Steve - Metrópole Human

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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Jan 27, 2011 2:44 pm

Isaac eu eu voltamos ao chalé. Meia-hora depois tínhamos alimentados os mascotes, comido nossa refeição pré-guerra e estávamos esperando os outros no castelo. Eu estava motivado. Isaac ainda mais.
Alguns minuto depois todos os Cavaleiros estavam no castelo. Alinhamo-nos em fileiras laterais e esperamos Darmouth falar. Este último desceu do cume e se aproximou de nós. Ele tinha um olhar admirativo e orgulhoso, e nos olhava como se fôssemos seus filhos. Eu sabia o que ele estava pensando. Ele tinha certeza de que nós seríamos mais eficientes do que foram os antigos Cavaleiros. Eu, de certa forma, queria mostrar a todos meu verdadeiro potencial e mostrar que eu não seria como meu pai, que eu não fugiria quando precisassem de mim.
– O líder dos Cavaleiros de Ouro será Eric – começou Darmouth. Eric, aquele garoto loiro boxing, ergueu os braços e todos bateram palmas. – Zoe será a líder dos Cavaleiros de Prata – continuou ele olhando para uma bela jovem de cabelos longos e negros, provavelmente da raça Gatuno pelo seu jeito de se vestir. – E Steve será o líder dos Cavaleiros de Bronze – disse ele olhando para mim. Isaac começou a bater palmas e todos o seguiram.
Darmouth nos chamou – os três líderes – e falou:
– Vocês deverão seguir as ordens de seus superiores sempre. Eu tenho certeza que eles serão bons líderes. Agora são quase seis horas e o sol está quase se pondo. Eu quero que vocês partam. O castelo fica a uma hora de viagem. O ataque foi previsto para as sete horas, então vocês devem partir para chegar lá e se organizarem antes do confronto começar. Saibam que nós, do CRC, estaremos observando vocês, então façam o melhor que puderem. Boa sorte. – Ele pôs a mão em meu ombro. – Confio em você como líder.
Eric, cujo nome eu acabara de aprender, chamou a atenção e falou:
– Temos que ir. Não temos tempo a perder.
Todos aquiesceram. Saímos do castelo e entramos na floresta.
– Eu olhei num mapa – continuou ele. – O castelo fica ao leste. Vamos, pessoal.
Começamos a nos dirigir ao leste. Todos iam em seus mascotes o mais rápido possível. Uma garota que voava ao meu lado reduziu sua velocidade e perguntou:
– Como é que vamos saber se estamos sempre seguindo para o leste?
– Não sei, mas não devemos desobedecer os nossos superiores.
Ela aquiesceu.
Nós andamos por uns vinte minutos e a paisagem não mudou nem um pouco. Só havia árvores. Me perguntei qual seria a extensão daquela floresta. De repente tive uma visão que me cegou por alguns segundos. Voei até Eric e lhe contei.
– Eric, eu tive uma visão. Há Orcs há poucos quilômetros na nossa frente. Se não mudarmos de direção vamos cruzar com eles e vamos ser massacrados.
– Como você pode ter certeza disso?
– Minha capacidade especial. Eu posso entrar em sincronia com a natureza.
– Desculpe, Steve, mas eu não posso desobedecer aos membros do CRC. Eles me pediram para seguir por aqui e é isso que vamos fazer.
– Não podemos pôr em risco a vida de todos. – Esperei que ele concordasse, mas ele não respondeu. – Eric?
– Desculpe, mas não posso.
Ao ouvir aquelas palavras meu sangue subiu. Que idiota! Ele preferia pôr em risco a todos a me escutar. Só pude pensar em uma coisa. Voei até a frente de todos e parei.
– Pessoal, me escutem. Estamos em perigo. Minha capacidade especial é SyncroNature e eu posso me sincronizar com a natureza. Há no mínimo cem Orcs escondidos há uns trés quilômetros daqui, bem na nossa frente. Temos que dar a volta por eles.
– Não escutem. Ele não sabe o que está dizendo – intrometeu-se Eric. Ele ficou frente a frente comigo. – Recebi ordens claras do Conselho de irmos por aqui, não podemos desobedecer. Se dermos a volta chegaremos atrasados.
– E se não dermos morreremos logo à frente. Confiem em mim.
– Vocês não desobedecer às minhas ordens. Steve, quando o Conselho ficar sabendo disso você vai ser expulso da seleção.
– Se eu tiver de ser expulso para salvar os outros, então tá.
Após essa frase Isaac se posicionou ao meu lado. Logo em seguida veio a garota que me perguntou sobre a direção logo no início. Pouco a pouco, todos ficaram do meu lado. Isaac, por fim, suspirou e falou:
– Então tá. Vamos fazer do jeito dele.
Seguimos em direção sul por mais ou menos um quilômetro e depois voltamos a seguir para o leste. Algum momento da viagem ouvimos um grito de dor vindo da esquerda – onde nós devíamos ter passado – e alguns agradeceram baixinho por termos dado a volta.
Dez para as sete chegamos ao castelo.


Última edição por Ghost em Sex Fev 25, 2011 11:23 am, editado 3 vez(es)
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Jan 27, 2011 4:08 pm

Era Eric que não tinha te obedecido e seguiu pelo caminho que era certo seguir.
- Bem feito para ele - disse a menina que te perguntou o caminho a seguir - Ele foi muito cabeça dura, devia ter te dado ouvidos.
Logo vocês chegaram no castelo. Eram 7:10 e vocês iniciaram a formação.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Jan 28, 2011 9:39 pm

Logo ao chegarmos fomos recebidos pelos chefes de Estado e pelos comandantes. Foi então que senti a falta de alguém. Onde estava Eric? Tentei me lembrar do último lugar em que o tinha visto,e foi exatamente nesse momento que me toquei.
Minha expressão ficou vazia. Isaac veio ao meu lado e perguntou intrigado:
– O que foi, Steve? Parece que você viu a morte.
– Eu não vi, mas Eric sim.
– Eric, o mandachuva?
– Sim, ele mesmo. Ele não veio com a gente pelo desvio. Ele continuou pelo leste.
De repente a expressão de Isaac também ficou preocupada.
– Aquele grito... era ele?! – eu não sei bem se isso foi uma pergunta pois a entonação foi duvidosa. No fundo ele sabia a resposta.
Somente pude aquiescer.
O general da tropa do castelo veio até nós.
– Por favor, entrem em formação. O ataque ocorrerá logo a pouco.
Reuni todos os Cavaleiros e tomei a palavra.
– Cavaleiros e Cavaleiras, Eric se perdeu na floresta ao seguir o rumo errado. – Eu usei a palavra perder para ficar menos dramático. – A partir de agora, Zoe será a líder.
– E por que não você? – perguntou alguém que não pude reconhecer.
Todos começaram a concordar. Eu olhei para Zoe e ela me fez um aquiescimento de encorajamento.
– Então tá bom – falei. – Vamos entrar em formação. Os arqueiros ficarão aqui em cima e o outros irão lutar lá em baixo. Vamos todos!
Todos gritaram de animação. Descemos até o portão do castelo e ficamos esperando. Todos se puseram a postos em seus mascotes.
Subitamente uma flecha atingiu o portão. O general deu comando para abrirem-no. Depois ele saiu escoltado por dez guerreiros. Ele balançou os braços e gritou:
– Estejam onde estiverem, eu quero que me ouçam. Ainda é cedo. Vocês podem se render e voltar à Horde sem necessidade de haver mortes. Nós estamos dando essa última chance a vocês.
Logo em seguida ouviu-se o barulho de cascos. Uma carruagem super rústica, toda de madeira e espinhos, avançou, saindo da escuridão da floresta. Ela parou a uns cinquenta metros do castelo.
De repente um homem saiu de dentro. Com certeza era um Orc. Ele era todo verde e muito malhado, e tinha no mínimo uns um metro e noventa. Provavelmente aquele era o seu líder.
Ele tirou o capacete e falou:
– Vocês não estão em condições para nos ameaçar. Vocês são sessenta e nós somos cem. Vamos dominar esse castelo em nome dar Horde!
O Orc levantou a mão e sua tropa começou a avançar, saindo da escuridão. Ela parou bem atrás da carruagem.
A tropa Barbman também saiu do castelo e se posicionou atrás do general. Ela era visivelmente menor do que a tropa adversária.
– Agora vocês da Alliance sentirão a ira dos Orcs – gritou o seu líder!
Os soldados Orcs começaram a avançar lentamente. O general Barbman pegou seu capacete, que estava debaixo do seu braço, e o colocou na cabeça.
– Vocês está enganado, meu caro amigo – gritou ele. – Nós somos sessenta mais trinta e seis Cavaleiros. – Ele terminou soltando uma risada. – Atacar!
Os soldados Barbman correram ao encontro dos Orcs, que por sua vez fizeram o mesmo. Em seguida os Cavaleiros saíram do castelo e adentraram o confronto.
A luta começou bem para eles. Os arqueiros por fim vieram até a entrada do castelo e ficaram atirando dali. Alguns até pegaram suas espadas e foram lutar corpo a corpo.
Não demorou muito até que nós terminássemos com eles. Meia-hora de confronto foi o suficiente para acabar com todos os soldados.
Como previsto, o líder Orc era ótimo guerreiro. No fim da batalha só ele sobrou e continuava mantando dos nossos. Fui até ele e o chamei. Ele me olhou e investiu contra mim. Fiquei defendendo seus golpes por um tempo. Só que ele ão sabia que eu tinha um plano.
Deixei-o me chutar e eu caí da barriga no chão. Olhei para trás e pisquei para uma arqueira Cavaleira. Ela entendeu. Levantei rapidamente e comecei a lutar. De repente ela gritou.
– Vai!
Ao escutar o sinal eu tirei um salto mortal de trás. Quando eu estava no ar vi a flecha passando por mim abaixo da minha cabeça. Ela atingiu o braço do Orc.
– Não me mate – pediu ele.
– E por que não mataria?
– Porque eu sei onde está seu amigo.
– Meu amigo? – perguntei. Me toquei que ele estava se referindo a Eric. – Me diga onde ele está.
– Sim, eu direi. Mas com uma condição. Me deixe partir com minha carruagem. E voltarei à Horde e não os perturbarei mais.
– Para mim está tudo bem.
E foi o que fizemos. Alimentamos seus cavalos e tratamos de suas feridas. Eram quase onze da noite quando tudo estava pronto para ele partir. Ele entrou na carrugem.
– Seu amigo está vivo. Bom, se os lobos não o tiverem matado, ele está dentro de uma caverna na floresta. É só seguir para o oeste.
– Vá embora – eu disse.
Foi o que ele fez. Fiquei olhando-o se afastar de nós.
Uma batalha vencida graças aos Cavaleiros. Nenhuma perda para nós, a não ser treze Barmen mortos e cinco feridos.


Última edição por Ghost em Sex Fev 25, 2011 11:24 am, editado 1 vez(es)
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Jan 28, 2011 11:53 pm

Vocês se despediram e voltaram para a concentração da seleção seguindo a oeste, mas ficaram procurando pela caverna até que acharam-na. La dentro estava Eric desmaiado e cheio de feridas. O melhor a fazer é leva-lo com vocês até a concentração da seleção para cuidar das feridas.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Fev 09, 2011 3:32 pm

Os Cavaleiros entraram em ação pela primeira vez e tiveram sucesso. Isso foi muito animador. Quase tão animador, que quase deixamos para lá o fato de Eric estar preso numa caverna.
Após nos reabilitarmos com um belo banquete para nós e para os mascotes, nos despedimos dos regentes do castelo e botamos o pé na estrada. Dessa vez seguimos pelo caminho que deveríamos ter pegado si os Orcs não nos tivessem atrapalhado.
Após andarmos por aproximadamente um quilômetro até chegarmos a um local com vestígios deles. Havia alguns restos de fogueiras e alguns lixos no chão. Paramos para analisar o local. O mais louco de toda a história é que eu fui eleito líder sem consentimento. Automaticamente os outros Cavaleiros começaram a me seguir e a me deixar na frente do grupo, para dar a direção. Todos esperavam que eu dissesse alguma coisa.
O que eu fiz? Fechei os olhos, usando minha capacidade especial, fiz as árvores retirarem os lixos com suas raízes e levá-lo para debaixo da terra. Em seguida olhei para os Cavaleiros, com um olhar liderante – já que tinha sido promovido por que não aproveitar? – e falei:
– Vamos dar uma vasculhada por aqui. O primeiro que achar a caverna manda um sinal.
Todos aquiesceram e se puseram em ação.
A grande verdade – modéstia à parte – é que eu podia, simplesmente, com a SyncroNature, encontrar a caverna. Mas com tantas façanhas realizadas naquele dia, eu não queria ser O Salvador do Eric. Eu preferi deixar que alguma outra pessoa tivesse a honra ser chamada assim.
Como previsto alguém achou a caverna. Meia-hora depois de termos começado a busca estávamos todos parados em frente a ela. Pegamos alguns pedaços de lenha que restaram das fogueiras e um Dourado ascendeu-as com magia. Em seguida adentramos a caverna.
Havia muitos morcegos e insetos, e estava escuro para caramba. Não fosse o fogo, nem os Gatunos ou Night Elfs poderiam enxergar, suponho. Após alguns minutos de caminhada encontramos Eric amarrado, deitado de lado no chão, de costas para nós.
– Eric? – chamei.
Ele se virou e se sentou mal-ajeitado. Por alguns efêmeros segundos seu olhar se iluminou, como se tivesse visto a luz após anos de tênebra ou como um mendigo que ganha na loteria. Mas toda essa felicidade lícita foi transformada em pânico. Sua expressão virou de terror.
– Eric – disse eu tentando tranquilizá-lo. – Viemos te tirar daqui.
Percebi que ele tentava abrir a boca para falar, mas suas forças pareciam estar mais do que esgotadas. Finalmente ele conseguiu silabar:
– Arma... dilha.
Ao pronunciar essas palavras – mal tivemos tempo de aderir ao nosso “disco rígido” a informação que veio do fundo da caverna uma imensa rajada de fogo, que passou a centímetros de Eric e provavelmente lhe queimou alguns cabelos.
Segundos depois, um dragão de uns cinco metros de comprimento e três metros de altura, estava na nossa frente nos encarando.
Começamos a recuar devagar e ele rugiu para nos advertir.
– Isaac, desamarre Eric enquanto nós distraímos a fera.
O dragão pareceu não gostar do adjetivo e avançou para nós.
– Dividam-se. Vamos atacar de todos os lados.
Imediatamente todos obedeceram e se espalharam. Me concentrei para usar minha capacidade especial para controlar a besta, mas eu não conseguia, como se uma barreira o estivesse protegendo.
Em seguida Isaac encostou Eric na parede da caverna e veio para perto de mim.
– Não adianta – falou ele. – Ele foi controlado por magia negra. Você não tem poder o suficiente para isso.
No instante seguinte a jovem bonita que vira no primeiro dia em que eu cheguei na seleção – aquela que vi nas fontes termais, tomando banho de biquíni, lembra? – veio ao meu lado.
– Vamos para trás dele – sugeriu ele me olhando.
Foi o que fizemos. Passamos pelo dragão, esquivando algumas cabeçadas e rabadas e ficamos atrás. Ele tinha um arco e começou a acertá-lo no rabo. Ele, por reflexo, a acertou com a cauda, jogando-a contra as pedras. Decidi então entrar em ação pulei no seu rabo e comecei a escalar. Ele começou a bater a cauda nas paredes e em um momento de distração pulei em suas costas. Novamente ele rugiu, o que me fez arrepiar. Continuei até chegar em seu pescoço. Essa parte foi a mas difícil. Ele começou a balançar a cabeça até que, num movimento para a frente, ele me jogou para o ar. Os poucos segundos em que estava no ar, indo ao encontro da parede, pude ver seu olhos nos meus. Foi então que, instintivamente, tirei minhas dagas das capas dorsais e as atirei nele, mirando seus olhos maléficos. E acertei em cheio!
O dragão rugiu e começou a se mexer para lá e para cá, desnorteado.
– Acertem-no na testa – gritei.
Foi então que a jovem garota, que eu pensava que estava nocauteada depois daquele golpe contra a parede, lhe lançou uma flecha que o acertou precisamente o meio entre os dois olhos. O dragão caiu, talvez não morto, mas rendido e disposto a se entregar.
Alguns Cavaleiros começaram a soltaram umas exclamações de alegria. A jovem sentou-se no chão, cansada. Fui até ela e lhe estendi a mãe. Ajudei-a a se levantar e pus seu braço envolta do meu pescoço, para lhe facilitar a caminhada. Isaac fez o mesmo com Eric.
Saímos da caverna e ela subiu em seu mascote, que era um tigre alado.
– Vamos – eu disse.
Todos nos pusemos a caminho do nosso castelo, ou melhor, do castelo dos Cavaleiros. Ao chegar Eric foi levado à enfermaria.
Zoey – a garota arqueira, cujo o nome eu apreendi na volta – preferiu ir para seu chalé.
Levei-a e a pus na cama. Depois fui até meu chalé, tomei um banho e desmaiei na cama.


Última edição por Ghost em Sex Fev 25, 2011 11:25 am, editado 1 vez(es)
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Fev 09, 2011 4:01 pm

A noite teve mais um sonho com seu pai:
- Steve, otimo trabalho, mas cuidado. Esse é só o começo das lutas que geraram a Guerra.
De repente ele desaparece, nem dando tempo de falar com ele
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Mar 04, 2011 3:58 am

No dia seguinte acordei extremamente bem – eu estava super motivado e feliz. Eram quase oito horas, o que significava que a aventura do dia anterior me deixara exausto. Acordei Isaac – como sempre e fui me preparar. Depois alimentei os mascotes e cheguei na sala a tempo de ver a garçonete servindo o café da manhã, enquanto Isaac – que mal lavara o rosto – estava bocejando e esquecera de paquerá-la, como fazia habitualmente.
Após tomarmos o café da manhã e eu dar alguns pontapés em Isaac para ele andar logo, fomos para o castelo. No caminho, encontrei Izzy, que morava a uns dez chalés do nosso.
– Como vai a cabeça? – perguntei.
– Já melhorou. Estou novinha em folha.
– Aliás, ontem eu ia te parabenizar pela mira, mas esqueci – falou Isaac. – Você acertou em cheio a testa daquele monstro.
– Obrigada – disse ela sorrindo.
Izzy era alta, magra, – um metro e setenta e cinco, acho –, de pele clara e tinha longos cabelos, que lhe batiam na cintura, pretos como a noite. Seus olhos eram azuis e eram sincronizados com todo o resto de seu rosto, perfeitamente belo. Seu corpo era a mesma coisa – nada a desdenhar. Enfim, ela era tipo... perfeita. Você me diria que não existe perfeição, só em Deus (se é que ele existe), mas eu francamente não via defeito superficial algum nela. Bom, só faltava conhecer melhor seu interior. Ei! Não é por que eu a estou descrevendo que isso quer dizer eu gostava dela. Tá bom, eu gostava, mas não do jeito que você imagina. Tá, sim, é do jeito que você imagina. Enfim... próximo parágrafo!
Depois de caminhar por um tempo chegamos ao castelo. Dessa vez o saguão estava repleto de cadeiras que faziam uma meia-lua justapostas seguindo o contorno das paredes. Os membros do CRC estavam sentados em suas poltronas no estrado – como sempre, tinha um vazia – e Darmouth estava em pé, logo abaixo. Todos estavam lá – Cavaleiros e substitutos. Como sempre, aguardávamos para saber qual seria a atividade do dia.
– Primeiramente – começou Darmouth – quero parabenizá-los por ontem. Eu sei que vocês lutaram corajosamente e derrotaram o inimigo de maneira grandiosa. Também sei que passaram por uma situação pavorosa numa luta contra um dragão para salvar um dos vossos, ou melhor, dos nossos – ele deu aquele seu sorriso acolhedor de sempre. Ninguém fez cara de surpresa quando ela falou do dragão. Provavelmente todo mundo já sabia da história. – Entrementes vocês guerreavam, não menos importantes, os substitutos bloqueavam a fronteira. Todos estão de parabéns. – Ele começou a bater palmas, seguido pelos membros do CRC e depois por nós. – Enfim, vamos ao que interessa. Hoje nós vamos ver suas competências em relação à magia.
Alguém levantou a mão e Darmouth lhe deu a palavra.
– Senhor, é verdade que há um guerreiro com mais poderes que outros? Enfim, nenhum novato como nós jamais conseguiu ter afinidade com os cinco elementos. Na verdade nem com quatro, por que quando você domina os quatro, você abre as portas para o quinto elemento – o espírito. Só depois de muito treino é que se consegue controlar a todos. Mas diz a profecia que um dentre o novos Cavaleiros terá essa capacidade sobrenatural, ou talvez divina.
Darmouth pareceu impressionado com a pergunta do garoto. Ele ergueu as sobrancelhas e falou:
– Bom, eu não sou o dono da verdade, mas sim. De acordo com a profecia, deve haver um dentre vocês que terá esse poder. Vamos começar pelos Cavaleiros de Ouro. Mostrem o que sabem.
Os “dourados” se levantaram e ficaram em fila lateral em frente a Darmouth.
O primeiro foi Eric. Ele deu três passos a frente. Ele fechou os olhos e respirou fundo. De repente ele abriu os olhos e esticou o braço, fazendo com a mão como se estivesse dizendo “pare!”. Foi tão súbito que nos assustou quando saiu de sua mão um rajada de fogo. Em seguida ele virou noventa graus para o lado e, com o mesmo movimento, soltou um rajada de água. Ele repetiu a virada novamente, mas dessa vez soltou terra (coitadas das faxineiras que teriam que limpar isso. Ah!, talvez Darmouth fizesse isso desaparecer num piscar de olhos). Ele se virou novamente. Todos esperávamos uma rajada que nos bagunçasse o cabelo, mas nada veio. Eric pareceu apertar os olhos se esforçando, mas ficou claro que ele não dominava o ar.
Todos fizerem a mesma coisa que Eric, porém a maioria só conseguiu invocar dois um elemento. Alguns conseguiram dois – esses alguns são uns dois caras, só. Isaac, como eu já comprovara ser performante em magia, conseguiu três, como Eric. Ele só não conseguiu a terra.
Quando chegou a minha vez eu tentei me concentrar. Não fazia a mínima do ideia do que devia fazer e não sabia nada sobre ritos ou invocações, então tentei imitar os demais. Fechei os olhos e me concentrei. Desde meus onze anos eu consigo invocar a terra, talvez por conta da minha capacidade especial, então esse foi o primeiro elemento a ser invocado. Tive a sensação de estar num turbilhão de areia e abri os olhos. Eu estava lá, parado, e todos me observavam. Nada de turbilhão. Me concentrei então no fogo, já que eu conseguira soltá-lo no meu treino virtual na sala do ilusionismo real. Ao invocá-lo, senti-me dentro de um sol. Estava muito quente, quente como nunca sentira antes, mas não me incomodava. Não pude deixar de abri os olhos novamente, mas tudo estava normal. Me concentrei então na água. Invoquei-a sabendo que teria outra sensação maluca. Subitamente fui atirado num oceano mas não me incomodei em respirar. Estava tão bom que não quis abrir os olhos. De repente me lembrei do todos me observando no castelo e abri. Foi então a vez do último elemento – o ar. Me concentrei, esperando falhar como Eric, mas fui invadido por uma sensação estranha, como se um vendaval soprasse em meus cabelos. Abri os olhos. Agora eles não estavam mais me olhando como antes. Eles estavam estupefatos. Até Darmouth, mas ele sorria, como sempre. Foi então que, sem comando algum, meus olhos se fecharam e senti meu espírito flutuar. Pude ouvir os pensamentos de todos. Era uma “salada” de Que incrível! Ele é o Escolhido! ou algo do tipo. Ouvi Darmouth pensando Como eu pensei! e meu espírito foi sugado por meu corpo na mesma velocidade com a qual eu terminaria um milk shake. Abri meus olhos quando me senti completo – corpo e espírito – novamente e todos me olhavam.
Começaram a surgir murmúrios de todos os lados. Voltei ao meu lugar do lado de e de Izzy, e como se não bastasse todos na sala estarem me olhando e falando de mim, Isaac comentou:
– Cara, isso foi demais.
– Dá pra ver na caras deles – respondi aborrecido.
– Não, você não tá entendendo. Foi surreal. Quando você invocou a terra seus olhos ficaram marrons como ela, e todos nos sentimos num turbilhão de areia. E foi a mesma coisa com os outros elementos, só que nos sentimos derretendo de tão quentes, depois debaixo d'água e por fim presenciando um vendaval.
– E quando você invocou o espírito – interrompeu Izzy – nós pudemos flutuar do nossos corpos. Que incrível! Você é o Escolhido! – Ele me abraçou.
Por que será que todo mundo estava achando legal essa história de escolhido menos eu? Para que eu ia querer ficar mais destacado? Não bastava eu ter liderado a missão no dia anterior e ter sido considerado um herói, e ainda receber aulas particulares de Darmouth – o que muitos já suspeitavam? E a morte do Escolhido, como dizia na profecia?
O teste teve de continuar pois os substitutos ainda não o tinham feito. Eles deviam estar me odiando porque ninguém prestava atenção neles, só em mim. Entendeu agora por que ficou bolado com essa história de Escolhido? Tá bom que a maioria das pessoas gostaria de ser um herói, mas eu só queria ajudar aos outros com meus epítetos, e não ser o bambambã da história. Fazer o que, né?
Depois do teste, que demorou para caramba, voltamos para o chalé para almoçar, junto com Izzy, que Isaac convidou já que eu estava muito ocupado para me lembrar de fazê-lo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Mar 04, 2011 1:41 pm

Izzy foi ao seu chalé e Isaac a recebeu.
Enquanto vocês jantam, acontece uma explosão.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Mar 05, 2011 9:19 am

Isaac e eu voltamos ao chalé e improvisamos um rango, enquanto Izzy tomava seu banho, em seu chalé, para comparecer cheirosa ao almoço. Meia-hora depois estávamos os três sentados à mesa da sala de estar, comendo raviólis que deviam estar como os da mãe de Isaac, e provavelmente não chegavam nem aos pés.
– Espero que goste – falei para Izzy. – Foi Isaac que fez.
– O que você quer dizer com isso? – perguntou ele me dando um murro no ombro.
– Está ótimo. Maravilhoso – disse ela.
– Obrigado.
– Achei que você tava falando de mim – brinquei.
E assim a conversa continuou. Estávamos os três rindo e jogando saliva fora.
“Caboum!”
Um barulho ensurdecedor soou e fez tremer o chalé. Depois de ter acabado todo o caos me levantei e fui ver nossos mascotes.
Dark, você está bem?, perguntei.
Estou. Isso foi muito estranho.
Você viu de onde veio a explosão?
Vi. De lá, disse ele olhando para a floresta densa atrás de nós.
Olhei aos arredores. Nenhum chalé tinha sido danificado mas a bomba destruíra o quintal de cinco ou seis, junto com as fontes termais. Estava claro que este maluco que nos atacou não quis machucar ninguém, só assustar. Era tipo um... aviso. Aviso? Lembrei-me do que dizia na mensagem que me deixara o psicopata causador do acidente no torneio do qual participamos. “Isso é um aviso!”. Essas foram suas palavras. E se esse maluco quisesse me assustar. Uma coisa era certa – eu não podia deixá-lo ferir ninguém.
Vamos atrás dele, falei – ou pensei – para Dark, doando determinado.
Ele bufou. Subi em suas costas – sem armadura ou sequer sela – e ele empinou e relinchou ao mesmo tempo – como naqueles velhos filmes de ação – antes de levantar voo. Tentei enxergar de cima, olhando por entre as árvores.
Sentiu alguma coisa, Dark?, perguntei.
Ainda não, mas ele deve estar por aqui.
Continuamos voando, dando voltas, à procura do perseguidor. De repente Dark pareceu in­quieto.
O que foi, Dark?
Tem algo por ali.
Ele mergulhou no ar em direção as árvores. Ao pousarmos, vi um pé de alguém que se es­condia atrás de uma árvore. Corremos até lá, mas não havia ninguém. De repente, ouvi o som de corvos e bater de asas.
Esse cara é bom, afirmei.
Bom até de mais, concordou Dark.
Viramo-nos para voltar ao chalé e demos de cara com Izzy. Ela estava parada, de pé, me olhando aflita.
– O que você tá fazendo aqui? – perguntei.
Ela parecia com medo.
– Steve, vem aqui.
Ela estendeu a mão me chamando. Saí de cima de Dark e fui avançando até ela. De repente, quando estávamos bem próximos, uma flecha atravessou sua cabeça. Ela caiu no chão, sangrando. Ela estava morta.
–Izzy! – me aguachei desesperada. Fechei os olhos para não chorar. Subitamente ouvi sua voz me chamando, mas não era daquele defunto. Olhei para frente e a vi com o arco na mão e Isaac logo atrás, me olhando.
– Izzy? Mas você...
– Calma, Steve – interrompeu Isaac. A Izzy falsa morreu e a verdadeira está aqui. Era só um encantamento.
Olhei para baixo e a Izzy morta se desfez em poeira. Izzy veio até mim e a abracei.
– Achei que o pior tivesse acontecido – sussurrei. Desfiz o abraço e falei: – Esse cara está passando dos limites. Temos que dar um fim nele.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Mar 05, 2011 11:25 am

De repente, houve outra explosão, mas dessa vez foi mais longe, mais adentro da floresta. Logo, foram ver o que havia acontecido
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Mar 06, 2011 4:05 pm

Um segundo depois de eu falar aquele momento foi interrompido por outra explosão, que surpreendeu a todos.
– De novo – falou Isaac vindo até Izzy e eu.
– Vamos lá – disse ela. Concordei. – Vá na frente com Dark que vamos chamar nossos mas­cotes – disse ela enquanto fechava os olhos, junto com Isaac.
– O.k.
Vamos pegar esse canalha, disse olhando para Dark, que vinha até ficando de lado para eu montá-lo.
Adentramos mais fundo na floresta a galope, até chegar a uma área na onde as árvores pega­vam fogo. Olhei ao redor mas não vi ninguém. Saí de cima de Dark e me concentrei na água, invo­cando-a, até que correntes aquáticas começaram a me rodear. Que incrível!, não pude deixar de co­mentar mentalmente. Eu me sentia poderoso como nunca. Ordenei às correntes que apagassem o fogo e elas obedeceram e se juntaram ao fogo, transformando-se em fumaça. Por sorte elas não fo­ram muito danificadas.
Subitamente senti uma corrente de vento passar por mim. Como se tivesse acontecido em milésimos de segundos, um ser se materializou na minha frente, a uns três metros. Tinha estrutura humana mas podia ser de qualquer raça. Eu não podia saber pois ele estava totalmente coberto por uma longa capa preta, que não deixava à mostra nem as mãos, sequer. Mais o mais intrigante é que ele flutuavam. Sim, literalmente. Ele estava a mais ou menos um metro e meio do chão, de braços estendidos e de frente para mim, mesmo que não podia me ver – eu acho – pois a capa lhe cobria os olhos. Havia correntes de ar visíveis que o rodeavam, assim como eu com o ar efêmeros segundos atrás. Ele emanava um poder enorme, mas não me assustava agora que eu sabia que era o Escolhido – mesmo que não gostasse disso. De repente o ser levantou a cabeça, deixando à mostra dois olhos vermelhos que me fitavam malignamente. Sua levitação durou alguns segundos até que ele desceu e pôs os pés no chão. O ar desaparecera – enfim, você entendeu que eu quis dizer que não estava mais ao seu redor. Ele me olhou novamente mas seus olhos não brilhavam mais, então não dava para vê-los.
– O que faz aqui?
– Eu vim te dar uma mensagem – disse ele.
– Que mensagem? – perguntei com arrogância para demonstrar coragem.
– Você sabe o que acontecerá no futuro. Sabe qual é seu destino. Mas você pode mudar isso. Não tem que ser assim. Se você deixar a Seleção será melhor para você e para todos. Além disso, seus amigos não morrerão.
– Por que você me daria um conselho?
– Por que eu quero o fim dos Cavaleiros, e será melhor para mim e para você.
– O que você tem contra nós? Qual é seu problema?
– Você não pode entender. Os antigos Cavaleiros destruíram minha vida, no passado. Não pense que eu não tenho coração. Eu não posso deixar que vocês destruam a vida de outras pessoas. É uma causa totalmente humanista.
– Eu chamaria isso de vingança.
– Mas não é. Eu só não posso permitir que façam com os outros o que fizeram comigo.
– Seja o que for, te dou minha palavra de que os novos Cavaleiros não causarão mal a nin­guém.
– Você não pode evitar. Ninguém pode evitar.
– O que aconteceu de tão terrível?
– Não posso falar. Só vai piorar as coisas. Steve, você não vai se lembrar de nada que acon­teceu entre nós dois nem da conversa. Só vai se lembrar da proposta de acabar com a Seleção.
– Como assim – perguntei sem entender.
Ele não respondeu, só levantou as mãos e eu caí no chão.

Acordei. Estava no chalé. Olhei para o relógio e eram sete da noite. Izzy estava sentada e ao me ver mexer veio correndo até mim.
– Tudo bem? – perguntou ela.
– Melhor agora que você chegou.
Ele sorriu e me abraçou. Estranho. Eu não me lembrava de mais nada. O que havia aconteci­do?
– Nós te encontramos caído no chão – disse ela como se tivesse lido meus pensamentos.
Me sentei na cama, encostado na parede. Peguei-a pela mão e a puxei para o meu lado, na cama.
– Obrigado por me salvar. Duas vezes.
Me inclinei para beijá-la e ela também. Nossos lábios mal se tocaram que Isaac adentro o cômodo. Nos afastamos de súbito.
– É... – gaguejou ele percebendo que atrapalhara um momento especial. Que estraga praze­res. – Eu trouxe os ingredientes. Vou na cozinha preparar o rango, podem ficar a sós.
– Não, eu vou te ajudar – disse ela.
Eles desceram e eu me deitei novamente. Não demorou para eu adormecer.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Mar 06, 2011 6:59 pm

No dia seguinte, você foi para o escritorio de Daramouth paraa perguntar sobre o que havia acontecido naquela noite e falar sobre a proposta que seria a unica coisa que lembrastes daquela noite
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Mar 07, 2011 6:15 pm

No dia seguinte acordei extremamente cedo. Eram seis horas e o treino só começava às nove.
Será que Darmouth está acordado?, me perguntei. Eu não me lembrava da conversa de on­tem com o maluco, mas me lembrava das explosões e de uma tal proposta que aparecera na minha mente e me parecia justa. Me levantei e fui ao castelo andando. Como sempre a porta do saguão es­tava aberta – com um tão bom mago quanto Darmouth ninguém se preocupava tanto com intrusões. Não havia ninguém lá. Fui até as escadas e subi até a última porta. Bati. Darmouth abriu com um sorriso no rosto.
– Imaginei que fosse você – disse ele fazendo gesto para que entrasse. Ele se sentou em sua cadeira e eu em sua frente. – Diga, Steve.
– Darmouth, com certeza você ouviu a explosão que aconteceu depois do teste de magia – eu disse me lembrando do episódio do dia anterior, no qual o Escolhido foi revelado – eu.
– Sim, eu ouvi e fui verificar o que havia acontecido mas me disseram que você e seus ami­gos já tinha ido cuidar disso.
– Nós fomos, mas não encontramos ninguém. Só que aconteceu outra explosão.
– Eu acredito que não ouvi essa.
– Fui atrás do maluco com Dark enquanto Isaac e Izzy chamavam seus mascotes.
– E você o encontrou?
– Não sei. Não consigo me lembrar.
– Como assim? Você bateu a cabeça? – ele não estava brincando com a questão de eu ter ba­tido a pergunta.
– Não. Bom, não sei. Eu me lembro que invoquei a água e apaguei o fogo mas não me lemb­ro de mais nada, só que acordei de noite na cama do meu chalé.
– Isso é muito estranho – concluiu ele.
– Concordo. Eu sei que aconteceu algo mais, mas... é como se minha memória tivesse sido apagada. – Ele parou para me olhar, como se tivesse se lembrado de alguma coisa. – Ah! Darmouth, nós temos que acabar com a Seleção.
– Por quê? – respondeu ele surpreso.
– É a única forma de salvarmos pessoas inocentes que sofrerão com nossas ações.
– De onde você tirou isso, Steve?
– Não sei. Só sei que estou cem por cento certo de que temos que acabar com a Seleção.
– Isso é mesmo muito estranho – disse ele destacando o “mesmo”. – Espere aqui um minuto que vou pegar uma coisa. Enquanto isso, tente se lembrar de algo.
Ele saiu da sala e me deixou só. Tentei me lembrar. Eu conseguia até uma parte mas quando chegava no momento em que apaguei o fogo, uma névoa me impedia de seguir adentro na lembran­ça. De repente escutei o estalar de folhas batendo na janela do cômodo. O que tem demais em folhas batendo na janela? Nada. Mas elas bateram novamente e mais forte e eu não me lembrava de senti­do um vento forte ao sair do chalé. Fui até a janela e olhei para baixo. Darmouth estava lá com Dark. Ele me chamou com um sinal com a mão. Dark voou até a janela e Eu a abri e pulei em suas costas. Fomos até Darmouth. Quando pousamos ele acariciou a crina de Dark e eu desci de cima dele.
– Steve, eu tenho uma ideia. Eu acho que sua mente foi apagada mas não a de Dark, e como você me disse, ele estava com você.
– Mas sua mente não devia estar interligada à minha?
– Na verdade ele está mais ligado a você do que você a ele. Vocês conseguem se comunicar por pensamento mas ele pode saber de tudo que se passa aí dentro – disse ele apontando para mim. – mas você não pode infiltrar todos os recantos de sua mente.
– Mas por quê?
– Porque os seres que se dizem racionais se afastaram da natureza, como eu já disse na aula de controle da sua capacidade especial. Seus instintos são menos aguçados que os de Dark, e essa comunicação é instintiva.
– Faz sentido. Talvez ele se lembre.
Eu me lembro sim, falou Dark antes que eu pudesse perguntar.
– Dark, fale para ele o que você se lembra calma e cronologicamente, para que sua memória seja restaurada aos poucos.
Após apagar o fogo com a água, apareceu o sujeito que tentou matar Jake no torneio. Ele esperou para ver se eu dizia alguma coisa, mas eu não me lembrava. Ele flutuava. Tinha invocado o elemento ar e ele o rodeava. Ele pausou novamente. Começou a surgir um pequeno raio de sol no meio da névoa. Eu estava começando a me lembrar. Ele começou a falar com você. Ele disse que ti­nha vindo te dar um conselho – acabar com a Seleção. Ele disse que os Cavaleiros destruíram sua vida e que não podia permitir que nós causássemos mal a outras pessoas. Ele até disse que sua causa era humanista. Comecei a me lembrar do momento. Mas eu sabia que faltava uma coisa. Você tentou convencê-lo de que evitaria causar o mesmo erro que o fizera sofrer antes, mas ele apenas te disse que você não se lembraria de nada de sua conversa. Ele terminou com essas pala­vras: Só vai se lembrar...
– ...da proposta de acabar com a Seleção – interrompi. – Agora me lembro de tudo. Ele apa­gou minha memória mas esqueceu de Dark.
– Isso é um erro besta, mas não posso dizer que esse cara é um principiante pois nem todo mundo sabe apagar lembranças. Steve, agora quero que vá tomar café da manhã enquanto vou ten­tar me lembrar de alguém que os Cavaleiros fizeram mal. Te espero para o treino – despediu-se ele sorrindo e indo em direção ao castelo.
Subi nas costas de Dark e encontrei Isaac sentado na mesa enquanto a garçonete servia o café. Flagrei-o convidando-a para sair mas fingi não ter visto e fui comer.


Última edição por Ghost em Ter Mar 08, 2011 3:34 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Mar 08, 2011 11:09 am

Você foi tomar café da manha. Issac foi falar com você.
- Steve, você se lembrou do que aconteceu ontem a noite.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Mar 08, 2011 3:35 pm

A garçonete saiu e Isaac se juntou a mim. Eu pegou um pão e enquanto cortava perguntou:
– O que aconteceu ontem, Steve?
– Lá na floresta?
– Onde mais poderia ser? – perguntou ele sarcástico.
Contei-lhe o episódio e ele até parou de comer para ouvir, de tão interessado. Após terminar ele atacou uma tigela de cereal.
– Caraca. Eu devia ter ido com você.
– Talvez. Eu acho que você deve é comer pois falta só alguns minutos para o treino.
Ele concordou, olhando para o relógio. Quando terminou foi se vestir e fomos ao castelo. No caminho, Izzy nos esperava.
– Oi, garotos – disse ela se juntando a nós.
– Oi – respondemos.
– Tudo bem, Steve?
– Tudo ótimo.
– Que bom. Mas o que aconteceu ontem?
Fiz um sinal de cabeça para Isaac para que ele lhe contasse porque eu já estava ficando cansado de ter que ficar repetindo.
Minutos depois chegamos no castelo. Isaac correu para cumprimentar os Cavaleiros de Bronze e Izzy os de Ouro – não antes de me puxar pela camisa e me beijar suavemente. Franzi o cenho surpreso e fui até meus parceiros “bronzeados”. Darmouth chegou pelo mesmo lugar de sempre e pigarreou, chamando a atenção de todos. Em silêncio, os me.bros do CRC entraram e se sentaram em suas poltronas;
– Cavaleiros e Cavaleiras, eu suponho que todos saibam do problema de ontem. Houve duas explosões – uma perto dos chalé e outra floresta adentro. O causador não foi pego mas garantimos que não voltará a acontecer – disse ele piscando para mim discretamente. – Antes de começarmos os treinos temos que anunciar uma mudança nos grupos. Por consequência de uma reunião do CRC, Steve foi nomeado líder e Cavaleiro de Ouro. – A sala se encheu de murmúrios e de olhares me fitando pelas costas. – Como sabem, ele é o Escolhido e tem total direito de assumir o lugar no mais alto patamar – ele sorriu para mim e eu me esforcei a retribuir pois novamente estava sendo destacado dos demais. Queria que todos já tivessem se esquecido, mas obviamente alguém tinha que relembrar. Eric irá para os Cavaleiros de Prata, assumindo lugar de líder e Marcus irá para os Cavaleiros de Bronze. – Darmouth me olhou e fez sinal para que eu subisse no estrado, o que me deu uma ideia.
Fui até lá e olhei para as caras curiosas que esperavam que eu falasse algo. Darmouth me encorajou. O.k. Vou falar o que penso.
– Obrigado a todos os membros do CRC por serem tão generosos comigo, mas eu quero impôr algumas condições. – Todas começaram a falar surpresos. Darmouth me olhou sem entender. – Só serei um Cavaleiro de Ouro se Isaac puder vir também. Tenho certeza de que ele é um ótimo espadachim e muito capaz. Caso contrário, fico com os de Bronze.
Alguns membros do CRC me olharam surpresos e outras com raiva, mas eu os ignorei. Darmouth se virou, dando-nos as costas para olhar para os antigos Cavaleiros, e sem eu ter ouvido nada, ele concordaram.
– Sua proposição será aceita.
Todos começaram a bater palmas. Agradeci em silêncio a Darmouth e desci, me juntando aos outros.
– Valeu, Steve.
– Eu não ia te deixar na mão. Quem é você sem mim? – brinquei.
– Pode crer. Valeu mesmo.
Izzy veio até nós e me beijou.
– Que bom que agora você é um dos nossos – disse ela.
– Faremos um belo trio – completou Isaac.
– Um trio, não – eu disse olhando para os Cavaleiros de Ouro. – Uma bela equipe.
– Esperamos vocês no gramado – disse Darmouth a todos.
Todos começaram a sair. Agora as pessoas me cumprimentavam com a cabeça ao passar do meu lado. Alguns Cavaleiros de Ouro vieram até nós para apertar nossas mãos. Vi Eric saindo com a instrutora que vi no dia em que fizemos os testes para nos qualificarmos. Ele parecia consolá-lo. Corri até eles.
– Preciso falar com você Eric – eu ofegando.
A instrutora me olhou de cara feia e depois se afastou.
– Fala – disse ele parecendo derrotado, morto de cansaço.
– Eu nunca tive a intenção de te derrubar e assumir seu lugar.
– Eu sei disso. Mas é que eu lutei tanto para chegar até lá. Eu sempre soube que você é melhor lutador que eu e que você devia estar com os Cavaleiros de Ouro, e não eu. Mas eu tive sorte e pensei que duraria para sempre. Mas não dava. Você, além de ser mais talentoso que eu, foi abençoado com uma magia incomparável. Fazer o que, né?
– Desculpe. Eu te juro, de todo coração, que não queria que isso tivesse acontecido comigo.
Ele pareceu me estranhar.
– Você tá maluco, Steve. É o sonho de todo guerreiro ser o Escolhido. Você é muito sortudo.
Concordei mas por dentro eu sabia que ele não diria o mesmo se soubesse que o Escolhido teria que morrer no final. Deixei-o partir e fui até meus amigos, que já me esperavam no gramado.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Mar 09, 2011 10:59 pm

Eric e Marcos não haviam gostado muito, ja que eles foram rebaixados, mas logo entenderam.
Chegando no gramado, era hora de mais um treino, um treino de combate.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Mar 11, 2011 5:38 pm

Isaac estava muito feliz. Izzy também. Eu, nem tanto.
Darmouth chegou, seguido pelo membros do CRC.
– Hoje vocês irão treinar pesado. Vocês terão de lutar contra os antigos Cavaleiros e contra mim. – Muitos vozes se ouviram, impressionadas. – Mas vocês lutarão juntos. Todos os espadachins, por exemplo, lutarão com Lewis – disse ele apontando para um dos membros de CRC que segurava duas espadas. – Até os substitutos. Separem-se em doze grupos correspondentes às suas classes – falou ele elevando a voz autoritariamente. Nos dividimos. Cinco membros compunham cada grupo – os Cavaleiros e dois substitutos, o que dá sessenta no total. Cada membro do CRC ficou em frente a um grupo. Como sempre, Darmouth ficava com os boxings, já que meu pai não fazia mais parte dos Cavaleiros. Provavelmente Darmouth era o melhor lutador, mesmo com sua aparência idosa e sua longa barba branca. Ele, que estava em nossa frente, falou: – Eu quero que me desarmem. Não usarei nada senão duas dagas. – Todos aquiesceram. – Estão esperando o quê?
Tá, ele podia ser velho para caramba mas nesse caso não era uma desvantagem – só queria dizer mais de um século de experiência a mais do que a gente. Quem seria o primeiro a atacá-lo? Bom, eu não queria ser nocauteado de primeira.
– Façam alguma coisa – disse ele indignado. – Cerquem-me.
Obedecemos. Fizemos um círculo ao seu redor, mas ainda assim ninguém queria dar início a luta, porque todos sabíamos que ela não duraria nem dez segundos. Darmouth revirou os olhos.
– Se não me atacam vou ter que atacá-los.
Ele levantou as dagas e girou-as entre os dedos. Rapidamente investiu para cima de um dos substitutos que, num movimento inesperadamente rápido, perdeu uma de suas dagas. Eric me olhou, levantou os ombros e o atacou. Logo caiu de costas no chão. Todos começaram a atacar então me juntei a eles. Ele era imprevisível e nós previsíveis a seus olhos. Como derrotá-lo então? Não dava para vencê-lo na velocidade nem na força, e muito menos na experiência.
Logo aquele substituto que perdera a primeira daga foi completamente desarmado. Pronto. Como se já não bastasse suas habilidades mais avançadas, ainda estávamos com um a menos. Decidi perder para ele sem tentar ganhar – o que era utopicamente impossível –, mas para honrar meu ego de bom boxing, quis ser o último a ser desarmado. O segundo substituto foi desarmado e logo em seguida Marcus – o Cavaleiro de Bronze.
– Vamos atacá-lo simultaneamente – eu disse a Eric.
Ele concordou e tentamos atacar o mais rápido que pudemos, mas ele não tinha falha na defesa – e como se não bastasse – seu ataque nos ocupava. Num movimento rápido que poderia ter sido usado contra mim, Eric foi desarmado. Lógico que ele queria que eu ficasse por último. O Escolhido contra o que escolheu. Bom, eu ia dar o meu máximo. E foi o que fiz.
Comecei a atacá-lo rapidamente. Às vezes ele tentava me desarmar com algum truque, mas eu já conhecia a maioria deles e sabia me evitá-los. Um momento usei um truque de desarmamento tradicional mas ele esquivou, e eu aproveitei para lhe dar uma chave de braço. E sabe o que ele fez? Me derrubou no chão. Oi tão inesperado que eu não pude reagir. Nunca tinham escapado da minha chave, mas Darmouth conseguiu aproveitá-la para me derrubar e me desarmar.
A essa altura todos os treinandos haviam sido derrotados. Ninguém teve sucesso. Ainda não era o momento do aprendiz derrotar o mestre. Após as lutas tivemos que escutar um sermão com nossas falhas e nossos defeitos de luta. Cada um foi detalhado. Quando finalmente terminou eles nos dispensaram.
– À tarde tem mais. Estejam aqui à uma.
Antes de partirmos Darmouth veio até mim.
– Às sete teremos mais uma seção de treinamento particular.
Concordei. Fomos andando – Isaac, ao nosso lado, e Izzy e eu abraçados – até o chalé. Dessa vez íamos almoçar com ela e com sua companheira de quarto cuja personalidade parecia interessante – de acordo com ela – mas ainda não tínhamos tido o prazer de conhecê-la.
O chalé era muito limpo e arrumado, mas tinha muitos pôsteres e outras coisas cor-de-rosa, o que era estranho num chalé rústico.
– São da Melissa – disse Izzy, ao me ver erguer as sobrancelhas ao ver os ornamentos rosas.
– E onde está ela? – perguntei.
– No quarto. Ela deve estar se maquiando – respondeu ela revirando os olhos.
– Ela sabe que estamos aqui?
– Não. Ela só é viciada em maquiagem e esses negócios todos. Sentem-se, vou chamá-la.
Concordamos. Ela bateu na porta do quarto e gritou:
– Temos visita.
– Já vou, prima – veio a voz de dentro. – Só falta o passar o lápis.
Izzy revirou os olhos novamente e falou, apontando para a cozinha.
– Vou pôr o peru no forno – disse enquanto ia para a cozinha.
– Eu não sabia que ela é sua prima – disse.
Ela parou. Virou a cabeça lentamente, e falou, com cara de quem pede desculpas:
– Eu não queria dizer que tenho uma prima patricinha. Sei lá, ela não tem nada a ver comigo então eu prefiro que as pessoas pensem que somos só parceiras de quarto.
– Entendo.
Ela foi para a cozinha. Ficamos olhando para a porta do quarto quando de repente a maçaneta se mexeu. Sua prima saiu. Ela era lindamente linda. Juro, era exatamente como Izzy. Pareciam gêmeas a não ser pelo cabelo loiro, que provavelmente era pintado, e por sua maquiagem.
– Oi – disse ela sorrindo.
– Oi – respondemos.
Ele veio até nós, sacudiu os cabelos, e falou:
– Eu sou a prima da Izzy, a Melissa. – Cumprimentamos do jeito tradicional. Aqui nós damos dois beijos na bochecha – um em cada – e um efêmero beijo de esquimó. Pode parecer estranho mas aqui é super normal. – Você deve ser o namorado da Izzy – falou ela comigo. Fiquei impressionado por ela usar esse termo. – Você é bonitinho mesmo. – Ela olhou para Isaac, e franziu o cenho, como quem tenta se lembrar de algo. – E deve ser... Isaac, certo? – Isaac concordou. – Mas bonito do que eu pensava.
Vi-o corar.
A tal Melissa não era tímida. Ela se sentou entre nós dois e começou a falar sobre ela. Dava para ver que era uma patricinha, mas não de te dar vontade de espancar. Dava para aturar. Minutos depois Izzy chegou com o frango – usando luvas de cozinhas – e o pôs na mesa.
– Pode pegar o pratos, Mel? – perguntou Izzy.
– Hoje é sua vez – respondeu a loira. – Brincadeira.
Ela se levantou e foi pegar os pratos e talheres. Em seguida comemos e conversamos. Na verdade eu já a tinha visto antes. Ela era a xamã dos Cavaleiros de Ouro. Quando terminamos fomos ao castelo.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Mar 12, 2011 9:23 pm

No castelo, Darmouth recebeu vocês e foram para outro treinamento. Dessa vez, era a hora de treinar sus habilidades e aprimora-las.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Mar 21, 2011 6:48 pm

Ao chegarmos todos estavam lá. Nosso grupinho, que aumentara recentemente de dois para três membros, agora tinha quatro, com Mel (esse é o apelido carinhoso de Melissa). Estávamos esperando Darmouth. Como sempre ele chegou nem um minuto mais cedo nem mais tarde – na hora “h”. Dessa vez os membros do CRC não estavam com ele. (Eles eram muito estranhos. Ninguém quase nunca os via. Eles não interagiam com ninguém e pareciam todos trancafiados em seus mundos interiores, desprovidos de qualquer sentimento. Chegava a ser assustador. Fala sério, né? Se ele não gostavam da gente por que ficavam na Seleção? Enfim, ninguém pode entender...)
– Alguém aqui se considera hábil? – perguntou Darmouth. Ninguém se atreveu a responder. – Alguém pode me dizer uma habilidade?
Uma garota de cabelos curtos e ruivos, dos Cavaleiros de Bronze, levantou a mão.
– Velocidade.
– Sim, essa é uma delas. As habilidades são velocidade, força, precisão, resistência e a mais importante – a lógica. Se vocês querem se tornar bons guerreiros, vocês devem dominar todos esses pontos. É impossível ser o melhor em todos, mas o ideal seria poder dominá-los bem. Hoje nós iremos treinar suas habilidades. Vamos começar com a lógica. Separem-se em grupos de cinco. – Nós já éramos quatro mas precisávamos de mais um. Vimos um garoto com óculos, meio nerd, que tinha uma maleta de druida. Pareceu-nos uma ótima opção para o teste de lógica. Quando o chamamos seus olhos se iluminaram. Provavelmente ele era daqueles caras que sobrava e fazia grupo com os piores que ninguém queria. Ele veio até a gente, sorridente, enquanto os outros grupos se formavam.
– Oi. Eu sou Broke. – Ele estava com os olhos arregalados de alegria e sorria mostrando seus dentes e seu aparelho – uma das coisas que eu nunca usaria na vida. É sério. Fica ridículo.
– Eu sou..
– Steve – terminou ele por mim, me interrompendo. – O Escolhido. – Revirei os olhos. – E essas são Izzy, a arqueira Dourada e Melissa, a xamã Dourada – concluiu ele, se auto apresentando. Ele parecia orgulhoso por nos conhecer. Por fim, olhou para Isaac. – Desculpe, mas quem é você? Seu nome não está na minha lista de celebridades dos Cavaleiros.
Isaac cerrou os punhos, provavelmente se perguntando quem era aquele nerd para falar dele, naquele tom. Enfim, pelo menos Isaac não era rejeitado pelos outros. Antes que ele pudesse entortar mais os dentes em reparo do tal de Broke e o segurei e falei, sorrindo, para abafar a situação:
– Estamos felizes em tê-lo no grupo, Broken.
– Seu amigo parece um pouco estranho – disse ele olhando para Isaac. Dessa vez tive que fazer força para segurá-lo.
– Ele só está um pouco irritado por conta de alguns assuntos pessoais. Nada de mais – eu disse.
Broken fez um “deixa pra lá' com a mão e começou a falar com as garotas.
– Calminha. É só por hoje – eu murmurei a Isaac.
Por fim pude soltá-lo sem que ele quisesse voar no pescoço do nerd. A essa altura todos os grupos estavam formados.
– Ao todo são doze grupo em competição. Vocês terão de achar o tesouro. A cada passo que derem em direção a ele, vocês encontrarão uma pista dilemática e bastante complicada. O primeiro grupo que achar pode ficar com ele. Outra coisa: ele está protegido por magia, assim ninguém poderá usar sua capacidade especial para achá-lo – disse ele olhando para mim. – Vocês tem até as seis. Agora são quase uma e meia, então vão logo.
– Dá uma dica aí, Darmouth – falou algum garoto de um grupo composto por cinco Bronzeados.
– Já ia esquecendo – falou Darmouth. Sua voz era mais alta e grave que todas as outras, o que as cavala. Ele não gritavam, mas sua voz parecia oprimir as outras. – Um membro de cada grupo tem uma pista para começar a busca. Procurem em seus bolsos. – A nossa estava no bolso traseiro da jeans de Mel. – Querem outra dica? – Todos aquiesceram. – Está na Alliance. – Foi só essa a dica. Muito útil, não? Que boa ideia. É só procurar na Alliance.
Nossa primeira pista dizia o seguinte:
Aquilo que procuras está solo;
Lá do alto cai mas não o afeta;
Luta para roer e acharás a próxima dica.

Por que as pistas tinham que estar numa linguagem antiga. Que chato esse negócio de “acharás” ou sei lá o quê. Por que não deixar tudo mais simples e escrever como todos?!
Broke, o nerd, estava com a pista em mãos, lendo e se concentrando ao máximo.
– Cai do alto – pensou alto ele.
– Não creio que algo vá cair do castelo – disse Mel.
– Eu também não – concordou Izzy. – Aqui nesse gramado nada pode cair do céu, a não ser que algum pássaro nos abençoe.
– Então vamos para a floresta – disse Isaac.
Todos concordamos. Lá dentro não estava escuro pois os raios solares penetravam por entre as folhas.
– Imaginemos que cai de uma árvore – falou o nerd. – O que seria?
Todos começaram a pensar. Tá, você deve ter percebido que eu não era – e não sou – o fã número um dá lógica. Eu gosto de ação e de reação, não de ficar sentado em frente a um tabuleiro pensando numa maneira de comer seu rei. Enquanto os outros pensavam, olhando aos arredores, me sentei no pé de uma castanheira. Enquanto eu olhava os outro conversando e tentando deduzir a primeira pista, uma castanha caiu na minha cabeça e depois no chão. Merda, xinguei. De repente um esquilo desceu pelo tronco, de cabeça para baixo, e começou e roer a noz no chão. Eu sempre gostei de observar os animais e seus costumes. Fiquei observando-o até que a noz se partiu. Uma coisa branca saiu de dentro e o esquilo, ao cheirar e não achar aquilo interessante, voltou a subir na árvore.
– Pessoal. Eu acho que encontrei a próxima pista – eu disse.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Mar 21, 2011 10:36 pm

- É uma pista - disse Broke
- Vou ler - Disse Isaac arrancando ela de sua mão.
"Apenas um caveleiro sem odio no coração poderas ler essa pista"
- Deixa eu ver - Disse mel.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Mar 22, 2011 12:25 pm

Todos vieram até mim e seguiram meu olhar até encontrarem o papel ao lado da castanha partida ao meio. Broke se abaixou para pegar e começou a ler.
– Sim, é mesmo a pista – falou ele.
– Lógico que é – disse Isaac tirando-a de suas mãos abruptamente. – Aqui está dizendo o seguinte: Apenas um Cavaleiro sem ódio no coração poderá ler esta pista. Que merda. Então isso não é a pista.
– Olha do outro lado – falou Mel.
– Não há nada – disse Isaac, bufando.
O papel passou de mão e mão e foi examinado por todos. Enfim, todos começaram a se lamentar. Peguei o papel e reli a frase: Apenas um Cavaleiro sem ódio no coração poderá ler esta pista.
– Eu acho que nenhum de nós tem ódio no coração. Só se alguém aqui teve algo muito ruim em sua vida, mas eu acho que não é o caso. A não ser que...
– Talvez seja um ódio passageiro. – Felizmente eu o interrompi pois pela expressão do seu rosto ele ia fazer algum comentário de mau gosto sobre Isaac e ia desencadear uma briga. – Isaac, você está com raiva de alguma coisa.
Ele olhou para o nerd e falou:
– Claro que sim. Este com raiva desse idiota que dá uma de inteligente mas é tão burro quanto jegue.
Antes que Broke pudesse replicar eu perguntei a Izzy:
– E você? Tá com raiva de alguma coisa?
– Estou sim. Eu não comentei nada mas estou... bem... de TPM. Odeia menstruar.
Apenas aquiescei, surpreso. Antes que eu pudesse abrir a boca Izzy falou:
– Eu também. Odeio insetos e umidade, e folhas mortas... enfim, não gosta muito de florestas.
Isso não me surpreendeu nem um pouco. Olhei para Broke.
– Bom, eu estou com raiva porque ainda não pude ajudar vocês. Eu queria poder ter um desempenho melhor para quem sabe um dia entrar em seu grupo.
– Achei que você tivesse raiva de Isaac – eu disse.
– Não. Ele é bonitinho.
Putz! Era o fim da picada. O nerd, além de ser nerd, era gay. Eu nunca tive nada contra gays, mas o fato de ele ter chamado Issac de bonitinho tornou tudo aquilo constrangedor. Eu não queria estar no lugar de Isaac. As meninas riram e Isaac corou e murmurou um “Sai fora!” para Mel, que o provocava. Entrementes, Broke estava completamente rosa de vergonha. Que situação, hein?
Enquanto as meninas debochavam de Isaac e de Broke, comecei a refletir. Não posso estar com raiva. Enfim, estou na floresta, rodeado pela natureza. Tudo ao meu redor me convém. É como se eu estivesse em casa... Funguei um pouco do ar e senti o aroma florestal tranquilizante. Aquele cheiro de natureza viva. Peguei o papel e o virei. Como por magia – é lógico que era por magia – as letras foram aparecendo, uma por uma. Por fim, a dica tinha se formado.

Insista, continue, tente de tudo;
A sorte pode lhe sorrir;
Nunca pare, até perder tudo por mim.

– Pessoal. Acho que temos a segunda dica. Todos interromperam a prosa ao me ouvir e vieram até mim para ver. Eu li.
– Insista, continue, tente de tudo – repetiu Izzy.
– A sorte pode lhe sorri – continuou Mel.
– Nunca pare, até perder tu por mim – prosseguiu Isaac.
– Até perder tudo por mim – repetiu Broke. Ele pensou por um instante, e sua expressão se alegrou. – Um cassino.
– Cassino? – perguntei.
– Sim, uma casa de jogos.
– Eu sei o que é um cassino.
– Veja bem. Os viciados em jogo, continuam, insistem e tentam de tudo, pois acham que um dia a sorte lhe sorrirá. Mas por fim acabam quebrados por terem perdido tudo no jogo. Só pode ser isso.
– Não custa tentar – falei.
Saímos da floresta e corremos até a saída. Passamos pelo mesmo lugar que quando chegamos à Seleção e já estávamos na cidade.
– A alguns metros daqui tem um cassino – falou Broke.
Ele tomou a dianteira e nós o seguimos. Após um duzentos metros encontramos um cassino enorme, com a imagem de um homem barbado com notas de dinheiro nas mãos. Entramos. O cômodo era enorme e havia muitas pessoas jogando. Várias sortes de jogos estavam ocupados, enquanto os viciados rezavam antes de tentar sua sorte. Às vezes garçonetes com roupas curtíssimas passavam com bandejas e bebidas. O lugar era muito movimentado.
– Onde vamos encontrar uma pista num lugar tão grande como esse? – perguntou Isaac.
A resposta nos foi dada quando um homem, que jogava em uma das máquinas gritou “Ganhei! Ganhei!”. De repente saiu de dentro, em vez de dinheiro, um papelzinho branco. A nossa pista. Corremos até lá.
– Desculpe, senhor, mas acho que isso é nosso – disse Izzy, estendendo a mão, pedindo a pista.
Achamos que ele ia recusar, mas foi mais fácil do que pensávamos.
– Pode ficar – ele a entregou. – Bem que minha mulher disse que nunca ganhamos nada com esses jogos.
O homem deu de ombros e se retirou do cassino. Todos começamos a rir.
– Foi muito fácil – comentou Mel.
– Até de mais – concordou Isaac.
Izzy, que segurava a folha, interrompeu nosso momento de alegria.
– Talvez não tão fácil. Essa é mais complicada do que as outras duas.
Ela leu em voz alta.

Certamente a leitura ajudará;
E se não adiantar em nada, use o início de tudo.

Que diabos era aquilo? Nada. Nem uma local, nem uma situação. Não havia dica nenhuma naquilo. Enquanto pensávamos naquele dilema um homem rechonchudo veio até nós e falou:
– Ou vocês jogam, ou consomem, ou dão o fora daqui.
Saímos apressados do cassino. Olhei para um enorme relógio no topo de um edifício com uma faixada na qual estava escrito “Hora D'ouro” e mostrava alguns relógios de ouro. O relógio marcava quatro e meia da tarde. O tempo passou voando, pensei.
– Vamos voltar à Seleção – eu disse.
– Não antes de comermos um daqueles triplos cheeseburguers – disse ele apontando para uma lanchonete ao lado.
– Só temos uma hora e meia. Vamos voltar. – Não pude deixar de impôr autoritarismo. Enfim, eu era o líder dos Cavaleiros de Ouro e não tinha que lidar com um esfomeado como Isaac.
Percorremos o caminho de volta ao castelo e nos sentamos na varanda de mármore, encostados nas imensas paredes. Ficamos a matutar por um bom tempo. Cada uma, a sua vez, pedia a dica para pensar um pouco, mas logo desistia. Às vezes alguns grupos passavam correndo e outros passavam decepcionados, provavelmente como nós, sem achar nenhuma solução. Todos tentavam se lembrar do início, mas nada do que tínhamos feito anteriormente ajudava. Pedi a dica e reli. A leitura ajudará. Use o início de tudo, repeti mentalmente.
– Mel, me dá as outras dicas – pedi.
Ela obedeceu. Reli, uma por uma, em ordem cronológica em que as achamos.
Aquilo que procuras está no solo
Lá do alto cai mas não o afeta;
Luta para roer e acharás a próxima dica.
Insista, continue, tente de tudo;
A sorte pode lhe sorrir;
Nunca pare, até perder tudo por mim.
Certamente a leitura ajudará;
E se não adiantar em nada, use o início de tudo.

Foi então que a ficha caiu. Use o início de tudo, pensei. Juntei as primeiras letras de cada verso, e como eu esperava, formou um palavra – Alliance. Certamente a leitura ajudará, me lembrei. Foi então que desvendei o mistério. Eu sabia onde encontrar a próxima pista – na biblioteca. Senti-me um idiota por não ter pensado nisso antes, mas realmente as pista tinha sido bem feitas. Levantei-me e falei, já correndo para uma das entradas do castelo:
– Já volto.
Eles me olharam, erguendo as sobrancelhas sem nada entender, mas eu não tinha tempo de explicar. Tínhamos de vencer essa caça ao tesouro. Fui até a parede misteriosa. Por favor, me deixe entrar. Ela instantaneamente, sem protesto, como da última vez, se abriu. Adentrei a biblioteca e procurei nas estantes o livro Profecias de Fwinger. Mas não era ele que eu procura. Se minha memória não falhava, eu me lembrava ter visto um livro nomeado Cavaleiros bem ao seu lado. Como o esperado, eu o encontrei. Peguei-o e o abri, e lá estava mais uma pista, colocada entre duas páginas. Peguei o pedaço de papel e li.

O tesouro já é vosso.

Senti algo no meu bolso. Pus a mão e tirei de dentro uma pequena esfera. Ela brilhava.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Mar 22, 2011 9:45 pm

Você foi ao encontro do resto do grupo
- Steve, você conseguiu. Parabens!
- Como vocês sabem?
- Apareceu essa esfera em nossos bolsos. Cada uma de uma cor. Mas o que significa?
- Darmouth deve saber
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Mar 23, 2011 10:54 pm

Saí da biblioteca e fui ao encontro dos meus amigos – enfim, sem contar com Broke. Quando estava me aproximando deles Isaac gritou:
– Parabéns, chefão.
Olhei sem entender, mas continuei andando em sua direção. Izzy veio até mim e pulou nos meus braços, me acolhendo com mais um beijo acolhedor dos quais estou acostumado mas nunca vou cansar.
– Como vocês souberam? – perguntei.
Ela tirou do bolso uma esfera. Esta mesma era diferente da minha – a que eu encontrara era branca, a sua era vermelha – mas tirando a cor, era exatamente a mesma.
– Encontramos isso nos nossos bolsos – ela disse.
Todos vieram até Izzy e eu mostrando suas esferas. A de Isaac era azul, a de Mel vermelha e a de Broke amarela. Pelo visto, todos estavam satisfeitos com a cor de suas esferas, o que para mim não fazia diferença alguma já que eu não sabia para que servia.
– Para que servem? – perguntou Mel.
Fiz não com a cabeça, mostrando que eu ignorava tanto quanto ela.
– Talvez Darmouth saiba – falou Broke.
– Obviamente sei. – Como sempre, Darmouth, o imprevisível, estava logo atrás de nós, sorrindo e nos dando um susto com sua aparição inesperada. Todos tiramos os olhos das esferas e no focamos nele. – Elas são chamadas de esferas de ligação. Com elas vocês poderão se comunicar, não importa a distância. Se sua esfera começar a piscar, significa que um de vocês cinco está em perigo, mesmo que você esteja. Ela funciona como um aviso de perigo que está por vir. E se nesse momento sua luz se apagar, temporariamente, significa... que essa pessoa morreu.
Como se nem tivessem percebi o tom fúnebre na voz de Darmouth, no final de sua explicação, todos soltaram exclamações de alegria. Entrementes, os outros grupos se aproximavam, curiosos, para ver o tesouro. Já era noite e, como de costume, Darmouth simplesmente bateu palmas para arrumar nosso banquete no saguão. Todos entramos e comemos, felizes. De qualquer forma não havia como reclamar da comigo porque de alguma forma – sempre com suas façanhas de grã mago – Darmouth fazia que tudo que estava à disposição tinha o melhor gosto possível para cada pessoa. Assim, se eu comesse um pedaço de um peru, ele teria o gosto do tempero que estou acostumado e que mais gosto, mas para Isaac, o mesmo peru teria gosto diferente – o que não era problema algum para nós. Ficamos ao menos uns quarenta minutos à mesa. Como diz o ditado: “apressado come cru”, e tínhamos todo o tempo do mundo.
Quando chegamos nos chalés eram quase oito horas. Tomamos banho, alimentamos nossos mascotes e caímos no sono como duas belas adormecidas.

No outro dia acordei tarde – oito e meia. O treino começa em meia hora, pensei. Corri até Isaac e o acordei. Em seguida fui me preparar e alimentar os mascotes. Quando chegamos ao castelo estávamos uns dez minutos atrasados – acredite em mi quando digo que ninguém antes tinha ousado se atrasar – e nos juntamos às meninas. Ah! Já ia me esquecendo de dizer que Broke estava com elas. Pegamos o discurso matinal de Darmouth pela metade:
– …grande dia para vocês. Entraremos em contato regularmente por mensagens discretas sempre, para informá-los das novas missões. Eu tenho certeza de que farão um ótimo trabalho. Por favor, preparem-se e estejam aqui com todos os seus pertences meio-dia, pois iremos comemorar sua partida.
Quando findou seu discurso todos começaram a conversar, animados. Alguns já foram indo para seus chalés. Izzy me cumprimentou com seu terno beijo de bom-dia e falou, ao ver minha cara de desentendimento:
– Não tá feliz com essa boa notícia?
– A gente tá boiando. Não pegamos todo o discurso.
– Nós vamos sair em missões. Vamos finalmente fazer renascer os Cavaleiros.
– Que ótimo – falou Isaac.
– Outra boa notícia – disse Broke. – Eu fui transferido para os Cavaleiros de ouro – disse ele soltando um gritinho de alegria histérico.
– Que ótimo – repetiu Isaac.

Após isso cada um foi ao seu chalé. Arrumamos nossas coisa, nos preparamos e voltamos para o castelo com nossos mascotes. (Francamente, eu não me incomodava nem um pouco com Broke. Ele até que parecia ser legal e pelo menos ele conversava com as garotas sobre moda e essas coisas das quais fico totalmente por fora.) Speed e Dark estavam felizes com suas novas amizades – Spell, o tigre alado de Izzy, Manda, a loba de Izzy e Laurea, a coruja de Broke. Na verdade Manda não era uma loba comum. Suas tonalidades de pele mudavam de acordo com seu humor e ela era rápida, mas não tinha asas – só ia pelo solo, como o Speed. Lógico que ela tinha as dimensões de um cavalo, e não era minúscula, senão não conseguiria carregar alguém nas costas. Laurea, a coruja, era uma simples coruja. Sim, você ouviu bem. Uma simples coruja que ficava no ombro de Broke para lá e para cá com ele. Mas ela podia crescer e atingir um tamanho enorme, com quase dois metros de altura e uns três de envergadura das asas. Enfim, não era para ser subestimada.
Ao chegarmos no castelo, junto com nossas coisas, participamos do mais maravilhoso banquete que eu já vira. Era mais que real. Divino. Dessa vez havia bebida alcoólicas, mas na verdade Darmouth conseguiu tirar todo o efeito de embriaguez e ninguém ficou tonto nem bêbado. Essa despedida foi perfeita. Era triste deixar aquele lugar, mas também muito legal de podermos enfim sair para nos aventurar. E foi isso que fizemos – Izzy, Mel, Broke, Isaac e eu – junto com os outros Cavaleiros de Ouro. Avante para o desconhecido!
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Mar 24, 2011 12:17 am

Foi um tanto triste deixar aquele lugar que tinha deixado tantas e tantas aventuras, umas boas, outras ruins. Darmouth permitiu que cada um voltasse para o local de onde vinham para rever familiares e antigos mestres, que assim que houvesse uma missão ele os chamaria.
Não passou nem dois minutos e Issac ja estava montado em Speed, para voltar para suas casas. Você fez o mesmo e montou em Dark e num instante chegaram em casa, graças a uma pequena ajuda de Darmouoth.

OBS: Grandes acontecimentos merecem grandes narrações...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Mar 24, 2011 10:23 pm

Novamente na Metrópole humana. Darmouth aconselhara a todos que fôssemos visitar nossos familiares. Como fizemos para chegar tão rápido? Fácil. Darmouth proveu a nossos mascotes uma velocidade indescritível e chegamos lá em menos de um minuto – pena que era só temporário, ou seja, depois daquilo não funcionaria mais. O mais impressionante era o fato de percebermos tudo ao nosso redor, mesmo naquela velocidade, como se fôssemos habituados àquela situação.
Boa notícia: como éramos agora um grupo, com laços de amizades e tudo mais, decidimos ficar juntos, o que significa que Izzy e Mel estavam conosco. Broke, que era um gatuno, se separou da gente, mas tínhamos marcado de nos encontrar dias depois. Como a Metrópole humana fica mais perto da dos homens barbados do que a dos elfos de sangue, fomos primeiro em nossas casas – minha e de Isaac. Sim, as garotas eram elfas. E de sangue. Putz, é verdade que esqueci de descrevê-las no meio dessas histórias todas. Enfim, as duas tinham orelhas puxadas, características de todo elfo, tem pele clara para caramba, traço forte dos elfos de sangue, e longos cabelos. A diferença é que Izzy tem cabelos negros e Mel loiros – e não faço a mínima ideia do porquê dessa diferença. Fora isso elas eram muito parecidas. As duas tinham corpos como manequins de vitrines – o retrato da perfeição. Seus rostos, nem se fala. Os traços todos muito refinados, a pele lisa e sobrancelhas grossas. Com todas essas semelhanças diríamos que eram gêmeas. Mas elas eram completamente diferentes no seu jeito de ser. E Broke? Bem... ele era um gatuno, e como todos felinos, tinha pelos, que eram mais curtos do que num gato e mais longos do que num humano. Ele também tinha orelhas puxadas para cima e pequenos bigodes ainda em crescimento. O mais louco era observar sua pupila que umas vezes ficava finíssima e outras redondinha como um esfera. Espero que dê para imaginá-los melhor.
Má notícia: Bem, na verdade não tinha má notícia. Em casa, com a namorada e os amigos, como Cavaleiros de Ouro... Era tudo de bom. Mas vamos deixar para lá esse papo furado e vamos voltar à narração. As garotas ficaram na casa de Isaac, pois lá tinha mais espaço do que na de George, mas os mascotes todos ficaram lá em casa, o que não incomodou nem um pouco a Dark. Após nos acomodarmos todos levei-as para conhecer a cidade. Mostrei-lhes nossos edifícios, nossos comércios e contei-lhes um pouco sobre o funcionamento da vida na Metrópole. Era tudo diferente de seu lar, diziam elas. Elas também contaram sobre sua Metrópole e me deu vontade de conhecê-la.
No fim da passeata decidi irmos ver Liu. Quando entramos os membros estavam no meio de um exercício enquanto meu mestre os instruía. Quando nos viram entrando pela porta todos pararam. Liu veio até nós e nos cumprimentou. Alguns dos membros também.
– Essas são Izzy – apresentei – e Mel.
– É um prazer conhecê-las, donzelas.
Elas sorriram. Liu virou as costas para nós por um segundo e ordenou que continuassem a treinar.
– Como foi a Seleção?
– Foi maravilhoso – falei. – Você está se dirigindo a quatro dos Cavaleiros de Ouro.
Liu se curvou em reverência, brincando.
– Que nada – falou Isaac. – Devemos tudo isso a você.
– Eu apenas fui a chave para que as portas se abrissem a vocês, mas vocês que percorreram todo o caminho – disse ele humildemente.
– Mas sem a chave não teríamos passado da porta – concluí.
Liu sorriu. Nunca o vira tão contente, e era tão bom saber que nós éramos o motivo para essa alegria toda. Ele dispensou os garotos e nos convidou para lanchar numa cafeteria. Sentamos à mesa com ele e nos pusemos a conversar.
– Como andam as coisas ultimamente? – perguntei.
– Ótimas. Vocês serviram de incentivo aos outro membros, e agora eles estão super motivados.
– Que bom.
Prosamos até escurecer. Em seguida fomos para casa para descansar, pois tínhamos planejado muitas coisas para o dia seguinte.
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