquanto caminhávamos não houve inconvenientes. Os crocodilos insistiram em nos seguir a metade do caminho, mas depois deram meia-volta. Minutos depois nós chegamos a uma rede de cipós que bloqueava a passagem. Mark, que já conhecia, virou-se para nós e falou:
– Sinto dizer mas nem a lâmina de qualquer espada dos Cavaleiros poderá cortar esses cipós. – Ele desembainhou sua espada e golpeou um cipó. Este último amorteceu o impacto como uma mola, mas não houve dano. – Ou seja, vamos ter que atravessar na marra.
Não sei se você entendeu bem o termo “rede de cipós”. Imagina uma teia de aranha gigante, porém feita de cipós verdes com uns trinta centímetros de diâmetro. Cipós na horizontal, na vertical e na diagonal que formavam uma densa barreira – era esse nosso desafio. Obviamente, Steve tinha uma ideia. Pus um joelho no chão e a palma de minhas mãos igualmente. Então fechei os olhos e ordenei aos cipós que nos abrissem um caminho. Eles se entortaram relutantes, mas aquilo era muito difícil. Custava-me grande esforço, muito mais do que eu esperava. Então eu vacilei e soltei, sem forças. Era como se meus músculos estivessem cansados de forçar uma entrada no emaranhado de cipós, mesmo eu estando usando meus poderes. Aquelas invenções de Mharg eram inquebráveis e flexíveis ao mesmo tempo. De fato, teríamos que atravessar na marra.
– Nem seus poderes podem nos ajudar, Steve – falou Mark.
– É, parece que Mharg tem mais controle sobre a natureza dele do que eu.
Mark suspirou, feliz por eu ter entendido, então se virou e começou a adentrar a barreira. Fui logo atrás. Enquanto passávamos tínhamos que afastar os cipós com as mãos e nos enfiar em pequenas passagens, correndo o risco de levar uma “ciposada” na cara. É meio difícil de imaginar, mas aquele desafio foi mais difícil que primeiro. Principalmente mais cansativo, pois ele esgotava literalmente a força em nossos músculos.
Quando encontrei o fim do mar de cipós, me joguei no chão. Estava morto. Enquanto Mark e eu esperávamos os outros, ele falou:
– Se Mharg nos fez passar por um desafio esgotante como esse, é que o próximo vai ser bem dinâmico.
Mesmo ele estava arfante. Revirei os olhos.
– Ele vai nos matar – falei antes de suspirar.
Uns vinte minutos depois estávamos todos do outro lado da barreira. Como você pode imaginar, todos estavam no chão.
– Dez minutos de descanso antes de continuarmos – Mark falou. – Não esqueçam que estamos em tempo real, e não podemos demorar muito aqui.
– E por que não? – perguntou um dos substitutos exausto.
– Por que comparado à noite, essa floresta de dia é o paraiso.
Todos gemeram. Como resposta, o tufão já familiar ressurgiu.

Vão ao sudoeste para encontrar seu ninho. Uma delas engoliu a chave.

Mark leu em voz alta para todos.
– Pessoal, quando estiverem prontos, vamos à procura de alguma coisa que engoliu um tal chave que precisamos. Um “viva” de alegria!
O pessoal só gemeu como resposta.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Out 06, 2011 8:50 pm

Passados os 10 minutos, vocês iniciaram a busca...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Out 07, 2011 7:58 am

Os dez minutos se passaram e Mark ordenou que levantássemos. Parecíamos um bando de moribundos no chão após uma guerra. Aos poucos conseguimos nos pôr de pé, então seguimos para o sudoeste, como nos orientou a mensagem de Mharg.
Fomos andando sendo guiados por Mark e sua bússola. Essa caminhada durou uns vinte minutos, mas quando encontramos o tal ninho, queria que tivesse durado mais. Nós estávamos – graças a Mharg – escondidos atrás de alguns arbustos, mas podíamos ver as panteras que estavam dormindo, ou vigiando ou amamentando. E outra: se minha contagem não estava errada, havia uma para cada um de nós, se não contássemos com os bebês.
Mark se virou para nós.
– Galera, vamos ter que matar uma por uma e abrir seu corpo para encontrar a chave. Não subestimem essas panteras. Não são animais normais. Com certeza, Mharg deu uma pitada de magia nelas. – Ele nos olhos, se virou e pulou para onde estavam as panteras. – Vão deixar que elas me comam?
Instantaneamente, fui para seu lado. O pessoal me seguiu. As panteras começaram a nos rodear com aquele ar ameaçador de predador selvagem. Pude ver que tinham dentes de ouro. Fora isso, não havia mais nada de anormal nelas. Paaaf! Foi uma questão de segundos para uma delas pular em um dos discípulos e derrubado do chão. Segundos que bastaram para que nos distraíssemos e olhássemos e para que as outras pudessem atacar.
Ficamos completamente inseguros perante o ataque daquelas feras. Elas eram muito mais rápidas e fortes do que na realidade. Uma pulou para cima de mim e me derrubou. Ela tentou me morder no rosto mas consegui tirar um de meus sais e bloquear a mordida. O som de metal contra metal ressonou. Empurrei-a para o lado com minhas pernas mas ela foi parar mais perto do que eu pensava. Levantei rapidamente e desembainhei meu segundo sai. O animal foi avançando lentamente, mostrando seus dentes, e eu não pude me impedir de recuar. Mas eu, ingênuo de mais, não tinha percebido que aqueles seres também eram inteligentes. Tropecei numa raiz e caí para trás. Meus sais escorregaram das minhas mãos. A pantera saltou para cima de mim. Segurei seu pescoço com as duas mãos, impedindo que ela me dilacerasse com seus dentes dourados. Mas ela tinha muita força, e em algum momento eu ia vacilar. Ela me deu uma patada no braço antebraço direito,me fazendo gritar de dor. Levantei-a mas alto ainda, segurando seu pescoço, para deixar suas garras fora de alcance do meu corpo, esgotando minhas últimas sobras de força. Olhei ao redor e me lembrei do que eu tinha falado horas antes. Eu tinha que usar meus poderes mais vezes. Então me concentrei no ar. Qualquer coisa, só me ajuda, pedi. Esperei que uma rajada de ar viesse mas ao invés disso senti falta de ar. Ele desaparecera. A pantera interrompeu seu ataque e saiu de cima de mim, procurando ar. Tapei as narinas e rastejei até meus sais. Obrigado, ar. Voltei a respirar normalmente, mas meu inimigo também. Ele reinvestiu sem precisar se recompor. Terra, uma ajudinha. Um monte de terra voou direto para a cara do animal, fazendo-o para e sacudir o corpo. Aproveitei daquela oportunidade e lancei meu sai direito. Pude ver seus olhos inteligente perceberem o sai a centímetros do seu focinho. Como eu tinha previsto, acertei sua testa e a pantera caiu no chão morta.
Fui até ela mancando e abri seu corpo. Não havia nada dentro dela. Olhei ao redor e vi que os que já tinham matado suas panteras estavam ajudando os outros. Olhei para Izzy e a vi dar o golpe de misericórdia. Ela veio até mim. Olhou para meu braço, que estava ensanguentado, e falou:
– Caraca, Steve. Que arranhão.
Ela rasgou um pedaço da minha camisa que não estava sujo de terra e amarrou na ferida, para estancar o sangue. Beijei-a para agradecer.
– Encontrei – gritou um substituto.
Ele foi até Mark e entregou a chave. Um tufão de vento passou.

A porta que procuram está ao norte.

Suspirei de cansaço. E lá íamos nós para mas outro desafio.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Out 08, 2011 2:32 pm

Vocês foram até a porta, e abriram-na. Logo que entraram, viram que estavam de novo na mansão. Depois de todos entrarem, a porta simplesmente desapareceu...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Out 11, 2011 9:12 pm

Seguimos Mark enquanto ele se norteava com a bússola. Caminhamos durante uns vinte minutos até chegarmos numa porta fixa no nada, no meio de floresta.
– Parece que chegamos, pessoal – ele falou.
Colocou a mão em seu bolso e tirou a chave. Enfiou-a na fechadura e girou. A porta rangeu e se abriu sozinha. Do outro lado só havia escuridão, mas nem por isso Mark hesitou em entrar. Ele mergulhou na tênebra e desapareceu. Eu dei uma olhada para trás e vi pelo rosto dos outros que eu tinha que ser o segundo. Voltei a olhar para a porta e suspirei. Prendi a respiração e entrei.
Quando saí do outro lado Mark estava lutando com vários monstros repugnantes que babavam à beça. Ele sozinho estava enfrentando três, mas havia muitos outros chegando.
Era isso que eu esperava encontrar. Mas não foi isso que eu encontrei. Na verdade, Mark estava encostado numa parede branca que só podia ser do centro de treinamento. De fato, estávamos na sala de musculação no andar subterrâneo. Vi o pessoal chegar atrás de mim. Todos ficaram tão surpresos como eu ao chegar, mas de certa forma felizes. Quando todos estavam no centro, a porta se desmaterializou em questão de segundos.
– Pessoal, vamos subir – falou Mark. – Mharg e Derrick devem estar esperando a gente.
Subimos as escadas e em seguida – por instrução de um serviçal – fomos à sala de refeição. Os dois homens não estavam sentados à mesa, e sim em poltronas no canto da sala, tomando café e conversando.
– Já chegaram? – perguntou Mharg. – Vocês foram bem. Todavia devem estar cansados. – Assentimos. – Vão tomar seus banhos e descansem uma hora. Às sete jantaremos.
Então ele se virou para Derrick e voltou a conversar.
O pessoal foi saindo do cômodo. Isaac e eu ficamos lá,aproveitando da situação. Pigarreei para chamar sua atenção.
– Desculpe interromper sua discussão, mas eu preciso falar com você Mharg.
– Quer que eu saia? – Derrick perguntou.
– Não. Pode ficar à vontade.
– Então fala, Steve.
– Tá. Sabe, Isaac e eu, como todos os outros, percebemos que você conhece muitos truques em relação à magia. Você é bom mesmo nisso. Então a gente queria perguntar se você não aceitaria dar umas aulinhas particulares para nós dois.
Mharg abriu a boca para falar, mas Derrick interrompeu.
– Que bom que você se ofereceu, Steve. Eu ia chamá-los de qualquer forma.
– É mesmo? – perguntou Isaac.
– É – falou Mharg –, nós pretendíamos chamá-los.
– Steve, eu tinha que conversar com você e Isaac – disse Derrick.
– Sou todo ouvidos.
– Idem.
– De acordo com nossas fontes, a guerra está muito mais próxima do que pensávamos. – É o que meu pai sempre fala nos sonhos, pensei. – Não teremos tempo de visitar todos os dojos. Creio que ainda vamos ficar por aqui durante alguns dias e em seguida iremos à Reunião dos Conselheiros.
– Reunião? – perguntei.
– É. Os Cavaleiros estarão todos lá, e os mais importantes mestres também. Ainda não há uma data certa. Eu tenho que comparecer e organizar nossa tática. Muitas das maiores mentes da Alliance estarão lá para nos ajudar a formular um plano. – Assentimos. Ele pausou e suspirou. – Steve, a guerra está muito próxima.
– É melhor vocês irem tomar banho – interrompeu Mharg – e virem comer. Começaremos com o treinamento depois do jantar. Agora vão.
Assentimos e saímos do cômodo.
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