Steve - Metrópole Human

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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Mar 25, 2011 2:25 pm

Antes de sair, Lui pediu para que passassem la para ajudar e incentivar os outros alunos do dojo. Foi isso o que vocês fizeram no dia seguinte.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Mar 25, 2011 9:21 pm

No dia seguinte fomos, logo depois do café da manhã, nos encontramos e todos – com nossos mascotes, dessa vez – fomos ao clube a pedido de Liu para assistir e incentivar os outros Dead Warriors, e também para mostrar nossas novas habilidades. Ao chegarmos lá todos estavam sentados no chão, encostados na parede. Pelo que vi Liu nos esperava. Ele cumprimentou a todos e em seguida se virou para os lutadores.
– Hoje vocês terão a honra de serem treinados por quatro Cavaleiros. Eu quero lhes apresentar primeiramente a Mel.
Esta última, surpresa, foi ao lado de Liu e falou:
– Meu nome é Melissa Jennings e eu sou a xamã dos Cavaleiros de Ouro.
– Por favor, Melissa, fale-nos um pouco sobre sua classe.
– O.k. Bom, vamos começar com o básico. Muitas pessoas pensam que xamãs não são tão úteis e que é uma das piores classes, mas do meu ponto de vista, isso está completamente errado. O xamã que cura os guerreiros é tão importantes quanto eles. Para ser xamã você tem que ser caridoso, pois você estará se doando para ajudar aos outros, e isso não é a praia da maioria das pessoas.
Um dos membros levantou a mão.
– Tá certo, um xamã cura os guerreiros, mas você acha que uma tropa composta só por xamãs venceria uma guerra? Uma só de guerreiros tem muito mais chances.
Mel o olhou com olhos obscuros, fuzilando-o.
– E quem te disse que os xamãs não sabem lutar? – Ela tirou uma espada normal de sua bainha. – Por que você não vem mostrar o que sabe, valentão?
Seu olhar era tão assustador que até eu teria ficado comigo de ir, por isso não culpo o cara. Ela, que eu via como uma pessoa fresca e mesquinha, tinha assumido uma postura de guerreira, e não duvidei do porquê de a terem escolhido nos Cavaleiros de Ouro. Com certeza ela é tão boa guerreira quanto é boa para se maquiar. De repente aquela sua personalidade sumiu quando ela embainhou sua espada, voltando a ser a doce Mel de sempre. Ela sorriu e continuou.
– Espero que vocês tenham entendido que o xamã é tão importante quanto qualquer outro. – Ela avançou e foi até o garoto que lhe fizera a pergunta anteriormente. – Eu posso te citar muitos xamãs que manejavam a espada excepcionalmente. Me diz o nome de um[/] espadachim que saiba curar os outros.
Ele não respondeu. Ela deu de ombros e voltou ao seu lugar, ao lado de Isaac. Liu pareceu impressionada com a primeira demonstração. A próxima era Izzy. Ela foi ao mesmo lugar que Mel – em frente aos outros – e começou sua demonstração.
– Meu nome é Izzy Jennings. Já devem ter percebido que somos irmãs. Eu sou a vampira do Cavaleiros de Ouro.
Todos pareceram surpresos, e eu concordo que vampiro é uma classe rara.
– Alguém sabe algumas características dos vampiros?
– Eles usam adagas – respondeu outro garoto – e têm capacidades especiais como ver no escuro e correr rápido.
– Sim. Um vampiro pode desenvolver esses poderes e alguns outros, que requerem muito treinamento. Mas não achem que qualquer um pode ser vampiro. Necessita-se de muita sagacidade, muita discrição e inteligência. Afinal, somos conhecidos por sempre pegar de surpresa e não dar chance nenhuma aos nossos adversários. Ela sorriu e, em menos de um segundo depois – literalmente – ela estava ao meu lado, graças à sua velocidade vampiresca. Todos ficaram impressionados, inclusive eu.
Era bom ver que todos estavam levando aquilo a sério. As duas primeiras demonstrações tinham sido ótimas, o que com certeza teria resultado positivo para com os garotos, e deixaria Liu feliz. Isaac me olhou e eu lhe disse – com um gesto – que fosse primeiro. Ele se pôs no mesmo lugar que as garotas estiveram, e começou.
– Bom, acho que todo mundo me conhece. Casa alguém não me conheça, me chamo Isaac Walton. Eu sou espadachim.
Ninguém se impressionou – afinal, a maioria dos lutadores era espadachim.
– Talvez vocês pensem que basta saber manejar bem as espadas para ser um bom espadachim, mas não é só isso. Um espadachim, pelo fato de uma grande massa de pessoas fazer parte dessa classe, tem que se destacar não só com suas habilidades físicas, como também com sua lógica. Poder prever os movimentos e antecipar, saber sempre como desarmar o oponente ou achar uma falha na defesa, ou até se defender são coisas cruciais. Surpreender, usando magia ou o ambiente, enfim, tudo faz parte. Outra coisa: um espadachim que não for humilde, nunca será bom. Você tem que saber reconhecer seus erros, aceitar suas perder e tem que saber perdoar. Isso não vale só para nós, meros espadachins que não sabemos curar os outros – disse ele, piscando para Mel e fazendo todos rirem – mas para todos os guerreiros. – Ele pausou por um tempo, e percebeu que todos gostavam. – Bom, acho que não tenho mas nada a dizer. Só lembrem-se de uma coisa: surpreendam. – Ao falar sua última palavra ele olhou e apontou para uma vela, e assoprou, o que contrariamente às leis da física, a fez acender.
Ele voltou para seu lugar. Naquele ponto – em que todos os meus amigos foram bem – eu precisava fazer pelo menos algo que prestasse. Fui até lá e respirei fundo, me preparando.
– Eu sou Steve Brown. Alguns aqui me conhecem. Minha classe é boxing. Nós, boxings, temos como principais armar as sais. Mas diferentemente dos outros, sabemos lutadores super bem, só com os punhos. Bom, eu acho que não tenho nada para falar, já que meus amigos falaram tudo.
Senti-me um idiota. O que diabos era aquilo? Será que eu não prestava nem para fazer uma demonstração apresentável? Vocês nem imaginam como me senti. Ainda bem que esse momento constrangedor em que fiquei me insultando mentalmente foi interrompido por um dos Dead Warriors.
– É verdade que você é o Escolhido?
Putz. Não dava mesmo para fugir daquilo. Provavelmente, toda Alliance já sabia que um tal de Steve era o Escolhido, o qual todos esperavam para safar a todos das garras da Horde.
– Sim.
– Pode nos mostrar algumas coisas? – perguntou ele.
Hesitei e olhei para Liu, e contrariamente ao que eu queria, ele assentiu, me encorajando.
– O.k. Bom, vocês devem saber que o Escolhido pode dominar os elementos. – Como todos aquiesceram passei para a parte prática. Comecei com a água. Olhei para vela e bem em cima dela materializou-se água que a apagou. Todos ergueram as sobrancelhas. Continuei olhando para a vela e a fiz se reacender, porém a chama agora era bem maior. Nem olhei para a cara dos lutadores para ver suas expressões. Continuei fixado e fiz – com uma rajada de vento suficientemente forte para nos arrepiar – a chama se apagar. [i]Agora a terra
, pensei. Me concentrei e fiz um montinho de terra cair em cima da vela, tampando ela e seu castiçal completamente. A essa altura do campeonato, só faltava o espírito. Este era o mais difícil, pois eu não sabia como representá-lo. Decidi então só liberar meu espírito, para que todos pudessem sentir sua presença. Fechei os olhos e me concentrei. Pouco depois eu estava flutuando, vendo meu corpo de pé, e podia ler os pensamentos de todos lá presentes. Decidi me aproximar de um dos lutadores e entrei em sua consciência. Aquela foi uma sensação maluca – pude ver todos os segredos e lembranças dele, como se estivesse em mim. Aquilo me assustou e eu saí rapidamente de sua consciência.
Voltei para o meu corpo e abri os olhos. Contemplei a todos suspirando, como se acabassem de acordar de um sonho. O garoto cuja mente eu invadi ficou estranho e sacudiu a cabeça, como que para espantar maus momentos de sua memória. De repente, palmas começaram a se desencadear de todos os lados. Impressionantemente, eles haviam gostado. Voltei até meus amigos e recebi um beijo de recompensa de Izzy.
– Você foi incrível – murmurou ela no meu ouvido.
Nem respondi. Eu estava impressionado. Liu veio até nós e nos agradeceu a todos.
– Obrigado. Com certeza isso vai motivá-los por um bom tempo. Agora eu sugiro que vão à praia, pois o tempo está imperdível.
Nos despedimos da galera e foi exatamente o que fizemos. Fomos até uma praia movimentada com belas ondas, de areia fina, e ficamos lá até o fim da tarde.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Mar 25, 2011 10:28 pm

No fim da tarde voltaram para suas casas e logo foram dormir. Assim que dormiu, teve um sonho com seu pai, coisa que não acontecia ha um bom tempo.
- Steve, esta chegando a hora. Os povos de Horde ja estão se organizando para iniciar o ataque. Não conte a ninguem sobre isso, ja que falta um pouco mais de duas semanas. prepare-se!
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Mar 26, 2011 7:16 am

Assim que terminamos de curtir a praia, quando o sol já se punha, fomos todos para a casa de George para degustar de um jantar, que desta vez seria preparado por Isaac e eu. As garotas adoraram George e ficaram muito interessadas em seu trabalha na forja. Quando o jantar ficou pronto sentamos todos à mesa.
– Então vocês estão pensando mesmo em partir amanhã?
Engoli um pedaço de frango e assenti.
– Nós vamos à Metrópole dos elfos de sangue, mas vamos passar pela cidade da minha mãe. Ficamos lá um tempinho e depois continuamos com o pé na estrada.
– Bom projeto – disse ele.
Aquiesci. Depois disso conversamos durante um tempo até que as meninas e Isaac tiveram que ir embora. Marcamos para nós encontrar no dia seguinte em frente à casa de Isaac, às sete. Eu, que fiquei fora o dia todo, nem tinha tirado minhas coisas da mochila, o que era conveniente pois não precisaria arrumar nada. Eu estava morto de sono. A cama me chamava. Mal fechei as pálpebras que o cenário mudou completamente.

Eu estava em um lugar escuro, úmido, como uma floresta, onde já estive outras vezes. Meu inconsciente já tinha consciência de que aquilo era mais uma obra da habilidade especial comunicassonho do meu pai. Ele tinha alguma coisa a me dizer.
Pai? – chamei.
Filho. Há quanto tempo, não?
É.
Filho, eu quero que você se prepare. A guerra está muito próxima. Se meus cálculos estiverem certos, acontecerá em um pouco mais de duas semanas. Vocês têm que estar pronto.
Nós estaremos.
Não fale a ninguém sobre esse sonho. Apenas a Darmouth. Ele saberá o que e quando fazer.

Antes que ele pudesse sumir, como sempre fazia, falei:
Quando vamos nos ver?
Steve, eu não posso garantir nada, pois não tenho um lar fixo. Mas com certeza nos veremos na guerra.

Agora eu sabia que ele ia desaparecer do nada, então fechei os olhos e esperei que acordasse.

Agora eu estava novamente na cama. Olhei para o relógio e eram seis em ponto. Levantei, me vesti e fui tomar café da manhã. Antes de sair, dei uma ajeitadinha no cabelo – se eu citar todas as vezes que faço isso vocês vão enjoar – e me despedi de George, que acordara só para me ver partir.
Segui rumo para a casa de Isaac. As meninas e ele já me esperavam.
– Vamos? – perguntei.
– Metrópole élfica, lá vamos nós – falou Isaac.
E assim nós todos – cada um montado em seu mascote; Isaac e Mel pelo chão e Izzy e eu pelo ar – fomos em direção a uma pequena cidade chamado Argamatos, onde provavelmente minha mãe estaria, vivendo sua vida sem nem imaginar que receberia visita.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Mar 26, 2011 9:12 pm

Estavam indo em direção a pequena cidade. Não era longe e chegaram logo no começo da tarde.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Mar 28, 2011 11:00 am

Chegamos em quarenta minutos em Argamatos, que ficava a uns duzentos quilômetros da Metrópole. Você pode achar um exagero, mas é verdade. Caso você não tenha percebido, os animais místicos crescem muito mais rápido do que nós. Provavelmente Dark e Speed já estavam em seu estágio adulto, que também era o seu último, já que não existe a velhice mística. O que estou tentando dizer é que desde aquela primeira vez em que fomos montados neles à Seleção eles cresceram muito, e ficaram bem mais fortes – e não é surpresa alguma um mascote correr a mais de duzentos por hora sem incômodo algum – fora o cansaço.
Essa tal de Argamatos parecia ser uma cidade turística. Ele era envolta por um rio que se separara em dois, formando essa ilhazinha onde fora construída a cidade, e se reencontrava mais longe. Esse rio era bastante largo – uns cem metros – e provavelmente um tanto fundo. Balsas iam e viam, oferecendo a travessia aos turistas. Isaac e Mel esperaram na fila e compraram suas passagens, pois seus mascotes não podiam voar, mas nós fomos pela via aérea.
Ao pousarmos do outro lado na chegada das balsas, dois policiais vieram até nós.
– Vocês não podem atravessar voando sobre esses... – ele terminou sua frase assim, pois provavelmente nunca tinha visto um animal místico antes.
– O fato é que vocês têm que pegar a balsa – continuou o outro.
– Por quê?
– Não fazemos as regras, só ditamos.
– Vocês terão de pagar uma multa de dez citos.
Cito é a moeda da Alliance – esqueci de dizer antes. Spell, o tigre alado de Izzy, soltou um rugido. Com certeza não era certo, mas foi divertido ver os policiais correndo e tropeçando em suas pernas. Deixamos esse acontecimento de lado e esperamos a balsa.
Dez minutos depois eles desembarcaram com seus mascotes.
– Que cara, a passagem – reclamou Isaac.
– Aonde vamos agora? – perguntou Mel, olhando ao nosso redor.
É verdade. Eu não tinha pensado nisso. Nenhum de nós conhecia a cidade nem tinha o endereço da minha mãe. A única coisa que eu sabia é que ela trabalhava na prefeitura.
– Vocês vêm com a gente – falou um policial.
Eu nem tinha percebido quando dez policiais nos cercaram, enquanto uma carroça de prisão chegava.
– Vocês os conhecem? – perguntou a Isaac e Mel um dos dois primeiros que vieram caçar encrenca com a gente minutos atrás.
Tentei fazer de maneira mais discreta possível com que eles entendessem que deviam dizer não, e por sorte ele entenderam.
– Não. Nós estamos pedindo informações sobre um hotel? – disse Isaac.
– Um hotel barato – completou Mel.
Os parvos daqueles policiais nem imaginaram que se nós quatro tínhamos mascotes, nós devíamos ter algum elo, pois nem todo mundo tem um animal místico de estimação.
– Jeremy, leve esses dois turistas a um hotel barato – disse o policial com distintivo de delegado.
Eles foram levados pela cidade por um dos policiais. Nós ficamos lá, sendo fuzilados com olhares maldosos enquanto o delegado falava no telefone.
– Nós decidimos. Além de terem atravessado voando vocês trouxeram animais esquisitos, que nossos cientistas locais adorariam estudar. Vocês vão para a cadeia, e seus bichinhos para o laboratório de Argamatos.
Dei um passo na frente e falei:
– Esses bichinhos aqui têm donos, e eles não vão a lugar algum.
Não era a coisa certa a se fazer, mas eu não ia ficar olhando eles tirarem nossos mascotes para torturá-los em laboratórios. Apesar de eles estarem providos de armas de choque eu não estava nem um pouco intimidado, o que demonstrei no meu tom de voz.
Todos eles tiraram suas armas ao mesmo tempo. Izzy não reagiu. Tirei minhas sais mas não invoquei minha armadura dourada, pois naquele caso não seria preciso. Eles tentavam se aproximar mas eu esquivava de todos os seus golpes e defendia com as sais. E o mais estranho era que Izzy continuava parada. Ela estava a favor deles ou o quê?! Tive de me virar sozinho. Contentei-me em apenas deixá-los desacordados, o que fiz com quatro deles. Aqueles inúteis nunca poderia me derrotar. Eram meros policiais e eu um...
Caí na sonolência.

Quando acordei, antes mesmo de olhar onde eu estava, meu primeiro reflexo foi de passar a mão no pescoço. Eu sabia o que tinha acontecido. Alguém me acertara com um dardo com sonífero e eu caí na sono. Olhei ao meu redor. Eu estava numa sala fechada, com uma pequena janela com grades na parede e outra na porta de metal – resumindo, eu estava numa cela, preso. Que ótimo, não? Mal se tinham se passado dez minutos que eu entrara na cidade e já tinha arrumado confusão. Agora estava na prisão, separado dos meu amigos, sem nem saber quanto tempo tinha ficado ali. Olhei para fora e vi uma plaqueta na qual estava escrito “Ala D” bem grande, e embaixo estava escrito “homicidas e insanos”. Melhor ainda – agora eu teria uma bela história para minha ficha de Cavaleiro. O Escolhido insano e homicida, escolhi como um belo título de jornal.
Lembrei-me de Dark. O que haviam feito com ele. Tentei falar com ele por telepatia, mas não havia resposta de sua parte. Tateei minha cintura mas nem sinal das minhas sais. Por reflexo tateei meu pescoço e meu colar com o diamante ainda estava lá. Como Liu disse, ele sempre reapareceria aqui quando eu o perdesse. Fora ele e minhas roupas, eles haviam tirados de mim todo o resto. Eu nunca gostei de policiais, mas agora sim tenho um motivo para odiá-los.
Concluí que não adiantaria de nada eu ficar alimentando rancor e xingando, pois não me ajudaria a sair dali. Outro fato era que eu não poderia tentar uma escapada. Tudo estava bem feito para impedir as fugas. Deitei então no banco e tentei dormir – sem sucesso. A primeira vez que abriram a era um carcereiro que me trazia comida. Eu nem me levantei para ver o que era, só disse que estava sem fome. A segunda vez era novamente o carcereiro, mas com o meu querido amigo – o delegado.
– Você tá livre, senhor Brown.
Olhei para o delegado, sem entender. Por que eles me prendiam junto aos piores tipos de homens fora da lei e em seguida me soltavam.
– Sua mãe pagou a fiança – explicou ele.
Levantei rapidamente do banco. Minha mãe estava lá, ao seu lado, vestindo uma roupa formal, de cabelos presos atrás formando um rabo de cavalo. Por uma tempo ficou feito um idiota olhando para ela, sem falar nada. Ela apenas sorriu e abriu os braços. Retribuí com uma abraço.
Ela era mais baixa que eu, devia ter uns um e setenta. Ela não parecia muito comigo, a não ser as sobrancelhas que eram idênticas. Como eu já comprovara, eu tinha puxado muito o meu pai.
Saímos da prisão (não posso esquecer de destacar que lancei um olhar maldoso ao delegado ao sair e dessa vez ele pareceu ficar com medo. Talvez eu já soubesse quem eu era – o Escolhido e o líder dos Cavaleiros de Ouro. De lado de fora uma carruagem esperava por nós. Entramos e para minha surpresa, Izzy estava lá. Dessa vez fui eu quem a beijou – ternamente – feliz por vê-la.
– Onde estão os outros? E Dark? – perguntei.
– Todos estão bem.
Me dei conta de que devia um grande favor a minha mãe. Ele me tirara de lá, mesmo não tendo me visto por muitos e muitos anos. Como ela saberia que era realmente eu?
– Obrigado – eu disse a minha mãe.
– Vê se não se mete em outra encrenca dessa – replicou ela.
– Como você me achou?
– Ela me achou primeiro – disse ela falando de Izzy.
Não sei se você tem ideia de como é estranho falar com alguém que você não vê há mais de uma década. Eu não sabia o que dizer. Ela, por fim, quebrou o silêncio.
– Espero que vocês fiquem ao menos alguns dias aqui, pois tirei uma semana de férias para ficar com vocês.
Sorri.
– Ficaremos sim.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Mar 28, 2011 6:30 pm

Vocês logo foram para casa e jantaram. Logo em seguida, foram dormir...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Mar 29, 2011 7:58 am

Ao chegarmos em casa – algum tempo depois – fomos recebidos numa grande e magnífica sala da jantar com um belo banquete, o que não me foi desagrado. Vi, num relógio de parede, que eram quase sete horas, o que significava que eu tinha passado só algumas horas na prisão, até minha mãe me encontrar. Rangamos esfomeados – principalmente eu – aquela jantar. Quando terminamos Izzy e eu recebemos um quarto e Mel e Isaac outro – o que eu não entendi pois nenhum dos dois contestou. Talvez isso era um início de relação amorosa e eu não sabia de nada.
Para resumir logo essa situação – a cama era macia e Izzy também, então não deu para evitar de cair no sono rapidamente.

No outro dia acordei às sete e meia. Eu estava sozinho no quarto e se ouviam vozes na sala de jantar. Levantei, dei um trato no meu rosto de recém-acordado no banheiro e fui ao encontro dos outros. Eles já estavam tomando o café da manhã.
– Venha, Steve – me chamou me mãe, fazendo sinal para que eu sentasse ao seu lado.
Dei bom dia a todos e me sentei. O café da manhã foi tão colossal quanto o jantar – havia de tudo. Isaac estava de ótimo humor, o que era de se esperar. As coisas pareciam estar indo bem com Mel e para completar tinha direito a ótima comida. Na verdade, todos estavam bem.
Depois do café minha mãe nos mostrou a casa. Era enorme! Havia uma sala de jantar, uma cozinha, seu quarto que era do tamanho da sala de jantar, uns cinco quarto de visita, uma sala de jogos, uma sala de estar com biblioteca, os banheiros nem contei, e no andar de cima havia seu escritório e uma sala de relaxamento com jacúzi. Do lado de fora o quintal era tão esplêndido quando a casa. O gramado era de um verde vivo, as árvores grandes e bonitas, com folhas caindo toda hora devido à chegada do outono. Também havia uma piscina com cachoeira e algumas esculturas com arbustos – a sua, inclusive. A casa era uma mistura de modernidade com rusticidade, mas parecia um pequeno castelo. Enfim, um típico lugar onde ninguém gostaria de morar, certo?
Nossos mascotes estavam deitados, relaxando, o por mais incrível que parece alguns criados lhes levavam comida em bandejas de tempo em tempo. Ao nos mostrar a piscina Mel, Izzy e Isaac correram para pôr suas roupas de banho, e eu fiquei a sós com minha mãe. Ela olhou para mim. Eu sabia que uma conversa seria inevitável.
– Acho que precisamos conversar, filho – disse ela. Eu só concordei. – Na sala da estar é melhor.
Então eu a segui. Entramos na sala de estar. Ela se sentou numa poltrona e eu em outra, bem na sua frente. Entre nós dois havia uma mesinha com um sino. Ela o pegou e tocou. Rapidamente uma bela criada apareceu.
– Deseja alguma coisa, senhorita Marta?
Marta, pensei. Se não fosse a criada eu teria de perguntar seu nome, o que seria muito incômodo.
– Por favor, traga-nos duas taças de chá.
A criada assentiu e saiu do cômodo. Na verdade eu não gostava muito de chá, mas não ia discutir. Ainda com o incômodo no ar, falei:
– Obrigado por me tirar da cadeia.
– É meu dever, não? – sorriu ela. Fiquei sem saber o que dizer, então ela falou: – Steve, me conte um pouco da sua vida.
Contei-lhe sobre minha vida escolar e sobre George. Falei do clube, da Seleção, dos diamantes, do torneio e do maluco, de Darmouth, de meus amigos e de como fui para ali, na sua casa, devido à confusão com os policiais. Contei-lhe por fim, sobre meu pai e sobre os sonhos. Ela pareceu corar ao ouvir falar dele.
– Filho, eu tenho que te contar uma coisa. Tudo isso que tenho – essa casa e todo o resto – eu consegui graças a ele. Durante um ano toda a semana aparecia sacos de moedas de ouro na minha porta. Eu nunca o vi, mas tenho certeza de que isso é façanha dele. – Ela começou a chorar. Fui ao seu lado e coloquei sua cabeça em meu ombro. Quando ela finalmente parou eu achei que a conversa tinha terminado, mas ele continuou.
– Eu te devo uma explicação, filho. Eu não te dei a George porque não gostava de você, mas nós morávamos em um barraco horrível, nos piores cantos da periferia da cidade. As escolas aqui são todos caras, então...
– Então você preferiu me deixar na mão de um desconhecido – interrompi, bruscamente.
– Não. Bem, sim. Mas eu sabia que George era um homem bom. Dava para ver que ele seria a pessoa ideal para te educar. Eu fiz isso por você.
– Que bom – eu falei, irônico.
– Olha, filho. Depois que comecei a ganhar esse dinheiro pude comprar esta casa e arranjei um ótimo trabalho, tentei te chamar para morar comigo. Tentei mandar cartas.
– George as escondia. Naquele momento eu diva me focar no meu futuro com lutador, não nelas – respondi, cabisbaixo.
Eu não quis dizer, mas nunca deixaria George para morar com ela. Sim, ela era minha mãe e podia até ter feito tudo aquilo para o meu bem, mas quem me criara foi George e eu não o deixaria de maneira alguma.
– Você pode vir morar comigo agora, se quiser.
A oferta me pegou de surpresa. Como desvencilhar daquilo sem magoá-la? Pensei em algo para dizer.
– Não posso, mãe. Minha casa agora é o mundo;
Ela assentiu.
– As portas estarão sempre abertas. – Eu aquiescei. – Agora, que tal um banho na piscina?
Concordei e fui me vestir. Entramos todos na água e enquanto nos divertíamos alguns criados traziam frutas e bebidas.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Mar 31, 2011 5:10 pm

Sua mãe pareceu um pouco magoada com isso, mas ela deveria entender que agora você é um cavaleiro de ouro e pode ser chamado a qualquer momento.
Na piscina Issac estava "brincando" na cascata e Izzy e Mel estavam conversando.

OBS: As aspas querem dizer que ele não estava brincando exatamente. Conhece o jeito infantil dele...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Mar 31, 2011 6:46 pm

Vou resumir minha estadia em Argamatos pois não tem muita coisa de interessante (para você). Enfim, nós íamos comer em restaurantes chiques de carruagem, íamos conhecer as principais atrações turísticas da cidade e enquanto Isaac e eu dávamos umas olhadas em algumas armas as meninas e minha mãe faziam compras no shopping. Passamos dois dias só na mordomia, com a diversão como única preocupação, mas decidimos ir embora. Tínhamos certeza que Darmouth daria o sinal de recolher dos Cavaleiros logo logo e ainda queríamos conhecer a cidade das garotas e seus pais. Além do que tínhamos um encontro marcado com Broke.
Numa manhã, completamente satisfeitos pela passada na cidade da minha mãe (eu já até tinha me esquecido da história com a polícia), partimos.

Estávamos a caminho de Maylequi, indo em direção às Grandes Florestas – esse era um local conhecido pela sua extensão imensa, que faria de sua floresta amazônica parecer uma horta ao seu lado. Caminhávamos por uma trilha de terra estreita que serpenteava por entre montanhas. Às vezes alguns riachos cruzavam nossos caminho e tínhamos de passar por pontes de madeira. Trazíamos um mapa da região, mas era difícil de distinguir qual montanha era qual. Por sorte as garotas já tinha passado por lá. Tínhamos calculado chegar às Grandes Florestas no entardecer.
– Talvez seja melhor que nós acampemos na estrada, ao invés de nos arriscarmos na floresta – falou Isaac enquanto estávamos sentados à marge de um rio e nossos mascotes bebiam aguá.
– Tem medo de florestas? – perguntou Izzy, sarcástica.
– Você sabe muito bem que alguns elfos da noites marginais vagam por lá à noite.
– Eu concordo com Isaac – declarou Mel. – Quanto menos tempo passarmos na floresta, melhor será.
Eles olharam para mim. Dei de ombros, mostrando que minha opinião era neutra.
– Por mim tudo bem – falou Izzy. Acampamos do lado da floresta, e no outro dia de manhã entramos.
Todos concordaram e seguimos caminho.
Ao entardecer paramos. A essa altura estávamos a uns dois quilômetros da floresta. Acampamos no pé de uma montanha, entre algumas árvores. Fizemos uma fogueira – como sempre – caçamos alguns javalis e comemos. Em seguida fomos dormir.

À noite minha cabana começou a balançar e um feixe de uma lanterna apontou para o tecido.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Abr 01, 2011 1:47 pm

De repente, do nada abra-se a entrada da cabana, um vulto negro aparece apontando uma lanterna na sua cara e começa a falar
- Steve, sou eu, Isaac, queria conversar sobre algo. É sobre Mel e não queria que ela ouvisse, bom, queria pedir ela em namoro, mas não sei como fazer...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sab Abr 02, 2011 12:54 pm

Sentei-me bruscamente cerrei os punhos nas minhas sais. De repente a zíper começou a se abrir. Pus-me de cócoras em posição de ataque pronto para pular no invasor. Quando o cara abriu tudo e pôs a cabeça para dentro, vi Isaac. Mas já era tarde. Eu estava do lado de fora, no chão, em cima dele. Tinha-o imobilizado antes mesmo de aderir a informação de que não era nenhum elfo da noite marginal.
– Tá fazendo o quê? – perguntou ele, impressionado com minha reação.
– O que você tá fazendo? – perguntei. – Tá maluco? Você tentar invadir minha cabana no meio da noite, sem mais nem menos.
– Desculpe, mas eu não estava conseguindo dormir.
– Mas eu sim – reclamei.
– Foi mal mesmo. Eu só queria uns conselhos.
– Eu te aconselho a ir a um sanatório.
– Já disse que foi mal. – Ele virou a cabeça, pensativo. – É que... eu tô pensando em pedir Mel em namoro, mas não sei como fazer.
– O.k. Então você aponta uma lanterna e abre minha barraca no meio da noite, e eu quase que te enfio as sais no peito, só para saber com chegar numa garota?
Ele assentiu, envergonhado – não por ter me acordado, mas por ter que pedir conselhos para mim. Não pude deixar de sorir. Só ele mesmo para fazer uma coisa dessas.
– Eu tô com medo de ela não aceitar. E se isso acontecer, como vou olhar para a cara dela depois disso?
– Eu não posso te ajudar. Você vai ter que dar um jeito e se ela não aceitar, deixa para lá. Finja que nada aconteceu.
Ele ficou refletindo um pouco. Enquanto isso eu olhava ao arredores sem ver nada naquele escuro.
– Vou tentar falar com ela – disse ele. – Boa noite.
– Vai lá.
Pronto. Agora que eu estava acordado não conseguiria mais dormir. A adrenalina tinha me despertado e eu não queria voltar a ficar deitado. Peguei uma lanterna, então, e fui dar uma volta.
Obviamente eu estava armado. Fui andando em direção à floresta que estava bem próxima. No caminho decidi sentar para olhar as estrelas. Encostei no canto da estrada e fiquei observando as inúmeras constelações que eu conhecia apenas. De repente escutei barulhos. A adrenalina voltou a percorrer em meu corpo. Pus as mãos no chão e me concentrei para sentir a natureza. Soube que o indivíduo estava a uns cinco metros de mim, agachado. Esperei para ver qual seria a reação. Alguma coisa me deixava confiante. Não tive necessidade de por as mãos nas sais. Só esperei. Subitamente o indivíduo pulou na minha nuca, me pegando de mata leão, mas foi tão fácil jogá-lo para a frente que qualquer criança poderia tê-lo feito. E era óbvio – era uma criança.
Ela estava no chão, assustado. Ela dirigiu seu olhar para minhas sais.
– Por favor, não me machuque, senhor.
Analisei a situação e tentei entender. O que uma criança estava fazendo a altas horas da noite na floresta, sozinha? E por que me atacou?
– O que você está fazendo aqui, garoto? – perguntei rispidamente.
– Eu só tô com fome.
– Por que não pediu comida?
– Não costumo pedir.
Encarei-o. Ele usava trapos velhos e rasgados. Tinhas arranhões no corpo e seu cabelo estava totalmente bagunçado – era o típico homem da selva. Além disso, ele era gatuno e tinha uns pelinhos no bigode. Decidi que não ia deixá-lo ali, apesar de ele ter me atacado.
– Vem comigo – falei. Eu demonstrava autoridade.
Ele se encolheu, com medo.
– Vamos. Levanta.
Ele obedeceu, com os olhos vidrados.
– Vem comigo.
Coloquei-o na minha frente e começamos a andar na direção das barracas. Ao chegarmos lá falei:
– Fique aqui. Já volto.
Torci para que ele ficasse, mas se ele partisse não seria problema meu. Peguei algumas roupas minhas, uma corda, e saí. Ele ainda estava lá.
Andamos na direção contrária, de onde eu tinha vindo com meus amigos, até o riacho mais próximo. Olhei para o garoto, que não entendia nada, e falei:
– Vamos. Eu quero que você tome um banho.
– Sai fora! Eu sou um gatuno...
– Anda logo!
Por um momento ele esqueceu que tinha medo de mim, mas quando engrossei o tem logo obedeceu. Ele se lavou no rio, durante os dez minutos, e voltou, tremendo de frio. Pronto.
– Vista isso – falei.
Ele vestiu uma camisa minha que lhe batia nos joelhos e uma bermuda que amarrou com a corda que lhe serviu como calça.
– Vamos.
Voltamos às barracas. Tratei de reacender uma fogueira e nos sentamos ao redor.
– Então – comecei – o que você faz aqui?
– Na floresta?
– É...
– Bom, eu vivo aqui faz dois anos.
– E seus pais?
Ele parou para pensar.
– Não me lembro. Acho que foram mortos. Só me lembro de elfos saqueando a todos e eu me escondi. Depois fiquei sozinho. E faz dois anos que roubo para não morrer de fome.
Coitado, pensei. Ele não tinha sorte, mesmo.
– Quantos anos você tem?
– Acho que dez.
– Acha?
– Eu suponho que aquilo aconteceu a dois anos, mas não tenho mais noção do tempo.
– Caraca. Como você sobreviveu?
– Foi difícil. Mas eu desenvolvi como reação.
– Que dom?
– Posso falar com os animais.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sab Abr 02, 2011 7:25 pm

Finalmente alguem que pode falar com Isaac
Talvez ele fosse de grande ajuda para cruzar a floresta.

OBS: Não tenho que falar sobre isso...
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Dom Abr 03, 2011 2:43 pm

Ergui as sobrancelhas, impressionado. O dom de se comunicar com os animais era muito raro e, se aquele garoto podia mesmo fazer algo tão prodigioso quanto estava falando, ele seria de grande ajudar, não só para a travessia das Grandes Florestas como para os Cavaleiros. Tinha certeza de que Darmouth saberia o que fazer com ele.
– Eu não acho que você tenha ganhado esse dom na floresta – falei-lhe.
– Então acha que estou mentindo? – perguntou ele de cara feia, como se não fosse a primeira vez.
– Não. Eu acredito sim. O que estou querendo dizer é que essa capacidade... – parei para pensar na palavra certa – especial nasceu com você. E você teve que aprender a usá-la para sobreviver.
– E o que você sabe sobre isso? – perguntou ele, curioso.
– Mais do que você pensa. Você não faz a mínima ideia de quem eu sou – comentei.
Ele se levantou. Suspirou e falou.
– Eu não sei o que você quer de mim. Só tenho dez anos. Além disso, eu não devia estar aqui, mas sim procurando os Cavaleiros de Ouro.
– Cavaleiros de Ouro? – perguntei estupefato.
– É. Um guaxinim me disse que ouviu boatos de que esse Cavaleiros estão vindo para as Grandes Florestas. É minha única oportunidade de conhecê-los, e quem sabe até eles me levem para que eu posso conhecer as belas metrópoles das quais os ratos sempre falam. Eles dizem que tem comida em abundância, por lá. – Ele parou e ficou viajando enquanto imaginava cidades grandes. – Enfim, obrigado por tudo, mas eu tenho que ir.
Olhei para ele partindo. Um garoto esperto e bem interessante. Pensei que talvez Isaac fosse achar ruim tê-lo conosco, mas com certeza as garotas adorariam. Deixei-o ir e passei por ele, escondido. Me sentei encostado em uma árvore à margem da estrada e quando ele passou, falei:
– E se eu te dissesse que sou um Cavaleiro, você acreditaria?
Ele reconheceu minha voz mas ficou olhando para a sombra, para me reconhecer. Saí da penumbra.
– Os Cavaleiros são grandiosos – disse ele – e usam armaduras douradas.
– Eu acreditei que você fala com os animais, mas você não acredita que eu sou um Cavaleiro.
– Eu posso provar – disse ele. Ele assobiou com dois dedos na boca e uma raposa saiu do mato. Ele se virou para ela e depois para mim. – Ela disse que você não parece um Cavaleiro de Ouro.
– Como posso saber que não é invenção sua?
Ele suspirou e mandou-a pular sem sair do lugar, correr em volta dele e depois fingir de morta.
– Tá. Eu acredito.
– Agora me prove que você é um Cavaleiro – falou ele.
Eu poderia simplesmente invocar minha armadura dourada, mas preferi seguir pelo caminho difícil.
– Como você imagina os Cavaleiros? – perguntei-lhe.
Ele olhou para cima, imaginando.
– Eles são rápidos, fortes e têm uma mira impressionante.
Quando ele terminou sua frase deu de cara com o vazio. Eu estava atrás dele, sentado na grama, e erguia duas pedras grandes – uma em cada mão. Joguei-as no chão quando vi um pássaro passando voando a uns trinta metros. Peguei minha daga e atirei. Acertei-o em cheio e ele caiu na grama.
O garoto estava estupefato.
– É... impressionante – falou ele. – Mas e seu mascote?
Dark, você tá ocupado?, pensei.
Nem um pouco, respondeu ele.
Pode vir aqui um minutinho?
A suas ordens.
Em menos de um minuto depois ele chegava voando e pousou do meu lado.
– Esse é Dark, meu cavalo alado.
– Uauu!
Ele se aproximou, devagar, deixou Dark cheirar sua mão e o acariciou. De repente Dark teve um súbito arrepio. Ele falou comigo pelo pensamento, disse ele.
– É, eu sei. Ele pode falar com os animais, e pelo visto, com os místicos também. – O garoto estava impressionado. Do nada ele se virou para mim, veemente.
– Você me ensina a lutar? Me ensina magia e a montar em cavalos...
Interrompi-o com a mão.
– Veremos. Mas é melhor você ir pegar minha daga.
Ele correu para dentro do mato e voltou com minha daga e o pássaro morto.
– Vamos. Temos que descansar.
Ele pareceu não entender.
– Como assim? Eu vou ficar com você?
– Claro. A partir de hoje você é o mascote meu e dos meus amigos.
Ele sorriu. Então fomos andando até as barracas. Ele me ensinou a depenar rapidamente aquele pássaro e o comemos em seguida. Depois fiz uma cama para ele do lado de fora e lhe dei um cobertor, e voltei ao encontro de Izzy, que sonhava.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Dom Abr 03, 2011 3:02 pm

Logo você voltou a dormir, mas não por muito tempo pois logo de manhã Isaac te acorda com um grito
- Steve! Quem é ele e o que esta fazendo com suas roupas?
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Seg Abr 04, 2011 6:40 pm

Eu estava em um sonho, e mais uma vez parecia ser um daqueles que nunca vinha em vão, mas sempre trazendo alguma mensagem. Nós estávamos todos reunidos – os Cavaleiros de Ouro – e armados, prontos para uma intervenção benéfica.
Steve!, disse uma voz que eu não sabia de onde vinha, mas me parecia familiar. Steve! Steve, porra!
Acordei.
– Steve. Quem é ele e o que está fazendo com suas roupas?
Olhei para o lado e Izzy estava lá, acordando lentamente com as gritarias de Isaac. Abri o zíper da barraca e saí. Já era dia. Isaac me olhou, esperando uma resposta, enquanto segurava as mãos do garoto atrás de suas costas. Este último se debatia e dizia “Me solta!”, tentando chutá-lo.
Suspirei, metade por estar acordando, metade pela burrice de Isaac. Fui até Isaac e o empurrei no chão, e ele ficou me olhando sem entender. Tive que segurar o garoto que queria pular em cima dele selvagemente.
– Isaac, esse é Thor, nosso novo mascote.
– Como assim? Essa coisa vai andar com a gente?
– Essa coisa tem nome e sim, ela agora está na nossa responsabilidade.
Isaac se levantou e bateu nas roupas para tirar a terra.
– Sua responsabilidade. Eu não tenho nada a ver com isso.
– Beleza. Mas aproveita para acordar Mel e vê se faz o que eu te disse ontem.
Ele se lembrou e ficou preocupado, deixando a raiva para lá. Então ele entrou na barraca.
– Esse é Isaac – falei para Thor. – Ele só está nervoso porque tem que pedir uma garota em namoro e não sabe como fazer. Mas geralmente ele é legal. Você vai ver.
Ele ergueu as sobrancelhas, como se fosse difícil de acreditar. Em seguida Izzy saiu da barraca.
– O quê que deu em Isaac, hein? – perguntou ela se espreguiçando. De repente ela viu o menino e sorriu.
– Izzy, esse é Thor. Encontrei-o ontem de noite por aí e a partir de agora ele é minha responsabilidade.
– Nossa responsabilidade – falou ela.
– Qual é sua classe? – perguntou Thor a ela.
Ela sorriu, como se tivesse acabado de descobrir que ele sabia falar, e respondeu:
– Eu sou vampira.
– Que legal.
Eu queria conversar com Izzy, então pedi para Thor ir buscar algo para comermos e lhe passei minhas saia. Ele saiu todo feliz.
– Onde você o encontrou? – perguntou ela, antes que eu pudesse explicar.
– Ontem à noite acordei e fui dar uma voltinha. Aí ele me atacou.
– Que legal. Ele parece simpático.
– Ele é. E ele sabe falar com os animais.
Ela ficou surpresa.
– Como? Pensei que só os Cavaleiros tivessem capacidade especiais.
– Eu também. Mas será interessante descobrir.
Issac e Mel saíram da barraca, de mão dadas. Ele conseguiu, pensei. Isaac limpou a garganta entes de falar.
– Senhoras e senhores, eu lhes apresente minha mais nova namorada.
Todos sorrimos. Que bom que ela tinha aceitado.
– Cadê o garotinho? – perguntou Mel.
– Saiu com minha sais para caçar alguma coisa para comermos – respondi.
– Você acabou de conhecê-lo e já lhe deixou suas sais? Confia mesmo nele, né?
– Claro. Eu sei que ele tem algo de especial.
Ficamos conversando por uma hora e ele não voltou. Mais uma hora se passou e nada.
– Steve, ele ainda não está aqui. Isso é estranho.
Será que ele poderia ter roubado minhas sais e fugido? Aquele garoto que eu acolhi e lhe dei minhas próprias roupas?
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Seg Abr 04, 2011 6:50 pm

Você e Izzy foram floresta adentro procurar por ele e depois de 15 minutos encontraram ele caido no chão.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Ter Abr 05, 2011 9:28 pm

Eu não podia imaginar que tinha sido enganado por ele, que me pareceu tão simpático e honesto. Mas a vida sempre nos reserva surpresas. Como eu fora tão ingênuo para emprestar minhas sais a um garoto que conhecera a poucas horas? A resposta é que eu pensava que... pensava que ele era especial. Eu tinha criado uma confiança naquele garoto, talvez por ter tido pena da situação na qual ele vivia. Uma coisa era certa – eu não podia deixar ele fugir com minhas sais sem fazer nada, se bem que ele conhecia melhor do que qualquer um de nós a área que nos cercava.
Enquanto eu refletia sobre isso tudo meus amigos me olhavam, esperando que eu dissesse alguma coisa. Decido, forjei minha expressão de arrependimento e a transformei em esperança, determinação.
– Vamos achar esse garoto – falei. Todos assentiram. – Vamos desmontar as barracas rapidamente e ir atrás dele.
– É melhor você ir logo – falou Mel. – Ele só tá ganhando distância. Deixa que arrumamos as coisas.
– Eu vou com você – falou Izzy. – Conheço um pouco da floresta.
– Tome minhas espadas – me ofereceu Isaac, estendendo-as a mim.
– Não. Valeu. Não vou precisar – disse serrando os punhos.
– Vão logo! – falou Mel.
E foi o que fizemos. Corremos em direção às Grandes Florestas. Enquanto corríamos, ofegando, perguntei:
– Como sabemos que ele não foi para o outro lado?
– Teríamos visto. E caso não tivéssemos, ele não faria esse erro pois aqui ele pode se esconder e para lá não.
– Talvez ele imaginou que fôssemos pensar isso e que iríamos para esse lado.
– Acho que não. É só um garoto.
Mas não um garoto qualquer, pensei. Continuamos a correr, e eu ainda não estava convicto de que Thor podia ter me traído. Alguma coisa dentro mim dizia que havia alguma coisa de errado nessa história, e ele não era o vilão.
– De qualquer forma ainda não temos certeza se foi ele.
Ele deu de ombros. Ela parecia ter certeza que tinha sido ele, mas não ia discutir comigo no meio de uma correria.
Tempo depois chegamos à floresta. Nos encostamos em uma árvore para descansar. Procurei encontrá-lo sentindo os movimentos no chão, mas até o meu alcance eu não sentia passos de pessoas, só de animais.
Subitamente, enquanto nos recuperávamos, Dark e Spell pousaram ao nossos lado.
Que tal uma carona?, perguntou Dark.
– Acho que não seria mal hora – comentei.
Subimos nos nossos mascotes. Agora só nos restava saber por onde começar. Izzy achava que devíamos procurar floresta adentro, mas esta era tão imensa que não se via seu fim – nem na largura nem no comprimento. Foi quando, saindo de dentro da floresta, veio uma raposa e parou aos pés de Dark. Ela estava excitada e saltitava como se quisesse dizer alguma coisa. Foi quando me lembrei dela. Era a amiga de Thor, que me comprovara noite passada que ele podia mesmo falar com os animais. Aquiescei, como se tivesse entendido seu recado, e ela pareceu compreender. A raposa correu para dentro da floresta e a seguimos a galope. Mal tínhamos galopado cem metros que pude ver Thor, deitado no chão de barriga. Mas ele não estava tomando sol, não. Ele estava desmaiado. Pulei de Dark e me ajoelhei ao seu lado.
Dark, vá buscar os outros, por favor. Ele relinchou, deu meia-volta trotando e assumiu voo. Me virei para Izzy.
– Eu disse que ele não tinha roubado.
– Ainda não sabemos – disse ela.
– Eu tenho certeza. Alguém pegou.
Ela concordou, pois de fato, era a explicação mais plausível.
– Esperemos que não sejam elfos da noite. Os que vivem por aqui são foragidos que são procurados em todas as cidades. Bandidos dos piores tipos. E eles têm gangues, e não têm dó.
– Me parece um bom hobby desacordar crianças para saqueá-las.
Minutos depois Izzy e Isaac chegaram, cada um em seu mascotes. Eles deixaram as mochilas encostadas numa árvore. Mel, sem precisar de pedido algum, se agachou sobre o garoto com seu cajado e começou a usar magia para curá-lo.
– Vai ser rápido – falou ela. – Trazer a consciência de volta é uma das coisas mais simples.
E como ela havia dito, em menos de um minuto depois ele abriu os olhos. Ele pareceu tomar um susto ao nos ver ao ser redor (só Isaac que ficava um pouco afastado, sem muita preocupação). Ele se sentou e do nada sua memória pareceu voltar, fazendo-lhe dar um sobressalto.
– Eles pegaram suas sais. – Coitado. Ele parecia envergonhado.
– Quem pegou? – perguntei.
– Elfos da noite. Eles eram muitos. Desculpa, Steve.
– Você não teve culpa. Nós vamos atrás desse delinquentes. Você viu para onde eles foram?
– Estavam indo ao norte, eu acho.
Fiz um “vamos lá” com a cabeça e todos subimos nos nossos mascotes.
– Fique aqui – eu disse a Thor. – Te encontramos aqui em meia-hora.
Não deixei lacuna para ele contestar. Com um aquiescimento de ordem meu todos fomos ao norte.

Encontramos os elfos numa reunião. Eles estavam sentado em volta de uma fogueira, bebendo e contando piadas. Estávamos a uns vinte metros deles, atrás de árvores. Virei-me para meus amigos e falei:
– Eu vou até lá e eles vão achar que estou sozinho. Aí vocês usam o elemento surpresa. Certo?
– Certo – eles responderam simultaneamente, como soldados.
Suspirei e fui lá, a pé. Uns deles me viram e se assustaram. Todos se levantaram e pegaram suas armas, ficando de frente para mim. O chefe deles deu um passo a frente e falou:
– O que quer?
– Suponho que vocês encontraram minhas sais.
– As sais brilhantes douradas? Nós não encontramos, nós negociamos com um garoto.
– Negociaram, é? Mas essas sais são minhas.
Eram suas, cavalheiro. Mas nós sempre estamos dispostos a fazer negócios.
Era a hora do ataque. Esperei que meus amigos estivessem prontos, pois caso eles vacilassem trinta elfos da noite cairiam para cima de mim e o resto dá para imaginar. Eu tinha que dar um jeito de pegar minhas sais pois mesmo sendo bom na luta mano a mano, seria complicado dar umas surras só com os punhos contra caras armados.
Não vim para negociar. Vim para pegar minhas sais, queiram você ou não.
Esperei que eu tivesse a sorte de eles me deixarem voltar com a sais sem confusão, mesmo a probabilidade sendo de um por um milhão. O seu líder ergueu as sobrancelhas, surpreso, e uns guerreiros soltaram uns risinhos. Me pus em posição de briga e três deles se puseram na minha frente, para me enfrentar. Um espadachim, um ninja e um blazer. De repente – quando nem eu esperava – uma flecha atravessou a cabeça de cada um dos três que caíram do chão. Pegos de surpresa eu tive tempo de pular e pegar minhas sais das mãos do líder. Antes de qualquer reação Isaac, Izzy e Mel adentraram a fula atacando, e eu entrei na brincadeira.
Pelo canto do olho pude ver Thor, que nos olhava junto a sua raposa de trás de uma árvore. Nossos mascotes também lutavam à base de patadas, mordidas e arranhões.
No início estava tudo bem para o nosso lado, mas tínhamos subestimado nossos inimigos.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Ter Abr 05, 2011 11:20 pm

Os magos usaram magias fortes e desacordaram todos vocês, incluindo seus mascotes.
Quando acordaram, estavam amarrados a uma arvore.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qua Abr 06, 2011 12:09 pm

Minha última lembrança foi ter visto uns magos elfos soltando uma luz branca de seus bastões. Quando abri os olhos eu estava amarrado no tronco de uma árvore por uma corda enormemente grossa. Não, não era só eu. Meus amigos estavam ao meu lado. Eles ainda estavam desacordados. Era noite, então era bem provável que estávamos no mesmo dia. Me dei conta de como era erradia minha conclusão pois estávamos dentro de uma caverna. E não era uma caverna de ocasião, pois havia várias tochas nas paredes das cavernas e logo à frente, a uns cinquenta metros, viam-se mais de cinquenta barracas. Parecia uma vila, e eu percebi que realmente era, pois crianças corriam e brincavam e mulheres passavam por nós com vasos na cabeça, olhando pelo canto do olho. Percebi que agora a situação estava “preta”, pois se conseguíssemos escapar teríamos de enfrentar mais guerreiros do que na outra vez.
Percebi que uns quatro guardas com lanças laminadas nos vigiavam, um em cada canto, formando um quadrado. Izzy acordou e se assustou. Ela estava do meu lado direito e os outros estavam ao seu lado. Cheguei perto dela e murmurei:
– Vamos tentar um fuga, mas temo que teremos de invocar as armaduras.
Ela avaliou o lugar e assentiu seriamente.
– Acorde-os – pedi.
Ela futucou Mel e a acordou, que em seguida acordou Isaac. Por sorte os guardas estavam distraídos e pudemos armar nossa fuga sem que eles desconfiassem.
– Mel, você consegue cortar as cordas com sua faca? – perguntou Izzy.
Ele se tateou.
– Eles pegaram todas as nossas armas.
– Não vamos precisar – falei.
Eles me olharam, mas eu não sabia o que dizer. Eu tinha uma ideia maluca e não tinha noção se era possível. Mas eu tinha que tentar, se não passaríamos horas tentando cortar as cordas.
– Vou tirar vocês daqui. – Eles me olharam sem entender. Deviam pensar que eu estava maluco. – Confiem em mim. Quando as cordas se romperem, invoquem suas armaduras.
Não deixei tempo para contestações e fui absorvido pela árvore. Sim, eu estou falando sério. Usei meu dom e indo ao extremo do que já tinha feito, ela me absorveu. Torci para que Mel não gritasse para não chamar a atenção dos guardas e de fato não ouvi nada. Eu estava dentro da árvore, em sua matéria sólida, mas podia me mexer fluidamente. Saí do outro lado da árvore agachado para não bater nas cordas. Os guardas conversavam à distância. Eu não tinha arma nenhuma, mas ainda sabia lutar. Peguei uma pedra e acertei um dos guardas na cabeça, fazendo-o cair no chão desacordado. O segundo me viu e correu em minha direção apontando a lança. Os dois outros também viram e estavam vindo me pegar. Pude perceber que enquanto isso os moradores da cidades iam pegar suas armas e as crianças e mulheres corriam para as barracas.
O primeiro lancer eu o desarmei o acertei-lhe um soco na cara, fazendo-o sonhar. Peguei sua lança laminada para me defender dos dois outros, mesmo nunca tendo lutado com uma daquelas. Eles vieram e começaram a me atacar dos dois lados, enquanto eu defendia. Em um momento os dois investiram e eu rolei para a frente, fazendo-os se entreacertar. Em seguida cortei as cordas com as pontas da lâminas.
Agora sim. Quatro cavaleiros de ouro desarmados contra cem fugitivos psicopatas armados até os dentes. Invocamos nossas armaduras, o que fez a multidão que vinha correndo parar. O que me surpreendeu for ver aqueles guerreiros musculosos ficarem paralisados ao nos ver com nossas armaduras dourada. Pensei que fosse se render, mas o líder deu um passo a frente. Ele segurava Thor de mata leão e apontava uma faca em seu pescoço.
– Nunca tivemos a honra de receber Cavaleiros no nosso esconderijo – falou ele. – É um prazer tê-los aqui, mas suponho que vocês tenham que se render ou seu amiguinho morre.
Isaac chegou perto de mim e falou:
– Deixamos ele aí e damos o fora.
Olhei para ele com desdém. Dei um passo para frente.
– Nossos reforços já estão vindo – falei. Deixem-no partir e pouparemos a vida de vocês. E não contaremos a ninguém sobre seu esconderijo.
– Até eles chegarem vocês estarão mortos e já teremos partido.
– Então boa sorte – falei.
Todos ficaram surpresos com minha resposta, até meus amigos. Na verdade eu também não sabia o que fazer. Estávamos perdidos, mas eu não me renderia.
De repente, vindo sei lá de onde, uma coruja enorme passou voando adentrando a caverna. Todos ficamos olhando. Foi quando percebi que havia alguém em suas costas, com uma armadura dourada. Broke, pensei. Eu não sabia como ele tinha chegado aqui e nem o que ele pretendia fazer. E ele fez o que eu menos esperava – pulou da coruja e caiu na multidão, lutando com espadas.
Ele estavam indo muito bem contra todos aqueles guerreiros. Sua coruja veio voando até nós com nossas armas.
– Obrigado – falei.
E partimos para o ataque.
Eu não sei o que aconteceu durante aquele tempo em que lutamos, mas estávamos energeticamente veementes, indo para cima de todos. Era um completo massacre de seis – contando com Laurea, a coruja – contra cem. Pessoas caiam mortas ou feridas e magias iam de lá para cá, mas estávamos completamente protegido pelas armaduras. Foi quando vi nossos mascotes numa jaula de metal.
Esqueci de dizer que Thor aproveitou da confusão para se desvencilhar do golpe e veio correndo até mim, com chaves na mão. Ele abriu a jaula e nossos mascotes saíram investindo em todos. De repente nossos inimigos começaram a fugir da caverna, correndo.
Tínhamos derrotado aqueles delinquentes. A próxima coisa a fazer era avisar à polícia mais próxima do esconderijo. Lá estávamos nós, todos reunidos novamente, cumprimentando Broke, nosso salvador. Até Isaac deixou de lado seu antimasculinismo e o abraçou, fazendo-o corar.
A caverna estava agora fúnebre, com todos aqueles corpos no chão, mas aquela árvore enorme cuja copa ficava fora da caverna, passando por um buraco no teto, fazia tudo ficar especial.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qua Abr 06, 2011 1:15 pm

Logo, você pegou seus sais e voltou ao seu caminho. Vocês voltaram a atravessar a floresta sossegados após esse susto, mas antes decidiram acampar por la mesmo. Vocês utilizaram uma rocha para fechar a porta da caverna e foram dormir.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Qui Abr 07, 2011 9:44 pm

Decidimos andar até nos distanciarmos da caverna para evitar futuros ataques dos elfos da noite que fugiram, caso eles estivessem por perto. Fomos em direção leste, seguindo rumo a Meylequi, até decidirmos para para acampar. De fato já ia amanhecer mas precisávamos repousar para seguir viagem, pois pode não parecer mais ter de lutar contra uma centena de elfos era um pouco cansativo.
Antes de dormirmos estávamos comendo um javali que encontramos aos arredores e botávamos o papo em dia.
– Diz aí, Broke, como você soube que precisávamos de ajuda? – perguntei mastigando um pedaço de carne.
– Minha esfera brilhava incessantemente e meus instintos me trouxeram até aqui. Quanto mais eu me aproximava mais ela brilhava.
– Que legal – comentou Mel. – Não sabia que a ligação era tão forte.
– Nem eu – concluiu Izzy. – Mas afinal, como foi que eles te encontraram, Thor?
O garoto comia e nos observava. Dava para ver sua alegria em seus olhos – finalmente ele tinha uma família.
– Eu queria vir até aqui porque os javalis são maiores, mas deparei com aqueles salafrários. Aí eles pegaram os sais e fugiram, me deixando desacordado.
– Que idiotas – falou Broke.
– E eles fugiram – disse Isaac. Ele rangia uma coxa enorme com os dentes, como se quisesse que fosse a de um daqueles elfos. – Medrosos. Estávamos em menor número mais eles fugiram. Odeio covardes.
Todos assentimos. É verdade que estávamos em desvantagem de número e que o que nos deu vantagem foi a chegada de Broke, que serviu de motivação. Então os guerreiros ficaram cara a cara com Cavaleiros gritando, soltando magias e dilacerando a todos ao seu redor como demônios da guerra. Quem não ficaria com medo?
Ao terminarmos fomos todos dormir. Isaac, Thor e eu dividimos um barraca e Broke e as garotas outra. Teríamos de comprar mais uma ou duas ao chegarmos na cidade das garotas pois nosso grupo agora havia aumentado. Não precisávamos ficar de guarda pois nossos mascotes, com seus sentidos muito mais avançados, tinham percepção de tudo ao nosso redor, o que era tranquilizante.

No outro dia levantamos às dez. Era tarde, sim, mas estávamos todos descansados e prontos para seguir viagem. A previsão era uma chegada antes do entardecer em Maylequi, onde iríamos procurar a família Jennings e nos acomodar por lá. Depois decidiríamos de quanto tempo seria nossa estadia na cidade élfica.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Qui Abr 07, 2011 9:58 pm

Vocês andaram até encontrar uma grande árvore.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por Ghost em Sex Abr 08, 2011 11:46 am

Fomos andando – na verdade montados nos nossos mascotes; cada um no seu e Thor comigo – ao leste por umas duas horas e meia. Se você acha que é entendiante ficar duas horas e meia num viajando, sem fazer nada, em cima de um animal, te garanto que está enganado. Primeiramente porque é muito legal ficar voando enquanto o vento bate no seu rosto a trinta metros do chão. E segundo, se a viagem fosse com cavalos tradicionais demoraríamos três vezes mais.
Não tem o que descrever numa viagem como essa, passando horas e horas por cima de árvore numa floresta que nunca acabava. Com as densas copas das árvores não podíamos ver nossos amigos que iam por baixo, mas ainda assim podíamos ouvir seu som. Às vezes parávamos em algum riacho para beber água e repousar por quinze minutos e retomávamos nosso rumo.
Quando chegarmos lá prometo que você terá um belo banho de água morna e terá uma ótima comida, falei a Dark, já que ele só fazia todo o esforço de carregar a mim e a Thor.
Relaxa aí, Steve, respondeu ele. Isso é só malhação.

O sol já formava um ângulo de quarenta e cinco graus com o horizonte quando nossos amigos pararam de correr. Fomos até eles. Estavam parados, em frente a uma árvore de diâmetro enorme, que eu nunca tinha visto igual.
– Que árvore grande. Deve ser muito velha – falei.
– Velha e resistente. E muito poderosa – falou Izzy.
– Ai, que bom que chegamos – comentou Mel, passando a mão na testa.
– Chegamos? – perguntou Isaac.
– Sim – respondeu Mel. – A cidade está na sua frente.
Isaac parou para pensar. Franziu o cenho e falou:
– Então vocês moram nessa árvore?
– Quase isso – riu Izzy.
– Macacas – provocou ele.
As meninas riram e o empurraram para trás. Em seguida deram as mão e começaram a falar palavras que eu não fazia ideia do que significavam. Mas nada aconteceu.
– Isso é uma língua élfica? – perguntou Broke.
– Muito, muito antiga – respondeu Izzy.
– E temos que aprender essa merda na escola – disse Mel.
– Que legal! – falou Thor, assustando a todos, pois ele quase nunca falava.
– Vamos indo – falou Izzy, indo em direção ao tronco para bater de cara nele, mas... ela o atravessou e sumiu.
– Nos vemos lá – disse Mel fazendo o mesmo.
Nós quatro nos entreolhamos e erguemos a sobrancelhas. Não era comum ver pessoas atravessando árvores, mesmo no meu mundo. De repente a cabeça de Mel surgiu no tronco e falou:
– Vocês têm seguro. Caso algo aconteça na viagem, suas famílias serão reembolsadas. – Isso não nos fez sentir muito melhor. – Andem, o portal vai se fechar.
E sua cabeça sumiu. Broke nos olhou e correu para o tronco, dando um pulinho e m gritinho ao se encontrar com ele e atravessá-lo. Thor me olhou, debaixo, e balançou a cabeça em desaprovação.
– Que vergonha – falou ele. – Dois Cavaleiros de Ouro com medo de uma pobre árvore.
Ele correu e atravessou-a.
– Vamos – disse a Isaac.
– Eu tenho um trauma de criança, com uma árvore como essa. Quer saber como é?
– Não.
Peguei-o pelo braço e o puxei. Entramos na árvore, mas não estávamos dentro dela. Estávamos numa estrada e a poucos metros havia uma cidadezinha.
– Pensei que não fossem vir – falou Izzy, que estava ao nosso lado.
– Medrosas – brincou Broke.
Izzy fez um gesto com a mão em direção à entrada, que desse lado não era uma árvore mas sim uma parede negra sem fim.
– Está fechada – ela falou olhando para Mel. Provavelmente se referia à passagem.
Então adentramos a cidade, uns ao lado dos outros, com nossos mascotes nos acompanhando.
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Re: Steve - Metrópole Human

Mensagem por SUPER HACHER em Sex Abr 08, 2011 1:08 pm

Logo foram procurar pela moradia das garotas.
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Re: Steve - Metrópole Human

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